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Dá-lhe Geraldo Pereira!

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Ministério da Economia
Geraldo Pereira e Arnaldo Passos
Intérprete: Geraldo Pereira
Data: 1951

Seu Presidente,
Sua Excelência mostrou que é de fato
Agora tudo vai ficar barato
Agora o pobre já pode comer

Seu Presidente,
Pois era isso que o povo queria
O Ministério da Economia
Parece que vai resolver

Seu Presidente
Graças a Deus não vou comer mais gato
Carne de vaca no açougue é mato
Com meu amor eu já posso viver

Eu vou buscar
A minha nega pra morar comigo
Porque já vi que não há mais perigo
Ela de fome já não vai morrer

A vida estava tão difícil que eu mandei
A minha nega bacana meter os peitos
Na cozinha da madame em Copacabana
Agora vou buscar a nega
Porque gosto dela pra cachorro
Os gatos é que vão dar gargalhada
De alegria lá no morro


Rui Costa, o novo governador (Foto: Agecom)

Da Agência Brasil

A cerimônia de posse do novo governador baiano, Rui Costa (PT), ocorreu na Assembleia Legislativa, localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na Avenida Paralela, em Salvador. Recebido pelo presidente do Legislativo estadual, deputado Marcelo Nilo (PDT), e por uma comissão de parlamentares estaduais, ele se dirigiu ao plenário, onde assinou o termo de posse e prestou juramento à Constituição.

Depois de empossado, em discurso para o plenário e galerias lotadas de convidados para a cerimônia, Rui Costa prometeu ampliar a ação coordenada entre os órgãos públicos. Também disse que “a Bahia deve ser a locomotiva para levar justiça social ao Nordeste”, dando sequência ao trabalho iniciado pelo ex-governador Jaques Wagner, “que tirou 2,4 milhões de pessoas da pobreza”.

Ao deixar a Assembleia Legislativa, o novo governador passou em revista à tropa da Polícia Militar da Bahia e seguiu para a sede do Executivo estadual, também no Centro Administrativo. Lá, foi recebido por seu antecessor, Jaques Wagner (PT), e os dois se dirigiram a uma tenda, onde ocorreu a transmissão do cargo.

Muito emocionado, Jaques Wagner, que vai assumir o Ministério da Defesa, agradeceu a confiança do povo baiano, que, lembrou, elegeu seu sucessor. “Hoje é o dia de olhar para a frente. Nós sabemos como é complexo dirigir um estado como a Bahia, com 15 milhões de baianos e muita injustiça social. Rui terá muito trabalho pela frente. Hoje entrego para Rui, João Leão [vice], Aline [Peixoto, primeira-dama] e seus secretários algo que a gente fez com muito carinho, cuidando da nossa gente, da nossa economia, oxigenando a nossa democracia”.

Rui Costa lembrou sua trajetória como sindicalista ao lado de Wagner e se comprometeu a dar continuidade às conquistas sociais. “Esses oito anos [do governo Jaques Wagner] foi [um período] muito superior a quaisquer outros oito anos na história da Bahia. Não tinha dúvida de que iria ganhar, vendo o que melhorou na vida do baiano. Não aceitaria concorrer se tivesse qualquer dúvida sobre o projeto de governo. Tive convicção de que estava preparado, com esses anos de convivência com o governador Jaques Wagner”.

O governador disse também que vai conversar com representantes de todas as religiões para firmar parcerias de trabalho social “para enfrentar o problema das drogas, da dependência química, dos valores humanos”. Ele também prometeu manter diálogo com os movimentos sociais. “Vai ser um governo de correria, vamos dialogar, andando e fazendo as coisas acontecerem”, ressaltou.

Após a cerimônia de transmissão de cargo, Rui Costa deu posse ao seu secretariado. Costa e Wagner seguem para Brasília, onde acompanham a posse da presidenta Dilma Rousseff.

O novo governador da Bahia foi eleito no primeiro turno do pleito deste ano com 54,53% dos votos válidos, contra 37,39% de seu principal adversário, o ex-governador Paulo Souto (DEM). Nascido em 1963, em Salvador, Rui Costa é economista, formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), e foi um dos fundadores do PT no estado.

Em 2000, elegeu-se vereador pelo município de Salvador, sendo reeleito em 2004, com a maior votação da bancada petista. Em 2007, a convite do governador Jaques Wagner, assumiu a Secretaria das Relações Institucionais, onde permaneceu até 2010, quando elegeu-se deputado federal. Em 2012, passou a chefiar a Casa Civil do Executivo baiano.

Uma foto verdadeira da escritora Clarice Lispector

Por João Pedro Pitombo, na Folha de S.Paulo

O novo governador da Bahia, Rui Costa (PT), iniciou seu discurso de posse, nesta quinta-feira (1º), lendo um poema falsamente atribuído a Clarice Lispector em correntes da internet.

“Peço licença para citar um trecho de um poema que me foi enviado recentemente por um amigo como forma de incentivo”, disse o petista, logo após fazer os agradecimentos, na Assembleia Legislativa do Estado. Ele não mencionou a autoria do texto.

“Sonhe com aquilo que você quer ser/ porque você possui apenas uma vida/ e nela só se tem uma chance/ de fazer aquilo que quer”, diz um trecho lido pelo governador.

“O ‘presidencialismo de coalizão’ faz muito mal ao país, mas os presidentes conseguem torná-lo ainda pior”, diz jornalista Janio de Freitas em artigo na Folha de S.Paulo.
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Relações premiadas

Janio de Freitas

Mesmo incompleta, por força de indecisões presidenciais e de voracidades partidárias insatisfeitas, a montagem do ministério para o segundo governo Dilma Rousseff é uma demonstração de que os problemas de governo e de sistema político são, no Brasil, mais complexos e mais típicos do que em geral se admite.

As más composições do conjunto de ministérios, tornadas norma desde o início da redemocratização, estão explicadas como consequência forçosa do “presidencialismo de coalizão”. Na primeira delas, o governo foi aberto para a oposição à ditadura, sob o estandarte do PMDB, e para o segmento de apoiadores da ditadura que por fim a abandonaram, reunidos no que seria o PFL.

A multiplicação dos partidos, hoje mais de 30, instaurou a desordem. Na consequente divisão do Congresso entre múltiplas representações partidárias, várias bancadas não têm expressão política, mas todas são votos na Câmara e no Senado. Votos de que os governos precisam. A obtenção circunstancial desses votos é feita pelo sistema “é dando que se recebe”, uma combinação de cinismo e corrupção que já serviu até para dar um segundo mandato de presidente. A maneira dos governantes obterem apoio com alguma permanência é a compra paga com participação no governo: o presidencialismo de coalizão –e de imoralidade e ineficiência.

Uma desgraceira, mas com explicação possível. E não completada em si mesma: há o acréscimo inexplicável. É, consumada a coalizão, a parte presidencial, da sua escolha ou aceitação do nome para representar o partido coligado. Esta segunda etapa é pior do que a primeira. Não só por ser agravante da anterior, mas por não ter sequer a desculpa do sistema viciado que a exige. Sua causa é pessoal: está em cada presidente, inescrutável, no máximo presumida, às vezes.
Só para exemplificar (no entanto, sem os pontos de exclamação merecidos): Renan Calheiros ministro da Justiça de Fernando Henrique; Geddel Vieira Lima, do grupo dos “anões da Câmara” que assaltavam o Orçamento, ministro da Integração Nacional de Lula, quando destinou à Bahia 90% das verbas para uso em todos os Estados (nem assim os baianos o elegeram governador).

Incompleto embora, o novo ministério de Dilma é pródigo no inexplicável. O pastor George Hilton em Esporte, Aldo Rebelo em Ciência e Tecnologia e Jaques Wagner na Defesa podem revelar-se admiráveis nas suas áreas, a vida cria surpresas. Mas a escolha de seus nomes não pode ter partido dessa expectativa de Mega-Sena com cartão simples.

Na ausência total de qualificação para a Defesa, quando o Brasil precisa repensar suas ideias militares obsoletas, Jaques Wagner talvez se explique por suas relações especiais com Dilma. Diante da aberração que é o atraso científico do Brasil, não há como entender que Ciência e Tecnologia não fique com um cientista, em vez de usado como quebra-galho para agrado ao PC do B. Consta que, para evitar problemas, a supervisão dos preparativos da Olimpíada-16 ficará na Casa Civil da Presidência com Aloizio Mercadante. É uma confissão da escolha descabida para Esporte. E um modo de causar dano mútuo à Olimpíada e à Casa Civil.

Baixa compreensão do que é política, conceitos errados de administração pública, escassa noção de responsabilidade, desinteresse funcional, presunção em excesso, confusão entre relações pessoais e instâncias públicas –seja algo por aí ou seja o que for, o “presidencialismo de coalizão” faz muito mal ao Brasil, mas os presidentes conseguem torná-lo ainda pior.

jan
01
Posted on 01-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-01-2015

NA FOLHA DE S.PAULO:

ANDRÉIA SADI
VALDO CRUZ
MARIANA HAUBERT
DE BRASÍLIA


Dilma Vana Rousseff, 67, assumirá seu segundo mandato como presidente da República nesta quinta-feira (1º) com um discurso em que planeja defender os ajustes iniciados em sua política econômica como necessários para fazer o país voltar a crescer.

Primeira mulher a governar o Brasil, reeleita em outubro após a eleição presidencial mais acirrada desde a redemocratização, Dilma será empossada na Câmara e fará seu discurso logo em seguida, por volta das 15h30.

Dilma assume seu segundo mandato com a economia estagnada e o discurso que adotou na campanha eleitoral em xeque, por causa das medidas que ela começou a tomar para arrumar as contas do governo, que devem fechar este ano no vermelho.

A presidente escolheu um economista de perfil conservador para ser seu próximo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ele tem defendido mudanças para reequilibrar as finanças públicas e conter a expansão dos gastos do governo federal.

Na semana passada, Dilma autorizou medidas que restringem o acesso a benefícios sociais como seguro-desemprego e pensão por morte, embora tenha prometido durante a campanha que não mexeria em direitos trabalhistas.

Em seu discurso de posse, conforme o rascunho discutido nos últimos dias com seus auxiliares, a presidente deverá apontar como prioridades o combate à inflação, a preservação do emprego e a redução das desigualdades.

Dilma também fará acenos aos empresários, mostrando-se aberta ao diálogo e interessada em parcerias, num esforço para se distanciar dos atritos que marcaram sua relação com o meio empresarial no primeiro mandato.

Ela pretende convidar a iniciativa privada a investir em projetos de infraestrutura e aproveitar as oportunidades oferecidas por concessões de rodovias, aeroportos, portos e ferrovias controlados pelo governo federal.

Depois do fraco desempenho da atividade econômica em 2014, e com a perspectiva de outro ano difícil pela frente, Dilma prometerá menos burocracia, mais previsibilidade para as decisões econômicas e medidas para estimular o setor privado a investir.


Leia mais aqui.

jan
01
Posted on 01-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-01-2015

O mestre Dorival Caymmi abre 2015. Nas ondas da procissão do Senhor dos Navegantes.

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