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Postado em 06-12-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 06-12-2014 01:04


O poeta de Fardão/O Globo

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DEU NO UOL/FOLHA

Claudia Dias
Do UOL, no Rio

Aplaudido de pé por seus pares, familiares e amigos, Ferreira Gullar entrou na Tribuna da Academia Brasileira de Letras, precisamente às 21h de ontem, 5, dando início à cerimônia de sua posse na cadeira de nº 37, que foi anteriormente ocupada pelo também poeta Ivan Junqueira.

Em seu discurso, além de agradecer a presença de toda a família – “apenas as bisnetas não estâo aqui”, o poeta destacou a participação dos acadêmicos em sua eleição e o apoio a sua candidatura.

“É com enorme alegria que assumo a condição de membro da Academia Brasileira de Letras. Agradeço a generosidade dos acadêmicos que votaram em apoio à minha candidatura, aceitando-me como seu companheiro nesta casa. Agradeço particularmente a alguns companheiros que durante anos insistiram para que eu me candidatasse, como Eduardo Portella, José Sarney e outros, além de amigos que já se foram, como o próprio Ivan Junqueira, a quem tenho a honra, mas não a alegria se substituir” , discursou.

Gullar recebeu a espada de imortal das mãos de José Sarney.

Eleição fácil

Por 36 votos a favor e um nulo, o escritor Ferreira Gullar foi eleito na tarde de 9 de outubro o novo imortal da ABL (Academia Brasileira de Letras). Na sessão, que aconteceu na sede da instituição no Rio, estavam presentes 19 acadêmicos, e outros 18 votaram por correspondência.

Poeta, crítico de artes e dramaturgo de 84 anos, Gullar é o novo titular da cadeira 37, ocupada anteriormente por Ivan Junqueira, que morreu no dia 3 de julho. Favorito, ele concorria com José William Vavruk, o escritor e historiador José Roberto Guedes de Oliveira, e o poeta Ademir Barbosa Júnior.

“Ele disse que vai ficar muito feio no fardão, mas todos nós ficamos com cara de periquito”, brincou o historiador Alberto da Costa e Silva, que há 14 anos ocupa a Cadeira 9. “Eu já me acostumei ao fardão, mas sofro nos dias de verão”.

Ferreira Gullar, na opinião do historiador, é “um grande poeta, o maior da minha geração”, disse ele ao UOL. “Ele não queria, mas acabou cedendo e entrando à casa de Machado de Assis e Joaquim Nabuco”.

“Sempre que escolhemos um companheiro na casa é um momento de alegria. Ele não deu entrada antes porque não quis, foi culpa dele”, disse Nélida Piñon. “A Academia acolheu com alegria a inscrição dele. Hoje ele quis e ganhou. Não foi difícil, ao contrário, foi facílimo”.

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Julio Cesar Guimaraes/UOL

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Comentários

Ivan Brito Poeta on 17 agosto, 2016 at 17:32 #

Os poemas do ferreira Gular. me ajuda muito a ampliar a minha mente.


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