Eliana: pedra nos sapatos do PSB-Rede na Bahia ex-minista
do CNJ e ex-candidata ao senado, fala sem medo da verdade.
Foto Margarida Neide/A Tarde

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ENTREVISTA EXCLUSIVA PUBLICADA ESTA SEGUNDA-FEIRA EM A TARDE. NAS BANCAS

Biaggio Talento

A ministra Eliana Calmon, candidata derrotada do PSB ao Senado, que obteve 70 mil votos a mais que Lídice da Mata, candidata ao governo do Estado pela mesma legenda, acredita que a política do Brasil vai mudar após a Operação Lava-Jato, e as máquinas de compra de votos, que ela disse ter existido este ano, devem ser desativadas.

Ministra, antes de tratar de política, gostaria de ouvir a senhora sobre dois juízes que tem se destacado nacionalmente, um pelo aspecto negativo e outro pelo positivo. Primeiro, o juiz João Carlos de Souza Corrêa, que processou uma servidora carioca por multá-lo e dizer que ele não era Deus. A senhora já o investigou como corregedora do Conselho Nacional de Justiça?

Quando cheguei à Corregedoria já encontrei uma denúncia contra ele que foi o estopim de tudo, exatamente o fato dele estar dirigindo sem carteira de motorista, o carro sem placa, o que deu origem a busca e apreensão do veículo e que levou essa moça (a agente de trânsito Luciana Silva Tamburini) a ser condenada. A partir daí, várias pessoas começaram a procurar para dar informações sobre o juiz, como um péssimo elemento. Aumentaram as queixas, a Corregedoria o estava investigando. As novas denúncias foram todas apuradas por mim.

Quais foram?

Por exemplo, ele não pagava a frutaria, a delicatessen da cidade de Angra (de sua comarca). Morava em um hotel e também não pagava. Havia também o envolvimento dele com questões de terra, mas isso ai não chegamos a ter provas concretas. Foram indícios que começaram a ser investigados. Eram muitos fatos e esses fatos demoraram a ser apurados, não cheguei ao fim dessa apuração, pois começaram em 2011 e eu sai da Corregedoria em 2012. Mas já deixei um processo disciplinar bastante volumoso, com diversas denúncias.

Ele a procurou para rebater as denúncias?

Sim. Foi com a mulher. Não gostei da postura dele. O achei muito arrogante. Chegava muita coisa contra ele e eu pensava: não é possível que aquilo tudo seja mentira.

O caso dele é abuso de poder?

Exatamente. Abuso de poder, muita prepotência e existe também denúncias de corrupção na área de cartórios. Agora, ele é muito ligado ao desembargador Luiz Zveiter que é o todo poderoso no Rio de Janeiro. Quem dá toda cobertura a ele é o Luiz Zveiter.

Isso explica o fato dele nunca ter sido punido no Rio.

Luiz Zveiter é muito poderoso e o poder maior dele (contra o qual eu abri sete processos disciplinares), vem de diversas situações. Ele é rico, o pai dele é Grão Mestre da Maçonaria, tem um grande escritório de advocacia e esse escritório, inclusive, é quem faz a advocacia da Rede Globo.

O outro personagem, desta vez positivo, é o juiz Sérgio Moro, que comanda o processo da Operação Lava Jato. De onde a senhora o conhece?

Ele era assessor da Ministra Rosa Weber (do Supremo Tribunal Federal) por ocasião do tempo que eu era Corregedora do CNJ. Passei a conhecê-lo mais de perto porque os juízes auxiliares da Corregedoria eram contemporâneos dele. E, às vazes, saíamos todos para almoçar. Ele é tido pelos colegas como um juiz exemplar. Estamos vendo isso agora. É um moço de bem, maduro, correto.

Ele é dessa escola de juízes como a senhora e o ministro Joaquim Barbosa que realmente levam o combate à corrupção a sério, não se intimidam.

Sim. Ele se especializou, fora do Brasil, para assumir uma das varas federais de lavagem de dinheiro, que a Corregedoria fez no tempo do ministro-corregedor Gilson Dipp. Então, esses contatos com o Coaf, Banco Central, CGU, tudo isso faz parte da nova escola da Magistratura que eu estava imbuída e quis fazer na Corregedoria. Não se esqueça que o grande problema que se deu comigo foi porque os juízes não aceitavam que a magistratura estivesse sobre a fiscalização do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão do Ministério da Fazenda). Agora, a Coaf se apresenta como importante veículo de combate à corrupção.

Entrando agora na política. Após as eleições a senhora se referiu a donos de partidos no PSB e na Rede na Bahia. Isso vai balizar uma decisão da senhora em relação ao seu futuro na política?

Sem dúvida. Na realidade, hoje, as pessoas ficam temerosas de terem nos partidos companheiros que pensem, que dê opinião, que falem. Sou uma pessoa que fala. Denuncio, digo o que está errado, o que está certo. Dentro do esquema dos partidos sou uma pessoa incômoda. Os partidos são, vamos dizer assim, empresas pequenas, onde três ou quatro dominam e as outras dizem amém. Eles querem pessoas acessíveis, que aceitem as normas. Não quem se rebela.

Em função disso, qual será o caminho da senhora?

Estou nos dois partidos (PSB e Rede). Fui colocada em nível nacional. Quem me levou para o PSB foi (o falecido ex-governador) Eduardo Campos. E na Rede entrei pelas mãos de Marina Silva, que é uma amiga minha. Estou em Brasília, onde passarei 15 dias, para conversar com ela, calmamente, sobre o futuro da Rede, como também conversarei com o Carlos Siqueira, que é o presidente nacional do PSB. A partir dessa conversa, eu vou me posicionar. Também não quero criar conflito com ninguém. Com esses políticos profissionais, que atravessaram a vida como políticos, não vou absolutamente criar problemas. Agora, creio que o quadro partidário vai mudar muito ano que vem. Não vamos continuar como estamos. Da onde é que vem o baixo nível dos políticos? Vem exatamente da postura dos partidos. Você não tem nome que represente novidade, de consistência, de envergadura moral, intelectual na Bahia. Não tem por quê? Será que a Bahia não tem gente nova? Não tem porque dentro desse esquema, ninguém quer, ninguém chega.

Essa primeira campanha para o Senado colocou a senhora a par da realidade dos partidos…

Foi a minha grande descoberta. Eu observei como as coisas se comportam. Por que na Bahia ocorre isso? Porque não existe incentivo para os novos nomes na política. Pelo contrário.

Então, uma definição só depois dessas conversas em Brasília?

Isso. Só vejo dizer: “Não, o PSB quer se reorganizar”. Reorganizar como, dentro do mesmo diapasão, com as mesmas pessoas? Se as pessoas atravessaram suas vidas dentro desse esquema, não vão querer melhorar a política. Quem é o grande da Rede na Bahia? Não tem. São pessoas que se deram mal nos outros partidos, principalmente o PT, correu para a Rede.

A senhora já declarou também que a senadora Lídice da Mata, candidata a governadora pelo PSB, foi mais petista que socialista na campanha…

Nunca foi diferente. Mas é coerência. Ela tem afetos, é ligadíssima à família (do governador) Jaques Wagner, ao (secretário José Sérgio) Gabrielli, que é compadre dela. Isso não se desfaz de uma hora para a outra. O rompimento de Eduardo Campos com o PT foi político, mas que não o levou a outros rompimentos. Era preciso ser muito político profissional para separar afetos pessoais de interesses políticos. E isso, com a formação latina que temos, é muito difícil.

Na campanha deste ano se falou muito em compra de votos pelo interior. A senhora recebeu alguma proposta nesse sentido?

Algumas pessoas foram oferecer. Mas é assim: “Olha eu tenho dois mil votos e custa tanto”. Isso ocorreu. Tenho um amigo político em Teixeira de Freitas que me disse. “Olha doutora Eliana, eu passei a admirar a senhora quando um cabo eleitoral chegou e disse que tinha três mil votos que custava tanto e a senhora respondeu: esses votos não me interessam. Eu quero votos espontâneos”. Acho que tive muitos votos, mais de meio milhão, mas o que digo é o seguinte: esses votos foram conscientes ou incentivados por pessoas que me conheciam e davam depoimento. Não teve voto de cabo eleitoral, comprado. O que prova que o povo quer mudança, quer seriedade. Estou numa situação muito cômoda para ser a terceira via. Em primeiro lugar não tenho os pecados originais, como não sou política, não tenho rabo de palha; segundo, tenho a vantagem de ter a minha aposentadoria (como ministra) e não ter problemas financeiros, não preciso de partido para sobreviver, não quero um emprego; em terceiro lugar tenho um nome já formado fora da política.

A senhora pretende, então disputar a próxima eleição municipal?

Na campanha eu dizia. Se Aécio Neves (PSDB) ganhar a eleição, vamos continuar a polarização (com o PT) e aí eu tenho condições de continuar sendo uma terceira via. Mas se Dilma Rousseff vencer não existirá mais a polarização. Isso, porque, na minha concepção, houve uma compra de votos de tal magnitude, um uso da máquina governamental de tal monta que não sobrou espaço para uma terceira via porque tudo virou comércio. Então, qualquer pessoa que entrar na política será esmagada por essa máquina do mal, porque ninguém desconhece que houve um absurdo de compra de votos e aparelhamento do Estado.

Uma reforma política não seria uma solução?

Acho que o modelo se esgotou. O que aconteceu nessas eleições possivelmente não acontecerá nas próximas. Pois tudo isso que se está vendo de apuração na Petrobras (na operação Lava-Jato) e já se encaminha para outras áreas como Correios, em Eletrobras, vai fazer com que o Brasil entre um novo ciclo. Vai acabar renovando a política à força. Que não será mais a força de aparelhamento do PT, pois como está não tem condições de alguém vencer a eleição. O prefeitos estão de pires na mão. O governo federal diminuiu os recursos do Fundo de Participação dos Municípios e deram mais encargos aos prefeitos e eles, para sobreviver, precisam fazer alianças. Ninguém liga para a infidelidade partidária. O PSB tem 32 prefeitos na Bahia. Somente dois foram ostensivamente para o lado de Lídice. Os outros ficaram com o PT. E o PSB não fez nada.

BOA TARDE!!!


Adarico:último foragido sai do esconderijo

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Deu no portal IG

Minas Gerais

DA REDAÇÃO

O último foragido da sétima fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, Adarico Negromonte Filho, se entregou na carceragem de Curitiba nesta segunda-feira (24) por volta das 11h15. Negromonte chegou de táxi à PF, acompanhado pela advogada que o representa. Ele é suspeito de ligação com o doleiro Alberto Youssef.

Adarico é irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP). Ele foi apontado como “encarregado de transporte de valores em espécie” e “subordinado de Alberto Youssef [doleiro]”, segundo decisão do juiz federal Sérgio Moro.

Carlos Alberto Pereira da Costa, representante da GFD Investimentos, empresa de fachada controlada por Youssef, disse que Adarico transportou “malas e sacolas” no escritório de Youssef.

“Quanto a Adarico, a representação não apresenta tantas provas, mas além do depoimento acima [de Carlos], o nome dele como responsável pelas entregas de dinheiro é informado em troca de mensagens telemáticas entre Youssef e seus clientes”, escreveu Moro em sua decisão.


ACM Neto na exclusiva com Osvaldo Lyra
para a Tribuna da Bahia.

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA, EDIÇÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA,24. NAS BANCAS.

Osvaldo Lyra

O prefeito ACM Neto (DEM) caminha para fechar mais um ciclo frente à Prefeitura de Salvador: o segundo ano do seu primeiro mandato.

Em conversa com a Tribuna na última quinta, no Palácio Thomé de Souza, o chefe do Executivo soteropolitano destacou os avanços na prestação dos serviços públicos do seu governo e lembrou das intervenções feitas na capital nas áreas de Saúde, Educação e Infraestrutura.

Após chegar de uma visita ao bairro de São Caetano, onde despachou com parte do seu secretariado, o prefeito enalteceu o trabalho de ampliação e implantação das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), a revitalização da orla e o processo de mudança do sistema de transporte coletivo, que, a partir do ano que vem, terá uma das frotas mais novas do Brasil, com 700 novos veículos circulando pelas ruas da cidade.

Vale a pena conferir!

Tribuna da Bahia – Como o senhor avalia a prestação dos serviços públicos da prefeitura?
ACM Neto – Eu acho muito importante fazer a comparação com a Salvador de dois anos atrás. Quando a gente olha para lá, é impossível, mesmo para meus adversários, deixar de reconhecer os avanços significativos da prestação dos serviços públicos. Eu gosto de citar exemplos, muito mais que um exercício de retórica, os exemplos revelam todo esse esforço que vem sendo feito na prefeitura. Na área de Saúde: quando chegamos, Salvador tinha a pior cobertura de atenção básica de todo País. Apenas 18% da população. Tínhamos 104 equipes de Saúde da Família. Em menos de dois anos nós fomos a capital do Brasil que mais cresceu em atenção básica. Ao fim deste ano vamos alcançar o patamar de mais de 40% da população, mais do que o dobro. Também vamos chegar a mais de 200 equipes da Saúde da Família. Veja que tudo que foi feito ao longo da última década, nós conseguimos fazer mais do que é isso em menos de dois anos. Quando cheguei, Salvador tinha sob sua responsabilidade uma única UPA, que era a unidade de Periperi, que não funcionava, e nós colocamos para funcionar. Nós também já inauguramos a UPA de Valéria, San Martin, de Itapuã, Barris e vamos inaugurar a UPA de Brotas, Pirajá, São Cristovão e a UPA de Paripe. Hoje vamos ter oito unidades funcionando com qualidade, com serviço inegável. Se olharmos para a situação da limpeza, a cidade estava tomada pelo lixo, não tinha investimento nessa área e por conta disso passamos um primeiro ano muito difícil. Tivemos que enfrentar as empresas que prestam serviço e pegamos na unha, determinamos várias metas, até que o serviço melhorou e hoje tem um padrão muito mais aceitável pela população. Na educação, estamos com um processo que nunca fui visto de reconstrução de mais de 80 escolas da nossa cidade, a construção de 40 novos equipamentos, a implantação da educação em tempo integral. Outro assunto é a Guarda Municipal: quando eu cheguei, ela trabalhava num esquema de trabalhar 12 horas e folgar 60. Não tinha equipamento, treinamento, só tinha um veículo. Qualificamos, treinamos, armamos, tiramos ela apenas da segurança patrimonial e levamos para rua, compramos as unidades móveis, mais de 40 viaturas, um trabalho de aperfeiçoamento. Na própria Transalvador, as viaturas eram cerca de 40, caindo aos pedaços, as pessoas desmotivadas e nós não só renovamos, como ampliamos, significativamente, a frota, hoje são mais de 100 veículos, fardamento novo, treinamento de pessoal, enfim. Eu não tenho dúvida de que pra qualquer setor do serviço público que você olhe, você vai ver avanços significativos, repito, pelos números. Mas você pergunta: prefeito, já é o que você quer como ideal? Claro que não. Para aperfeiçoar tem que melhorar sempre, e o que é importante é que as conquistas são significativas e estão consolidando um novo padrão de administração para a cidade.

Tribuna – O que mais tira seu sono, prefeito? Falta de recurso para o que pretende fazer?
ACM Neto – Eu não diria isso não, pois, nesse aspecto, avançamos muito. Salvador estava completamente cheia de dívida, R$ 3 bilhões, inadimplências que impediam a cidade de firmar convênios, descrédito total. Hoje, graças a Deus, as contas estão equilibradas, a cidade voltou a ter capacidade de investir com recursos próprios. Hoje eu tenho como disponibilidade de caixa algo em trono de mais de R$ 1 bilhão, por tanto, nesse aspecto, acho que todo esforço que foi feito, liderado por Mauro Ricardo, secretário da Fazenda, deu avanços importantíssimos. Veja que toda essa melhoria dos serviços públicos, toda recuperação da infra da cidade, as praças, quadras e campos, encostas, limpeza de canais, escadarias, asfalto, a orla, tudo isso é com recursos próprios e não há um centavo do governo estadual e federal.

Tribuna – O que acontecerá com a ligação Lapa-Iguatemi? Existe algum tipo de boicote do governo federal na demora de autorizarem o BRT?
ACM Neto – Eu acho que a gente tem até o fim de dezembro para chegar a uma conclusão se foi apenas o ajuste burocrático, principalmente com a Caixa Econômica Federal, ou se há, por trás disso, alguma determinação política. Eu não quero ainda carimbar pra dizer que existe a perseguição. Prefiro aguardar. Eu acho que a gente tem um prazo de até o fim de ano. A prefeitura cumpriu todas suas obrigações: aprovou o projeto do Ministério das Cidades e encaminhou ele para Caixa. A prefeitura realizou todo o processo de licenciamento ambiental, realizou o edital de pré-requalificação e agora, o que aguardamos? Apenas a autorização da Caixa para iniciar o processo de licitação da obra. A Caixa vinha apontado a necessidade de um acordo com o governo do estado sobre a integração na Estação Iguatemi, onde o BRT encontra com o metrô, e eu já disse ao governo que assumo os custos desse viaduto a mais que vai ter que ser construído para garantir a integração. A prefeitura fará com recursos próprios. Não há mais nenhum entrave ou dúvida sobre o assunto. Estamos aguardando o governo do estado dar o de acordo para a Caixa e, segundo ela, após essa certeza, a licitação será autorizada. Evidente que se houve algum problema ou algum novo atraso pelos outros governos, eu vou reunir a imprensa e vou falar abertamente o que está acontecendo.

LEIA INTEGRA DA ENTREVISTA DE ACM NETO NA EDIÇÃO IMPRESSA DA TRBUNA DA BAHIA. NAS BANCAS.

nov
24
Posted on 24-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-11-2014


Lute, hoje, no jornal Hojem em Dia (MG)

nov
24


Gustavo Garcia

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Gustavo Nunes Garcia, de 27 anos, filho do jornalista e âncora da Rede Globo e comentarista da Rádio Metropole-Salvador, Alexandre Garcia, foi encontrado morto na madrugada deste domingo (23), em Brasília.

A polícia trabalha com a hipótese de suicídio. Ele foi encontrado sem vida no bloco C onde morava com a mãe, Jô, na Asa Norte da capital federal.

O velório de Gustavo foi às 15h e o sepultamento realizado às 17h30. As informações são do site GPS Brasília e da Veja.

nov
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Do imenso compositor e intérprete cubano Eliades Ochoa!!! Do album ganhador do Premio Grammy Latino 2012 e tema-clip ganhador dos Premios Lucas 2013 ( Música Tradicional).Bravo!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
24


Bandeira do Brasil em plataforma da Petrobras. / Felipe/El Pais

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DEU NO JORNAL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O sistema é simples, diabólico e eficaz: um acusado de corrupção reduz sua pena se delatar outros, que por sua vez podem receber o mesmo tratamento, com o que o caso se ramifica ao infinito. É a maneira que o juiz brasileiro Sérgio Moro tem para reconstruir o rastro da bilionária corrupção que domina de cima a baixo a maior empresa pública da América Latina, a Petrobras, e que sacode o país: contratos forjados no valor de bilhões de reais, obras superfaturadas para a construção de refinarias, contas bancárias repentinamente esvaziadas para que não sejam congeladas, arrependidos que fazem acordos após pagar quase 100 milhões de reais, maletas com notas de dinheiro que vêm e vão, jatinhos levando somas estonteantes, um tesoureiro do PT envolvido na trama e intermediários que se entregam após passar dias foragidos da polícia. E, além disso, vários dos maiores empresários do país, todos detidos na mesma carceragem sob a acusação de suborno, dividindo espaço e destino com o delator, Alberto Youssef, que tudo sabe e tudo conta… O sonoro nome que a Polícia Federal deu à última fase da operação, Juízo Final, é sintomático. Tudo no Brasil gira atualmente em torno dessa gigantesca empresa pública e das venenosas revelações que surgem a cada manhã.

Há no momento 16 detidos. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras, e dois diretores de uma empresa fornecedora, que aderiram ao programa de delação premiada, estão sob prisão domiciliar. Os outros 13 (empresários, diretores de empresas, altos executivos, outro ex-diretor da Petrobras e o quarto delator, o doleiro Alberto Youssef) convivem na carceragem da sede da Polícia Federal em Curitiba. Youssef, claro, está numa cela à parte, pois seu advogado não se fia totalmente na preservação da sua integridade física, já que Youssef se tornou o alvo a abater.
mais informações

Todos os envolvidos são acusados de alimentar um esquema ultraconhecido: os altos funcionários da Petrobras recebiam subornos das empresas em troca da concessão de contratos. Figuras marginais andavam para lá e para cá com malas que azeitavam uma máquina que chegou a movimentar mais de 10 bilhões de reais. Ninguém conhece a soma real. As empresas implicadas tinham (e têm) contratos no valor de 60 bilhões de reais. Mas quanto disso ficava pelo caminho? Seriam 10%? Ou 20%? Ou 50%? O ex-diretor Costa e o doleiro Yousseff dizem que os partidos políticos, entre os quais o PT de Lula e Dilma Rousseff, levavam sua parte, que chegava a 3%.

A Petrobras, com seus 86.000 funcionários, não é uma empresa qualquer: refina 98% da gasolina consumida no Brasil, mantêm negócios com quase 20.000 empresas que lhe fornecem todos os tipos de produtos e serviços, e é ela própria responsável por um décimo de todos os investimentos feitos no Brasil. Por isso o Governo, nocauteado pela crise, teme não só a repercussão política do caso (há acusações ainda não confirmadas de financiamento ilegal de partidos, entre os quais PT e PSDB), mas também uma eventual ressaca econômica e também social. Das dez maiores empresas de engenharia e construção do país, só duas não estão envolvidas no escândalo da Petrobras. Por isso há quem enxergue um risco concreto de que as principais obras públicas em andamento sejam paralisadas. Ou seja, que o país pare. Foi o que disse na quinta-feira José Costa Neto, presidente da principal empresa elétrica brasileira, a Eletrobras, controlada pelo Governo. Nesse mesmo dia, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, acrescentou após uma reunião com a recém-reeleita Rousseff: “A presidenta está preocupada com o que vai acontecer com as obras. E eu, como Governador, também. Imagine o que significaria agora paralisar, por exemplo, a construção dos canais do São Francisco”.

Um dos advogados dos presos declarou nesta semana, após visitar seu cliente, que o suborno era inevitável. “Se não, a obra não saía. Se alguém ignorar isso, ignora a história deste país”. Dias atrás, o empresário Ricardo Semler, de 55 anos, escreveu um artigo na Folha de S.Paulo intitulado “Nunca se roubou tão pouco”. “Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país”, escreveu Semler. “Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos setenta. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos oitenta, noventa, e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.”

Outro advogado dos presos, ao ser perguntado sobre as consequências do caso, respondeu: “Não sei aonde isso vai dar”. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acrescentou numa recente entrevista à Folha de S.Paulo que “isso é um rastilho pólvora. Quando um começa a falar o outro diz: vai sobrar só para mim? E aí eles começam a falar mesmo”.

As ramificações políticas são imprevisíveis: Costa e Yousseff acusam diretamente o tesoureiro do PT, João Vaccari, de receber subornos para ajudar as campanhas políticas do seu partido. Também apontam outros intermediários de outros partidos. Enquanto isso, Rousseff, em Brasília, tenta driblar o temporal como consegue, sem aparecer muito, agarrando-se à tese que já defendeu durante a campanha, que consiste em assegurar que sob o seu mandato a corrupção é investigada e perseguida. A favor dela está o fato incontestável de empresários até recentemente intocáveis estarem na prisão. Janot disse de forma clara na entrevista à Folha: “A Justiça de três, quatro anos para cá não é mais uma Justiça dos três pês: puta, preto e pobre. Ela está indo em cima de agente político e de corruptor”. O ex-presidente Lula, enquanto isso, recomendou à presidenta, segundo O Globo, que espere mais tempo para anunciar integralmente a sua nova e fornida equipe ministerial, assegurando que nenhum dos indicados estará envolvido no escândalo.


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DO BLOG POR ESCRITO, DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES

Tal e qual

A ministeriabilidade do governador Jaques Wagner é tanta na imprensa que lembra o suposto eterno carisma e poder eleitoral do ex-prefeito João Henrique.


Ex-prefeito fugiu de canoa

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Um ex-prefeito da Argentina trocou tiros com a polícia e fugiu para o Brasil em uma canoa, segundo informou neste domingo (23) a imprensa local. Ele está foragido há um ano, após ser acusado de corrupção, e foi visto recentemente tentando escapar do país.

O ex prefeito da cidade de El Sobervio, Alberto Krysvzuk, enfrentou a polícia na noite da sexta-feira (21), quando tentava escapar em um carro para a cidade vizinha de Colonia Aurora.

No carro também estava o filho do ex-prefeito. O veículo passou em alta velocidade por duas blitze policiais na estrada.

Em seguido, o carro do ex-prefeito entrou uma área florestal, na ribeira do rio Uruguai, na fronteira do Brasil, segundo informações dos meios de comunicação locais.

Quando a polícia encontrou o veículo, só acharam o filho de ex-prefeito, que estava ferido por um tiro.

Já Krysvzuk, que é acusado de desvio de dinheiro público, fugiu rumo ao Brasil em uma canoa que estava na margem do rio. O filho do ex-prefeito foi levado a um hospital da cidade de Oberá, onde recebeu tratamento e depois foi transferido a uma delegacia de El Soberbio para prestar depoimento.

El Soberbio, é marcada pela grande colonização de imigrantes brasileiros. A cidade faz fronteita com as cidades gaúchas de Tiradentes do Sul, Esperança do Sul, Crissiumal, e Derrubadas através do Rio Uruguai e com a cidade catarinense de Itapiranga através do Rio Peperi Guaço.

Reprodução iBahia
Ex-prefeito argentino foge para o Brasil de canoa

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