BOA TARDE!!!


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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

Cláudia Carvalho

Beck Era considerado um dos mais influentes sociólogos da atualidade, uma referência da sociologia contemporânea.

Ulrich Beck, que ainda em 2014 esteve em Portugal para falar sobre o continente europeu, que considerava em risco de se transformar numa “Europa Alemã”, morreu na quinta-feira, dia 1. A notícia da sua morte só foi anunciada no sábado, 3. Ulrich Beck tinha 70 anos e morreu de ataque cardíaco.

Nascido em 1944 na Pomerânia, Ulrich Beck cresceu em Hanôver e fez todos os seus estudos (sociologia, filosofia, psicologia e ciências politicas) em Munique. O sociólogo, talvez o investigador mais citado da atualidade, ganhou notoriedade em 1986 com a publicação da obra Sociedade de Risco (Riskiogesellschaft), que foi nos últimos anos traduzida para mais de 30 idiomas.

Em Sociedade de Risco, o alemão descrevia como o contexto económico, numa sociedade em mudança, e a sua influência nas ideologias individuais, contribuíram para os excessos da sociedade de risco. A obra, que foi primeiro traduzida para inglês em 1992 e só mais recentemente para português, no Brasil, na editora 34, teve um grande impacto na sociedade. Beck defendia que as estruturas tradicionais que marcavam os limites da desigualdade e da insegurança estavam sendo profundamente alteradas por processos de individualização e de fragmentação familiar social.

Ulrich Beck destacava-se porque falava de uma outra modernidade. Para ele, “a produção social da riqueza” era inseparável da “produção social de riscos”. O risco, que não é igual para todos, democratizava-se, podendo afetar de forma inesperada pessoas e grupos que até então se mantinham estáveis.

Beck, que foi professor da Universidade de Munique e na London School of Economics, era também nos últimos anos um dos grandes críticos da Alemanha, que lhe parecia estar apostando numa estratégia de hesitação a que chamava “Merkiavel”. No seu entender, impunha-se um contrato social novo, gerador de mais democracia.

O seu livro, A Europa Alemã. De Maquiavel a “Merkievel”: Estratégias de Poder na Crise do Euro, chegou às livrarias portuguesas em 2013 pela Edições 70. Neste ensaio, o sociólogo considera que vivemos já numa “Europa alemã”. O livro aborda várias questões do “projeto europeu”, como os problemas de uma união bancária, dado que os bancos vivem à escala transnacional mas morrem à escala nacional, sendo a fatura paga pelos Estados a que pertencem e seus contribuintes. Beck criticava veementemente a saída de certos países do euro, o que criaria uma Europa a três velocidades: a daqueles que conseguiram manter-se na moeda única, a dos que nunca a quiseram integrar e, enfim, a dos que foram incapazes de cumprir as exigências da união monetária.

O sociólogo foi um dos convidados do Congresso Português de Sociologia, que aconteceu em Abril do ano passado em Évora. Coube a Beck a abertura do congresso, onde falou sobre uma “europeização improvisada”.

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (EDITADO PELO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Tende a uma radicalização aparentemente desnecessária a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, em que a bancada do PT não aceita apoiar seu antiquíssimo aliado Marcelo Nilo para o exercício do quinto mandato consecutivo.

Lançou-se candidato ninguém menos que o líder Rosemberg Pinto, que se mantém irredutível até o momento, mesma posição da correligionária Luiza Maia: “Nós vamos até o final, está na hora da alternância”, alardeou a deputada em emissora de rádio.

Entretanto, analisada friamente, a candidatura de Rosemberg é uma anticandidatura sem sentido, diferente daquela que consagrou a expressão, de Ulysses Guimarães a presidente da República, em 1973, contra o general Ernesto Geisel, no Colégio Eleitoral da ditadura.

O PT não vai sensibilizar ninguém com discurso inútil. A disputa atual, na Assembleia Legislativa, se dá sob uma legislação legítima, instituída democraticamente. Estão em jogo as posições de forças políticas dentro do cenário. Em suma, quem tiver voto que vença.

Não fosse assim, o presidente Marcelo Nilo não estaria com o pescoço grosso que vem exibindo, ao dizer que “o PT sempre o apoia aos 47 de segundo tempo”, mas advertindo: “Eu até estou querendo que eles mantenham a candidatura. Desta vez o jogo pode ser encerrado aos 45”.

Nilo vê uma ingratidão dos petistas, como disse a jornalistas, na rampa da Assembleia, no dia da posse do governador: “Trabalhei pra Rui Costa, me dediquei. Até do filho de Paulo Souto recebi a garantia do voto. Não me conformo que só o PT, em 17 partidos, seja contra”.

jan
04
Posted on 04-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-01-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Chare Online


Barbosa e Dilma:trombada no segundo dia do novo mandato

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A repercussão negativa do anúncio de que o governo federal estaria trabalhando na elaboração de novas regras para a correção do salário mínimo levou o Planalto a solicitar que as declarações do novo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, fossem desmentidas, neste

Em nota à imprensa, o Ministério do Planejamento informou que “a proposta de valorização do salário mínimo a partir de 2016 seguirá a regra de reajuste atualmente vigente”. O texto diz ainda que “essa proposta requer um novo projeto de lei, que deverá ser enviado ao Congresso Nacional ao longo deste ano”.

Ao tomar posse, na manhã da última sexta-feira (2), o ministro afirmou que seriam apresentadas mudanças na regra de reajuste do salário mínimo a partir de 2016. “Vamos propor uma nova regra para 2016 a 2019 nos próximos meses. Continuará a haver aumento real do salário mínimo”, disse Barbosa ao receber o cargo da ex-ministra Miriam Belchior.

Na tarde do mesmo dia, horas após seu discurso de posse, o ministro já sinalizava a possibilidade de recuo. Ao iG, o ministro disse que o assunto ainda não havia sido decidido com a presidente reeleita, Dilma Rousseff. “Não conversamos sobre isso. A única coisa que sabemos é que continuará a política de aumento real do mínimo”, afirmou Barbosa. “Manter esta regra é uma das possibilidades. Mas temos que conversar ainda”, completou.

Atualmente, a correção do salário mínimo leva em conta a variação da inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Desde o anúncio de medidas que endurecem as regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários, aliás, o clima é de tensão entre o Palácio do Planalto e setores do movimento sindical. Até mesmo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), tradicionalmente aliada ao PT, já demonstra insatisfação diante das novas políticas adotadas.

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