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Posted on 05-12-2014
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Claude Williamson Trio, em Corcovado, de Tom, para brindar a fé,que não costuma falhar, no Bahia!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

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Nani, hoje,no portal de humor A Charge Online


DEU NO BLOG POR ESCRITO, DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES

Novo superávit: o “jeitinho brasileiro” na cúpula

O Brasil é, talvez, o único país do mundo em que a esperança é assassinada diariamente, aos olhos de todos, pelos que teriam o dever constitucional de fazê-la a pedra de toque do futuro da nação.

A aprovação do PLN 36/2014 pelo Congresso Nacional simplesmente reduz, a fórceps, a meta de superávit primário em 2014, como forma de a presidente Dilma Rousseff não responder criminalmente perante a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Foram 240 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e 41 no Senado, descaradamente arregimentados sob pena, constante em decreto presidencial, de não serem liberadas emendas parlamentares, para que deputados e senadores toquem obras e serviços em suas bases, no valor total de R$ 444 milhões.

Superávit primário, como se sabe, é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública, constituindo crime de responsabilidade o eventual descumprimento de metas fiscais, consignadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

É o “jeitinho brasileiro” levado às últimas consequências e consagrado no mais elevado patamar nacional. E se falta justificativa, diga-se que o espírito da decisão guarda certa lógica, pois se a população acaba de reeleger a presidente, não seria sua base parlamentar a lhe trazer tamanho dissabor no início do segundo mandato.

“Se não houver tristeza o samba não fica bonito”, diz o autor no final desta obra prima do samba e da músuca brasileira. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO UOL/FOLHA

O presidente e o diretor de operações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), respectivamente Mário Bandeira e José Luiz Lavorente, estão entre os 33 indiciados pela Polícia Federal no inquérito que investigou o cartel no setor metroferroviário que operou em São Paulo entre 1998 e 2008, nos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Lavorente e Bandeira são os únicos servidores públicos que constam da lista de indiciados, entre doleiros, empresários e executivos das multinacionais que teriam participado de conluio para obtenção de contratos no Metrô e na CPTM.

A PF também indiciou funcionários e ex-funcionários das multinacionais Alstom, Siemens, Bombardier, Mitsui, CAF e TTrans. A lista dos 33 indiciados pela PF foi obtida pelo jornalista José Roberto Burnier, da Rede Globo. Todas pessoas indiciadas pela PF são investigados pelos crimes de corrupção passiva, ativa, formação de cartel, crime licitatório, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Cerca de R$ 60 milhões dos alvos estão bloqueados. O inquérito chegou à Justiça Federal na segunda-feira. Segundo a PF, as duas estatais “foram vítimas do ajuste das empresas”.

O nome do ex-diretor da CPTM, José Roberto Zaniboni, também está entre os 33 indiciados pela PF. Ele é acusado de receber propina das empresas via lobistas. O esquema foi revelado em outubro de 2013, pelo ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, em delação premiada à PF. Em seu depoimento, Rheinheimer relatou sobre suposto pagamento de propina de multinacionais a deputados e funcionários públicos.

Zaniboni mantinha conta secreta na Suíça com saldo de US$ 826 mil. O dinheiro, segundo seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, já foi repatriado pelo próprio Zaniboni, com recolhimento de impostos. Ontem, uma delegação de procuradores e promotores brasileiros iniciou em Berna reuniões com o Ministério Público da Suíça. A meta é identificar o percurso do dinheiro encontrado em contas em Zurique.

Os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), órgão que detém competência para processar os parlamentares citados por Rheinheimer na delação. O depoimento prestado por Rheinheimer à Justiça foi ratificada pelas provas reunidas no inquérito. O Supremo devolveu à PF parte da investigação que não atingia autoridades com foro privilegiado. Depois disso, a polícia passou a colher depoimentos e rastrear eventuais fluxos de recursos ilícitos em contas dos suspeitos no caso do cartel. Alguns investigados já haviam sido indiciados antes da remessa do inquérito ao STF. A outra parte foi enquadrada após o retorno dos autos.

A Alstom informou por meio de nota que “não pode se manifestar” em razão de o inquérito correr sob segredo de Justiça. A Siemens disse apoiar o “total esclarecimento” do episódio e reforçou ter tido “proatividade” ao divulgar os resultado das auditorias que deram início às investigações da Polícia Federal. Também por meio de nota, a Mitsui afirmou estar colaborando com as investigações que estão em andamento. A empresa também informou que não vai comentar a menção de um ex-funcionário na lista de indiciados da Polícia. A Bombardier divulgou em nota disse que a empresa “segue os mais altos padrões éticos” e afirmou que vai continuar colaborando com a investigações.

A CPTM informou em nota que os diretores eventualmente mencionados no relatório da Polícia Federal não irão se manifestar, uma vez que não tiveram acesso ao conteúdo do processo em razão do segredo de justiça. “Ambos autorizaram abertura de sigilo dos seus dados fiscais e bancários, inclusive das respectivas esposas, nada sendo encontrado. Os executivos negam veementemente qualquer prática irregular na condução dos processos licitatórios, desconhecendo completamente qualquer acusação. Os dirigentes da CPTM continuam colaborando com todos os órgãos que investigam as denúncias sobre formação de cartel. A Companhia tem total interesse em apurar os fatos e, constatado o prejuízo, exigir ressarcimento aos cofres públicos”, afirmou a companhia.

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Joaquim Levy só assume formalmente o Ministério da Fazenda em 2015, mas sua presença já se faz sentir na Esplanada dos Ministérios — e não apenas porque o futuro ministro já despacha por lá. O Ministério do Planejamento, que será comandado por Nelson Barbosa no segundo mandato de Dilma Rousseff, enviou nesta quinta-feira ao Congresso Nacional uma proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015 baseada “nas projeções de mercado”, algo contra o que o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, se digladiou durante praticamente todos seus oito anos de função, com suas previsões sempre mais otimistas que os resultados aferidos ao fim do ano.
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Levy, o homem de 80 bilhões de reais
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Por que esse medo de escolher os mais bem preparados para ministros?

“As estimativas para crescimento do PIB e inflação, e demais parâmetros para os próximos anos, utilizados para a atualização de proposta de meta baseiam-se nas projeções de mercado, apuradas pelo relatório Focus do Banco Central”, diz a nota do Ministério do Planejamento que comenta o projeto da LDO de 2015 enviado ao Congresso nesta quinta-feira. Na proposta, o Governo prevê uma meta de superávit primário de 1,2% do PIB, que corresponde a 66,3 bilhões de reais. Além disso, o documento reduziu a estimativa de crescimento da economia brasileira para o próximo ano, de 2% para 0,8%.

A meta fiscal de 1,2% para 2015 já havia sido adiantada por Levy em sua primeira apresentação pública. No documento enviado ao Congresso, o Governo Dilma estima em 55,3 bilhões de reais a meta em nível federal, enquanto Estados e municípios serão responsáveis por poupar 11 bilhões de reais. “Caso os Estados e Municípios não atinjam a meta estimada, o Governo Federal irá compensar a eventual diferença”, informou o Ministério do Planejamento em nota, com a atualização da proposta de meta de resultado primário para o próximo ano enviada ao Congresso Nacional.

A atualização para baixo da meta de crescimento reforça a mudança na condução da política fiscal a partir do próximo ano, com maior rigor e transparência, como anunciado por Levy. Neste ano, como o governo não conseguiu cumprir a meta de poupar 1,9% do PIB, sua base aliada no Congresso Nacional tenta alterar a LDO de 2014, para evitar que a gestão Dilma incorra em crime de responsabilidade. Os esforços do Governo no parlamento, que levaram a uma longa sessão de 19 horas nesta quarta-feira, devem ter seu desfecho na próxima terça-feira, quando serão votados os últimos pontos pendentes para a alteração.

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