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Manifestantes contrários ao projeto que modifica a meta de superávit foram barrados na manhã desta quarta-feira em um dos acessos principais do Congresso Nacional, em Brasília. O grupo reivindica o direito de entrar nas dependências da casa para acompanhar a sessão, que havia sido marcado para começar às 10h, mas que já estava atrasada.

Na chegada do vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), os manifestantes lançaram gritos de “ditadura! Ditadura”. O petista respondeu: “quanto vocês estão recebendo para estar aqui?”.

Enquanto deputados e senadores tentam consenso no plenário sobre a continuidade ou encerramento da sessão do Congresso iniciada por volta das 10h e convocada para a votação de dois vetos e da PLN 36/2014, as galerias permanecem fechadas e, do lado de fora do Congresso, manifestantes tentam convencer os seguranças a permitir a entrada.

De acordo com a Polícia Legislativa, a decisão de barrar a entrada de manifestantes é do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que na noite desta terça-feira (2) já havia tentado esvaziar as galerias para impedir os protestos. Parlamentares da oposição reagiram e se juntaram aos manifestantes e a confusão levou Calheiros a suspender a sessão, convocando a reabertura da votação para esta manhã.

Na chapelaria, entrada principal do Legislativo, cerca de 50 pessoas levantam cartazes e bandeiras, gritando “queremos entrar” e “abaixo a ditadura”. Os manifestantes começaram há pouco a fazer um apitaço. Policiais militares estão posicionados na entrada da Câmara dos Deputados e do Senado para reforçar a segurança da Polícia Legislativa.

O deputado Simplício Araújo (SDD- MA) deixou a sessão para tentar tranquilizar os manifestantes, avisando sobre a possibilidade de a votação do projeto ser adiada para a próxima semana. As pessoas, no entanto, mantiveram os gritos de “essa casa é nossa” e “queremos entrar”. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) passou pelo grupo de protesto e foi saudado ao entrar no Congresso.

Informações Terra e IG

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 3 dezembro, 2014 at 16:52 #

“Renans” e “Jucás” são o que são, Dilma sabe disto, eles não se preocupam com imagens, apenas servem sob certas condições.

O triste, é a ausência na trincheira, no campo aberto de enfrentamentos, dos tais “campeões da ética”.

Nenhuma palavra da tribuna na manhã/tarde de hoje, como na noite de ontem de Pedro Simon, ou Cristovam Buarque.

Preferem as tardes vazias de segundas, ou as manhãs preguiçosas de sextas, para entoarem seus lamentos éticos da tribuna sem nenhum risco, sem temores de serem enfrentados, afinal Paims e Suplicys são inofensivos, os escutam com aquele ar modorrento dos inertes.

Tédio, com traços de ânsia, é o que nos resta assistindo essa tragédia, o congresso abdica de qualquer traço de dignidade e independência face aos arroubos de Dilma et caterva.

Vale tudo desde que negociado, ou não?


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