Com o abraço forte de parabéns, do dia de seu aniversário, e os agradecimentos nunca suficientes, dos que pensam e fazem o Bahia em Pauta, ao incrível, generoso e talentoso amigo do peito deste site blog. O resto é com o saudoso poeta Hélio Contreiras, figura do coração do jornalista aniversariante.
Aguardamos a chegada na terrinha para a comemoração devida .
Som na caixa, maestro, como diz Olívia.

(Vitor Hugo e Margarida)


Evacuação do mercado judaico em Paris

=====================================================

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

As autoridades francesas realizaram duas operações simultâneas na tarde desta sexta-feira,9, e libertaram as pessoas mantidas reféns por jihadistas em dois pontos da França.

Na primeira operação, foram mortos os irmãos Chérif e Saïd Kouashi, supostos autores do atentado contra o jornal Charlie Hebdo, onde 12 pessoas foram mortas na última quarta-feira. Eles se escondiam em uma gráfica, onde mantinham um refém.

A polícia também invadiu um mercado kosher, na região central em Paris, e matou um terceiro terrorista, que mantinha ao menos seis pessoas como reféns.

Ao menos quatro pessoas mantidas reféns no mercado foram mortas, segundo informações da Reuters.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude juncker, confirmou presença nas manifestações de domingo

Hollande finaliza sua declaração convocando a população a celebrar neste domingo, em manifestação, os “valores de democracia, liberdade e pluralismo” que a Europa representa.
Hace 23 minutos

O presidente da França, François Hollande, fala após o desfecho dos sequestros desta sexta-feira e convoca a nação à vigilância e à unidade: http://cort.as/315H
Hace 25 minutos

O sequestrador do supermercado de Paris disse a uma emissora de televisão francesa que estava coordenado com os irmãos Kouachi. Amedy Coulibali falou com a rede de tevê BFMTV.

Primeiras declarações do ministro do Interior. Bernard Cazeneuve está em Porte de Vincennes, Paris, onde fica o supermercado. Siga ao vivo, em francês: http://cort.as/315H

Primeiras declarações do ministro do Interior. Bernard Cazeneuve se encontra em Porte de Vincennes, Paris. Acompanhe ao vivo, em francês: http://cort.as/315H

Balançp AFP (II): A agência, segundo as mesmas fontes, explica que não se sabe se as mortes aconteceram durante a ação da polícia ou antes. Também revela que não se descarta que um dos mortos fosse um segundo sequestrador. Cinco reféns, entre eles uma criança, foram libertados
Hace 1 hora

Balanço da AFP (I): Ao menos 5 mortos em Paris, entre eles o terrorista, e 5 reféns libertados. Citando fontes da polícia, a AFP explica que 2 pessoas morreram por volta das 13h (hora local) e os agentes localizaram outros dois corpos ao entrar no supermercado.
Hace 1 hora

elpaisbrasil

Um homem armado mantém dois reféns em uma joalheria na cidade de Montpellier, segundo informa a France Presse citando fontes jurídicas. Até o momento não se sabe se o sequestro tem alguma relação com as operações antiterroristas.
Hace 1 hora

elpaisbrasil

Os irmãos Kouachi não sabiam que tinham um refém. Segundo informou a TF1, um trabalhador da gráfica estava escondido no local e deu informações à polícia durante as 10 horas em que os terroristas estiveram entrincheirados no edifício


BOM DIA!!!

Opinião

EDITORIAL

Seguiremos publicando

Editorial conjunto do EL PAÍS e outros cinco jornais europeus

O atentado cometido em Paris na quarta-feira 7 de janeiro contra o Charlie Hebdo e o odioso assassinato de nossos colegas, ferrenhos defensores do pensamento livre, não é apenas um ataque à liberdade de imprensa e à liberdade de opinião. É além disso um ataque aos valores fundamentais de nossas sociedades democráticas europeias.
mais informações

Já nos últimos meses, a liberdade de pensar e informar estava sob a mira, com a decapitação de outros jornalistas, norte-americanos, europeus e de países árabes, sequestrados e assassinados pelas mãos da organização Estado Islâmico. O terrorismo, seja qual for sua ideologia, rechaça a busca da verdade e não aceita a independência de espírito. O terrorismo islâmico, ainda mais.

Depois de negar-se a ceder às ameaças por ter publicado, há quase 10 anos, caricaturas de Maomé, o jornal Charlie Hebdo não mudou em nada sua cultura da irreverência. Com o mesmo ânimo, nós, os jornais europeus que trabalhamos juntos habitualmente dentro do grupo Europa, continuaremos dando vida aos valores de liberdade e independência que são o fundamento de nossa identidade e que todos compartilhamos. Continuaremos informando, investigando, entrevistando, editando, publicando e desenhando sobre todos os temas que nos pareçam legítimos, em um espírito de abertura, enriquecimento intelectual e debate democrático.

Devemos isso a nossos leitores. Devemos isso à memória de todos os nossos colegas assassinados. Devemos isso à Europa. Devemos isso à democracia. “Nós não somos como eles”, dizia o escritor tcheco Vaclav Havel, opositor do totalitarismo que triunfou e se tornou presidente. Essa é nossa força.

Editorial conjunto dos diários Le Monde, The Guardian, Süddeutsche Zeitung, La Stampa, Gazeta Wyborcza e EL PAÍS.

jan
09
Posted on 09-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-01-2015


Jarbas, no Diário de Pernambuco

jan
09
Posted on 09-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-01-2015


A Torre Eiffel em dia de luto na França


Irmãos Kouachi: história bem francesa

====================================================

DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

João Ruela Ribeiro

Os suspeitos pelo atentado ao Charlie Hebdo são dois órfãos franceses, já implicados em movimentos jihadistas. Tese do terceiro homem posta em dúvida.

Um pequeno descuido foi suficiente para minar o plano que culminou com a execução de 12 pessoas no atentado ao Charlie Hebdo. A carteira de identidade de um dos autores dos crimes deixado acidentalmente no Citröen negro em que seguiam deu às autoridades a pista crucial para a grande operação militar montada esta quinta-feira. Permitiu também conhecer o percurso dos irmãos Kouachi, que deixa um amargo dejá vu na história de radicalização dos jovens europeus.

Foi ao início da noite de quarta-feira, algumas horas depois do ataque sangrento à sede do semanário satírico, que os investigadores revelaram a identidade dos homens que procuravam: Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos. A implicação de um terceiro homem, como chegou a ser afirmado pelo próprio ministro do Interior, está ainda envolta em incertezas.

O bilhete de identidade encontrado pela polícia pertence a Said Kouachi, mas é o seu irmão mais novo que tem concentrado as atenções pelo seu históricol de ligações ao movimento jihadista. Ambos nasceram em Paris, mas foram criados em Rennes, num orfanato depois da morte dos seus pais, de nacionalidade argelina. Em 2003, Chérif regressa à capital com o irmão e divide-se entre empregos temporários como distribuidor de pizzas, lojista e funcionário na peixaria de um supermercado. Como o típico jovem suburbano, Chérif era um ocasional fumador de marijuana, ouvia rap e interessava-se por raparigas, sem pensar em casamento.

“Ele fazia parte de um grupo de jovens que estavam um bocado perdidos, confusos, não eram fanáticos no verdadeiro sentido da palavra”, contou ao Libération o seu ex-advogado, Vincent Ollivier. Pela mesma ocasião, Chérif começa a frequentar a mesquita Adda’wa, no bairro de Estalingrado, a norte de Paris, onde trava conhecimento com outro jovem praticamente da mesma idade. Trata-se de Farid Benyettu, o “ideólogo” fundamentalista que dava aulas na mesquita, a que Chérif frequentava com regularidade.

Benyettu liderava a chamada fileira do Buttes-Chaumont, uma célula de recrutamento que entre 2003 e 2005, segundo o Le Monde, conseguiu enviar uma dezena de jovens para o Iraque, onde se juntaram a movimentos jihadistas. Chérif Kouachi era um deles e foi precisamente quando se preparava para voar para a Síria – onde faria o transbordo para o Iraque – que foi interceptado pela polícia e detido, em Janeiro de 2005. O desejo dos jovens era movido pelas imagens da invasão norte-americana e britânica do Iraque e também pelas notícias que davam conta das cenas de tortura na prisão de Abu Ghraib.

Kouachi e os outros aprendizes mantinham-se em forma através de corridas no parque de Buttes-Chaumont, que deu nome à organização. Foram-lhes também dados alguns princípios básicos – através de desenhos, diz a Reuters – de como operar uma metralhadora Kalashnikov. O que interessava era a inculcação ideológica. Num documentário para o canal France 3, filmado pouco tempo antes da sua detenção, Chérif é citado acerca da sua aprendizagem: “Farid disse-me que os textos [sagrados] davam provas do benefício dos atentados suicidas.”

Três anos depois, Kouachi foi um dos jovens presentes a julgamento e deu graças por ter sido impedido de chegar ao Médio Oriente. “À medida que a data se ia aproximando, cada vez mais eu queria voltar atrás. Mas se eu recuasse corria o risco de ser visto como um covarde”, disse na época, perante os juízes. De nada valeu a argumentação e Chérif foi condenado a três anos de prisão, dos quais acabou apenas por cumprir 18 meses de pena suspensa, por já ter cumprido dois de prisão preventiva. Segundo o seu advogado, a estadia entre as grades mudou-o. “Ele já não falava. Já não era o mesmo”, recorda Ollivier ao Libération.

Kouachi voltou ao banco dos réus em 2010, desta vez com a companhia do irmão Said. Ambos eram acusados de terem conspirado para libertar um antigo dirigente do Grupo Islâmico Armado da Argélia (GIA), Smain Ait Ali Belkacem, condenado a prisão perpétua pela autoria de um atentado no metro de Paris que matou oito pessoas. Este grupo liderou nos anos 1990 uma tentativa de golpe de Estado na Argélia antes de se transformar em 2007 no braço da Al-Qaeda no Norte de África.

Os juízes decidiram pela não condenação dos implicados na tentativa de libertação por falta de provas. Num outro caso, Chérif foi indicado como “testemunha assistente” num caso que envolvia Djamel Beghal, outra das principais figuras do jihadismo em França. A sua implicação foi afastada, “apesar da sua imersão confessa no Islão radical” e “no seu demonstrado interesse em teorias que defende a legitimidade da jihad armada”, de acordo com o processo

  • Arquivos