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Postado em 03-01-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 03-01-2015 00:36

DEU NO EL PAIS

Em cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, declarou que o Governo vai propor ao Congresso Nacional nova regra para cálculo do salário mínimo para o período de 2016 a 2019. Mesmo com a eventual alteração, Barbosa garantiu, nesta sexta-feira, que “continuará a haver aumento real do salário mínimo”. Segundo o ministro, a proposta será encaminhada ao Congresso “no momento oportuno”. Para 2015, vale a regra em vigor e o salário mínimo, que foi reajustado para 788 reais na quinta-feira.

Para alguns economistas, o atual formato de correção do salário, que contempla a variação da inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, é equivocada e precisa de alteração. “O valor do crescimento do PIB não significa o mesmo valor de ganho de produtividade. É necessário recompensar no ajuste a inflação e apenas o crescimento vindo da produtividade. Resumindo, é preciso passar um redutor sobre o PIB”, explica o coordenador do Ibmec de Belo Horizonte, Márcio Salvato.

Durante a cerimônia, o novo ministro do Planejamento falou ainda sobre a necessidade dos ajustes nas contas públicas para recuperar o crescimento e a credibilidade da economia, apesar dos eventuais impactos restritivos dessas medidas no curto prazo.”Agora, iniciamos uma nova fase de nosso desenvolvimento. Uma fase na qual é necessário recuperar o crescimento da economia, com elevação gradual do resultado primário e redução da inflação. Para atingir estes objetivos serão necessários alguns ajustes na política econômica. Ajustes, que, apesar de seus eventuais impactos restritivos no curto prazo, são necessários para recuperar o crescimento nos próximos quatro anos”, declarou. O ministro acrescentou que os ajustes que serão implementados “nunca serão um fim em si mesmos”.

Barbosa também defendeu, nesta sexta-feira, as medidas do Governo federal de alterar as regras sobre pensão, auxílio-doença e seguro-desemprego. As mudanças, que podem significar uma economia de R$ 19 bilhões por ano para o Governo, ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

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