=========================================================

DEU NA VEJA ONLINE

Ministro do Desenvolvimento é o segundo a deixar a equipe de Dilma Rousseff nesta semana; Manoel Dias, do Trabalho, também entregará o cargo
Mauro Borges, atual presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial confirmado como novo ministro do Desenvolvimento

Mauro Borges, ministro do Desenvolvimento (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr/VEJA)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, entregou sua carta de demissão do cargo à Presidência da República. Ele é o segundo a deixar a equipe da presidente Dilma Rousseff nesta semana: nesta terça-feira, Marta Suplicy deixou a pasta da Cultura e reassumirá sua cadeira no Senado Federal.

Borges disse que enviou sua carta de demissão na noite desta terça-feira e que avalia ser “absolutamente salutar” deixar a presidente à vontade para montar o ministério para o segundo mandato. “É parte da democracia e eu considero isso altamente positivo”, disse.

Ele sinalizou ainda que deve voltar a ser professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “O leito natural do meu retorno é a UFMG. É claro que eu estou à disposição do país”, disse.

Leia também: Marta só ‘externou opinião’ sobre economia, afirma Dilma

Segundo a Agência Brasil, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, informou que também entregará o cargo na próxima semana.

=============================================================

Música do rico e selecionado garimpo de Gilson Nogueira, amigo e colaborador da primeira hora deste site blog.

Vai dedicada com afeto e emoção a Eunice Soares, a querida prima Nicinha , neste 12 de novembro de seu aniversário.Com votos de paz e felicidades, embalados em muitos agradecimentos, por uma vida de entrega e generosidade a Caboclo, família , amigos e parentes.

À grande Nicinha!!!

( De Hugo e Margarida)

===========================================================

DEU NO UOL/FOLHA ( BLOG COLUNA ESPLANADA)

Mal saiu da penitenciária e o apenado Valdemar da Costa Neto, o chefão do Partido da República, já articula um nome para o Ministério dos Transportes – reduto do seu PR – numa negociação que começou na cadeia.

Condenado no processo do Mensalão e autorizado pelo Supremo Tribunal Federal a cumprir pena domiciliar, Valdemar vai ganhar jantar festivo de boas-vindas dos colegas numa mansão em Brasília.

E no encontro voltará a negociar, agora oficialmente com a bancada, o cargo no ministério. Seu nome para a vaga é o recém-eleito deputado federal Márcio Alvino (PR-SP).

Alvino é o herdeiro político de Valdemar, que investiu seu espólio no novato. Ele é ex-prefeito de Guararema (SP), um dos redutos de Valdemar, e obteve 179 mil votos.

Vale lembrar que a faxina propalada pela presidente Dilma no Ministério durou pouco. O PR voltou ao comando da pasta, e de quebra recuperou as diretorias do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), que mantém contratos bilionários de obras em estradas com grandes empreiteiras.


Deputados Geraldo Simões…
=============================================================
…Emiliano José…
===================================================


…e Nelson Pellegrino…
============================================================


…Votos da Bahia em defesa de Andrá Vargas

==================================================================

DEU NA COLUNA POLÍTICA RAIO LASER, DA TRIBUNA DA BAHIA

Corporativismo

Votaram contra a cassação do deputado federal André Vargas (sem partido-PR), ontem, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, os deputados petistas Nelson Pelegrino (BA), João Paulo Lima (PE), José Guimarães (CE), Décio Lima (SC), Francisco Chagas (SP), Geraldo Simões (BA) e Emiliano José (BA).

Vargas é acusado de quebra de decoro por ligação com o doleiro Alberto Yousseff, preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato.

nov
12
Posted on 12-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-11-2014


Jarbas, hoje, no Diário de Pernambuco

Dos tempos da Marabá, 16 Toneladas original e versão…

Ouro puro do garimpo musical do leitor do BP que assina Vangelis.Do tempo em que João Gilberto também era ouvinte do serviço de som famoso de Juazeiro(BA) e Petrolina(PE) e sentado na calçada da casa da mãe, dona Patú, do lado baiano do Rio São Francisco, sob um sol de quase 40 graus, tirava um som diferente para a namorada Astrud.

Bendito seja Vangelis por ser leitor e amigo do BP.

Vai para o radialista Perfilino Neto, honra e glória na história do rádio baiano e brasileiro, outro ouvinte juazeirense da antiga e imbatível difusora de Gil Braz.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Dos tempos da Marabá, 16 Toneladas original e versão…


Marta Suplicy:batata quente na mão de Dilma

==================================================================

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Não é com Guido Mantega, à frente do Ministério da Fazenda, mas com Marta Suplicy que as especulações sobre a reforma ministerial se aquecem. A atual ministra de Cultura – responsável pela pasta desde 2012, com a saída de Ana de Hollanda – enviou nesta terça-feira sua carta de demissão à presidenta, que se encontra no Catar, país que visita antes de participar da cúpula do G20, que acontece neste final de semana, na Austrália.

Em seu texto, Marta ressalta seus logros na área, agradece as oportunidades do cargo e, adentrando o terreno da Fazenda, afirma que espera que a presidente escolha uma equipe econômica independente e experiente para resgatar a credibilidade do Governo e garantir o crescimento do país. Mesmo tendo sido apontada como uma das defensoras do movimento “volta, Lula” no PT, o que teria fragilizado sua relação com Dilma, ela afirma que sua maior motivação para sair é voltar ao Senado, onde é representante de São Paulo até 2018. Aparentemente, Dilma foi pega de surpresa com a notícia, mas Marta não se acanhou e publicou o texto em sua página no Facebook. O movimento “volta Lula” torcia para Lula, e não Dilma, fosse a candidata do PT nesta eleição.

Com a demissão inesperada e certa tensão no ar, todo o processo de dança nas cadeiras dos ministérios poderia ser adiantado. Assim que retornasse de viagem, a presidenta tinha prometido divulgar o aguardado novo czar da Economia, em substituição a Guido Mantega, assim como os novos integrantes de sua equipe. A data esperada era o próximos dia 18.

Quem dá mais pela Cultura?

Mesmo antes do pedido de demissão de Marta, chamava a atenção os vários nomes que surgiram na bolsa de apostas para o cargo de ministro de Cultura. Ela, a última pasta na lista dos presidenciáveis com seus programas de governo, parece ocupar um dos primeiros lugares no pregão do Palácio do Planalto.

Durante o pleito, o atual secretário municipal de Cultura de São Paulo, Juca Ferreira, atuou como coordenador da área de cultura do programa de Dilma. Fez reuniões com profissionais do setor e, especialmente por ter sido secretário-executivo do Ministério da Cultura no Governo Lula por cinco anos e também chefe da pasta, surgiu como o nome provável uma vez ganho o pleito. Com a vitória de Dilma e sem que essa possível nomeação fosse oficializada, começaram outros chutes.

Apareceu o nome do senador José Sarney, ex-presidente da República, cujo “legado” já foi elogiado pela presidenta e que, segundo um vídeo que circulou na internet no dia da apuração dos votos do segundo turno eleitoral, teria votado “45”, em Aécio Neves, apesar de ser aliado da presidenta. Pouca é a tradição em gestão cultural na trajetória de Sarney, que, como exceção, teve em seu governo (1985-1989) criada a “Lei Sarney”, que até 1990 permitiu abater do imposto de renda investimentos, doações e patrocínios na área.

Figuram também na possível lista de opções, segundo os jornais O Globo e o Estado de S. Paulo, os nomes de Ângelo Oswaldo, atual presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e ex-prefeito de Ouro Preto pelo PMDB, além de amigo pessoal de Dilma, e Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência e ex-secretário de Cultura de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.

A informação mais recente é que Chico César também está cotado para ser ministro. A notícia que circula é que os petistas que em 2010 sugeriram o nome de Ana de Hollanda levaram a indicação do cantor e compositor Chico César, atual secretário de Cultura da Paraíba, que seria um consenso no setor. Claro, nada é oficial. Mas as especulações sobram.

DEU NO BLOG POR ESCRITO

OPINIÃO

Talisca lembra que ao torcedor resta sofrer

Luis Augusto Gomes

Bahia e Vitória, os dois maiores clubes de futebol do Estado, iniciam hoje o confronto direto por uma vaga nas finais da mais importante competição nacional para jogadores de menos de 20 anos de idade.

Simultaneamente, seus times profissionais frequentam há mais de dez rodadas a zona de rebaixamento do campeonato brasileiro da primeira divisão, sendo fortíssimos candidatos à série B em 2015.

Mas, rebaixados ou não, suas torcidas estarão sempre nas arquibancadas, gritando por “ferros velhos” ou “bondes”, como se queira denominar atletas tecnicamente ruins ou na fase descendente da carreira, enquanto os jovens que o clube descobriu, preparou e lançou no futebol brilham nos principais clubes do mundo.

Só a irracionalidade da massa, acrescida da paixão por um elemento que preenche um vazio emocional causado pela ignorância e pela falta de oportunidade, explica a repetição por décadas de um processo que não oferece outra perspectiva. A cada ano, a renovação de uma esperança condenada.

Vivemos a exacerbação do conflito entre o profissionalismo e o amadorismo. Amadora é a multidão, que vibra com os triunfos e sofre com as derrotas. Profissional – e sem coração – é o sistema, que mapeia a matéria-prima onde ela se encontre e promove sua exploração sempre vinculada a milhões de dólares e euros.

Não haverá leis e regulamentos que controlem o quadro, pois, no presente caso, o direito individual está acima de interesses difusos. Não há como impedir o garoto da periferia que estourou de exercer o trabalho que a realidade lhe reservou, com o empregador que melhor lhe convier.

Todos ganham nesse mundo mágico em que o investimento, da noite para o dia, é multiplicado infinitamente: os jogadores – e seus familiares, quando se trata de menor –, os empresários, os intermediários, os clubes e dirigentes e, sobretudo, os patrocinadores, que com aquele gol de bicicleta do contratado vão vender muito mais.

Perde apenas o torcedor, embora, de certa forma, com o baque na “felicidade coletiva”, o prejuízo seja mais ou menos geral. Mas tudo bem. No fundo, todo mundo sente uma ponta de alegria quando vê um menino tão magrinho que mereceu o apelido de Talisca fazer sucesso na Europa e chegar à Seleção.


Ana Luiza (esquerda), uma das fundadoras do coletivo feminista Geni, ao lado de Ana e Maria (nomes fictícios), vítimas de abuso sexual na FMUSP
Foto: Débora Melo / Terra

———————————————————————————

DEU NO PORTAL TERRA

Débora Melo
Direto de São Paulo

“Todo mundo me dizia que eu tinha que esquecer tudo aquilo, que eu tinha culpa pelo que tinha acontecido, que tinha bebido muito, que precisava tocar minha vida”. O relato é de Maria*, 24 anos, estudante do 4º ano da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que sofreu dois abusos sexuais em seu primeiro ano de curso, em 2011.

Ao caso de estupro denunciado por Maria somaram-se outros relatos de violência na FMUSP: racismo, homofobia, misoginia, tortura. Os depoimentos foram dados em audiência pública realizada nesta terça-feira pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que recebeu denúncias de violações de direitos humanos no âmbito da faculdade.

Antes de iniciar os trabalhos, o deputado Adriano Diogo (PT), que preside a comissão, declarou ter sido “assediado” para que não levasse adiante a audiência sobre a FMUSP. “Nem presidindo a Comissão da Verdade eu fui tão pressionado a não realizar uma audiência. Nunca tomei um cala boca geral, e esse não foi nem indireto, foi direto. Impressionante como a gente é assediado quando tenta trazer uma sujeira que está debaixo do tapete”, afirmou.

Após a audiência – que começou às 15h e terminou às 20h40 –, o deputado afirmou que o autor do assédio foi o próprio diretor da FMUSP, professor José Otávio Costa Auler Júnior. “Ele também pressionou vários outros deputados”, disse.

Silêncio
O silêncio começa a ser rompido agora, mas os casos de estupro, trote violento e discriminação são velhos conhecidos da FMUSP. As denúncias recebidas pela comissão datam, pelo menos, de 2002, mas um dos casos mais emblemáticos de violência na instituição é ainda mais antigo, de 1999, quando o calouro Edison Tsung Chi Hsueh, de 22 anos, foi encontrado morto em uma piscina após um trote.

A pressão para que as vítimas se calem é acompanhada de argumentos em nome da tradição da instituição – e sua imagem. Antes de participar da audiência na Alesp, Maria conta que participou de uma reunião com o diretor da FMUSP. “Ele me disse que a preocupação dele (com a exposição dos casos) era com a imagem da instituição”, disse a estudante sobre José Otávio Costa Auler Júnior.

Os relatos chegaram ao Ministério Público, que instaurou um inquérito civil para apurar as denúncias. De acordo com a promotora de Direitos Humanos Paula de Figueiredo Silva, que está à frente do caso, existe na FMUSP uma cultura de repressão de minorias. “A princípio achei que fosse um caso pontual, mas a coisa logo se tornou um relato de violações constantes de direitos das minorias. Existe na faculdade uma realidade de discriminação e exclusão, principalmente contra mulheres e homossexuais”, disse.

De acordo com a promotora, 12 estudantes já procuraram o Ministério Público, que solicitou à FMUSP todos os procedimentos administrativos instaurados nos últimos cinco anos. Além do fortalecimento dos mecanismos de investigação, Paula defende a necessidade de apoio às vítimas, “que continuam sofrendo discriminação após denunciar os casos”. “As testemunhas relatam que a faculdade acabava não dando uma resposta efetiva às violações”, afirmou.

Em depoimento na Alesp, Ana*, 22 anos, estudante do 4 ano de Medicina, relatou que foi abusada por dois garotos na festa “Cervejada”, no ano passado. Depois de denunciar o caso, viu sua vida se transformar em um inferno. “Sou tida como uma vagabunda na faculdade.”

Já a violência relatada por Maria ocorreu, primeiro, na festa de recepção dos calouros, quando foi abusada por um diretor da Associação Atlética; e depois na festa “Carecas do Bosque”, quando acordou em um hospital depois de ser estuprada por um funcionário terceirizado, em uma barraca, desacordada.

Maria afirma que o inquérito policial contra o estuprador está na fase final, mas diz que apenas recentemente soube que diretores da Atlética conversaram com o agressor e com testemunhas do estupro logo após o crime – e que, inclusive, impediram a entrada da polícia na festa. “Quando eu acordei, no hospital, ninguém (da faculdade) me explicava o que tinha acontecido. Mas me aconselharam a tomar os medicamentos anti-retrovirais”, disse Maria, referindo-se ao coquetel contra HIV.

A fim de tentar dar fim à impunidade, Maria e Ana se juntaram a outras alunas da FMUSP – vítimas de abuso e solidárias à causa – e criaram, no final de 2013, o coletivo feminista Geni. De acordo com Ana Luiza Cunha, aluna do 3 ano da FMUSP e uma das fundadoras do coletivo, as integrantes do grupo sofrem constante discriminação.

“Somos retratadas como loucas e histéricas, mas nós só estamos dando voz às pessoas que foram silenciadas durante muito tempo. São sempre as feministas que são ridiculzariazadas e atacadas nas redes sociais, nunca os agressores. Eu fico transtornada, estamos lidando com pessoas que suspostamente integram a elite intelectual brasileira”, disse Ana Luiza. Segundo ela, o coletivo Geni já recebeu ao menos oito denúncias graves de estupro, que datam desde 2011.

Hierarquia e dominação

“O sexo é tratado como uma forma de dominação. O estupro não é pelo prazer, é pela violência. Então não fica difícil entender porque a gente tem essa cultura de estupro”, continuou Ana Luiza.

O depoimento da estudante coincide com as ideias de Antônio Ribeiro de Almeida Júnior, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, que há anos estuda o fenômeno do trote. “Esse aluno (submetido ao trote) é aspirante a soldado raso em uma hierarquia que tem general. É uma estrutura de poder que usa o trote como seleção, um processo que não integra ninguém, só exclui”, afirmou Almeida Júnior.

“E o trote precisa ser violento para cumprir essa função de selecionar, porque vão ocupar cargos dentro da universidade, cargos em que o silêncio é necessário”, disse. “E nas práticas de trote há muita tortura. Como pode um médico ser torturador? É contrario ao princípio”, continuou o professor.

Outro lado

A FMUSP informou, em nota, que “se coloca de maneira antagônica à qualquer forma de violência e discriminação (com base em etnia, religião, orientação sexual, social) e tem se empenhado em aprimorar seus mecanismos de prevenção destes tipos de casos, apuração de denúncias e acolhimento das vítimas (…) Em relação às denúncias envolvendo membros da FMUSP ou de casos ocorridos em suas dependências, foram abertas sindicâncias para apuração. Em caso de comprovação, a Faculdade adota as punições disciplinares de acordo com o Código de Ética da USP”.

Em relação às declarações do deputado Adriano Diogo, que afirmou ter sido assediado pelo diretor da FMUSP, a faculdade se limitou a responder que José Otávio Costa Auler Júnior “encontra-se em evento externo”.

A FMUSP ainda lembrou que recentemente foi criada uma comissão de docentes, alunos e funcionários para debater os problemas da faculdade e que uma Congregação Extraordinária para “tratar das ações de caráter resolutivo propostas pela comissão” já está marcada para o dia 27 de novembro.

Para o professor Paulo Saldiva, que até ontem presidiu o grupo, a comissão deve ser permanente. “Não tem como uma faculdade de medicina manter uma situação como essa. Se a gente não cuidar dos nossos próprios alunos, eles não saberão cuidar das pessoas”, afirmou Saldiva no encerramento da audiência.

  • Arquivos