Fernando Soares, o “Baiano”:fugitivo
Foto:portal Metro1 (BA)
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DEU NO G1

Por Cleide Carvalho
ENVIADA ESPECIAL A CURITIBA

CURITIBA — A Polícia Federal (PF) ainda busca dois dos 25 investigados na sétima fase da Operação Lava Jato. São eles: Fernando Soares, lobista conhecido como Baiano supostamente ligado ao PMDB, e Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA). Ambos são considerados foragidos e estão com a prisão preventiva decretada. A PF informou que está providenciando a inclusão do nome de Baiano na lista de procurados da Interpol (Políci Internacional).

Os 23 que já estão presos na Operação Lava Jato foram levados às 10 horas deste domingo para fazer exames de corpo de delito. Eles saíram às 10 horas da PF de Curitiba, capital paranaense, em um comboio rumo ao Instituto Médico Legal (IML). Por volta do meio-dia, retornaram à Superintendência da PF, onde dividem três celas. Outros depoimentos devem ocorrer hoje.

Pelo menos dois executivos podem ter dado depoimento no sábado. Carlos Eduardo Strauch Albero e Newton Prado Junior, ambos diretores da Engevix, tiveram a oitiva agendada após terem conversado com seus advogados, na tarde de ontem. Os dois cumprem prisão temporária e permanecem na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Os advogados argumentaram em habeas corpus apresentado ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que não viam motivo para que fossem mantidos presos, uma vez que seus clientes já iriam prestar depoimento no sábado mesmo e também os mandados de busca e apreensão haviam sido cumpridos. Porém, a desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que já indeferiu habeas corpus de 11 dos 23 executivos presos nesta fase da Operação Lava Jato, considerou que não há comprovação de que a colheita de provas nas empresas tenha se encerrado com os mandados de busca, apreensão e prisão realizados na última sexta-feira.

“Tomando-se os valores milionários ou bilionários destes contratos, os danos sofridos pela empresa estatal, cujo acionista majoritário é a União Federal e, em última análise, o povo brasileiro, atingem milhões ou até mesmo bilhões de reais. Os depósitos identificados nas contas controladas por Alberto Youssef, eles mesmo vultosos, na casa de milhões de reais, representam uma fração de um esquema, segundo os criminosos colaboradores, muito maior”, afirmou a desembargadora. “Grande parte do esquema criminoso permanece ainda encoberto, sem que se tenha certeza de que todos os responsáveis serão identificados e todo o dinheiro desviado recuperado”, completou.

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