Esta vai para a quase carioca, Maria Olívia, e para a carioca da gema (de sangue espanhol) Cida Torneros, lá na vila famosa de Noel, vizinhança com Martinho e suas meninas.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO PORTAL IG

Por Lara Rizério

SÃO PAULO – A lista com 28 nomes de citados pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras (PETR3;PETR4), Paulo Roberto Costa, foi revelada nesta manhã pelo jornal O Estado de S. Paulo e deve movimentar ainda mais a política brasileira no final deste ano. Os políticos citados teriam sido beneficiados pelo esquema de desvios na estatal.

Nela, há grandes nomes da política nacional, obtida através de 80 depoimentos, e inclui ministro e ministros de Dilma Rousseff, deputados, senadores, governadores e ex-governadores. Ao todo, são 10 nomes do PP, 8 do PT, 8 do PMDB, 1 do PSB e 1 do PSDB.

Entre os nomes do PT, estão dois ex-ministros da Casa Civil: Antonio Palocci e Gleisi Hoffmann, hoje senadora. Do PT, ainda aparecem os nomes dos senadores Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Delcídio Amaral (PT-MS), do governador acreano Tião Viana e dos deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Vander Loubet (PT-MS).
Paulo Roberto Costa citou 28 políticos supostamente beneficiários no esquema de corrupção na Petrobras Paulo Roberto Costa citou 28 políticos supostamente beneficiários no esquema de corrupção na Petrobras
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No PMDB, a lista inclui os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro Edison Lobão, os ex-governadores Sergio Cabral e Roseana Sarney, assim como dos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Romero Jucá (PMDB-RR), além do deputado Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ).

Do PP, a lista inclui os senadores Ciro Nogueira (PI) e Benedito de Lira (AL), os deputados federais João Pizzolatti (SC), Nelson Meurer (PR), Simão Sessin (RJ), José Otávio Germano (RS), Luiz Fernando Faria (MG) e Aline Lemos de Oliveira (SP), além do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE). Finalizando a lista, está o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte.

Do PSB e do PSDB, são citados o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que faleceram este ano.

O procurador-geral da República Rodrigo Janot pretende encaminhar ao STF (Supremo Tribunal Federal) as denúncias contra políticos em fevereiro de 2015. Os que não têm mandato eletivo serão julgados em primeira instância.

BOM DIA!!!


Rua de Havana. / Alejandro Ernesto (EFE)
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DEU NO EL PAIS

Maye Primera

Gerardo não vai acreditar até ver com os próprios olhos. E, no entanto, se esforça para convencer sua filha mais velha a postergar o plano de emigrar para Miami, agora que os Governos dos Estados Unidos e de Cuba concordaram em restabelecer relações diplomáticas, rompidas há 53 anos. “Ela é especialista em próteses dentárias e lá ganhará muitíssimo dinheiro. Eu lhe digo: ‘Bem, olhe, talvez você não tenha mais tanto interesse, porque se as relações se flexibilizaram… Mas ela diz que não, que vai embora quando quiser, e o marido está fazendo os papéis lá. Se essa história de embargo nunca tivesse ocorrido, os cubanos ficariam aqui. No máximo iriam uns tantos por não estarem de acordo com o sistema. Mas muitos já se foram e a maioria por trabalho, por questões econômicas. Porque, no mais, este país é o máximo.”

Ninguém falava sobre outra coisa ontem pela manhã em Havana: sobre como a vida pode mudar para eles agora que Washington e Havana deram trégua ao esforço de isolar mutuamente suas pessoas e sua economia. Da esperança, fugidia há tanto tempo, que se esconde atrás dos discursos simultâneos que fizeram os presidentes Raúl Castro e Barack Obama ao meio-dia de quarta-feira e que abriram a possibilidade de que os Estados Unidos revogue, por fim, as leis de embargo econômico e comercial contra Cuba, vigentes desde a década de 1960.

Os jornais e noticiários falam da felicidade que flutua nas ruas. De como as pessoas estão contentes pela volta dos “cinco heróis” cubanos condenados nos Estados Unidos por crimes de espionagem em 2001, que voltaram a se reunir na quarta-feira na ilha, depois que Washington e Havana acordaram também um intercâmbio de prisioneiros. “Mas esse é só o pano de fundo. A alegria não é tanto por eles, mas porque haverá comércio e turismo. Porque quem está feliz pelos heróis são suas famílias e seus filhos”, diz Gerardo —taxista, de 49 anos, nascido na província de Granma, que viveu atrás do volante cada crise, cada mudança no discurso oficial em cada virada de timão.
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Lázaro responde a ele na parada dos Cuba Taxi do bairro de Centro Havana, onde trabalha Gerardo; uma frota de carros novos amarelos modelo 2010, que contrasta com o Lada desmantelado e também amarelo conduzido por Lázaro, no qual ele investiu as economias que reservava para comemorar os 15 anos de sua terceira filha. “O povo está mais contente pela volta deles do que pelas relações [diplomáticas], porque isso é mais progressista, ainda que eu duvide. Os Estados Unidos sempre quiseram tomar conta deste país. Ter relações com Cuba? Isso está longe ainda. Não entendo como vão ter relações agora. É que a política é tão estranha…”.

Os jornais e noticiários falam da felicidade que flutua nas ruas.

O taxista Lázaro nasceu no mesmo dia e no mesmo ano que Antonio Guerrero Rodríguez, um dos “cinco heróis”: 16 de outubro de 1963. E ver pela televisão o encontro de Antonio com sua família, depois de 16 anos de prisão, comoveu-o às lágrimas. “No vídeo ele está triste, está forte. Ele que é o que saiu pior da cadeia, entrou jovem e saiu muito machucado. Esses anos nunca vão ser recuperados. A liberdade não tem preço”. O mínimo que Lázaro espera em sua honra é que haja pelo menos uma semana de marchas e comemorações. “Esse é o grande acontecimento.”

Ao fundo, ouvem-se a voz de uma estudante que diz através da Rádio Rebelde que os acontecimentos de anteontem comprovaram que o líder octogenário da revolução cubana, Fidel Castro, sempre teve razão. “Cumpriu-se o que disse Fidel: ‘Voltarão’ e já voltaram. Estamos sendo testemunhas de dias históricos que teremos de contar às novas gerações”. Para Duany, um jovem treinador esportivo atento à transmissão e aos turistas que descem pela rua Bispo —a quem recomenda comer no “melhor paladar” ou comprar “os Cohíbas ao melhor preço”, em troca de uma comissão—, importa pouco quem tem a razão. “Nós, os jovens, temos que ver alguma coisa”, diz, juntando o indicador e o polegar, como contando notas. “Aqui estamos felizes porque vão tirar o tal bloqueio. Para ver se, podendo trabalhar, podemos por fim viver. Porque eu sou professor de beisebol, mas o salário é mínimo, você sabe.”

Gerardo então volta ao ataque. Afirma que Raúl Castro, que assumiu o poder em 2006, mudou bastante as velhas estruturas, procurando uma saída para a crise econômica que os asfixia. “O problema é que não é só isso, é que Fidel ainda vive e parece que não lhe deixa fazer a mudança que quer. Dizem que está doente, que tem câncer, mas continua lúcido. Mas, bem, o sonho e o compromisso que Fidel tinha com esses prisioneiros e com o povo, de fazer com que fossem libertados, ele cumpriu. É o que dizia sempre: voltarão, por cima da cabeça de alguém. E olha, conseguiu, colocou-os aqui”.

— Mas quem conseguiu foi Fidel ou Raúl?

Depois de um breve silêncio, responde: “Foram os dois”. E, ao fundo, o som continua.

dez
19
Posted on 19-12-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-12-2014


Amarildo, hoje, no jornal A Gazeta(ES)

dez
19


Crianças na favela do Mandela, Rio de Janeiro.
/ Vladimir Platonow (Abr)

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DO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Marina Rossi

Embora o Brasil venha avançando na última década no combate à fome, as desigualdades sociais por gênero e raça ainda engatinham. De acordo com o relatório de Segurança Alimentar 2013, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta quinta-feira, milhares de brasileiros deixaram de passar fome no país nos últimos dez anos. Mas as mulheres e os negros continuam representando a fatia da população com os piores indicadores.

O índice é dividido em duas categorias: Segurança Alimentar – quando a pessoa teve acesso aos alimentos em quantidade e qualidade adequadas e não achava que ia sofrer qualquer restrição alimentar no futuro. E Insegurança Alimentar – quando se detectou alguma preocupação com a quantidade e a qualidade dos alimentos disponíveis (grau leve), ou quando se convive com a restrição quantitativa de alimento (moderado), ou quando, além dos adultos, as crianças também passavam pela privação de alimentos (grave). Nesse último grau, o mais severo, existem hoje sete milhões de brasileiros. Há dez anos, no início do levantamento, eram 14,8 milhões.

A insegurança alimentar é maior nos domicílios onde as chamadas ‘pessoas de referência’ – basicamente quem manda na casa, o que não tem relação, necessariamente, com quem é o responsável pela renda do lar – eram as mulheres: 9,3%, contra 6,9% dos homens.

Para Alessandro Pinzani, professor de filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e co-autor do livro Vozes do Bolsa Família, essa diferença pode ser uma consequência do programa Bolsa Família. “Muitos dos homens [de baixa renda] não estão cadastrados no programa, o que, provavelmente, dá uma renda regular maior [para a casa]”, diz. “As famílias chefiadas por mulheres em muitos casos não têm uma renda regular através do trabalho. Vivem do Bolsa Família e de bicos”. Essa é uma interpretação. Mas segundo Jully Ponte, técnica do IBGE, o cruzamento de dados de famílias beneficiadas pelo programa social e das que responderam à pesquisa não foi feito. “Além disso, os domicílios cuja referência são mulheres pode ter aumentado também”, disse.

O recorte por raça também aponta para a desigualdade. Os domicílios cuja pessoa de referência é negra ou parda são maioria, em relação àqueles comandados por brancos: 29,8% contra 14,4%, respectivamente. “A miséria tem cor no Brasil”, diz Pinzani.

Para ele, o combate à fome encontra, neste momento, dois gargalos. “Um é estrutural e outro é mais subjetivo”, diz. “O subjetivo diz respeito à ignorância alimentar. As pessoas não sabem se alimentar e, quando passam a ganhar mais dinheiro para comprar comida, passam a se alimentar pior”.

Já o estrutural é consequência do difícil acesso da população a alimentos como verduras e hortaliças. “Muitas vezes as pessoas têm consciência de que precisam de frutas e legumes, mas esses alimentos são caros”, diz. “Principalmente no sertão do país, ter uma horta custa caro, por causa da água necessária [para irrigar]. E comprar esses alimentos nessa região também custa muito caro”, explica.

dez
19
Posted on 19-12-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-12-2014

SAUDADES!!!


Virna Lisi no Festival de Cannes em 2009
AFP PHOTO / VALERY HACHE
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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

A atriz italiana Virna Lisi morreu aos 78 anos depois de uma longa carreira ao lado de grandes realizadores europeus e passa por Hollywood.

Foi o seu filho, citado pela imprensa italiana, que deu a notícia, acrescentando que a sua mãe morreu durante o sono e que sofria de uma doença incurável.

A italiana que Hollywood imaginava como uma nova Marilyn, foi dirigida por importantes realizadores daquela época como Alberto Lattuada, Mario Monicelli, Dino Risi, Henri Verneuil e Joseph Losey.

A atriz italiana entrou em 80 filmes feitos para o cinema e em cerca de 40 para a televisão – aparecendo em diferentes registros, ousando passar de papéis de vamp para os de mulheres mais velhas, muitas vezes ficando irreconhecível.

Depois de 40 anos de carreira, recebeu o premio de Melhor Atriz em Cannes, em 1994, pela sua interpretação de Catherine de Medicis no filme A Rainha Margot de Patrice Chéreau, que também lhe valeu o prêmio César de Melhor Papel Secundário Feminino atribuído na França.

Nasceu em Ancona, Itália, a 8 de Novembro de 1936, onde passou os primeiros anos antes de se instalar em Roma com a sua família. Quando tinha 16 anos o cantor Giacomo Rondinella, amigo dos seus pais, convenceu-os a deixarem-na atuar a seu lado numa pequena comédia musical, E Napoli Canta (Armando Grottini).

Ela continuou a fazer pequenos papéis de ingênua até A Mulher de Quem se Fala de Francesco Maselli (1956). Vittorio Gassman apresentou-a a Giorgio Strehler, diretor do Piccolo Teatro de Milan, e na Primavera de 1956, o encenador escolheu-a para interpretar Lucile Desmoulins em Les Jacobins, de Federico Zardi ao lado de Serge Reggiani interpretando Robespierre.

Depois do seu casamento em Abril de 1960 com o arquiteto Franco Pesci, ela passou a privilegiar a sua vida pessoal mas volta ao palco para Eva, com direção de Joseph Losey, com Jeanne Moreau (1962), e depois com A Tulipa Negra (Chistian Jacque, 1963) e Le bambole (Dino Risi, 1964).

Chamada para Hollywood, para onde leva o marido e o filho de dois anos, assina um contrato de sete anos com a Paramount e entra por exemplo em Como Matar a Sua Mulher (Richard Quine, 1965), com Jack Lemmon.

Mas para não ser catalogada como atriz que só fazia papéis de loira sexy, recusa Barbarella, de Roger Vadim – que seria um imenso sucesso para Jane Fonda – e rompe o seu contrato ao fim de três anos.

A sua carreira prossegue de Roma a Paris, Londres ou Berlim, às vezes em produções de Hollywood como A Árvore de Natal (Terence Young, 1969), Barba-Azul de Edward Dmytryk (1972) ou ainda A Serpente (Henri Verneuil, 1972).

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