Gabrielli fala na saída do voverno Wagner
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Patrícia França

Repórter de Política( A Tarde)

Alvo de acusações à sua gestão de sete anos à frente da Petrobras, o economista baiano José Sérgio Gabrielli, que até esta quinta-feira, 1º, comandava a secretaria de Planejamento do governo da Bahia, quebrou o silêncio a que vinha se impondo. Nesta entrevista, concedida momentos antes da posse do novo governador da Bahia, o também petista Rui Costa, Gabrielli negou que esteja com os bens bloqueados como determinou, em agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Afirma que ele nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm responsabilidade sobre contratos ditos irregulares na estatal, lembra que a presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidiam o conselho de administração da Petrobras à época dos fatos e diz que o ministro do TCU, José Jorge, “cometeu erro fundamental” ao apontar prejuízo de US$ 792 milhões na compra da refinaria Pasadena, nos Estados Unidos.

Vai estar mais livre para fazer a defesa? Qual vai ser sua estratégia?

A estratégia é fazer a verdade prevalecer. Estou tranquilo. Fazer a verdade prevalecer significa esclarecer, tirar a exploração política que está existindo sobre os assuntos, tornar os fatos explícitos e, consequentemente, fazer a defesa jurídica.

O governo Dilma, na sua defesa em relação à Petrobras, tem deixado claro que os fatos ocorridos foram no governo Lula, no período da sua gestão. Como o senhor vê isso?

Objetivamente não tem nenhuma acusação contra mim. Qual a acusação contra a minha pessoa? Existem vários fatos que estão em investigação, mas nenhum deles se referem à minha pessoa.

Mas como o senhor vê a tentativa do governo, pelo menos é o que parece, de jogar a responsabilização para a gestão passada?

Não há como haver essa tentativa nem essa realidade. Porque os fatos que acontecem, hoje, na Petrobras, são resultado da história da empresa. Portanto, não tem como atribuir a um ou outros (a responsabilização). Há responsabilidades individuais que têm que ser apuradas. E os procedimentos da companhia são procedimentos regulares, normais.

O fato de o senhor estar no comando da estatal, não era para ter conhecimento, por exemplo, de desvios de dinheiro para partidos?

Você tem mais de 55 mil contratos por ano na Petrobras. O que a direção da empresa tem que fazer é acompanhar a adequação com os procedimentos existentes. Consequentemente, a existência desses procedimentos são auferidos, avaliados. A lei americana e a lei brasileira exigem um conjunto de controles, esses controles foram todos certificados pelas auditorias na época, em 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2013. Portanto, a KPMG e a Pricewaterhouse atestaram, certificaram, que os controles estavam corretos. Então, a diretoria tem que saber essencialmente como é o controle. Se algum diretor é ladrão, é bandido, tem que punir o ladrão e o bandido. Mas isso não pode condenar a empresa.

E os superfaturamentos nos contratos apontados pela CGU, pelo TCU e Ministério Público Federal?

Não há superfaturamento. É importante ficar claro que não há superfaturamento na maioria dos casos. A Petrobras tem, como eu disse, 55 mil contratos, está se falando sobre alguns contratos em que há discussões técnicas sobre o que significa em termos de preço. No que se refere, por exemplo, a Pasadena, a meu ver, há um erro fundamental sobre o que significa prejuízo e o que significa valor de refinaria. O ex-ministro do TCU, José Jorge, cometeu um erro, a meu ver, fundamental.

Qual é o erro?

O erro é a consultoria contratada para fazer uma avaliação de potenciais cenários de refino, em 2005, pegar um dos 25 cenários levantados e comparar com o preço pago e chamar isso de prejuízo. O correto seria transformar e comparar o valor da refinaria com o valor das outras refinarias equivalentes na época. E quando se faz essa comparação, Pasadena está mais do que no valor na média dos valores da época.

O senhor está com os bens bloqueados e….

Não estou com os bens bloqueados. Não houve bloqueio. Até agora, o bloqueio não se efetivou.

E a quebra de sigilo?

Ñão houve quebra de sigilo. Há pedidos, mas não efetivação.

Dizem que senhor está saindo do governo da Bahia meio que de fininho. Isto está acontecendo?

De fininho? Eu estou aqui, com a imprensa toda na minha frente. Você sabe que tem muita nota plantada, há muitos interesses por trás dessa história.

O senhor esperava um apoio maior do seu partido, o PT?

O partido está me apoiando inteiramente. Não tenho do que me queixar.

Vou insistir, incomoda a postura do governo da presidente Dilma, que coloca a responsabilização dos fatos para sua gestão e, por tabela, do ex-presidente Lula?

Não tem como está jogando sobre nós, porque não há possibilidade. O conselho de administração da companhia era presidido pela presidente Dilma e foi presidido pelo ministro Guido (Mantega, ex-ministro da Fazenda). Como podem querer jogar sobre a Petrobras as responsabilidade? Não há possibilidade disso.

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A canção de Aznavour vai dedicada ao jornalista Claudio Leal, que de São Paulo segurou a barra do Bahia em Pauta nesta transição 2014-2015 com a garra, inteligência e generosidade de sempre, enquanto este editor dava uns mergulhos em água e sal no litoral norte de Salvador.
Obrigado, amigo!
Com a palavra o mestre da canção francesa.

(Vitor Hugo Soares)
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Send “L’instant Présent” Ringtone to your Mobile
L’instant présent est impalpable
Il est léger insaisissable
Suspendu dans l’air et le temps
Il ne dispose simplement
Que d’un très court moment sur terre
L’instant présent a des œillères
L’instant présent est si fragile
Qu’il ne peut rester immobile
Sans une plainte sans un cri
A peine arriver qu’il s’enfuit
Avant que d’entrer dans l’histoire
L’instant présent n’a pas de gloire
Il ne peut durant ce passage
Que mener une vie très sage
Car déjà prés de lui se tient
Le suivant qu’en fera ni moins
Ni davantage
L’instant présent n’a pas de trêve
A peine arriver qu’il s’achève
Il est sauvage il est craintif
Il est sans force il est captif
De la seconde qui va naître
L’instant présent va disparaître
L’instant présent il faut le prendre
Avec des gestes et des mots tendres

Lui faire un futur, un passé
Dans nos cœurs et dans nos pensées
Et lui bâtir une existence
L’instant présent est notre chance
L’instant présent ne se repose
Pas en chemin, il se propose
Pour le saisir il faut vouloir
Tu vois, il est déjà trop tard
Prends le chemin il passe ensuite
L’instant présent disparaît vite
Pour notre amour sans fausse honte
Si nous sommes sincères et prompts
En les alignant bout à bout
Nous pourrons en avoir beaucoup
A notre compte
L’instant présent peut être nôtre
Si nous l’enchaînons avec d’autres
Viens tandis que je le saisis
Écoute les mots que je dis
Je ne les dirai plus de même
L’instant présent est un problème
Mais si tu m’aimes et si je t’aime
L’instant présent de nos vingt ans
Vivra longtemps

Send “L’instant Présent” Ringtone to your Mobile


Ministros: a foto na posse (com a presidente) para conferir depois

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DEU NO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Após tomar posse para o segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff recebeu uma longa fila de 39 ministros que foram nomeados nesta quinta-feira para auxiliá-la na nova gestão – 15 deles permanecem no Governo, ainda que tenham trocado de cargo, como o ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, ex-Esporte. E nem dentro do Palácio do Planalto alguns dos nomes mais criticados da nova equipe se viram livres de protestos.

Entre os nomes mais questionados do novo ministério de Dilma, Kátia Abreu (Agricultura), Gilberto Kassab (Cidades) e George Hilton (Esporte) foram alvo de discretas vaias por parte de alguns dos convidados que acompanhavam o ato no salão nobre da sede do Governo. Por outro lado, os novos ministros das Comunicações, Ricardo Berzoini, do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias (que foi ministro do Desenvolvimento Social no Governo Lula), e Eleonora Menicucci, amiga de Dilma desde os temos de militância e que segue à frente da Secretaria de Política para Mulheres, foram muito aplaudidos.

Outro nome polêmico da nova equipe de Dilma, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, falou a jornalistas minutos antes de tomar posse para dizer que “a presidente deu a orientação clara dos compromissos com o objetivo da gente ter o crescimento, ter mais empregos e mais qualidade de vida”, e completou: ”Tem que ter a coragem de fazer o que for necessário para a gente conseguir isso.”

O público que ocupou as mil cadeiras reservadas para o evento contava com autoridades, parentes dos ministros empossados e representantes de movimentos sociais e de entidades da sociedade civil. Também compareceram governadores eleitos, como Rodrigo Rollemberg, que passa a comandar o Distrito Federal, e ex-presidentes da República, como o senador José Sarney e Luiz Inácio Lula da Silva.

jan
02
Posted on 02-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-01-2015


Deu no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO DIÁRIO ESPAHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

De Brasília

Todo discurso oficial é recheado de otimismo e de boas intenções que nem sempre serão factíveis de cumprir. À vontade com a confirmação de seu segundo mandato, a presidenta se comprometeu com novos projetos de infraestrutura e educação que são de fundamental importância para o país, mas dependem de como vai evoluir o imbróglio da Petrobras, por exemplo. Dilma garantiu que educação será a “prioridade das prioridades” e que a área vai ganhar mais verba para cumprir o novo lema do país, “Brasil, pátria educadora”. “Ao longo deste novo mandato, a educação começará a receber volumes mais expressivos de recursos oriundos dos royalties do petróleo e do fundo social do pré-sal. Assim, à nossa determinação política se somarão mais recursos e mais investimento”, garantiu a presidenta.

A Petrobras, efetivamente, vem cumprindo suas metas de produção, inclusive batendo recordes de extração da matéria-prima. A questão é saber como o processo de investigação na estatal, que já obrigou a empresa a atrasar a divulgação do balanço do terceiro trimestre para o final deste mês, pode afetar o desempenho da companhia, sob a pressão da severa investigação da Polícia Federal. A presidenta procurou mostrar tranquilidade quando se referiu à companhia. “A realidade atual só faz reforçar nossa determinação de implantar, na Petrobras, a mais eficiente e rigorosa estrutura de governança e controle que uma empresa já teve no Brasil”, disse ela em seu discurso no Parlamento, ouvido também pela presidenta da Petrobras, Graça Foster, que prestigiou a posse de Dilma no Palácio do Planalto.

Outro compromisso assumido durante o seu discurso é com um projeto ousado na área de infraestrutura e logística. Ela anunciou o lançamento de um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o segundo Programa de Investimento em Logística, além da ampliação do seu programa de habitação popular, Minha Casa Minha Vida. “Assim, a partir de 2015 iniciaremos a implantação de uma nova carteira de investimento em logística, energia, infraestrutura social e urbana, combinando investimento público e, sobretudo, parcerias privadas”, explicou. A questão é saber se as principais empreiteiras do país, hoje arroladas com as investigações da Petrobras, estarão aptas, ou com dinheiro em caixa, para aportar bilhões de reais em projetos de longo prazo.

As promessas feitas neste primeiro de janeiro reforçam ainda mais o papel que o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, assume. Caberá a ele o papel de tranquilizar o mercado e resgatar a confiança abalada dos investidores no primeiro mandato. Dilma mandou diversos recados nesse sentido para o mundo econômico. “As mudanças que o país espera para os próximos quatro anos dependem muito da estabilidade e da credibilidade da economia”, discursou. Mas, Dilma disse também que sempre se orientou por valores como a “o imperativo da disciplina fiscal”, hoje um calcanhar de Aquiles do seu Governo. Por isso, a presidenta começa o segundo mandato com mais dúvidas do que certezas quanto à realização de suas boas intenções. Ela fechou a sua fala com um verso subjetivo: “O impossível se faz já; só os milagres ficam para depois”. Para seus eleitores, a colocação traz esperança. Mas para metade do Brasil parecem metas impossíveis de cumprir, somente factíveis por um milagre da eficiência.

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