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PAULO DINIZ,EM TEMPO DE SER OUTRA VEZ NÓS DOIS!

BOA TARDE DE NATAL NO FABULOSO POR DO SOL NO FAROL DA BARRA.

(Gilson Nogueira)


Wagner:do Palácio de Ondina
ao Ministério da Defesa. A Tarde

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DEU NO JORNAL A TARDE

Biaggio Talento

Após longo período de espera, a presidente Dilma Rousseff anunciou, ontem, que o Ministério da Defesa será a pasta do governador Jaques Wagner no seu segundo mandato, que começa em janeiro de 2015. Em entrevista exclusiva ao A TARDE, Wagner falou qual será seu papel no governo.

Acabou a novela do ministério, governador?

Terminou. Na verdade, o primeiro a sugerir (o Ministério da Defesa) para ela (presidente Dilma Rousseff) fui eu. Primeiro tenho uma relação boa com eles (militares). Estudei no Colégio Militar do Rio de Janeiro e até iria seguir carreira, mas depois daqueles episódios todos de 1968, acabei não indo. Acho que os militares são extremamente importantes. Na carreira de Estado, as mais perenes são eles e o Itamaraty (diplomatas).

O senhor acha que ainda existe um pouco de medo em relação aos militares?

Algumas pessoas têm uma visão equivocada (dos militares). Olham para a Defesa ou ainda com trauma de 64 ou com uma lógica de Guerra do Paraguai, que é como se fosse necessário ter tropas para brigar e invadir. Creio que as pessoas desconhecem a dimensão que têm hoje o Exército, a Marinha e a Aeronáutica do ponto de vista tecnológico, campanhas de diminuição de vulnerabilidade. As pessoas não têm ideia dos investimentos da área. Por exemplo, o submarino nuclear. É tecnologia pura que será transferida da França para cá. Satélites. Estamos prestes a lançar um satélite brasileiro estacionário com muita tecnologia, muito mais que banda larga (internet). Também os caças (que o governo comprou) da Suécia. Então, tem um grande volume de investimentos. É bom lembrar ainda o comando da vigilância da Amazônia, que é um patrimônio nosso. A base da Antártida. Enfim, há uma capilaridade incrível, pois eles estão em todos os cantos. Na própria Base Aérea de Salvador, os caças que patrulham a nossa costa. Só para se ter uma dimensão do cargo: já foram ministros da Defesa o ex-governador Waldir Pires, o vice-presidente da república, o ex-presidente do STF Nelson Jobim, o Celso Amorim, que foi durante oito anos ministro das Relações Exteriores, que teve reconhecido seu trabalho fantástico.

Além disso, o senhor também vai participar do núcleo de governança do governo Dilma?

Prefiro chamar de coordenação de governo, que é aquela primeira linha, o “núcleo duro”, não gosto muito desse nome. É o grupo de ministros que ela convoca para ficar diretamente em volta. Na conversa com a presidente, ficou acertado que vou para a Defesa e sou parte da coordenação política ou de governo.

Mas com a função de participar de negociações com o Congresso, com as lideranças políticas?

Não. A coordenação estuda projetos estratégicos. Agora ninguém impede de negociar. O Jobim, por exemplo, era ministro da Defesa, e até pela origem dele, que foi além de integrante do STF, ministro da Justiça, poderia receber uma missão. É o meu caso também, ela pode me encomendar algo nessa linha, não tem nada que me impeça. Não estou na frente da batalha política. O articulador político pelo que estou percebendo é o deputado Pepe Vargas do Rio Grande do Sul. Mas todo ministro é político. Pela minha relação posso conversar com vários segmentos, mas não é minha função primeira.

Já discutiu com a presidente a estratégia nesse início de governo ante esse bombardeio todo pelo caso da Petrobras?

Ainda não puxou essa reunião. Quando puxar, vou estar. É que ela está nesse momento querendo fechar o ministério para anunciar.

Como o senhor responde a essas provocações da oposição de que a Defesa não é um dos ministérios fortes?

Há uma espécie de senso comum, que é muito pobre, segundo o qual pelo meu poder político deveria ir para Comunicações. Isso é uma babaquice. Para quem diz isso eu respondo: amigo, a última vez que fui para um cargo dito de segunda, foi para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, saindo para ser governador. É uma pasta da maior relevância. Cibernética, Amazônia, satélite, submarino nuclear, os caças, a Embraer, a Base da Antártica, ou seja, é muito dinheiro investido. Meu sentimento é que estou absolutamente satisfeito. Aí ficam me perguntando: o que o senhor vai fazer pela Bahia na Defesa? É outra bobagem, gente. O que eu vou fazer pela Bahia depende de estar na coordenação de governo e ter o peso de, quando Rui (Costa, governador eleito) precisar de alguma coisa, eu ligar para um ministro amigo meu e dizer o que o Estado quer. E com toda força política nossa. Se por acaso eu fosse para o Ministério dos Transportes, resolveria os problemas das estradas da Bahia. E o resto? Tem Cidades, Integração Nacional, Saúde. Os tempos estão mudando. Não adianta o cara achar que eu no Ministério das Comunicações iria fechar rádio de inimigo e dar rádio a amigo. Isso não existe mais.

O senhor está esperando um orçamento apertado para 2015 em função da crise econômica?

Lógico que todo mundo sabe que terá orçamento apertado, mas óbvio que eu tenho garantias para os projetos prioritários que citei. Todos terão continuidade, mas tudo aponta para um ano de orçamento apertado.

E o sentimento de começar esse nosso governo?

É um sentimento bom. A presidente conseguiu fazer a equação política. Praticamente todos os partidos parceiros estarão bem representados (no ministério). Claro que todo parceiro quer ampliar a participação, mas ela venceu etapa importante. (Veja matéria na página B2)

Incomoda o senhor integrar um ministério que tem pessoas ditas conservadoras, como a ministra da Agricultura Kátia Abreu?

Não. Você sabe como eu fiz na Bahia. E alguns diziam que tinha mais carlistas na minha chapa que na do adversário. As pessoas também têm o direito de mudar, caramba. As pessoas podem ter uma história assim e depois conviver com outro projeto político. A presidente tem o comando. O ministro não vai fazer o que quer no ministério. Se fizer uma aberração contra aquilo que é o conceito da presidente da república, ela vai dizer, não é por aí. Você pode dizer, olha ela trouxe uma pessoa conservadora. Eu posso ver por outro ângulo: a pessoa conservadora aceitou vir para o ministério de alguém do PT e tem a característica que tem. É um processo de ajuste de todo mundo. Um deputado tem um grau de liberdade muito maior de quem está num ministério. Não acho que isso é problema, esse é um governo de coalizão, não ganhamos só com o PT, com as forças chamadas de esquerda, ganhamos também com as forças de centro.

Já deu para puxar alguma coisa para a gestão de Rui Costa?

Agora não é o momento de discutir isso, porque a cabeça de todo mundo está focada em fechar o ano e fazer a transição. Isso é para 15 de janeiro. Todo mundo que chega vai arrumar a casa ainda.

O senhor estará em Brasília quando a presidente Dilma chegar à Bahia para descansar, na quinta?

Ela já fez o dela. Eu tenho que fazer o meu agora. É como quando o governador nomeia o secretário. Transfere para ele o problema. Ela já transferiu, cada ministro tem que montar (a equipe). Eu volto a Salvador e retorno na quinta-feira para Brasília para estudar a estrutura do Ministério da Fazenda, enfim tem todo um trabalho a ser feito.

Garimpagem e sugestão da jornalista e escritora Cida Torneros, editora do Blog da Mulher Necessára, Rio de Janeiro.
BP agradece.

BOM DIA DE NATAL!!!

(Vitor Hugo Sares)


Kátia Abreu recebe o prêmio Motosserra de Ouro Greenpeace/Divulgação
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DEU NO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)
Talita Bedinelli – São Paulo

A escolha da presidenta Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Agricultura não poderia ser mais polêmica. O nome da senadora Kátia Abreu, que já circulava na imprensa nacional como certo para ocupar a pasta há semanas, foi alvo de inúmeros protestos de movimentos ligados à terra e ao meio ambiente.

Katia Abreu é ex-líder do movimento ruralista no Congresso, grupo que reúne deputados e senadores acusados de defender o interesse do agronegócio e de barrar projetos ligados à preservação ambiental e ao avanço da reforma agrária no país.

Em 2010, ela recebeu do Greenpeace o prêmio “Motosserra de Ouro” quando participava da COP-16 no México. O grupo a acusava de atuar para barrar pontos importantes para os ambientalistas do novo Código Florestal que estava em discussão na Câmara. Em 2013, ela apresentou, como presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), um estudo que afirmava que “mantidas as taxas médias de criação de unidades de conservação e terras indígenas dos últimos Governos, em 2031 acabaria a área de produção agrícola do país”. Também afirmava que “47,7% dos assentados da reforma agrária não produzem o suficiente para a família e 72,3% não geram renda na propriedade”.

Outra polêmica envolvendo o nome de Abreu foi quando em 2013 ela apresentou um projeto de lei cujo objetivo era impedir que as terras invadidas por índios fossem desapropriadas para a demarcação de reservas indígenas. O conflito entre índios e produtores rurais por terras no interior do Brasil tem se agravado nos últimos anos e causado centenas de mortes. Na ocasião, ela afirmou no plenário que os produtores rurais tentaram estabelecer diálogo com os indígenas, mas isso foi infrutífero. “A cada dia que passa, ao invés de diminuir a insegurança jurídica, ao invés de diminuírem as invasões por parte dos índios nas áreas de produção do país, elas estão aumentando”, disse.

Em protesto à possível nomeação da senadora, o Movimento dos Sem-Terra (MST), alinhado ao PT de Rousseff, ocupou uma fazenda no Rio Grande do Sul no mês passado para pressionar a presidência. A pasta da Agricultura já tem sido ocupada por nomes ligados aos ruralistas e não é o órgão responsável pelas políticas de reforma agrária, que são geridas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Mas, para o movimento, a escolha de Abreu é simbólica.

“É uma sinalização muito ruim do Governo a indicação de uma pessoa que historicamente afronta os interesses dos camponeses”, afirma Débora Nunes, da direção nacional do MST. Para ela, o nome da ruralista é um contraste ao movimento de união da esquerda ocorrido no final da apertada campanha que levou Rousseff à reeleição. “A militância de esquerda foi às ruas para que houvesse a vitória de um projeto de perspectiva popular para o país. A expectativa da esquerda era de que isso se materializasse no novo Governo com a indicação de pessoas que possam contribuir com essa construção”, lamenta ela.
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O nome de Abreu também foi rejeitado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e pelo Movimento Brasil pelas Florestas, que criou um abaixo-assinado virtual contra a indicação dela. O documento, assinado por pouco mais de 20.000 pessoas, ressalta que ela foi uma das principais articuladoras das alterações no novo Código Florestal que “anistiam desmatadores e incentivam o desmatamento”. “A nomeação de Kátia Abreu representaria um passo a mais na direção dos interesses do latifúndio e das multinacionais do agronegócio. Caso essa ação se confirme será entendida por nós como um sinal do rompimento definitivo do Governo federal com o desenvolvimento sustentável”, afirma o grupo na petição.

Abreu foi a primeira mulher a assumir a Confederação da Agricultura e Agropecuária do Brasil, entidade que representa os agricultores brasileiros. Em outubro de 2013, ela trocou o PSD pelo PMDB, a pedido do vice de Rousseff, Michel Temer, que é do partido. Desde o início do primeiro mandato da presidenta, a pasta é comandada pela sigla de seu vice e a nomeação de Abreu busca dar continuidade a essa aliança.

dez
25
Posted on 25-12-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-12-2014


Myrria, hoje, no jornal A Crítica (AM)

dez
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SÃO PAULO – A cantora Alcione será a estrela da festa de posse do segundo mandato da presidente Dilma no dia 1º. O PT bancará as despesas, e a sambista, conhecida como Marrom, vai dividir o palco com artistas de Brasília, entre eles rapper Gog.

De acordo com Florisvaldo Souza, secretário de organização do PT, o show de Alcione deve custar ao partido cerca de R$ 200 mil. As apresentações devem começar às 11h e ir até as 18h30. O site da legenda chegou a anunciar a participação na festa do cantor Chico Cesar.

– Fizemos uma opção pelo show da Alcione e depois só grupos aqui de Brasília – disse Florisvaldo.

Alcione apoiou a candidatura de Dilma na disputa eleitoral deste ano. Ainda segundo site do partido, o PT vai organizar alojamentos gratuitos com recepcionistas, seguranças, brigadistas, chuveiros e banheiros químicos no pavilhão do Parque da Cidade e no ginásio Nilson Nelson

O PT quer transformar a posse de Dilma em um ato político para dar respaldo ao segundo mandato da presidente. Florisvaldo disse não saber revelar o custo total da festa nem ter uma expectativa de público.

– Estamos fazendo um chamado geral e o povo está se movimentando nos estados.

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