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Posted on 31-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-01-2015

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O médico Joscelin Ribeiro, um dos mais conhecidos e respeitados cirurgiões especialistas no campo da ortopedia na Bahia, Bahia, foi baleado na manhã deste sábado (31), no bairro do Jardim Apipema, em Salvador.

De acordo com informações da Polícia Militar, Joscelin Ribeiro dos Santos, 68 anos, foi atingido durante um assalto, por volta das 8h. Dois homens a bordo de um veículo modelo Fox, de cor preta, abordaram o médico quando ele saia da garagem de casa, que fica próximo à panificadora Apipão.

O intuito era tomar de assalto o carro do médico, modelo Ranger. Após a negativa em entregar o carro, os bandidos dispararam um tiro contra a perna do médico, que foi socorrido por familiares. Ele foi levado para o Hospital da Bahia (onde atua como especialista em ortopedia) . Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, os bandidos conseguiram fugir a bordo da Ranger do médico. Não há informações sobre o segundo carro, o Fox, com o qual eles chegaram ao local do crime. A polícia segue em busca dos suspeitos, que ainda não foram identificados.

(Com informações do Correio)

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Chacrinha e a mandioca de Maria Bethânia

Janio Ferreira Soares

No palco do Vivo Rio, Maria Bethânia calcula sílabas, dramatiza gestos e dispara canções milimetricamente planejadas para seduzir milhares de abelhinhas sorvendo o néctar que passarinho não bebe e polinizando o ar com seus diversos feromônios, que vão de chaneis de variados números a jequitis de múltiplas prestações, passando por toques amadeirados de dedos nicotizados pelo martírio do vício, cujos donos não resistem à tentadora combinação álcool/tabaco e debandam atrás de aflitas baforadas, mesmo correndo o risco de perder versos de Fernando Pessoa seguidos de sutis gingados estilo David Carradine em atitude gafanhoto, que deixam a velha baiana com ares de uma mestra-shaolin-reconvexa preparando-se para mandar ver naquela canção do Roberto.

A poucos quilômetros dali, no Teatro João Caetano, Stepan Nercessian encarna um Chacrinha quase tão perfeito, que muitas vezes tem-se a impressão de ser o próprio balançando a pança, buzinando a moça e comandando a massa, em sua maioria composta por senhorinhas que à época eram loucas para agasalhar Fábio Jr. quando este vivia pedindo colo, e por seus grisalhos acompanhantes com taxas prostáticas a caminho dos dois dígitos, por sua vez relembrando solitárias orgias proporcionadas por Gretchen cantando Freak Le Boom Boom e por Rita Cadilac sacanamente atiçando as entranhas da imaginação com seu dedinho indicador em pequenos movimentos giratórios ao som de roda, roda e avisa.

Pois muito bem, depois de assistir a esses dois grandes momentos nas quebradas da Guanabara, restou a este velho zangão lubrificar as entrevadas asas e dar um breve bordejo sobre as begônias de seus longínquos jardins, retornando exatamente aos tempos das tiradas impagáveis do Velho Guerreiro, a propósito, recentemente reprisadas pelo Canal Viva.

“Alô dona Marieta, como vai sua caderneta?”. “Alô, atenção! A Beatriz é aquela que dá e não diz”. “Quem vai querer a mexerica de Elba Ramalho?”. “Alô dona Raimunda… como vai, vai bem?”. “Quem vai querer a banana do Chico Anísio?”. E cantava: “Maria sapatão, sapatão, sapatão, de dia é Maria, de noite é João”. E jogava pirulitos para a galera: “Alô, atenção! Quem chupa mais, o homem ou a mulher?”. E balançava um enorme aipim: “Quem vai querer a mandioca de Maria Bethânia?”.

Embora sem informações a respeito, não creio que os personagens citados se incomodassem com essas brincadeiras. É que os tempos eram outros e as pessoas viviam numa dimensão meio sépia, meio analógica, onde notícias sobre abdomens trincados, amores roubados e celebridades de araque ainda eram pesadelos distantes.

Pra terminar, fico imaginando o quiprocó que seria se Chacrinha ainda estivesse em ação. “Quem vai querer uma delação premiada aí?”. “Alô dona Rousseff! Alô seu Gabrielli! Cuidado com a língua do Youssef”. “Alô, dona Dió, o Cerveró é feio de dar dó”. “Atenção seu Juvenal, tire uma selfie .

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, porta de entrada do Raso da Catarina, na margem baiana do Rio São Francisco.

Com agradecimentos do Bahia em Pauta a Glauvânia Jansen, amiga do peito dos que pensam e fazem este site blog ( em especial o seu editor) pela generosa garimpagem e sugestão no Facebook.

BOA TARDE!!!

( Vitor Hugo Soares)


Cristina, vestida de branco e em cadeira de rodas fala
da morte de Nisman e dissolve agência de Inteligência

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ARTIGO DA SEMANA

Dilma e Cristina: Labirintos e desinformação à Mercosul

Vitor Hugo Soares

Enredadas em seus respectivos labirintos nos dois mais importantes territórios, de poder político e administrativo, da sempre tormentosa e imprevisível América do Sul – para conferir basta relembrar letras de tangos e sambas imortais tipo Cambalache e Vai Passar -, as presidentes Dilma Rousseff, a petista do Brasil, e Cristina Kirchner, a justicialista da Argentina, tentaram esta semana furar a teia e sair das encrencas em que se meteram. Cada uma ao seu modo e risco, as duas usaram a mesma estratégia: a desinformação. Ambas, com os mesmos pífios resultados.

Em Buenos Aires, na Residência Presidencial de Olivos, arredores bucólicos da capital federal, Cristina caprichou no cenário montado bem ao estilo de antigas milongas portenhas: sentada em uma cadeira de rodas (decorrente do tornozelo quebrado, no tombo em casa, durante o repouso de fim de ano na província natal na Patagônia) vestida de branco em lugar dos trajes escuros tão ao seu gosto, a mandatária do Prata ocupou rede nacional de televisão e rádio para falar sobre o intrincado caso Nisman e anunciar uma repentina reforma nos serviços de inteligência da nação.

“Até aí morreu Neves”, imagino deve ter murmurado algum prosaico mineiro ou baiano de passagem por Buenos Aires naquela tensa noite, abrasada pelo verão e pela perigosa subida repentina da temperatura do drama político e institucional mais recente nas margens do Prata. Com todos os ingredientes mais propícios para virar tragédia. Incluindo, evidentemente, o território minado e envenenado pelos primeiros lances virulentos da campanha presidencial precocemente iniciada, que irá desembocar nas eleições de outubro, para sucessão da atual ocupante da Casa Rosada. Sim, Cristinajá está nos finalmente de seu complicado e tortuoso segundo mandato.

Ela, no entanto, briga com o punhal nos dentes, para fazer seu herdeiro no “trono” fundado por Juan Domingo Peron. É exatamente aí que mora o perigo.

Em meio ao amontoado de contradições, ditos e desditos, trocas de acusações pesadas, a presidente decidiu fazer o seu primeiro pronunciamento depois da morte do promotor Alberto Nisman, responsável geral, por indicação do falecido ex-presidente Néstor Kirchner, pela condução do processo sobre um dos mais graves e trágicos crimes contra a humanidade em geral, e a sociedade argentina em particular. Até aqui impune e cercado de contradições e suspeitas cada vez maiores.

Refiro-me ao atentado contra a sociedade mutuária judaica AMIA, que em 1994 explodiu um quarteirão inteiro no famoso e popular bairro Once, um dos pontos mais atraentes e movimentados na área comercial do centro da capital portenha. 85 mortos de todas as idades, centenas de feridos graves, chagas abertas da intolerância na carne e na alma do povo argentino.

Ninguém me contou, eu vi. Então no Jornal do Brasil, sucursal de Salvador, estive em Buenos Aires (cidade que amo e visito sempre que posso) em seguida à grande tragédia. O quarteirão em escombros isolado. Pequenos focos de fumaça do rescaldo do incêndio. O odor de carne humana queimada ainda no ar. Os grupos de defesa civil e segurança à cata de restos humanos, objetos ou algo de pista capaz de levar aos autores do monstruoso atentado e seus mandantes. O promotor Nisman está sendo considerado, em alguns setores indignados com a impunidade, a 86ª vitima fatal do caso AMIA.

No primeiro discurso depois do promotor ter sido encontrado sem vida, com uma bala de revolver alojada na cabeça, no interior de seu apartamento no bairro de Puerto Madero, a presidente da Argentina (antes ela só havia se pronunciado via twitter para dizer apressadamente que Nisman se suicidara) falou 60 minutos em rede de TV. Uma eternidade. Além de dissolver a SIDE e prometer a criação de nova agência nacional, Cristina acusou setores descontentes da Inteligência de estarem por trás da denúncia de Nisman, antes de ser encontrado morto à véspera de um depoimento crucial, contra a presidente por suposto encobrimento da participação do Irã no atentado à AMIA. A conferir.

“Não vou falar por uma hora, serei mais breve”, prometeu Dilma Rousseff ao pilotar a reunião com seus 39 ministros de governo, mais o vice Temer, em Brasília. Em seguida, leu durante 40 minutos, o agressivo discurso da última terça, transmitido em rede nacional pelo canal oficiar BR. Brigou até com o técnico que projetava o texto da “fala” no telepronter. Copo cheio de mágoas, tensões e marketing político e governamental. Desinformação à granel, mas páro por aqui para não estourar o espaço.

Só um registro mais: No livro “Contra la Prensa”, preciosa coletânea de textos compilados pelo argentino Esteban Rodriguez, anoto o assinado por Guy Dubord, com o título “Desinformadores públicos”. Trata do conceito de “desinformação” importado da Rússia. É muito utilizado por um poder – ou pessoas que utilizam um fragmento de autoridade econômica ou política – para manter o estabelecido, o status quo, diz o autor. Leitura mais que oportuna depois dos pronunciamentos de Dilma Rousseff e Cristina Kirchner esta semana. Recomendo.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!

jan
31
Posted on 31-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-01-2015


SEM SAÍDA – Presos desde novembro do ano passado, os empreiteiros envolvidos no escândalo da Petrobras negociam acordos de delação premiada com a justiça
(Michel Filho/AG. O GLOBO/VEJA)
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DEU NA VEJA

Há quinze dias, os quatro executivos da construtora OAS, presos durante a Operação Lava-Jato, tiveram uma conversa capital na carceragem da polícia em Curitiba. Sentados frente a frente, numa sala destinada a reuniões reservadas com advogados, o presidente da OAS, Léo Pinheiro, e os executivos Mateus Coutinho, Agenor Medeiros e José Ricardo Breghirolli discutiam o futuro com raro desapego. Os pedidos de liberdade rejeitados pela Justiça, as fracassadas tentativas de desqualificar as investigações, o Natal, o réveillon e a perspectiva real de passar o resto da vida no cárcere levaram-nos a um diagnóstico fatalista. Réus por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, era chegada a hora de jogar a última cartada, e, segundo eles, isso significa trazer para a cena do crime, com nomes e sobrenomes, o topo da cadeia de comando do petrolão. Com 66 anos de idade, Agenor Medeiros, diretor internacional da empresa, era o mais exaltado: “Se tiver de morrer aqui dentro, não morro sozinho”.

A estratégia dos executivos da OAS, discutida também pelas demais empresas envolvidas no escândalo da Petrobras, é considerada a última tentativa de salvação. E por uma razão elementar: as empreiteiras podem identificar e apresentar provas contra os verdadeiros comandantes do esquema, os grandes beneficiados, os mentores da engrenagem que funcionava com o objetivo de desviar dinheiro da Petrobras para os bolsos de políticos aliados do governo e campanhas eleitorais dos candidatos ligados ao governo. É um poderoso trunfo que, em um eventual acordo de delação com a Justiça, pode poupar muitos anos de cadeia aos envolvidos. “Vocês acham que eu ia atrás desses caras (os políticos) para oferecer grana a eles?”, disparou, ressentido, o presidente da OAS, Léo Pinheiro. Amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos tempos de bonança, ele descobriu na cadeia que as amizades nascidas do poder valem pouco atrás das grades.

Na conversa com os colegas presos e os advogados da empreiteira, ele reclamou, em particular, da indiferença de Lula, de quem esperava um esforço maior para neutralizar os riscos da condenação e salvar os contratos de sua empresa. Léo Pinheiro reclama que Lula lhe virou as costas. E foi dessa mágoa que surgiu a primeira decisão concreta do grupo: se houver acordo com a Justiça, o delator será Ricardo Breghirolli, encarregado de fazer os pagamentos de propina a partidos e políticos corruptos. As empreiteiras sabem que novas delações só serão admitidas se revelarem fatos novos ou o envolvimento de personagens importantes que ainda se mantêm longe das investigações. Por isso, o alvo é o topo da cadeia de comando, em que, segundo afirmam reservadamente e insinuam abertamente, se encontram o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff.

(Com reportagem de Daniel Pereira e Hugo Marques)

PARA LER O CONTEÚDO COMPLETO DA REPORTAGEM DE CAPA ADQUIRA A VEJA, EDIÇÃO IMPRESSA DESTA SEMANA. NAS BANCAS.

jan
31
Posted on 31-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-01-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Parem as máquinas!

Para a ministra Ideli Salvatti, o avanço do crime no Nordeste “é até uma coisa meia lógica (sic), porque a renda da região cresceu”.

São os furtos, isto é, frutos do progresso. Só faltou ela cantar que “todo ladrão vai aonde o dinheiro está”, como no caso da Petrobras.


Alana:passaporte para o sucesso
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ARTIGO/EDUCAÇÃO

De Paulo Afonso ao Rio com passaporte do ENEM

Ana Vieira

Quando Alana Soares, há três anos , me disse que estudaria no Rio de Janeiro , custei a acreditar .Determinada , deixou a cidade de Paulo Afonso, no sertão da Bahia, e o dengo dos pais para viver na Cidade Maravilhosa antes dos 15 anos.
Foi uma oportunidade fantástica para a inteligente e estudiosa Alana. Ela vencera concorridíssima seleção nacional para a Escola Modelo do SESC ( na Barra da Tijuca )uma experiência de educação no modelo escola – residência com ensino em tempo integral, que começou em 2008,reunindo adolescentes de todo o Brasil.
Ano passado, no calor das eleições, fiquei impressionada com a visão de Alana sobre política nas nossas conversas no Facebook. Como aquela menininha que carreguei no colo tinha crescido!! Porque não basta a escola passar conhecimento, mas formar o cidadão.
Os pais de Alana – José Santos Filho e Vanda Soares Santos – estão colhendo os frutos pela decisão de garantir à filha educação de qualidade, mesmo enfrentando os medos e a saudade. Com a prova do ENEM, Alana foi selecionada para os cursos de Direito e Relações Internacionais. Optou pelo último. Estudiosa e inteligente ( é prima do editor do Bahia em Pauta, Vitor Hugo Soares), Alana tem tudo para tornar-se diplomata.
Estou muito feliz com o sucesso da minha sobrinha pelo coração. Como Brizolista acredito na educação como fator de transformação da sociedade e caminho legítimo de ascensão social e econômica.
Que o SESC multiplique sua experiência exitosa com mais escolas de Ensino Médio de qualidade neste Brasil continental.

Ana Maria Vieira é jornalista

DEU NO G1

Martha Beck e Cristiane Bonfanti, O Globo

O rituais de beleza de milhões de brasileiras devem sofrer uma indesejada intervenção “estética” nos próximos meses. E tudo por conta da necessidade de fortalecer a arrecadação e “embelezar” o programa de ajuste fiscal de 2015. A partir de 1º de maio, os cosméticos terão um aumento de carga tributária capaz de provocar reajuste de até 12% nos preços ao consumidor.

A lista de produtos inclui perfumes, maquiagem para lábios, olhos, preparações para manicures e pedicures, fórmulas para alisamento ou ondulação de cabelos, laquês, espuma de barbear, sais perfumados e outras preparações para banho e perfumes de ambientes.

A medida foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Pelo decreto, empresas de um mesmo grupo fabricante de cosméticos devem passar a pagar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre suas vendas no atacado. Anteriormente, essa cobrança incidia apenas sobre as vendas na indústria. Assim, embora a alíquota não tenha subido, haverá aumento da carga tributária.

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