A poesia brava deste canto de João do Vale vai dedicada também ao poeta de Marília(SP), Luiz Fontana.
BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Sarney:mais tempo na vida pública que o Visconde de Abaeté

DEU NA VEJA ONLINE

Para quem achava que esse dia jamais chegaria, o senador José Sarney (PMDB-AP) se despediu nesta quinta-feira do Congresso Nacional, aonde chegou em 1955. O ex-presidente da República, que não disputou a reeleição neste ano, fez um discurso longo e repleto de citações históricas. O plenário tinha poucos senadores, mas muitos funcionários da Casa, que aplaudiram o peemedebista.

No último pronunciamento de sua carreira política, o senador listou alguns temas que, em sua visão, precisam ser debatidos com urgência. Um deles é o uso da máquina pública para fins particulares. “Estabeleceu-se uma promiscuidade entre cargos, empresas e setores da administração que apodreceu o sistema em vigor”, disse o parlamentar, que tem praticamente seis décadas contínuas na base governista e dezenas de aliados instalados em cargos no governo federal, sobretudo no setor elétrico.

Sarney encerrou seu discurso com versos poéticos. “Saio feliz, sem nenhum ressentimento. Ai, meu Senado, tenho saudades do futuro!”. Depois, ouviu elogios de parlamentares da base e da oposição. Antes de deixar o Congresso, o peemedebista ainda concedeu uma entrevista em que falou de sua carreira. O ex-presidente comemorou o recorde de longevidade política: serão 60 anos de vida pública em 2015, quando ele deixará oficialmente o mandato. “Eu me tornei o político mais longevo da história do país. Inclusive consegui passar na frente do Visconde de Abaeté, que tinha 58 anos [de vida pública]”.

O senador, que chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Cultura, descartou ocupar um cargo no governo Dilma Rousseff e disse que se arrepende até mesmo de ter disputado o Senado após deixar o Palácio do Planalto. “Quem foi presidente da República não pode exercer outro cargo. Eu me arrependi de ter voltado”, disse ele.

Sarney também celebrou a reaproximação entre Cuba e os Estados Unidos, anunciada nesta quarta. “Foram 40 anos perdidos. Nem os Estados Unidos nem Cuba lucraram alguma coisa com isso que ocorreu”. Sarney foi o responsável por retomar as relações do governo brasileiro com o cubano, em 1986.

Apesar de não ter qualquer pretensão política – “Agora é pegar os meus livros e reler” –, Sarney continua negando aquilo que as imagens da TV Amapá revelaram acidentalmente: o ex-presidente, com o adesivo de Dilma Rousseff no peito, votou em Aécio Neves. “Não vou falar mais disso. Eu já disse que votei na Dilma. A televisão disse que o filme é falso, que é uma montagem”, afirmou ao site de VEJA. Lembrando: A TV pertence ao próprio Sarney.

DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

A presidente da Petrobras, Graça Foster, cobrou do governo federal um “posicionamento urgente” sobre a situação das empresas envolvidas na Lava Jato.

Segundo ela, comprovadas as denúncias de corrupção, a estatal ficaria proibida de contratar as empresas que atuam nos principais estaleiros do país e na construção de embarcações e plataformas para a Petrobras, o que poderia comprometer a produção da companhia.

“É urgente que o governo se posicione de alguma forma para resolver os impactos da Lava Jato no que se refere às empresas. Nós precisamos delas ou de licitações internacionais para atingir a curva de produção. Uma vez evidenciada uma série de fraudes e corrupção, não podemos contratá-las: essa é a grande ameaça à curva de produção”, afirmou Graça.

A presidente da Petrobras afirmou que a atual diretoria desconhecia a corrupção na empresa e que afastou os ex-diretores Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Renato Duque – acusados das fraudes – em 2012 por divergências de estilo. “Sabia o que me incomodava. São estilos de gestão diferentes”.

http://youtu.be/UcDVq7Upxkk

BOA TARDE!!!


Família Obama na People

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DEU NO DN, DE LISBOA

Barack Obama revelou o seu filme favorito de 2014. “Boyhood ( Boyhood:da Infância à Juventude”) foi um grande filme”, disse o presidente dos Estados Unidos acompanhado da sua mulher, Michelle Obama, numa entrevista à revista People. “Boyhood, penso que foi o meu filme favorito deste ano”.

Boyhood, realizado por Richard Linklater, ganhou notoriedade por ter sido filmado ao longo de 12 anos. O filme segue Mason, filho de pais divorciados, desde os seus 5 anos de idade até aos 18.

No site Rotten Tomatoes, especializado em resumos e informações sobre filmes está na lista dos melhores filmes de 2014 com a aprovação de 99% dos críticos. No IMDB tem nota 8,4. Está nomeado para os Globos de Ouro.


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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O presidente Obama, que em 2009 chegou à Casa Branca com a promessa de dialogar com os líderes rivais, justificou a decisão ( de retomar as relações com Cuba) pela ineficácia das sanções diplomáticas e do embargo comercial. “No final das contas”, disse em uma declaração solene, “esses 50 anos demonstraram que o isolamento não funcionou. Chegou a hora de um novo enfoque”.
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A tensão marcou as relações com Cuba por parte de todos os presidentes norte-americanos desde Dwight Eisenhower. Nesse período, o exílio cubano transformou o sul da Flórida. A pressão para evitar qualquer concessão aos Castros (Fidel e Raul) , afiliados à União Soviética durante a Guerra Fria, e o desinteresse de Havana pela perda do argumento de vítima do embargo, frearam as tentativas e aproximação.

As medidas anunciadas nesta quarta-feira por Obama – ao mesmo tempo em que Raúl Castro se dirigia aos cubanos pela televisão– rompem a política dos EUA e se deparam com uma forte resistência no Congresso, refratário até agora a qualquer sinal de distensão se, em troca, Cuba não se democratizar. Líderes republicanos como o senador Marco Rubio, filho de cubanos, prometeram fazer o possível para, em suas palavras, “bloquear essa tentativa perigosa e desesperada do presidente de abrilhantar seu legado às custas do povo cubano”.

Obama não pode levantar por sua conta o embargo, um complexo emaranhado normativo. Suprimir boa parte das sanções econômicas requer a aprovação do Congresso. Mas ele dispõe, sim, de margem para relaxar a tensão, e essa é a via que adota com a anuência do presidente Castro. A conversa telefônica de Obama e Castro – a primeira oficial de um líder norte-americano e outro cubano desde a Revolução Cubana, em 1959– foi o ponto culminante na terça-feira de meses de negociações secretas entre emissários da Casa Branca e do Governo cubano. Obama e Castro falaram por cerca de uma hora.

Na primeira hora desta quarta-feira a Casa Branca anunciou que Cuba libertava Alan Gross, um subcontratado norte-americano preso em Havana desde 2009, e também um misterioso espião de nacionalidade cubana, que trabalhava para os EUA e estava havia quase vinte anos preso. Em troca, os EUA soltaram três espiões cubanos que estavam havia mais de uma década detidos no país. A Casa Branca insistiu durante anos que a detenção de Gross era o obstáculo decisivo para qualquer aproximação.

A negociação tinha começado muito antes, em junho de 2013. Os emissários se reuniram várias vezes no Canadá. A reunião decisiva se realizou neste semestre no Vaticano. O papa Francisco atuou como mediador.

Obama e o papa abordaram o problema em março, quando o presidente dos EUA visitou Roma. E em meados do ano Francisco enviou uma carta a Obama e a Castro na qual fazia um chamamento para que resolvessem a detenção dos presos em ambos os países.

O ocorrido nesta quarta-feira é o primeiro gesto de aproximação de Obama em relação a Cuba. Nos seis anos em que está na Casa Branca, ele suavizou as condições para que os cubano-americanos viajassem para a ilha e enviassem remessas de dinheiro. Em paralelo, Castro adotou algumas medidas para liberalizar a economia cubana.

O contexto mudou nos EUA e no sul da Flórida em relação à Guerra Fria e os anos posteriores à dissolução do bloco soviético. Miami já não é a capital dos exilados intransigentes, como foi em outra época, embora esse grupo mantenha uma decisiva influência política em Washington. As novas gerações de cidadãos de origem cubana se distanciam das posições mais duras contra o castrismo. Uma pesquisa recente indicou que 52% da comunidade cubana em Miami se opõe à manutenção do embargo.

Figuras eminentes da comunidade, como o magnata do açúcar Alfy Fanjul, também se pronunciaram a favor de uma mudança de política. E o big business –o mundo da grande empresa norte-americana– não quer perder oportunidades de negócios em uma futura Cuba aberta ao capitalismo.

O argumento de Obama para defender a normalização não é que os EUA devam abandonar a bandeira dos direitos humanos e da democracia em Cuba, mas que a melhor maneira de promovê-la é abrindo-se à ilha. Daí o fato de Obama insistir na prioridade de medidas para facilitar o comércio –as instituições financeiras dos EUA poderão abrir contas em bancos cubanos– e as viagens: como na Espanha dos anos 60, essa pode ser a melhor maneira para que circulem as ideias que acabem precipitando a mudança.

Para o Governo Obama, abrir-se a Cuba é uma questão de interesse nacional. A Casa Branca admite que a tensão era um obstáculo nas relações com o restante da América Latina. Em abril está previsto que Obama compareça com Castro à cúpula das Américas no Panamá.

Se as medidas desembocarem em uma normalização plena, será eliminado o último resquício da Guerra Fria na América Latina. Não é o único no mundo. Além da pendência das negociações com o Irã, resta a Coreia do Norte.

BOM DIA !!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Sobem os impostos e a aprovação de Dilma

O país está de cabeça pra baixo. Cada vez mais empreiteiros são indiciados como réus em processo sobre a corrupção na Petrobras. A presidente da estatal vem a público dizer que colocou o cargo à disposição três vezes – obviamente em nenhuma delas foi demitida.

Paralelamente, jura o Ibope, sobe a aprovação ao governo da presidente Dilma, enquanto o ministro indicado da Fazenda vai à televisão, em “exclusiva” a Míriam Leitão, dizer que vai aumentar impostos, ou seja, é preciso mais dinheiro para alimentar o monstro.

Claro que não foi assim, na bucha, mas com a dose de melifluidade e dissimulação costumeira de poderosos homens da economia:

“É uma possibilidade. Há outras. Mais importante é a gente explicar o que a gente está vendo, o diagnóstico, e por que a gente vai tomar as medidas”, disse o egresso do Bradesco Joaquim Levy.

dez
18
Posted on 18-12-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-12-2014


Kácio, no jornal Correio Braziliense (DF)

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