Barbosa e Dilma:trombada no segundo dia do novo mandato

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A repercussão negativa do anúncio de que o governo federal estaria trabalhando na elaboração de novas regras para a correção do salário mínimo levou o Planalto a solicitar que as declarações do novo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, fossem desmentidas, neste

Em nota à imprensa, o Ministério do Planejamento informou que “a proposta de valorização do salário mínimo a partir de 2016 seguirá a regra de reajuste atualmente vigente”. O texto diz ainda que “essa proposta requer um novo projeto de lei, que deverá ser enviado ao Congresso Nacional ao longo deste ano”.

Ao tomar posse, na manhã da última sexta-feira (2), o ministro afirmou que seriam apresentadas mudanças na regra de reajuste do salário mínimo a partir de 2016. “Vamos propor uma nova regra para 2016 a 2019 nos próximos meses. Continuará a haver aumento real do salário mínimo”, disse Barbosa ao receber o cargo da ex-ministra Miriam Belchior.

Na tarde do mesmo dia, horas após seu discurso de posse, o ministro já sinalizava a possibilidade de recuo. Ao iG, o ministro disse que o assunto ainda não havia sido decidido com a presidente reeleita, Dilma Rousseff. “Não conversamos sobre isso. A única coisa que sabemos é que continuará a política de aumento real do mínimo”, afirmou Barbosa. “Manter esta regra é uma das possibilidades. Mas temos que conversar ainda”, completou.

Atualmente, a correção do salário mínimo leva em conta a variação da inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Desde o anúncio de medidas que endurecem as regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários, aliás, o clima é de tensão entre o Palácio do Planalto e setores do movimento sindical. Até mesmo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), tradicionalmente aliada ao PT, já demonstra insatisfação diante das novas políticas adotadas.

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