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DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Negromonte e a mesada: depende do ângulo

O conselheiro Mário Negromonte, alçado ao posto de julgador das contas alheias por aprovação da Assembleia Legislativa e ato do governador Jaques Wagner, é um dos políticos mais injustiçados da República, uma vez que, como tem alegado, nenhuma culpa possui em traquinagens financeiras diversas e é insistentemente acusado de praticá-las.

Desta última vez é a revista Veja a dizer que o ex-ministro e ex-deputado recebia “mesadas quinzenais” no valor de R$ 150 mil, as quais eram repassadas por Rafael Ângulo, apontado como “braço direito” do doleiro Alberto Youssef, no apartamento onde residia em Brasília, levando Negromonte a contestá-la em nota de nove densos itens.

Num deles, questiona, embora sem usar interrogação: “Levantando-se a hipótese de que eu recebia dinheiro, não seria mais seguro receber das mãos do meu irmão, já que dizem que ele fazia tais serviços”. Em outro, diz que, “não morando sozinho, haveria outras pessoas para testemunhar que jamais recebi a visita do Sr. Rafael Ângulo no imóvel referenciado pela publicação”.

Sem entrar no mérito, há dois aspectos a levantar. Primeiro, lamentar que o conselheiro precise dar tantas explicações, pois há um preceito popular, por sinal muito usado na política, segundo o qual “tudo que exige muita explicação é difícil de ser explicado”.

O segundo é que “mesada” deriva de “mês”. O que o acusado receberia, ainda conforme a revista, chama-se “quinzena”, ou, com alguma reverência à fonética e para manter a desinência, “quinzada”. Mas não vem ao caso. O que interessa é que, portanto, o valor verdadeiro da mesada seria de R$ 300 mil.

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