OPINIÃO

Geddel deve um ataque ao ministro da Defesa

Nos termos em que foi feita, não parece razoável a investida do ex-ministro Geddel Vieira Lima, via rede social, contra a indicação do governador Jaques Wagner ao Ministério da Defesa.

Pedir à presidente Dilma para dar “mais uma coisinha a ele” e referir-se ao governador como “nosso Galego” não está à altura de um aspirante concreto ao poder no Estado, que concorreu a dois cargos majoritários nos últimos quatro anos.

Para credenciar-se a próximas disputas, tem de interpretar fatos e analisar movimentos dos adversários, especialmente os de grande peso, num nível mínimo de seriedade, deixando a galhofa, que poderia ser apenas um detalhe, a jornalistas metidos a engraçados.

Por exemplo, Wagner abriu um flanco sem tamanho – isso não é bom para ministros da Defesa – ao justificar sua “relação boa” com os militares: “Estudei no Colégio Militar do Rio de Janeiro e até iria seguir carreira, mas depois daqueles episódios todos de 1968, acabei não indo”.

Haverá explicação mais primária para antever um bom desempenho no cargo? Poderá o Brasil conduzir as questões agora levantadas pela Comissão Nacional da Verdade com alguém que chega ao posto evidentemente curvado a pessoas sem nome, que deveriam ser suas subalternas?

Obviamente, o governador da Bahia está longe da especialização nos temas estratégicos que envolvem a atividade de defesa, a qual a rigor, num país de terceira categoria, nem tem grande importância na conjuntura mundial. Não precisamos temer mais o Paraguai. O buraco é mais cima.

Tudo indica que, na cadeira, Wagner terá função homologatória que outros mais preparados do que ele, como José Viegas, tentaram e não conseguiram superar em passado recente. Esse seria um assunto bom para Geddel, com seu conhecimento, desenvolver.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 29 dezembro, 2014 at 7:17 #

Dona Dilma ‘gastou” o tão amado “galego”, que até esta nomeação era “pule de 10”, “coringa”, avalista e puxador de votos.

Qual a razão?

Sei não, sei não…

Mas…

Governo que nasce fraco, costuma ter pesadelos antigos.

A “sargentona” tem lá suas razões para tremer em “ordens unidas”.

Wagner manterá a pose?


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