Mujica, de saída no Uruguai, se despede de Dilma, que
permanece mais quatro anos no Planalto.

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Prestes a deixar a presidência do Uruguai, José Mujica fez nesta sexta-feira sua última visita como chefe de Estado à presidenta Dilma Rousseff. Na pauta do encontro, segundo a presidenta recém-reeleita, esteve a integração energética entre Brasil e Uruguai. “Essa integração está baseada não só na interconexão de transmissão, mas também em projetos conjuntos feitos com a Eletrobras e a empresa uruguaia. Isso significa que, quando sobrar energia lá, eles vendem para nós, e, quando sobrar energia aqui, nós vendemos para eles. Aquele que tiver o menor preço, tem prioridade”, explicou Rousseff.

Segundo a petista, “esta região do mundo, onde nós nos localizamos, é hoje um mercado muito significativo que nós temos de ajudar a expandir. A presidenta disse que a integração dos países vizinhos “passa pelo equacionamento do problema secular da desigualdade que levou muitos latino-americanos, nos últimos anos, a condição de consumidores e que significou também a criação de um grande mercado para nós”. Destacando a necessidade de países tão diferentes se entenderem, Rousseff citou o colega uruguaio: “Ele dizia, sempre ao começar a reunião: ‘Nem o Brasil tem culpa de ser tão grande, nem o Uruguai de ser tão pequeno’.”

Em entrevista após o encontro, Mujica destacou as tratativas pela construção de um porto no Rio da Prata que proporcione o desenvolvimento dos países da região, beneficiando Brasil, Paraguai, Bolívia, Uruguai e Argentina. “Passamos alguns séculos sem olharmos entre nós mesmos e precisamos avançar para mudar esse cenário. O processo de desenvolvimento chegou tarde para a América Latina e é por isso que temos que juntar nossas forças. Só assim nos tornaremos fortes”, disse.

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