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DEU NO ESTADÃO

Ricardo Chapola

O Estado de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao jornal chileno El Mercurio e distribuída pelo grupo Grupo de Diários América (GDA) que o Brasil não vive uma crise de corrupção. A declaração foi feita quando Dilma respondia a uma pergunta sobre os eventuais efeitos políticos das denúncias de corrupção na Petrobrás, investigadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Segundo ela, “não há intocáveis” no País.

“Minha indignação com as denúncias que envolvem a Petrobrás é a mesma que sentem os brasileiros. E quero, como todos eles, que os culpados sejam punidos”, afirmou ela ao jornal. “O Brasil não vive uma crise de corrupção, como afirmam alguns. Nos últimos anos começamos a por fim a um largo período de impunidade. É um grande avanço para a democracia brasileira.

Dilma afirmou que não há intocáveis no Brasil e voltou a defender a punição dos responsáveis pelo esquema na estatal. “No Brasil não há intocáveis. Qualquer um que não trate o dinheiro público com seriedade e honestidade deve pagar por isso. É um compromisso do meu governo”, disse a presidente.

Questionada sobre como é liderar uma campanha “séria” anticorrupção se o próprio partido é protagonista do escândalo da Petrobrás, Dilma afirmou é sob seu governo que a Polícia Federal trabalha para desmantelar um esquema que opera antes das gestões do PT na Presidência.

“Essas investigações têm levado ao desmantelamento de um esquema que é suspeito de ter décadas de existência, antes dos governos do PT”, disse a presidente ao voltar a destacar que sua gestão tem liderado o processo contra a impunidade no País.

“Eu mesma despedi, três anos antes das investigações, o diretor que confessou para a Justiça a existência de um esquema de desvio de dinheiro na Petrobrás”.

NÉLSON SARGENTO, PARA OUVIR, PENSAR E CANTAR JUNTO!
BOA TARDE!!!
(Gilson Nogueira)

Uma composição de Marcos e Paulo Sergio Valle. Do álbum “Show Da Paz – Cristo Redentor 80 Anos” (2011). Solo de sax Jim Tomlinson

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“Olha, é como o Verão
Quente o coração”…

BOM DIA E BOM PRIMEIRO DOMINGO DO NOVO VERÃO QUE ESTÁ CHEGANDO.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO ESTADÃO E PORTAL A TARDE

A presidente Dilma Rousseff decidiu reavaliar os nomes que irão compor o ministério do segundo mandato, após tomar conhecimento da lista de 28 políticos citados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como beneficiários do esquema de corrupção na estatal, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo. Antes cotado para o primeiro escalão do governo, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), deve ser a primeira vítima da “lupa” de Dilma.

Embora o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, só vá pedir a abertura de inquérito e oferecer denúncia contra políticos envolvidos na Operação Lava Jato em fevereiro de 2015, a presidente não quer chamar para a equipe nomes sob suspeita. Alves perdeu a eleição para o governo do Rio Grande do Norte e, até agora, tinha cadeira garantida no Ministério do Turismo ou na Secretaria dos Portos, a partir de 2015.

Na avaliação de Dilma, ignorar os depoimentos das delações premiadas à Polícia Federal seria o mesmo que arrastar o escândalo da Petrobras para dentro do Palácio do Planalto. Em público, a presidente tem dito que é preciso aguardar as provas, mas, na prática, avisou que não vai correr os mesmos riscos de seu primeiro ano de governo, em 2011, quando sete ministros foram abatidos na “faxina” ética, seis deles no rasto das denúncias de corrupção.

Na lista dos políticos acusados por Costa de receberem repasses do esquema na Petrobras, 8 são do PT, 8 do PMDB, 10 do PP, 1 do PSB e 1 do PSDB. O Planalto tem certeza de que os nomes divulgados pelo Estado compõem mesmo a lista sob análise de Janot, a ser reforçada com outras delações, como a do doleiro Alberto Youssef.

O ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci (PT), coordenador da campanha de Dilma na eleição de 2010, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também foram mencionados no depoimento de Costa e negaram “com veemência” a denúncia. Renan tem apadrinhados no governo, como o atual ministro do Turismo, Vinícius Lages. De acordo com auxiliares de Dilma, porém, a inclusão do aliado na lista de Costa não afetará a escalação do ministério. Mesmo assim, há preocupação no Planalto com o impacto das delações na campanha de Renan para se reeleger presidente do Senado, em fevereiro de 2015.

O governo vive tempos difíceis no relacionamento com a base aliada no Congresso e, para piorar o quadro, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), é favorito para comandar a Casa. Desafeto de Dilma, Cunha disputará a sucessão de Henrique Eduardo Alves à presidência da Câmara contra os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).

A expectativa dos adversários de Dilma é a de que a Operação Lava Jato alveje muitos aliados até fevereiro. Na quarta-feira, a presidente não escondeu os problemas para montar a equipe ao ser questionada pela colega da Argentina, Cristina Kirchner, se anunciaria logo os novos ministros. “Você não sabe como é difícil no Brasil”, desabafou ela.

O vice-presidente Michel Temer, que comanda o PMDB, deve conversar com Dilma na segunda-feira sobre a composição do Ministério e já marcou uma reunião, no mesmo dia, com a bancada da Câmara. O PMDB quer ampliar o espaço no primeiro escalão, de cinco para seis cadeiras. Atualmente, o partido controla Minas e Energia, Previdência Social, Agricultura, Turismo e Aviação Civil, mas está de olho no Ministério da Integração Nacional, também cobiçado pelo Pros – que já dirige a pasta – e pelo PP. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Posted on 21-12-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-12-2014


Marco Aurélio, no jornal Zero Hora (RS)

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