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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Uma trindade não tão santíssima

Diálogos e manobras de bastidores, reveladas por fonte deste blog e que permaneceram ocultas por quatro anos emergem agora, que o ambiente é propício. Reportamo-nos ao período entre a primeira eleição e a posse de Dilma Rousseff, bem no finzinho de dezembro de 2010.

Reunido em certa informalidade na Bahia com o governador Jaques Wagner e diversos políticos aliados, o ainda presidente Lula sugeriu pelo menos três vezes a Wagner que indicasse a Dilma a permanência de Gabrielli na Petrobras. Quando se pensava que era assunto encerrado, ele repetia: “Não se esqueça de falar com ela sobre Gabrielli”.

Testemunha interessada no desenrolar da articulação apurou tempos depois que, diante da “sugestão” de Wagner, que acabara de ser reeleito, e ainda totalmente dependente, Dilma, já no cargo, pediu socorro ao próprio Lula.

O ex-presidente quis saber se o governador reivindicara algum ministério. Ante a resposta negativa, emendou: “E você vai deixar de atender o pedido de um homem que lhe deu 4 milhões e 800 mil votos?”

Reforçava-se ali um antigo vínculo, dando a Gabrielli mais três anos de presidência e o recorde absoluto na função. Mesmo depois que Dilma viu que não dava mais pra segurar e colocou Graça Foster na cadeira, a fidelidade permaneceu incólume: a de Lula, que quis Gabrielli candidato ao governo da Bahia, e a de Wagner, que até hoje o tem como secretário.
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