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Postado em 19-12-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 19-12-2014 01:49


Virna Lisi no Festival de Cannes em 2009
AFP PHOTO / VALERY HACHE
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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

A atriz italiana Virna Lisi morreu aos 78 anos depois de uma longa carreira ao lado de grandes realizadores europeus e passa por Hollywood.

Foi o seu filho, citado pela imprensa italiana, que deu a notícia, acrescentando que a sua mãe morreu durante o sono e que sofria de uma doença incurável.

A italiana que Hollywood imaginava como uma nova Marilyn, foi dirigida por importantes realizadores daquela época como Alberto Lattuada, Mario Monicelli, Dino Risi, Henri Verneuil e Joseph Losey.

A atriz italiana entrou em 80 filmes feitos para o cinema e em cerca de 40 para a televisão – aparecendo em diferentes registros, ousando passar de papéis de vamp para os de mulheres mais velhas, muitas vezes ficando irreconhecível.

Depois de 40 anos de carreira, recebeu o premio de Melhor Atriz em Cannes, em 1994, pela sua interpretação de Catherine de Medicis no filme A Rainha Margot de Patrice Chéreau, que também lhe valeu o prêmio César de Melhor Papel Secundário Feminino atribuído na França.

Nasceu em Ancona, Itália, a 8 de Novembro de 1936, onde passou os primeiros anos antes de se instalar em Roma com a sua família. Quando tinha 16 anos o cantor Giacomo Rondinella, amigo dos seus pais, convenceu-os a deixarem-na atuar a seu lado numa pequena comédia musical, E Napoli Canta (Armando Grottini).

Ela continuou a fazer pequenos papéis de ingênua até A Mulher de Quem se Fala de Francesco Maselli (1956). Vittorio Gassman apresentou-a a Giorgio Strehler, diretor do Piccolo Teatro de Milan, e na Primavera de 1956, o encenador escolheu-a para interpretar Lucile Desmoulins em Les Jacobins, de Federico Zardi ao lado de Serge Reggiani interpretando Robespierre.

Depois do seu casamento em Abril de 1960 com o arquiteto Franco Pesci, ela passou a privilegiar a sua vida pessoal mas volta ao palco para Eva, com direção de Joseph Losey, com Jeanne Moreau (1962), e depois com A Tulipa Negra (Chistian Jacque, 1963) e Le bambole (Dino Risi, 1964).

Chamada para Hollywood, para onde leva o marido e o filho de dois anos, assina um contrato de sete anos com a Paramount e entra por exemplo em Como Matar a Sua Mulher (Richard Quine, 1965), com Jack Lemmon.

Mas para não ser catalogada como atriz que só fazia papéis de loira sexy, recusa Barbarella, de Roger Vadim – que seria um imenso sucesso para Jane Fonda – e rompe o seu contrato ao fim de três anos.

A sua carreira prossegue de Roma a Paris, Londres ou Berlim, às vezes em produções de Hollywood como A Árvore de Natal (Terence Young, 1969), Barba-Azul de Edward Dmytryk (1972) ou ainda A Serpente (Henri Verneuil, 1972).

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