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Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff decidiu não mais anunciar nesta sexta-feira (21) os nomes dos ministros que integrarão a futura equipe econômica do governo. Segundo informou o Blog de Cristiana Lôbo, não foram explicadas as razões do adiamento.

O mercado tinha expectativa de que fossem anunciados os postos que deverão ocupar Joaquim Levy, Alexandre Tombini e Nelson Barbosa.

Ex-secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy se tornou a principal opção para o Ministério da Fazenda depois que Luiz Carlos Trabuco, diretor-presidente do Bradesco, declinou do convite para assumir a pasta.

Caso isso se confirme, Nelson Barbosa deve assumir o Planejamento e Alexandre Tombini permanecerá onde está – na presidência do Banco Central.

Todos os três chegaram a ser cogitados para ocupar a Fazenda. Nesta quinta, depois do velório do advogado e ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, Dilma conversou longamente com Nelson Barbosa, informou Cristiana Lôbo. Levy também chegou a ser opção para o Banco Central, numa hipótese em que a Fazenda seria ocupada por Tombini.

De acordo com o Blog, a nomeação de Levy para a Fazenda seria uma sinalização mais forte da presidente Dilma Rousseff de que pretende se descolar, na medida do possível, da imagem de “ministra da Fazenda”. Durante todo o primeiro mandato, sempre se disse que Dilma foi, de fato, a “ministra” da Fazenda.

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Posted on 21-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-11-2014



Sid, hoje, no portal de humor A Charge Online


Velório de Bastos:Dilma
e Eleonora

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DEU NO UOL/FOLHA

MARINA DIAS
GUSTAVO URIBE
DE SÃO PAULO

Foi Dilma Rousseff quem fez Maria Eleonor sorrir pela primeira vez na tarde desta quinta-feira (20), durante o velório de Márcio Thomaz Bastos, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. De mãos dadas com a viúva do advogado criminalista, a presidente cochichou uma história rápida sobre o amigo. Então levantou a cabeça e disse confiante: “Ele está bem”. “Está, eu sei”, respondeu sorrindo Maria Eleonor.

Apesar do tradicional semblante firme, Dilma estava emocionada. Chorou mais de uma vez enquanto conversava com a viúva. O olhar firme se perdia muitas vezes. O pé direito, calçado nos sapatos pretos de salto baixo, marcava uma marcha constante, acompanhado em ritmo pelas batidas do dedão também direito, entrelaçado nas mãos trêmulas de Maria Eleonor.

A viúva se interessou pela pulseira com um pingente de olho grego que a presidente carrega no pulso esquerdo, junto com o relógio. Foi presente da Fátima, mulher do governador da Bahia Jaques Wagner. Dilma explicou que o objeto a protege de energias ruins. As duas sorriram juntas. Pela segunda vez.

Acompanhada dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça), Luís Inácio Adms (AGU) e do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), a presidente chegou pontualmente às 16h ao hall principal da Assembleia Legislativa de São Paulo, onde permaneceu por uma hora também exata.

Levantou-se apenas para ficar ao lado do caixão por alguns minutos. Marcela, filha de Thomaz Bastos, foi quem a acompanhou.

“Eu estava de mãos dadas com ele na hora”, disse. “Você estava de mãos dadas?”, repetiu a presidente, visivelmente surpresa. “Mas ele estava consciente?”, prosseguiu. “Sim”, respondeu Marcela. E as duas seguiram a conversa relembrando histórias do advogado.

“NÃO VOU FALAR”

Momentos antes de Dilma começar a se despedir dos presentes, a assessoria de Márcio Thomaz Bastos organizou uma coletiva de imprensa em que a presidente faria uma declaração, sem direito a perguntas de jornalistas. Não consultou antes, porém, Dilma nem seus assessores.

“Não vou falar. De maneira nenhuma. Não vou falar aqui”, disse a presidente ao ser comunicada pela assessoria do advogado do aparato montado. “Imagina, é uma questão de respeito. Ela não pode dar entrevista em velório”, disse um aliado de Dilma.

O ministro da Justiça foi escalado para falar no lugar da presidente, que saiu vinte minutos antes da bênção do padre e da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Reece nasceu nove semanas antes do previsto,
durante as férias da família

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DEU NO PORTAL TERRA MAGAZINE

Um casal canadense recebeu uma conta de quase US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,5 milhões) de um hospital americano pelo parto da filha, que nasceu prematura quando eles estavam de férias no Havaí.

Jennifer Huculak-Kimmel, que entrou em trabalho de parto em 2013, afirma que o convênio de saúde se recusou a cobrir os custos, alegando que a cliente havia deixado de declarar uma “doença” pré-existente antes da viagem: uma infecção urinária que a mulher sofreu um mês antes da viagem.

A bebê, Reece, nasceu nove semanas antes do tempo previsto e precisou ficar internada durante cerca de dois meses. A mãe ficou no hospital por seis semanas. O custo total da internação das duas chegou a US$ 900 mil (cerca de R$ 2,3 milhões).

“É assustador. Você está em uma ilha, presa em um hospital. Eu não tinha permissão nem para sair caminhando fora do hospital”, contou Jennifer.
Jennifer afirma que a família ainda não sabe o que vai fazer, mas sabe que não pode pagar a conta
Foto: BBCBrasil.com

A família viveu na pele um dos principais problemas do sistema de saúde americano: os altíssimos custos de tratamento médico para quem precisa pagar tratamento do próprio bolso.

A família tinha comprado seguro de viagem, mas o convênio, Blue Cross, disse que Jennifer não mencionou a infecção urinária como “doença preexistente” antes do embarque. Isto, de acordo com a companhia, desqualifica Jennifer para os benefícios seguro.

Em uma declaração, a Blue Cross defendeu a decisão. “Nossa decisão foi tomada de forma bem fundamentada, tendo como base os termos do contrato (de seguro), na situação que resultou neste pedido médico de emergência e uma análise do histórico médico recente (da paciente)”, afirmou a companhia.

Jennifer diz que não tem dinheiro para pagar a conta e ficará inadimplente. “A Blue Cross praticamente lavou a mãos. Eles me enviaram cada uma das contas que receberam (do hospital) do Havaí”, afirmou.

Ela conta que recebeu até ofertas de ajuda pelas redes sociais.

Tirando o problema financeiro, a família, que já voltou para casa na província de Saskatchewan, de volta ao Canadá, passa bem – inclusive a bebê Reece.


Viva Cayetana! Viva Espanha!!!

BOM DIA !!!

(Vitor Hugo Soares)


Duquesa de Alba:figura referencial de Espanha

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO BRASILEIRA)

Cayetana Fitz-James Stuart y Silva morreu aos 88 anos em Sevilha, na Espanha, cidade em que viveu seus últimos anos e na qual se casou pela terceira vez, o que foi seu penúltimo ato de rebeldia. Catorze vezes Grande de Espanha, era a chefe da Casa de Alba e figura de destaque na vida social, mas, acima de tudo, personagem única e inigualável, que não deixava ninguém indiferente. Nasceu em um palácio, o de Liria em Madri, mas sempre gostou de andar na rua e de desafiar as convenções. Fez isso até o fim de seus dias. Foi uma mulher que se impunha e chamava a atenção.

A primeira iniciativa dos Alba depois do falecimento foi comunicá-lo aos Reis, dom Felipe e dona Letizia. A notícia da morte foi anunciada publicamente pelo prefeito de Sevilha, Juan Ignacio Zoido, uma vez que a prefeitura se encarregará da organização de parte da cerimônia fúnebre. “Dona Cayetana sempre teve Sevilha no coração e por isso permanecerá para sempre no coração de Sevilha. Descanse em paz”, afirmou o governante em um tuíte.

A família – os seis filhos da duquesa, seu atual marido, Alfonso Díez, e seus netos – estava reunida no Palácio de Dueñas, de onde o corpo da duquesa foi levado para o velório, instalado no salão Colombo da prefeitura sevilhana, o espaço mais amplo do local. O caixão, sobre o qual foi colocado o escudo da casa de Alba, foi levado à Prefeitura pelos netos e familiares da duquesa. As bandeiras estão hasteadas a meio mastro e foi decretado um dia de luto por sua morte. O velório foi aberto às 14h10, hora local. “Ficará aberto enquanto houver sevilhanos que queiram se despedir dela ou enquanto a família determinar”, afirmou o prefeito de Sevilha.

O funeral será realizado nesta sexta-feira por Carlos Amigo, arcebispo emérito de Sevilha. O corpo de María del Rosario Cayetana Alfonsa Victoria Eugenia Francisca Fitz-James Stuart y de Silva será cremado. Parte das cinzas será depositada em uma capela lateral na igreja do Cristo de los Gitanos, a cuja irmandade pertencia a duquesa, e o restante será colocado no panteão monumental da Casa Ducal dos Alba, na localidade madrilena de Loeches.

O rei Felipe VI telefonou para o viúvo da duquesa de Alba, Alfonso Díez, e para o duque de Huéscar, Carlos Fitz-James Stuart – primogênito da falecida – para expressar suas condolências pela morte de Cayetana Fizt-James Stuart. Além disso, os Reis, dom Felipe, dona Letizia, dom Juan Carlos e dona Sofía enviaram coroas a Sevilha. O presidente do Governo, Mariano Rajoy, expressou seus pêsames e os do Governo à família pelo óbito em um comunicado no qual destaca sua faceta de mecenas e dona de um patrimônio histórico e artístico excepcional.

“Se eu não me meto na vida de ninguém, que não se metam na minha”, argumentou para poder se casar com Alfonso Díez, com quem, em 5 de outubro passado, completou três anos de casada. Uma união à qual seus filhos se opuseram inicialmente. Mas tudo mudou quando os assuntos da Casa de Alba se resolveram. Determinou por escrito a divisão dos bens, das sociedades, das terras, das casas – que chegam a um valor entre 600 e 3 bilhões de euros – e ficou claro que o último duque de Alba renunciava a quase tudo e se comprometia a cuidar até o fim de seus dias da aristocrata.


Caixão da duquesa chega à prefeitura
de Sevilha para ser velado esta sexta-feira

Cayetana de Alba dividiu a herança de forma desigual entre seus seis filhos, todos nascidos de seu casamento com Luis Martínez de Irujo – Carlos, Alfonso, Jacobo, Fernando, Cayetano e Eugenia. Também ficou decidido que seu neto mais velho, Carlos Fitz-James Stuart receberia o Palacio de Dueñas. Seus dois filhos mais velhos serão os principais encarregados da Fundación Casa de Alba, obrigados a conservar e manter todo seu legado histórico e monumental. Cayetano fica com o palácio de Arbaienea, em San Sebastián, e a fazenda de Las Arroyuelas, grande latifúndio sevilhano. Eugenia herda a mansão de Ibiza e outra fazenda em Sevilha, enquanto Fernando e Alfonso ficarão com a mansão de Las Cañas, em Marbella, e a propriedade, antigo castelo, de El Tejado, em Salamanca. Jacobo, sem dúvida, foi o mais prejudicado na divisão e obteve apenas propriedades. A decisão provocou o distanciamento entre a mãe e o filho, que recentemente foi contornado.

Manter o legado da Casa de Alba foi uma das grandes preocupações da duquesa. Jesús Aguirre, segundo marido de Cayetana, foi seu grande apoio nessa tarefa, restaurando grande parte da coleção pictórica, em colaboração com Rafael Alonso, curador do Museu do Prado, que desde 1978 se ocupou de cuidar das grandes obras da Casa. Em 2012, e com o apoio da Prefeitura de Madri, Cayetana de Alba mostrou parte de seus tesouro em uma exposição chamada “O legado da Casa de Alba. Mecenato a serviço da arte”. Foram exibidas 150 obras-primas – com telas de Ticiano, Ribera, Rubens, Zurbarán, Renoir, Chagall, Madrazo e Zuloaga – entre as quais se destacam a pintura sobre madeiraA Virgem da granada, de Fra Angélico, realizada entre 1430-1440, e o Retrato da duquesa de Alba de branco, de Francisco de Goya, que data de 1795.

O público pôde contemplar, além disso, uma coleção de cartas escritas por Cristóvão Colombo, entre elas a que inclui um desenho rascunhado da ilha à qual chegou e batizou de La Espanhola, assim como um Nobiliário das Índias, onde eram elencados os títulos e privilégios concedidos aos conquistadores, indígenas e também cidades da América, em um repertório documental excepcional.

A reconstrução do palácio de Liria de Madri foi outra das missões da duquesa depois de receber o testamento de seu pai, morto em 1953. Em um quarto desse palácio ela nasceu, em 28 de março de 1926. Foi a primeira e única filha de Jacobo Fitz-James Stuart y Falcó, XVII duque de Alba, e María del Rosario de Silva y Gurtubay, X marquesa de San Vicente del Barco. Teve como padrinhos de batismo o rei Alfonso XIII e sua esposa, a rainha Victoria Eugenia. Desde muito jovem foi uma mulher do mundo e viveu muito tempo no exterior. Quando a Guerra Civil estourou, morou em Paris e depois em Londres, onde se aproximou da futura rainha Isabel. Falava inglês, francês, alemão e italiano.

Devido a sua vida social e seu interesse pela arte, Cayetana se relacionou com vários artistas e personalidades, de Jackie Kennedy a Grace Kelly e Yves Saint Laurent. Ela mesma contou que Picasso quis que ela fosse modelo de uma nova versão do quadro La maja desnuda, mas o projeto não vingou pela oposição do marido Luis Martínez de Irujo. Mas, de criança, foi retratada sobre um pônei por Zuloaga. Uma de suas grandes paixões foi o flamenco e destacou-se na dança, tendo como mestre, entre outros, Antonio el bailarín.

Seus últimos dias foram passados em sua casa de Dueñas, onde seu terceiro marido lhe instalou uma tela de cinema para que desfrutasse de uma de suas grandes paixões. Nela assistiu seus filmes favoritos, entre eles Retrato em negro, com Lana Turner e Anthony Quinn, e Assim caminha a humanidade, com Rock Hudson, Elizabeth Taylor e James Havilland. Foi embora sem se entregar, pensando que ainda tinha muita vida pela frente e tempo para continuar sendo a rebelde que sempre foi.

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