BOA TARDE


Triplex de Lula fica na praia das Astúrias, no Guarujá
Michel Filho / Agência O Globo

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DEU NO JORNAL O GLOBO

por Germano Oliveira

SÃO PAULO — Dona Marisa Letícia Lula da Silva, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pegou pessoalmente, no último dia 5 de junho, as chaves do apartamento tríplex que o casal comprou no Edifício Solaris, na Praia das Astúrias, no Guarujá, avaliado entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão. A informação é de moradores do condomínio, que também pegaram as chaves de seus apartamentos naquele dia, distribuídas pela OAS, a construtora que finalizou as obras do empreendimento. O edifício foi construído originalmente pela Cooperativa dos Bancários de São Paulo (Bancoop), que, inadimplente, contratou a OAS para terminar o prédio, com 112 unidades, incluindo a do casal Lula da Silva. Acusada de irregularidades, a Bancoop deixou três mil associados sem receber os apartamentos.

— Todos pegamos as chaves no dia 5 de junho, inclusive dona Marisa — disse ao GLOBO ontem Lenir de Almeida Marques, casada com Heitor Gushiken, primo do ex-ministro Luiz Gushiken, morto em 2013 e que foi também presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Lenir é proprietária de um apartamento no segundo andar, no mesmo Edifício Solaris, onde Lula tem o tríplex. Funcionários do empreendimento também confirmam que dona Marisa já está de posse das chaves.

No dia 7 passado, O GLOBO publicou reportagem mostrando que o casal já tinha recebido o imóvel, no qual fazia obras. Ouvido, o Instituto Lula disse que Lula declarara ao TSE, em 2006, ter adquirido cotas do apartamento. Na sexta passada, porém, o instituto divulgou outra nota com uma versão diferente do que dissera uma semana antes. A nova nota dizia apenas que a obra foi entregue pela construtora em 2013, e que dona Marisa teria adquirido o apartamento numa cota da Bancoop, não tendo decidido ainda se manteria o imóvel ou o devolveria com pedido de ressarcimento do valor investido.

Ontem, questionado sobre o fato de que dona Marisa já pegou as chaves, o Instituto Lula se recusou a comentar e informou apenas que continuaria valendo a nota que publicou em seu site na última sexta.

“Neste processo, todos os cooperados puderam optar por pedir ressarcimento do valor pago ou comprar um apartamento no empreendimento. À época, Dona Marisa não optou por nenhuma destas alternativas esperando a solução da totalidade dos casos dos cooperados do empreendimento. Como este processo está sendo finalizado, ela agora avalia se optará pelo ressarcimento do montante pago ou pela aquisição de algum apartamento, caso ainda haja unidades disponíveis. Qualquer das opções será exercida nas mesmas condições oferecidas a todos os cooperados”, escreveu o Instituto Lula na sua segunda nota sobre o caso.

IMÓVEL JÁ TERIA PASSADO POR REFORMAS

Apesar disso, porém, moradores do prédio já tinham dito que o casal vem fazendo obras no local. Ontem, um dos funcionários do condomínio disse, sob anonimato, que o imóvel de Lula não só já teve as chaves entregues como também passou por reformas.

— Construíram até um elevador privativo para o apartamento do Lula — disse o funcionário.

Lenir e Heitor fizeram questão de dizer que não tiveram privilégio algum pelo parentesco com Gushiken.

A nota em que o Instituto Lula diz que o casal ainda não decidiu se ficará ou não com o imóvel foi recebida com estranheza por Marcos Migliaccio, da Associação das Vítimas da Bancoop:

— A nota nos chama atenção porque, com a incorporação da OAS, não foi dada a ninguém a possibilidade de esperar cinco anos pelo término das obras para depois então escolher o que fazer. Não havia possibilidade de se esperar por uma solução da totalidade dos casos, como foi dito na nota, pois a aquisição da unidade era especificada desde o inicio da obra em 2010. Teve caso em que a OAS moveu ação de imissão de posse para desalojar quem era cooperado da Bancoop e já estava morando no prédio inacabado.


Mafalda na exposição comemorativa em São Paulo.
/ Sylvia Masini (Divulgação)

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DEU NO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Flávia Marreiro

São Paulo

Com um espanador na mão, a garotinha pergunta, do lado de um globo terrestre: “É para limpar todos os países ou só os mal governados?” A menina em questão é Mafalda, 50 anos completados em 2014, fresca e atual tal como o argentino Joaquín Salvador Lavado, o Quino, a desenhou entre 1964 e 1973. A tirinha faz parte da exposição “O Mundo segundo Mafalda”, que abriu nesta terça-feira na Praça das Artes, no centro de São Paulo, e fica em cartaz até 28 de fevereiro.

A montagem, que estreou na Argentina e já passou por México, Costa Rica e Chile, é um convite a entrar no mundo da garotinha-cabeça, sempre angustiada com o noticiário.

“Com as decapitações cometidas por esse grupo islâmico [Estado Islâmico] tive uns ataques de choro que nem te conto. Ou por ver esses meninos mexicanos que cruzam sozinhos a fronteira. Uma coisa espantosa”, disse Quino recentemente ao EL PAÍS, pouco antes de receber, neste ano, um dos mais prestigiosos prêmios da Espanha, o Príncipe de Astúrias de Comunicação e Humanidades.

A declaração de Quino aparece límpida nas preocupações e na empatia de Mafalda, o que leva a personagem para uma pequena legião, ao lado de Alice de Lewis Carroll e a Mônica de Maurício de Souza: a das heroínas anti-princesa. “Mafalda é anti-princesa. Temos de apresentar outros modelos para as crianças”, diz Sabina Villagra, argentina curadora da exposição.

Na Praça das Artes, não há bonecos gigantes, nem pirotecnia, mas uma delicada introdução à atmosfera da menina, a da classe média da Argentina dos anos 1960, e de seus amigos.

A família da garotinha – mãe, pai e o caçula Guille – surgem para o público no Citroen 2CV da família em tamanho real. Depois, é a vez de entrar no apartamento dos vizinhos de Mafalda, com vitrola e TV preto e branco. A paixão da garotinha pelos Beatles e suas diatribes contra sopa também estão lá.

Há muito para ler, o que delicia quem ama Mafalda, mas, em tese, pode afastar as crianças mais novas. A curadoria de Villagra, no entanto, contorna isso povoando a exposição com espaços para desenhar e objetos fofinhos para tocar, tirinhas gigantes para montar. Segundo a assessoria do local, haverá monitores em cada módulo da exposição para guiar as atividades das crianças.

No mundo infantil hiperpovoado de produtos, não haverá nada para comprar, avisam os organizadores. “Quino vende ideias”, diz a representante do artista, Julieta Colombo.

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DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Negromonte e a mesada: depende do ângulo

O conselheiro Mário Negromonte, alçado ao posto de julgador das contas alheias por aprovação da Assembleia Legislativa e ato do governador Jaques Wagner, é um dos políticos mais injustiçados da República, uma vez que, como tem alegado, nenhuma culpa possui em traquinagens financeiras diversas e é insistentemente acusado de praticá-las.

Desta última vez é a revista Veja a dizer que o ex-ministro e ex-deputado recebia “mesadas quinzenais” no valor de R$ 150 mil, as quais eram repassadas por Rafael Ângulo, apontado como “braço direito” do doleiro Alberto Youssef, no apartamento onde residia em Brasília, levando Negromonte a contestá-la em nota de nove densos itens.

Num deles, questiona, embora sem usar interrogação: “Levantando-se a hipótese de que eu recebia dinheiro, não seria mais seguro receber das mãos do meu irmão, já que dizem que ele fazia tais serviços”. Em outro, diz que, “não morando sozinho, haveria outras pessoas para testemunhar que jamais recebi a visita do Sr. Rafael Ângulo no imóvel referenciado pela publicação”.

Sem entrar no mérito, há dois aspectos a levantar. Primeiro, lamentar que o conselheiro precise dar tantas explicações, pois há um preceito popular, por sinal muito usado na política, segundo o qual “tudo que exige muita explicação é difícil de ser explicado”.

O segundo é que “mesada” deriva de “mês”. O que o acusado receberia, ainda conforme a revista, chama-se “quinzena”, ou, com alguma reverência à fonética e para manter a desinência, “quinzada”. Mas não vem ao caso. O que interessa é que, portanto, o valor verdadeiro da mesada seria de R$ 300 mil.

O.C.SMITH, ÊTA FALTA RETADA QUE VOCÊ FAZ, MEU REI!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


Mulheres choram por jovem de 15 anos morto no atentado. / Z. B. (REUTERS)
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DEU NO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Em um dos ataques mais dolorosos da história do Paquistão, um grupo de seis militantes do Talibã matou pelo menos 135 pessoas, a grande maioria crianças de uma escola administrada pelo Exército na cidade de Peshawar, no noroeste do país. Após mais de cinco horas de combates, as forças de segurança deram por finalizado o resgate e anunciaram que os seis agressores foram mortos. Os militares continuam fazendo a varredura e a limpeza da área, um trabalho dificultado pelos explosivos plantados pelos extremistas. Fontes de segurança citadas pela France Presse afirmam que a maioria dos quase 500 alunos e professores da Escola Pública do Exército foi retirada do local.

Eram 11 da manhã (4h em Brasília) quando homens armados escalaram o muro da escola frequentada principalmente por filhos de militares paquistaneses, com idades entre cinco e 16 anos. Um menor que sobreviveu ao ataque descreveu os agressores: “Estavam vestidos de branco, eram jovens e quando entraram começaram a atirar indiscriminadamente”. De acordo com a informação oficial, houve uma primeira explosão, que pode ter sido provocada por um homem-bomba. A explosão causou a maioria das vítimas. A seguir os agressores começaram a exterminar as crianças a tiros. Quando o Exército chegou, os militantes tomaram alguns dos menores como reféns.

Imediatamente após o ataque um porta-voz do Talibã Muhammed Umar Khorasani reivindicava o atentado. “Queremos que sintam dor. Escolhemos a escola do Exército para o ataque porque o Governo está escolhendo nossas famílias”, dizia. Os analistas concordam que o ataque é uma vingança à operação contra o Talibã do Paquistão. Nesta ofensiva, iniciada em junho nas áreas tribais do norte do Waziristão, o Exército recuperou grandes extensões territoriais que tinham sido tomadas pelo grupo e matou pelo menos 1.250 militantes. Embora o Paquistão sofra constantes atos terroristas, o ataque de hoje causou comoção no país por sua dimensão e por ter crianças como alvo. Analistas apontam que o Talibã costuma atacar escolas fechadas para destruir os edifícios. Desta vez, no entanto, atacaram antes do meio-dia, quando todos os estudantes se encontravam no local.

“Este ataque covarde foi um ato de desespero do Talibã. Por outro lado, é uma falha grave das forças de segurança e da inteligência, que não puderam preveni-lo”, afirma Talat Massood, general aposentado e reconhecido analista de defesa. Massood diz que agora a estratégia do Exército deve ser intensificar a operação, e acredita que a opinião pública vai apoiar essa estratégia depois dos últimos acontecimentos. Nas áreas do Paquistão próximas à fronteira com o Afeganistão muita gente hesita entre apoiar as forças armadas ou os extremistas. Alguns estão a favor do Talibã como repúdio aos ataques com drones lançados em conjunto por Estados Unidos e Paquistão.

O Talibã começou no início dos anos 1990 na fronteira entre o Paquistão e Afeganistão, durante a guerra deste último país contra os soviéticos. Sua intenção sempre foi fortalecer sua versão da sharia, ou lei islâmica, e para isso usaram a violência, tanto em execuções por razões morais, como em ataques suicidas contra escolas, edifícios oficiais e minorias religiosas. Nas operações recentes contra o terrorismo comandadas por Washington e Islamabad, alguns dos líderes do Talibã foram exterminados. Hakimullah Meshud, antigo líder do grupo no Paquistão e ligado ao Talibã do Afeganistão e à Al Qaeda, morreu no ataque de um drone em novembro de 2013. Acredita-se que o líder atual, Maulana Fazlullah, tenha sido morto em outro ataque com drone em novembro de 2014, mas a informação ainda não foi confirmada.

Os sangrentos ataques à escola em Peshawar foram interpretados pelos analistas de forma ambígua: alguns o veem como um ato de desespero derivado de uma impressão de fraqueza; outros, pelo contrário, como um sinal de que não perderam sua capacidade de semear o terror. O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, chegou a Peshawar poucas horas depois do atentado. “É uma tragédia nacional desencadeada por selvagens. Estes eram meus meninos. Esta é minha perda. Esta é uma perda da nação”, disse depois de ser informado da situação.

dez
17
Posted on 17-12-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-12-2014



Jorge Braga, hoje, no jornal O Popular (GO)

dez
17


Celso Daniel

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DEU NO PORTAL TERRA

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (16), anular o processo do caso Celso Daniel, prefeito do PT de Santo André (SP) assassinado em 2002. Segundo o site do jornal O Estado de S.Paulo, a ação terá que ser refeita desde a etapa de interrogatório dos acusados.

A decisão foi tomada após pedido da defesa de Sérgio Gomes da Silva, empresário conhecido como “Sombra” e apontado pelo Ministério Público de São Paulo como mandante do assassinato do petista. O processo compreende sete acusados, seis dos quais já foram condenados por júri popular a penas de 18 a 24 anos de prisão.

A ação sobre o suposto esquema de corrupção durante a administração Celso Daniel não será afetada. Esse processo resultou em ações de improbidade contra funcionários da Prefeitura de Santo André.

“Sombra” é o único dos acusados pela morte que não foi julgado até hoje. Para o MPE, Celso Daniel foi morto após descobrir um esquema de corrupção e propinas dentro da Prefeitura de Santo André. A polícia, no entanto, afirma que não houve motivação política para o crime e diz que o petista foi assassinado por criminosos comuns.

O advogado de Sérgio Gomes da Silva argumentou junto ao STF que, durante a fase de instrução do processo, não pôde questionar os outros acusados pelo crime.

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