Charb, Wolinski, Cabu et Tignous:chargistas mortos na fuzilaria ao
jornal “Charlie Hebdo”, segundo Liberation

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Ao menos 12 pessoas morreram e quatro correm risco de morte em consequência do ataque com fuzis automáticos ocorrido na manhã desta quarta-feira, 7, contra a sede da revista semanária satírica Charlie Hebdo, em Paris, segundo dados oficiais. Os autores do atentado, um dos mais graves da história da França, foram dois homens vestidos de preto, encapuzados e armados com fuzis Kalashnikov. O presidente François Hollande afirmou que a França vive “um momento extremamente difícil”.

O ataque ocorreu pouco depois das 11h (8h, no horário de Brasília). Os dois terroristas já entraram atirando no hall do jornal. Durante mais de dez minutos, os agressores efetuaram pelo menos 30 disparos contra os jornalistas e funcionários da publicação. Em alguns momentos, segundo uma testemunha citada por vários veículos da França, eles gritavam os nomes de jornalistas. Dezenas de funcionários refugiaram-se na terraço do edifício, situado no bulevar Richard Lenoir, no 11º distrito da capital francesa. Após o atentado, os criminosos gritaram “Alá é grande” e fugiram em um carro – que foi abandonado a algumas quadras do local. Eles ainda não foram identificados nem presos.

O presidente francês, François Hollande, visitou o local pouco após o atentado. “É um ato excepcional de barbárie”, declarou Hollande, para onde foi acompanhado do ministro do Interior, Bernard Cazaneuve. À imprensa, Hollande disse ainda que as autoridades vão se empenhar para “perseguir” os responsáveis e levá-los à Justiça. O chefe de Estado convocou uma reunião extraordinária do Governo, que elevou ao nível máximo o “alerta de atentados” –o alerta antiterrorista. A segurança foi reforçada em veículos de imprensa, grandes estabelecimentos comerciais e no transporte público.

A Charlie Hebdo estava especialmente protegida porque já havia sido alvo de ameaças e ataques menores nos últimos anos, especialmente por ter publicado, em 2006, caricaturas do profeta Maomé. Em 2011, foi atacada com coquetéis molotov e teve de fechar seus escritórios durante várias semanas. Entre as vítimas fatais do ataque de quarta-feira estão dois policiais que vigiavam a área. Uma das viaturas foi atingida por 15 tiros.

Fontes do Ministério do Interior optaram por não divulgar oficialmente nenhuma pista sobre os autores do atentado, mas consideram que a possibilidade de se tratar de um ataque de origem de fundamentalistas islâmicos “é uma opção possível”. Segundo a rede de televisão BFM, um dos terroristas teria afirmado em vídeo que estariam “vingando” Maomé.

O último tuíte publicado pela revista é uma caricatura do autoproclamado chefe do Estado Islâmico, Abu Bakr al Baghdadi, acompanhado do comentário “meilleurs voeux” (boas festas).

A França está em alerta antiterrorista desde que iniciou sua participação nos bombardeios contra o Estado Islâmico no Iraque em setembro passado. Pelo menos 1.200 militares participam do dispositivo de alerta. Porta-vozes do EI pediram em diversos vídeos que os franceses sejam atacados em qualquer lugar do mundo.

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