“Mais que demais!”, como dizia meu sogro e saudoso amigo, Florêncio Cardoso, que gostava de boa música e das coisas corretas.Pioneiro da exploração do petróleo no Brasil. Imagino sua indignação, se vivo estivesses, diante da “corja” (a expressão é bem dele) que tomou de assalto a Petrobras.

SAUDADES!

Em tempo:

O samba de Vinícius de Moraes interpretado pelas baianinha vai dedicado ao leitor, amigo especial e guia musical do Bahia em Pauta que assina Vangelis na área de comentários e faz aniversário neste 26 de novembro.

Vangelis, cujo nome e sobrenome verdadeiros despertam muita curiosidade entre os leitores do BP ( já chegaram a dizer que é o próprio editor disfarçado) é um “beradeiro” do Rio São Francisco, que igual a este editor, bebeu muito da água do rio da nossa aldeia nas barrancas de Juazeiro(BA) e Petrolina (PE), no tempo da difusora Marabá, de Gil Braz tocando nas ruas das duas cidades, e de João Gilberto ensaiando com Astrud , na calçada de Dona Patu, os melhores acordes revolucioários da Bossa Nova.

“Mais que demais!”. Parabéns e longa vida, Vangelis.

BOA TARDE!

(Vitor Hugo Soares)


Zé Neto com Otto Alencar, na campanha, visitam
ferries e prometem requalificação. Incômodo.

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Marcação a bordo

DEU NO BLOG POR ESCRITO, DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES

Depois de considerar “precipitado” o processo sucessório na Assembleia Legislativa, em que seu correligionário Rosemberg Pinto tenta, num confronto desigual, barrar a quarta reeleição do presidente Marcelo Nilo (PDT), o líder do governo, Zé Neto (PT), arrancou risos hoje na tribuna de imprensa ao ser indagado sobre possível candidatura a prefeito de Feira de Santana em 2016.

“Se a eleição na Casa é daqui a mais de dois meses e eu acho distante, imaginem a de prefeito”. E completou: “Eu sou candidato mesmo é a aprovar o orçamento de 2015 e ver os dois ferries funcionando”. Referia-se às novas embarcações do ferryboat Salvador-Itaparica, sistema que utiliza com frequência. Disse que toda vez que faz a travessia tem de aguentar o povo perguntando: “E aí, deputado, cadê os ferries?

(Luis Augusto Gomes)


Wilson: “se fosse um branco eu agiria
da mesma maneira”.

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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

O policial Darren Wilson veio a público, pela primeira vez desde o incidente de Ferguson, durante uma entrevista esta quarta-feira, 26, com o jornalista George Stephanopoulos no canal ABC, durante a qual recapitulou a sua versão dos acontecimentos de 9 de Agosto – a mesma que revelou ao grande júri que decidiu não o acusar pela morte de Brown.

Tudo começou com um motivo absolutamente normal. O agente que está há seis anos na polícia de Ferguson – nos subúrbios de St. Louis (Missouri) – seguia sozinho na sua viatura quando passou por Michael Brown e por um amigo, Dorian Johnson. Os dois jovens circulavam “em fila [sobre] a dupla linha amarela” no meio da estrada e Wilson disse-lhes para irem para o passeio.

Brown dirigiu-se a Wilson, utilizando “algumas palavras explícitas”. Foi então que o polícia notou que o jovem levava consigo uma caixa de cigarrilhas e que Brown e Johnson correspondiam à descrição de dois suspeitos de terem assaltado uma loja de conveniência horas antes. “Pedi reforços através do rádio”, disse Wilson.

O agente tentou abandonar o veículo, mas foi impedido por Brown que lhe empurrou a porta. “Nunca tinha ficado preso no meu carro”, contou Wilson, para quem o jovem estava tentando intimidá-lo. “De repente, os murros começaram a chover… Ele mandou-me o primeiro e acertou-me do lado esquerdo da cara.”

É nessa altura que Wilson tenta alcançar a sua pistola, ameaçando Brown que iria disparar se ele não o deixasse sair do carro. O adolescente duvidou da coragem do agente, diz Wilson. Os dois lutaram pela arma e, depois de duas tentativas, Wilson dispara pela primeira vez.

“Ele tornou-se ainda mais agressivo”, conta Wilson, que entretanto já tinha conseguido abandonar a viatura e perseguia Brown. Nesse momento, o agente diz que viu o jovem com a mão perto da cintura e receou que ele estivesse armado.

Quando Brown tenta atacar Wilson, o agente decide disparar uma série de vezes e percebe que atinge o suspeito. Porém, o jovem não recua.

“Depois de eu ter disparado a segunda série de tiros, ele está a 2 ou 3 metros. E então ele começa a inclinar-se para a frente, como se fosse derrubar-me. Dois ou três metros é perto e tudo o que eu conseguia ver era a cabeça dele”, conta. “Olhei pela mira da minha pistola e disparei.”

A decisão do júri de não levar Wilson a julgamento despertou uma onda de protestos com epicentro em Ferguson, mas que se alastrou a 177 cidades norte-americanas, de acordo com a CNN. A segunda noite de manifestações no subúrbio de St. Louis foi relativamente mais calma do que a anterior, em que se registraram vários incêndios, lojas vandalizadas e tiros disparados. Ainda assim, durante a noite de terça-feira foram detidas 44 pessoas, segundo informações da polícia reveladas esta manhã.

O governador do Missouri, Jay Nixon, autorizou o envio de uma força de 2.200 efetivos da Guarda Nacional para que o cenário caótico de terça-feira não se repetisse. Várias ruas foram igualmente fechadas ao trânsito.

nov
26
Posted on 26-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-11-2014


Thiago Lucas, hoje, na Folha de Pernambuco


Governador Jaques Wagner(PT) e presidente
da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT)

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DEU NO UOL/FOLHA (REPRODUZIDO DO BEMPARANÁ)

JOÃO PEDRO PITOMBO

SALVADOR, BA

Faltando 35 dias para o fim do mandato de Jaques Wagner (PT) no governo da Bahia, os deputados estaduais baianos aprovaram nesta terça-feira (25) um projeto que prevê aposentadoria vitalícia para ex-governadores. A medida, restrita a quem tem mais de 30 anos de contribuição previdenciária, vai beneficiar Jaques Wagner e os ex-governadores Paulo Souto (DEM) e João Durval (PDT).

Cada um vai receber uma pensão de R$ 19 mil, equivalente ao atual salário do governador do Estado. Em caso de morte do ex-governador, a viúva passa a ter direito ao benefício. A proposta, de autoria do deputado Adolfo Menezes (PSD), foi aprovada por unanimidade em sessão na noite desta terça após um acordo de líderes do governo e da oposição. Caso seja sancionada pelo governador, entrará em vigência de imediato. ESTABILIDADE Líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual José Neto (PT) afirma que o objetivo da aposentadoria vitalícia é garantir estabilidade aos ex-governadores.

“Não podemos correr o risco de ver um ex-governador passar por dificuldades. É uma forma de preservar quem ocupou o cargo máximo do Estado”, afirma. Para o deputado, um ex-governador que não for um empresário ou servidor público concursado de alto salário pode viver com dificuldades financeiras depois de aposentado. “Pior seria se eles fossem trabalhar na iniciativa privada depois de deixarem o governo. Haveria conflito de interesses”, afirma.

O líder da oposição na Assembleia, deputado Carlos Gaban (DEM), disse que o projeto “é bom, mas foi votado num momento inoportuno”. “Fica claro que ele foi concebido para beneficiar Jaques Wagner. O PT não tem limites”, diz o deputado. Mesmo com tom crítico, votou pela aprovação do projeto.

Em 2010, logo após a reeleição do governador Jaques Wagner, a Assembleia Legislativa baiana ensaiou a tramitação de um projeto semelhante. Contudo, a proposta foi retirada da pauta após divulgação na imprensa.
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DO YOU TUBE
Excelente música, maravilhosa letra, ótima versão, na bonita voz de Guilherme Arantes. A letra é o retrato de quem faria qualquer coisa para ver outra pessoa feliz. E, por consequência, ser feliz também. Mensagem bonita e confortante.”

BOM DIA, APESAR DO TEMPO TEMERÁRIO QUE FAZ AO REDOR!!!

(Vitor Hugo Soares)


Dia de Cão em São Paulo lembra 2006

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DEU NO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Três dias após o assassinato de um comerciante suspeito de pertencer à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) um grupo de bandidos ateou fogo em ao menos sete veículos na região em que ocorreu o crime, na zona norte de São Paulo. Durante os ataques, que fecharam duas importantes vias da cidade, um homem morreu de infarto logo após ser abordado por um ladrão que tentou roubar seu automóvel.

O suposto criminoso assassinado era, de acordo com a polícia, o principal líder do PCC na zona norte. Dono de uma pizzaria, Jorge Vieira Porcinato, de 39 anos, morreu após receber ao menos três tiros no rosto e no tórax na noite de domingo em frente ao seu estabelecimento, no bairro Jardim Brasil. Os atiradores estavam em duas motocicletas e não foram identificados. Porcinato era conhecido como JJ e, de acordo com investigadores, era o responsável por administrar bocas de fumo (pontos de venda de drogas do PCC).

No dia seguinte ao homicídio, diversas mensagens foram divulgadas pelo Whatsapp. Algumas diziam que haveria um toque de recolher nos próximos dias porque Porcinato teria sido assassinado por agentes da polícia. Até mesmo policiais da zona norte dispararam e-mails para colegas e enviaram alertas por telefone de que redobrassem a atenção porque bases policiais poderiam ser atacadas e policiais vítimas de atentados, assim como ocorreu nos ataques de 2006 e em 2012.

Oficialmente, as polícias paulistas não confirmaram o toque de recolher e disseram que há duas linhas de investigação para a morte de Porcinato: acerto de contas entre criminosos do ou retaliação por parte de policiais.

Durante a tarde a Polícia Militar teve de aumentar seu efetivo nas ruas e usar inclusive a Tropa de Choque para dispersas alguns vândalos que incendiaram um ônibus e um carro antes de fechar a avenida Zachi Narchi. O local desse ato criminoso fica a poucas quadras de um dos maiores departamentos da polícia, o DEIC, responsável por investigar o crime organizado e as facções criminosas, como o PCC.

Contramão e infarto

Os ataques começaram por volta das 16h de ontem (25). Os bandidos fecharam um trecho do rodoanel onde incendiaram três caminhões, uma van e um carro. Na sequência iniciaram um arrastão. Os motoristas que seguiam na direção ao litoral paulista começaram a voltar na contramão. Assustado, um desses motoristas enfartou e morreu antes mesmo de ser levado a um hospital pelos socorristas da concessionária que administra o rodoanel e por policiais militares.

Os comerciantes de bairros como Jaçanã, Jardim Brasil, Parque Novo Mundo e Vila Gustavo fecharam suas portas. O temor de serem vítimas de ataques se estendeu a municípios da região metropolitana como Osasco e Carapicuíba, próximos ao rodoanel.

No fim do dia, a cúpula da Segurança Pública se reuniu para discutir as estratégias para evitar novos ataques. O principal temor era que houvesse agressões diretas a policiais ou bases da polícia. Um dos membros do alto escalão da polícia paulista disse ao EL PAÍS que durante a noite a tendência era que a situação ficasse pior.

Paulista lembram de mortes de 2006

Quase sempre que se fala de ataques orquestrados pelo PCC os paulistas costumam se lembrar de 2006, ano em que 493 pessoas foram assassinadas pelo crime organizado e por policiais no período de uma semana, entre 12 e 19 de maio.

Ao contrário dos ataques desta quarta-feira, naquela ocasião a série de crimes aconteceu por causa de achaques cometidos por policiais contra traficantes de drogas do PCC. A ONG Humans Rights Watch chegou a elaborar um relatório analisando os casos.

Até o início da noite de ontem, os crimes atribuídos ao PCC se limitaram aos protestos no rodoanel e ao incêndio de veículos.

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