FHC sobre o adversário:”Lula nunca foi de esquerda”
Foto: Bosco Martín
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DEU NO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Antonio Jiménez Barca / Carla Jiménez

De São Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Rio de Janeiro, 1931) assiste como espectador privilegiado ao, segundo ele, funil histórico em que se encontra o Brasil atualmente, a um mês do começo do segundo mandato de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), em meio a acusações de corrupção que minam a Petrobras, paralisado economicamente e com um novo ministro da Fazenda que prevê ajustes e menos gastos no ano que vem.
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Foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que perdeu por pouco nas últimas eleições, liderado pelo senador Aécio Neves. Para o sociólogo, diplomata e ex-ministro da Fazenda, a origem derradeira de todos esses problemas encontra-se na fragmentação política na qual vive o país, com um congresso triturado em mais de vinte partidos. Elegante, distinto, amável e atento, recebe o EL PAÍS no instituto de estudos sociais que leva o seu nome, em uma tarde quente em São Paulo.

Pergunta. A nomeação do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sugere uma mudança da presidenta na economia. O que acha?

Resposta. Temos que entender a razão dessa mudança. A situação está muito difícil. Houve quase uma ruptura entre o Governo e os setores empresariais. Agora, Rousseff precisa recompor esse laço, mesmo que os empresários não acreditem. Além disso, precisamos ver se o novo ministro terá voz e terá poder. O momento impõe, sim, algumas medidas de contenção de gastos.

P. Não há alternativa…

R. Não. A economia começou a sair dos trilhos há muito tempo. A resposta do Governo durante a crise internacional foi correta. Naquela época era importante ampliar o crédito. Mas isso tem um limite e já chegamos a ele. A maioria tem muitas dívidas, e o consumo não basta como motor econômico. E o PIB não cresce. É isso que existe e algo precisa ser feito.

P. O quê precisa ser feito?

R. Diria que nos aproximamos de uma etapa parecida à que abordei quando era ministro da Fazenda e tudo estava em desordem. Agora, tudo novamente caminha para a desordem. Mas há um nó político a ser desatado. O Governo terá força para colocar em marcha essas medidas necessárias? O imbróglio político é mais delicado que o econômico, porque o econômico sabe-se como solucionar. Um país com vinte e poucos partidos no Congresso e quarenta ministérios esconde a receita do fracasso. Eu governava basicamente com três partidos. Os demais não contavam. As nomeações eram feitas em função de uma agenda, os postos chaves não estavam nas mãos dos partidos. E o meu partido, o Partido da Social Democracia Brasileira, não influenciava tanto quanto faz o PT de Dilma. Eu tinha mais liberdade para designar.

P. Vê Rousseff muito pressionada?

R. Muito. Tem um partido exigente, um conjunto de alianças com outros partidos muito amplo e não existe um consenso entre todos sobre o que tem que ser feito. O que o PT quer não é o mesmo que o PMDB quer e o que outros querem.

P. A própria Rousseff, na noite das eleições, pediu a proliferação de forças como motor do avanço…

R. Isso seria o caso se ela se deixasse influenciar pelos que perderam. E isso não vai acontecer. O que aconteceu com as eleições? Ficou claro que o Brasil está dividido em duas partes. E não é o Brasil dos pobres e o Brasil dos ricos (Neves também recebeu o voto dos pobres. Ninguém tem 51 milhões de votos sem os pobres. Ninguém ganha São Paulo sem os pobres), mas o Brasil mais dependente do Estado e o mais independente. Não são apenas os pobres, mas também os ricos, como as empresas que dependem do Governo… Muitos não são de direita nem de esquerda: vão atrás do aparato público para ter vantagens, são clientes. E por isso não estão em nenhum dos lados. Estão com quem vencer. Agora, ao lado do PT não porque apoiam o PT, mas porque o PT controla o Estado. Se fossemos nós, nos apoiariam. Quem apoiou Dilma foi a população menos dinâmica. E se o desafio é o crescimento econômico, Rousseff depende dos que perderam. É uma contradição. Qual seria a diferença se Aécio Neves tivesse vencido? A situação seguiria a mesma, ruim, difícil, mas haveria uma diferença: a esperança.

P. Há quem tema que um setor dos que votaram em Neves se radicalize.

R. A responsabilidade seria do PT e de Lula, que jogaram essa carta dos ricos contra os pobres, e isso despertou o desejo de se sentir muito de direita e de pedir o retorno dos militares.

P. É perigoso esse movimento?

R. Não, não tem reflexo na vida política ou parlamentar. Fazem barulho, mas não têm poder. Aqui, no Brasil, muitos poucos se reconhecem como de direita.

P. Seu partido, o PSDB, está aonde?

R. Os critérios europeus de direita e esquerda não são apropriados para o Brasil. Quando formamos o PSDB, o definimos como um partido democrático, com compromissos sociais (reforma agrária, saúde, etc), mas que também admitiria que o mercado existe.

P. Seria essa a diferença para o PT, o mercado?

R. Antes, sim, mas agora nem tanto. O PT quer ocupar o Estado. E utiliza o palanque público para impulsionar a economia. O PSDB não considera isso tão importante. Prefere servir de ponte entre a sociedade e o Estado. Mas utilizando o esquema básico: não podemos aceitar isso que diz o PT, que eles são o partido dos pobres e nós o dos ricos. Parte desse estigma parte das origens pobres de Lula, diferentes das minhas. O PT saiu da esquerda, passou pelo cento-esquerda e agora se aproxima do centro. O PSDB foi empurrado para o centro-direita, mas agora está voltando para o centro. Quem criou mais bolsas de estudo? Eu. Quem fez mais reforma agrária? Eu. Quem protegeu mais os índios? Eu. Então por que nos chamam de direita? Não faz sentido. Quem beneficiou mais os bancos? Lula. Lula não é de esquerda.

P. Não?

R. Nunca foi. Ele mesmo diz isso. Conheço o Lula desde que era líder sindical. Ele tinha horror dos partidos, era um líder sindical autêntico, independente, via o sindicato como a sua casa, o partido viria depois. Sempre foi mais favorável aos interesses da maioria, como eu e como todos. Ele é conservador, não queria as instituições, não é (Hugo) Chávez, nunca fará o que fez Chávez. Lula não é anti-americano e nem anti-capitalista.

P. Então, o Brasil nunca será uma Venezuela.

R. Nunca.

P. Um empresário brasileiro, Ricardo Semler, a respeito do escândalo da Petrobras, afirmou em um artigo recente que no Brasil sempre se roubou, e que agora se rouba menos. Concorda?

R. Li o artigo. Não apresentava provas. Na minha época de presidente pode ter havido corrupção, da qual eu não me inteirei. Mas a diferença com a Petrobras de hoje é que há um sistema organizado no qual participam empresários, diretores, altos cargos e agentes políticos, é uma espécie de máfia, onde impera a omertà, a lei do silêncio, com a bênção do poder. Apesar de agora terem começado a falar.

P. Alguns incluem o PSDB…

R. Nós não temos poder. Por que dar dinheiro para quem não tem poder?

P. A Procuradoria afirma que o esquema estava operando havia 15 anos…

R. Já disse: não existia uma rede organizada entre partidos, Governo e Petrobras.

P. Acha que Lula e Dilma sabiam?

R. Não tenho elementos para afirmar. Mas se Dilma Rousseff soube, agiu para frear. Agora, tudo isso da Petrobras vai explodir, porque a Justiça já entrou, e pode ser que muitos partidos saiam voando.

P. Como vai terminar tudo isso?

Não sei se Dilma tem noção do funil histórico que estamos vivendo.

R. Vai afetar políticos. Não sei se Dilma tem noção do funil histórico que estamos vivendo. Os volumes de dinheiro são enormes. Basta ver que um arrependido está disposto a devolver 100 milhões de dólares… De que volumes estamos falando? De um bilhão? Esse processo vai ser longo. O país vai precisar de instituições públicas fortes e uma imprensa livre e ativa. Mas não sou pessimista. Olhem os EUA dos anos 1920, quando da Lei Seca. Lembrem as máfias locais de então, Al Capone. E a coisa melhorou.

P. Acha que se pode acusar a presidenta pelo caso da Petrobras e colocá-la em um impeachment?

R. Não acho. O impeachment é mais um problema político. É muito problemático tirar o poder de alguém que acaba de ganhá-lo nas urnas.

P. Qual é o papel do PSDB depois das eleições em que, apesar de ter perdido, sai fortalecido?

R. Na Câmara será difícil ter peso porque nosso tamanho é pequeno. No Senado é diferente. O PSDB tem que manter a mesma atitude que Aécio Neves teve na campanha. Apesar de ser difícil. No Brasil, historicamente, os meios de comunicação se ocupam do Governo, mas não da oposição. Agora, o PSDB não pode se imaginar sozinho. Tem que ampliar suas alianças e se aproximar do novo, para a esquerda e o centro. De Marina Silva e do novo partido socialista. Distâncias à parte, o partido de Marina Silva, Rede, jogou um papel parecido ao do Podemos na Espanha. Marina trouxe duas coisas ao debate nacional: sustentabilidade e ética. Os jovens estão muito mais atentos a certos comportamentos do que a estruturas de poder. E o PSDB tem que ter o espírito aberto…

P. Mas na campanha Aécio se recusou a discutir certos temas polêmicos, como a legalização da maconha e o casamento entre homossexuais.

R. Ele pensa da mesma forma que eu. Há quem afirme que entrar em certos temas tira votos. Eu acho que não. A sociedade avançou mais que os políticos.

P. O senhor é favorável a legalizar o casamento entre homossexuais?

R. Absolutamente sim.

P. E da liberalização da maconha?

R. Também. Sou precursor disso no mundo.

P. E de legalizar o aborto?

R. Isso é mais complicado. Pela religião. É algo que a sociedade precisa discutir. Embora nunca fui favorável que estes temas entrem na campanha eleitoral. Façam vocês um plebiscito sobre a pena de morte. Sairá que sim. Nós fizemos um sobre o direito de portar armas. E perdemos. São temas complexos que se prestam a manipulações.

P. Há alguns anos se via no exterior o Brasil como o país do futuro. Agora, com a economia parada e o escândalo da Petrobras, nos dá a impressão de viver em um lugar diferente.

R. É que é assim. Os que mandaram neste país quando crescia não souberam fazer direito. A semente estava lá. Mas o PT não fez direito porque não quis. O PT é uma organização burocrática que precisa de dinheiro. E há muitas pessoas que obtinham dinheiro de corruptelas para o partido. Era uma espécie de visão política, um vício de outras épocas, por assim dizer, revolucionárias: em que tudo vale porque é para a revolução. Assim, vale tudo enquanto for para o partido. Por outro lado: eu fiz ajustes. Mas a renda per capita não caiu. Fiz sem que o povo pagasse a conta. Agora será difícil que o povo não pague esse ajuste que se aproxima. Mas sou otimista. O país tem instituições que funcionam. O mesmo PT é importante para o país. A presidenta vai atravessar um deserto, e ainda perderá o controle da Câmara. Espero que ela não tenha uma visão sectária da vida nacional e da política.

P. Quando ela foi reeleita disse que seria a presidente do Brasil, e não do PT.

R. Foi um passo. Mas o PT é muito complicado. E nunca se sabe muito bem onde está o Lula. Ele não é uma pessoa que tenha convicções. É alguém que vê sua oportunidade e sabe tirar proveito. Mas o momento pede convicções.

nov
30


BOM DIA!!!

nov
30
Posted on 30-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-11-2014


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Quero falar de Isabel Pantoja. A cantora famosa de España começou a cumprir há uma semana pena de dois anos em Sevilha. Acusada por lavagem de dinheiro ilícito num processo que durou sete anos teve sua condenação decidida em 2013. Na verdade o delito de desvio de verbas teve como personagem principal o ex prefeito de Marbella Julian Munoz por quem Isabel se apaixonou em 2003 e com quem rompeu já há alguns anos.

As dores de amor marcam a vida de Isabel.

Em 1993 casou com o toureiro Paquirri que morreu atingido pelo touro na arena em 1984.

As paixões de Isabel sempre renderam grande noticiário pois as ex mulheres dos seus apaixonados foram destaque por lamentos e problemas. A ex de Munoz também começou a cumprir pena acusada no mesmo caso.

Francisco Rivera o toureiro era casado com Cármen Ordonez que já é falecida e tinham dois filhos hoje homens feitos que ainda brigam judicialmente com a artista pelos bens do pai. Com Isabel ele foi pai do Kiko, hoje cantor como a mãe.

Logo depois da viuvez, Isabel adotou a pequena Chabelita no Peru.

O ex-prefeito hoje preso Munoz ao se apaixonar por Isabel deixou um casamento com filhos com Maite que durava 25 anos.

Muitas histórias sobre as dores e os amores de Isabel tem sido veiculadas pela imprensa desde que começou jovenzinha sua brilhante carreira.

Sua paixão pela música não ofuscou suas paixões da vida e hoje ela diz que está a pagar por erros do passado. Tem 58 anos e dois netinhos que Chabelita e Kiko lhe deram. Enfrentará um período difícil uma vez que declarou sofrer atualmente de claustrofobia e depressão.
Toda Espanha ama sua arte. Ela canta e baila no palco com maestria. Mas a vida é suas paixões a embalam na dança traiçoeira do destino trágico. Deus proteja Isabel e que ela vença o tempo e retorne aos palcos para alegria dos seus fãs do mundo inteiro. Inclusive eu.

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, on edita o Blog da Mulher Necessária.


BOA TARDE!!!

nov
30


Venda de camisetas com o rosto de Mujica
em Montevidéu. / AP

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DEU NO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Um dos poucos prazeres que José Mujica pretende concretizar quando terminar seu mandato presidencial é visitar a cidade basca de Muxica, na Espanha, de quase 1.500 habitantes. Foi de lá que partiu seu bisavô rumo ao Uruguai no século XIX. Mujica visitou a cidade pela primeira vez no ano passado e pretende regressar no ano que vem. Neste domingo, o Uruguai realiza eleições presidenciais que marcarão o fim de seu mandato, mas não de sua presença na política.

O candidato de esquerda, Tabaré Vázquez, de 75 anos, é o favorito em todas as pesquisas contra Luis Lacalle Pou, 41, do Partido Nacional, de centro-direita. O resultado será divulgado na segunda-feira, mas Mujica permanecerá na presidência até 1o de março, como determina a Constituição. Depois disso, continuará vivendo em seu pomar e não ficará de braços cruzados. A Frente Ampla, seu partido e o de Tabaré Vázquez, sabe que “el Pepe” é a máquina mais poderosa para ganhar votos e não pretende desperdiçá-la.

Uma pessoa muito próxima a Mujica o descreve assim: “É um animal político, incansável como um desses velhos que consertam uma cadeira, depois uma mesa, o armário, voltam à cadeira e seriam capazes de quebrá-la para poder consertá-la de novo”. Tem 79 anos, nove a mais que sua esposa, a também ex-guerrilheira dos Tupamaros, Lucía Topolansky. Ambos trabalharão juntos durante os próximos cinco anos como senadores da Frente Ampla. “El Pepe”, diz a esposa, “vai cumprir um grande papel como mediador no Senado. Porque é um grande negociador. Já perdi a conta de reuniões feitas em nossa casa com sindicalistas, professores, agricultores, vizinhos, generais, ministros… E o Senado vai ter seu soldado mais fiel, que eu sempre fui. Já coincidimos em uma legislatura como senadores.”

Dentro dos 27 grupos que integram a Frente Ampla, apenas sete têm um peso importante, como o Partido Socialista e o Comunista. Mas a legenda que tem conseguido mais votos nas legislativas nos últimos dez anos é a de Mujica, que é apoiado por três de cada dez eleitores da Frente. Seu nome oficial é Movimento de Participação Popular (MPP), mas entre piadas costumam chamar o partido de Movimento do Pepe.

Além do Senado, Mujica está criando uma escola de formação agrária em sua casa. “Nós temos um terreno de 14 hectares e meio”, diz Topolansky. “Em uma pequena parte cultivamos nossas flores, frutos e verduras. E agora criamos uma fundação para formar as pessoas. Hoje uma pessoa não pode subir em um trator que custou 80.000 dólares sem saber como funciona. E não serve de nada semear frutos e depois não saber como cuidar deles. No dia de amanhã, se tiverem que lembrar de nós por algo no bairro, que seja como uns velhos loucos que fundaram uma escola e doaram o terreno em sua morte.”

Mas o Senado, a escola agrária, a viagem à cidade de Muxica e as conferências no exterior talvez não sejam ocupações suficientes para saciar toda sua energia. Por isso, Mujica também se dedicará a “respaldar seus frangos”, quer dizer, apoiar os candidatos do MPP nas eleições municipais que serão realizadas no Uruguai em maio de 2015. As negociações internas da Frente são formadas em um universo de equilíbrio e concessões no qual Mujica se movimenta com perfeição. Mas, mesmo ele, com todo seu carisma e poder como presidente, sofreu fortes derrotas em mais de uma ocasião.

À medida que se aproxima o final de seu mandato, Mujica conseguiu melhorar sua imagem positiva em dez pontos, de 54% a 64%. “Em um mundo onde a política está cada vez mais desprestigiada”, diz sua esposa, “ele soube ganhar prestígio. Por que um presidente tem que viver de forma diferente a um cidadão comum de seu país? Não há nenhuma razão política, social nem jurídica. Isso é um resquício da monarquia.”

Muitos empresários e políticos da oposição reconhecem em público que se hoje há como explicar no mundo que o Uruguai não é o Paraguai, é graças ao Pepe. Em outubro de 2011, quando já cumpria dois anos de mandato como presidente, Mujica foi a um evento oficial em Hamburgo. Uma testemunha lembra que a tradutora o apresentou em três ocasiões como presidente do Paraguai, até que o próprio ministro de Relações Exteriores alemão a interrompeu para corrigi-la. Provavelmente, o senador Mujica não enfrentará nunca mais esse constrangimento.

nov
30
Posted on 30-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-11-2014


Duke, hoje, no jornal O Tempo (MG)

nov
30
Posted on 30-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-11-2014

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Primeiro, Armando Monteiro Neto, presidente-símbolo da Confederação Nacional da Indústria, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Agora, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Rainha do Latifúndio e Musa da UDR, Kátia Abreu, no Ministério da Agricultura.

Somando a dupla à “nova” equipe econômica, está certo um velho comunista: “É a esquerda que deveria estar na rua, não a direita”.

Soñadores De España

Al mar
van en barcos de espuma
los descubridores…
Soñadores…

Al mar,
para darle a la América
Dios, luz y nombre…
Soñadores…

Azul
de Picasso y la luz
de infinitos pintores…
Soñadores…

La voz
de la sangre de Lorca
partida a jirones…
Soñadores…

La fe de Teresa,
la de tanto Quijote…
Soñadores…
Soñadores…

Soñadores de España…
Caminar, caminar
con pinceles,
con poemas
o cantando a las estrellas.

Soñadores de España…
Caminar, caminar…
Con guitarras
bien despiertas
inundar de amor la tierra…

Soñadores de España!

Azul
de Picasso y la luz
de infinitos pintores…
Soñadores…

La voz
de la sangre de Lorca
partida a jirones…
Soñadores…

La fe de Teresa,
la de tanto Quijote…
Soñadores…
Soñadores…

Soñadores de España…
Caminar, caminar
con pinceles,
con poemas
o cantando a las estrellas.

Soñadores de España…
Caminar, caminar…
Con guitarras
bien despiertas
inundar de amor la tierra…

Soñadores de España!

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ESPANHA NO CORAÇÃO! VIVA ESPANHA!

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)


Protesto na Puerta del Sol, Madri:”pão,
trabalho, teto e dignidade”.Foto Reuters
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

.Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em várias cidades espanholas contra a austeridade e a miséria, num protesto em que a classe política foi acusada de “corrupta”.

Em Madrid, milhares de pessoas pediram “pão, trabalho, teto e dignidade”, numa manifestação que começou na estação de Atocha e terminou na praça da Puerta del Sol.

No protesto participaram vários coletivos sociais e representantes dos sindicatos espanhóis CCOO e UGT.

“Viva a luta da classe operária”, “Governo demissão, corruptos na prisão” foram algumas das palavras de ordem dos manifestantes, que empunhavam cartazes que diziam “Não ao pagamento da dívida ilegítima” e “Violência é roubar casa e pão”.

No final da manifestação, um dos organizadores do protesto leu o manifesto, sublinhando que “numa situação extrema” e de “emergência social” deve ser dada uma “resposta coletiva e massiva da classe trabalhadora e dos povos “


O doleiro Youssef, entre policiais, em 2003. / AG. GAZETA DO POVO
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DEU DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Na midiática operação Lava Jato, o escândalo brasileiro mais recente havia quatro doleiros, vários executivos de empreiteiras, engenheiros e ex-diretores da Petrobras. Todos suspeitos de corrupção (ativa e passiva) e de outros delitos.

Os executivos e os demais profissionais têm funções mais ou menos claras. E o doleiro, o que ele faz de verdade?

Ao caracterizar alguém como doleiro a polícia já imputa a ele ao menos um crime, o de evasão de divisas. Dessa forma, entende-se que o doleiro é quem converte moedas no Brasil sem autorização legal. Há casos ainda em que, mesmo tendo uma autorização, eles atuam além dos limites permitidos.

A atuação de um doleiro geralmente ocorre à margem do sistema financeiro. Sua principal função é resgatar recursos depositados em contas no exterior, geralmente em paraísos fiscais. Costuma atuar também em campanhas eleitorais, quando um candidato ou uma coligação precisava pagar um prestador de serviço sem contabilizar o recurso, ou seja de maneira ilegal.

Na operação Lava Jato, os quatro doleiros presos, que na verdade são empresários, já que possuem cadastros empresariais e registros de pessoas jurídicas em seus nomes, simulavam importações com o objetivo de dar uma aparência legal à evasão de divisas. São chamados de doleiros porque essa é a moeda com maior números de transações, se a libra ou o euro tivessem maior movimentação, talvez o nome fosse outro.

“No Brasil, temos doleiros porque é um dos países com rígido controle cambial. Na maioria dos países da Europa, por exemplo, há a livre conversibilidade de moeda, o que impede a existência dessa figura por lá”, explica o advogado Cláudio Filkenstein, professor de Direito Internacional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pela mesma razão, alguns escândalos na Argentina são protagonizados por esses cambistas de luxo.

Perto do fim

Os doleiros ficaram bastante conhecidos em meados dos anos 1990 e ostentaram a fama, ainda que negativa, até a metade da década passada. A quase extinção deles ocorreu após a operação Farol da Colina, há dez anos, quando 103 pessoas foram presas em decorrência de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. “Os doleiros eram uma espécie em extinção, até o Alberto Youssef reaparecer”, diz Filkenstein.

Investigados que eram protagonistas naqueles anos reapareceram na atual apuração de desvio de ao menos 10 bilhões de reais da Petrobras. Os doleiros Alberto Youssef, Nelma Kodama e Raul Henrique Srour já foram julgados em outras ações. Youssef foi um dos protagonistas da CPI do Banestado, em 2003. Kodama surgiu na CPI dos Bingos, em 2006. Srour, na operação Farol da Colina, em 2004. O que tinha menos “estrelas” nesse grupo é Carlos Habib Chater. Filho de um outro doleiro, o libanês Habib Salim El Chater, Carlos foi detido porque a polícia suspeita que ele usava um posto de combustíveis e uma casa de câmbio em Brasília para lavar dinheiro dos envolvidos no escândalo da Petrobras.

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