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Postado em 09-12-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 09-12-2014 01:49


Sid, no portal de humor A Charge Online
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Artigo/ Opinião

BA-VI: Vergonha (ou falta de) em dose dupla

Marinaldo Mira

A torcida baiana chora desde domingo (7.12) a amarga volta dos principais clubes à Séria B do Campeonato Brasileiro, a mais popular Segundona, longe do foco da chamada elite. Era mais ou menos uma tragédia anunciada. A dor não foi maior, porque quase todos já esperavam. Pois, sabemos que deixar para resolver o problema nas três últimas rodadas é um risco muito grande. O chamado ‘esparro’.

Havia um ligeiro sentimento de que o Palmeiras, mesmo sem ganhar, ficaria com a vaga. E, foi o que de fato aconteceu! O time paulista fez tudo para ajudar os baianos, mas não tivemos capacidade técnica de aproveitar a ‘colher de chá. Enfim, a casa caiu! Bahia e Vitória terão de encarar agora gramados esburacados, vestiários sem água, ou alagados e sujos, conexões demoradas em aeroportos, arbitragens ruins, jogos as terças, sextas e sábados à tarde. Um castigo para os torcedores que adoram lotar a Fonte Nova e o Barradão! São torcedores de primeira, contra dirigentes de segunda linha.

Todos sabem que os clubes baianos não têm gestão no futebol, nem planejamento! Mas também sabem que Bahia e Vitória têm boas divisões de base, porém, a bem da verdade, parece que não confiam na chamada ‘prata de casa‘. Tricolores e rubro-negros preferem pagar caro por jogadores mais velhos, em final de carreira, rejeitados pelos clubes do eixo Rio-São Paulo-Rio Grande do Sul-Minas.

Esses jogadores não suportam o ritmo, a velocidade das partidas de hoje e quando chegam aos 20 minutos do segundo tempo, já estão cansados, extenuados, ‘mortos’ como dizem os torcedores. A falta de fôlego ocorre exatamente no momento crucial do jogo, e aí, acabam perdendo, com facilidade as partidas, mesmo que tenham construído um placar de até dois gols de vantagem. Isso aconteceu, este ano, com a dupla baiana, em vários jogos, quando tinham a vantagem no placar, cederam o empate e até a derrota, de virada, o que dói mais!

O que levou ao desastre do rebaixamento dos nossos clubes em 2014, com certeza, não foram as últimas rodadas.

Na opinião do desportista e estudioso do tema, Antônio Sacramento, uma equipe de futebol deve ser formada como uma escola de samba que se prepara para o Carnaval. Quando acaba um desfile, inicia a programação do ano seguinte, não sendo assim, não se tem alegria e espetáculo no ano que sucede. O Carnaval é exemplo de um projeto perfeito, deve ser planejado para que naqueles dias de folia aconteça o espetáculo e a explosão de alegria. Da mesma forma, o futebol tem que ser planejado!

Não se admite mais um clube com quatro ou cinco jogadores com idade acima de 30 anos disputando um campeonato de oito meses. No jogo Bahia 1 x 0 Grêmio, na equipe do Bahia haviam cinco jogadores da base! Futebol é para jovens, atleta acima de 27 anos para futebol é velho.

Os clubes tem que estabelecer metas a serem cumpridas por funcionários e jogadores, e que haja premiação por seu cumprimento, devemos acabar com o ‘bicho’, por um lado motiva por outro vicia!

Contratações excessivas são reflexos da incapacidade das bases formar, revelar e descobrir talentos, avalia Sacramento. Se as nossas equipes chegam as finais das competições nacionais por que não aproveitar a base?

Portanto, mais uma vez, fica a lição. O Bahia conquistou o título de 1988 e o Vitória chegou à final de 1993, quando apostaram nas categorias de base e nos novos talentos!

Pelo visto, os dirigentes baianos não aprendem o bêabá !

Marinaldo Mira – Jornalista (Ufba/1980), cronista esportivo e professor de Ética. (marinaldomira@gmail.com)

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Comentários

Marinaldo Mira on 9 dezembro, 2014 at 7:27 #

Correção: Leia ‘contratações’ em vez de ‘contrações’


Olívia Soares on 9 dezembro, 2014 at 17:13 #

Uma lástima.


Marinaldo Mira on 9 dezembro, 2014 at 21:45 #

Correção II: Leia no primeiro parágrafo: Série B.


Nelsival Menezes on 10 dezembro, 2014 at 9:24 #

Estimado Mira
DIVISÃO DE BASE
O Conceito e a Missão de uma Divisão de Base
O cenário sugere a necessidade de uma proposta de reestruturação da Divisão de Base do Esporte Clube Bahia. Defino como sendo: uma estrutura organizada para o condicionamento e preparo de crianças e adolescentes, para a prática do moderno futebol competitivo, dentro das exigências ambientais, de saúde, de educação e de técnica especializada. Isto em nível das melhores equipes de futebol brasileiro e internacional.
A sua missão principal é, justamente, recrutar, selecionar treinar e aperfeiçoar crianças e adolescentes, para suprir as necessidades da equipe principal de futebol.
Ainda como concepção, esta divisão passaria a ter uma filosofia empresarial, ou seja, gerar resultados com eficiência e eficácia, e por objetivos maximizar em qualidade a formação de um estoque, com fluxo contínuo de atletas para suprir as necessidades do Clube nos próximos três anos. É necessário naturalmente, se rever as conveniências da permanência ou critérios de seleção para alguns empresários que “engordam suas crias encabrestadas no curral do clube”
Necessário fazer-se uma avaliação do estado atual da Divisão de Base, como se encontra. Em seguida, uma proposta de reestruturação, considerando os seguintes itens:
I. Missão da Divisão de Base.
I. A Lógica do Cliente da Divisão – O Esporte Clube Bahia.
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Abraços
Excelente artigo


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