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Postado em 04-12-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 04-12-2014 00:07


Refinario Abreu e Lima em Pernambuco

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DEU NO DIÁRIO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Oito das empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, que apura ilícitos em contratos com a Petrobras, podem ser impedidas de contratar obras com o Governo federal. O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, determinou nesta quarta-feira a abertura de processos administrativos de responsabilização contra Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão e UTC-Constran.

Essas empreiteiras, responsáveis pelas maiores obras do país, são suspeitas de participar de um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas em sua relação com a petroleira brasileira, e muitos de seus dirigentes chegaram a ser detidos no mês passado. Segundo a CGU, a decisão é “resultado da análise de documentos e informações da investigação da Operação Lava Jato, que foram compartilhadas pela justiça Federal, pelo juiz Sérgio Moro”. Em nota, a Controladoria informou que, para abrir o processo, “a CGU se baseou não apenas nos depoimentos contidos no material compartilhado, mas principalmente nas provas documentais, como e-mails, notas fiscais, transferências bancárias e registros de interceptações telefônicas, entre outros”.

Apesar de o processo se restringir a oito empreiteiras, a Controladoria segue analisando o caso e avisa que “há a possibilidade de que novos processos sejam abertos contra outras empresas”. A notificação das empresas será feita pela Corregedoria da CGU nos próximos dias e os processos poderão acarretar, quando encerrados, o impedimento de celebrar novos contratos com a União e a aplicação de multas.

Na terça-feira, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse, durante acareação em CPI com outro ex-diretor da empresa, Nestor Cerveró, que as irregularidades identificadas pela Operação Lava Jato acontecem “no Brasil inteiro, nas rodovias, nas ferrovias, nos portos, nos aeroportos e nas hidrelétricas”. Costa também confirmou todas as denúncias que fez à Justiça como parte de seu acordo de delação premiada. Apesar de não entrar em detalhes, o ex-diretor da estatal disse que implicou “dezenas” de políticos em seus depoimentos.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 4 dezembro, 2014 at 8:36 #

Doce CGU

Sabe-se lá a razão, mas a Odebrecht ficou de fora.

Talvez pela pressa em atender algum comando incomodado com as críticas sobre a inércia com que vinha “administrando”.

Hage é ótimo em entrevistas, especialmente em divagações teóricas sobre o que fazer para avalizar a ética do governo petista.

Fica pergunta:

E a Odebrechet?


luiz alfredo motta fontana on 4 dezembro, 2014 at 8:49 #

Pingo nos is!

A PF, o MPF, a imprensa investigativa, a Receita Federal, só investiga um ente estatal, tipo Petrobrás, após denúncias ou evidências desastradas de ilícitos em suas entranhas.

Ao contrário, a CGU, tem, ou deveria ter, por ofício, a obrigação de estar atenta diuturnamente.

Pois é!

Teoricamente os escândalos havidos deveriam ter sido apontados, em primeira mão, pela doce e cândida CGU.

Talvez a PF, o MPF, etc, sejam abelhudos apressados. Quem quiser que acredite.


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