http://youtu.be/fdwBcRJqDfk

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E por falar no Norte e Nordeste: Por onde anda este fantástico cearense de Orós?

Mandem notícias dele para o BP. A música e a cultura agradecem.

BOA TARDE !!!

(Vitor Hugo Soares)


Onibus despencou no rio de uma altura de 40 metros
Foto: Rastro101

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Pelo menos 12 pessoas morreram na noite desta sexta-feira (7/11), na BR-101, após um ônibus com 49 passageiros, que fazia a linha Ilhéus-Porto Seguro, cair no Rio Jequitinhonha, próximo à cidade de Itapebi, no extremo sul da Bahia.

De acordo com as informações de uma testemunha, que é policial civil, o motorista de uma kombi fez uma ultrapassagem sobre a ponte, perdeu o controle e bateu na lateral do ônibus, que acabou atingindo um Uno que vinha em direção contrária. O Uno também caiu no Rio Jequitinhonha e ficou submerso.

O ônibus foi arrastado pela correnteza para o meio do rio. A hidrelétrica de Itapebi fechou as comportas para ajudar o salvamento dos passageiros. Agentes da Polícia Rodoviária Federal, do Samu, além de pescadores da região ajudaram no resgate.

O motorista do ônibus ficou preso pelo cinto de segurança e morreu; o da kombi foi preso e está detido na Delegacia de Polícia Civil de Itapebi.

15 das vítimas foram levadas para o HGE de Eunápolis; 4, para Itapebi; e 3 para Itagimirim.


Muitas pessoas ajudaram no socorro das vítimas
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Segundo o chefe da Polícia Rodoviária Federal na Região, inspetor Cláudio Santos, que comandou todo o atendimento prestado pela PRF no local, a lista de passageiros inclui 35 pessoas e até às 23 horas foram identificadas 12 vmortos e 23 feridos, sendo 4 casos graves encaminhados para cirurgia.

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CRÔNICA

Sobre preconceitos, volvos e chevettes

Janio Ferreira Soares

Não satisfeita em ser a cidade brasileira mais habitada por nordestinos, São Paulo, com sua insaciável mania de grandeza, agora também pode gabar-se de possuir em seu território um pedaço literal do sertão. Trata-se do Sistema Cantareira (conjunto de barragens que abastece a cidade), que aos poucos está se transformando num imenso deserto de solo rachado, exatamente igual aos que abundam por essas bandas. Pois muito bem.

Numa dessas coincidências bacanas que o acaso apronta, este fenômeno calhou de acontecer bem na hora em que uma espantosa onda de preconceito contra os de cá toma conta da ex-terra da garoa, como se ela, veja a ironia, não fosse formada por diversas arapiracas cercadas de pequenos cabrobós, chorrochós e cariris por todos os lados. Vá entender.

Mas o grande barato disso tudo é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e…., ops, sem querer (querendo), o mote acabou me levando a descambar na bela canção do cearense fujão – contudo retomo a meada no embalo da sequência.

Nessa espécie de caça ao eleitor expiatório, surpreende saber que para essa casta que se acha tão intelectualmente superior (e não se cansa de demonstrar seu alto grau de discernimento elegendo figuras do quilate de Maluf, Pita, Tiririca, Celso Russomano e Agnaldo Timóteo), nós somos os principais responsáveis pelo país não virar uma Suíça e, portanto, deveríamos, sei lá, ser confinados em algum auditório gigante no Tatuapé, onde seríamos treinados pela equipe de Silvio Santos, só ganhando a liberdade quando estivéssemos aptos a acertar o nome da música logo no primeiro toque do piano do maestro Zezinho.

Mas enquanto Pablo não a canta, tome ameaças aos conterrâneos do gentil maitre pernambucano, desferidas pelos mesmos senhores engravatados que o chamam pelo diminutivo do nome, não por intimidade, mas para demonstrar que evoluíram no quesito senzala (detalhe: todos sonegam impostos e superfaturam notas desde o governo Ademar de Barros).

E tome cacete nos conterrâneos da cozinheira alagoana que leva as visitas à loucura com sua carne seca desfiada em leito de purê de jerimum e que, antes de pegar quatro ônibus para chegar em casa, ainda tem de sorrir quando a patroa, complementando os elogios dos comensais, diz: “ela é como se fosse da família, não é, Das Dores?”.

E tome xingamentos nos conterrâneos do simpático manobrista paraibano que abre a porta do Volvo da madame e, mais tarde, ao voltar pra casa dirigindo o seu carrinho com um escudo do Campinense no vidro traseiro, será chamado de “Paraíba filho da puta que não sabe votar e ainda atrapalha o trânsito”, provavelmente pela mesma madame que, sem saber, estará protagonizando uma infeliz adaptação na letra de A Flor e o Espinho (genial canção de Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha – que cai como uma luva nesses tempos de quase inquisição eleitoral -), cuja primeira linha seria: “Tire o seu Chevette do caminho, que eu quero passar com meu rancor”.

No mais, sugiro às autoridades que mudem o nome do reservatório para Raso da Cantareira. Quando nada, os sertanejos terão um ponto de referência na hora do êxodo da sub-raça.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

nov
08
Posted on 08-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-11-2014


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Myrria, hoje, no jornal A Crítica (AM)


Cantanhede e Rodrigues:entre os 25 demitidos

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DEU NO COMUNIQUE-SE (PORTAL ESPECIALIZADO EM NOTÍCIAS DE BASTIDORES DA IMPRENSA)

Os leitores da Folha de S. Paulo vão perder, a partir desta sexta-feira, 7, os textos publicados pelos jornalistas Eliane Catanhêde e Fernando Rodrigues. Ambos escreviam para a página 2, na coluna ‘Brasília’, de maneira alternada. Eliane às terças, quintas, sextas e aos domingos. Rodrigues às quartas e aos sábados. Além deles, após 20 anos, o fotógrafo Joel Silva também foi demitido. Os profissionais deixaram o jornal nos recentes cortes. O veículo afirma que os “desligamentos são pontuais”.

Nesta semana, ao menos 13 profissionais de redação foram dispensados da Folha. “O jornal realiza no final deste ano desligamentos pontuais, além de um corte nas despesas de custeio, a fim de ajustar o seu orçamento ao mau desempenho das receitas publicitárias, fruto da estagnação prolongada da economia brasileira”, alegou a empresa.

Eliane não escreveu seu texto de despedida na Folha. Para falar sobre o assunto, a jornalista publicou no Twitter uma mensagem. “Amigos, aviso geral: amanhã eu não escrevo mais a coluna na Folha. Foi bom enquanto durou”, escreveu. Desde 1997 no jornal da família Frias, ela assinava a coluna ‘Brasília’. Em sua trajetória, ela cobriu eventos como o fim da ditadura militar, as Diretas Já, a constituinte e os governos de José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luíz Inácio Lula da Silva. Além disso, ela passou por redações como Jornal do Brasil, Veja, O Globo, Gazeta Mercantil, Estadão e SBT. Ela segue como comentarista da Globonews e da Rádio Metrópole da Bahia.


Suassuna:aula espetáculo
em tributo a Capiba

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São os do Norte que Vem

Vitor Hugo Soares

“São os do Norte que vem/Seu sonho de vastidão/Valente sou do meu mundo/Galopa meu alazão./Não vim pra ficar, eu vim pra ensinar.

(Versos da canção “São os do Norte que vem”. Música de Capiba e Ascenso Ferreira, letra de Ariano Suassuna, ficou em quinto lugar no II Festival Internacional da Canção Popular, em 1967, no Rio de Janeiro, mas é sucesso no Nordeste até hoje)

Fato consumado, diz o samba famoso, síntese para estas linhas sobre a eleição presidencial, que segue dando o que falar e rendendo desavenças, choques políticos, ideológicos, preconceitos e muita marola dentro e fora do Brasil. Digo isso pelo bafafá interno desde o domingo de outubro, 26, da proclamação do resultado em ato festivo – mais político que institucional, comandado com deslumbramento pelo ministro Dias Toffoli, presidente do TSE – , e pelo que acompanhei lá de fora, nos dias seguintes.

Ainda com os zumbidos no ouvido e tonto com o barulho da radicalização (principalmente nas venenosas e envenenadas redes sociais, mas também na “imprensa falada e escrita”, para usar expressão bem soteropolitana e nordestina), peguei um avião e fui passar uns dias em Santiago do Chile.

Não partí em fuga (não é do meu estilo). Também não fiz promessas, tipo a do roqueiro Lobão. Fui, a exemplo do que já havia feito em outros momentos cruciais (pessoal e profissionalmente falando, ou relacionados com um momento da história do país), em busca da ambiência e dos ares da Cordilheira dos Andes. Nas margens chilenas da costa do Pacífico, ou do Rio da Prata, na Argentina, não conheço lugar melhor para reflexão e para oxigenar o pensamento.

Salvo as margens serenas às vezes, às vezes encrespadas, do São Francisco, o rio da minha aldeia. Mas ele, desta vez, também está no olho do furacão das paixões nacionais em choque e do engodo eleitoral. Afirmo: valeu à pena ter ido.

É ótimo, também, já estar de volta “aos domínios conflagrados de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). E de seus exércitos de seguidores e arautos (cada um com mais de 50 milhões de votos de respaldo político e força eleitoral) depois da rápida, tranqüila, estimulante e pedagógica passagem pelo progressista, moderno, educado, culto e cada vez mais atraente e desenvolvido pedaço dos Andes governado pela socialista Michelle Bachelet.

Seja agora o que a vontade do povo determinou e o que Deus quiser. É assim (e só assim) que as democracias funcionam, sobrevivem e florescem. No mais são as análises para todo gosto. É o livre direito de festejar de quem venceu. Pelo tempo que quiser, julgar conveniente e a situação nacional suportar, porque a conta dolorosa da campanha já começa a ser cobrada pelo aumento da inflação (afinal reconhecido pela mandatária), o aumento dos combustíveis que começou a vigorar nos postos na madrugada de ontem (7), e a verdade destampada do aumento de miseráveis no País, pela primeira vez nos últimos 10 anos.

Que se acate, igualmente, o direito de reagir, cobrar e espernear dos que não se deram bem na refrega eleitoral, ou não tanto quanto esperavam. É do jogo democrático.Ateu que acredita em milagres, antes de embarcar, ainda em meio à saraivada de agressões e preconceitos contra os nordestinos, pedi amparo e paciência ao poderoso Santo Antonio da Glória, além de socorro da memória, que me conduziu ao tempo de menino e começo da juventude na beira do Velho Chico, entre a Bahia e Pernambuco.

Estados divididos pelas águas e a vida pulsantes e sempre surpreendentes nas duas margens das barrancas. Vulcões submersos. De tempos em tempos despertam. Explodem em erupções formidáveis, estranhas , incontroláveis. Não raramente de forma desconexa e aparentente sem sentido, lançam chamas e lavas escaldantes sobre o país inteiro e sacodem o gigante. De um lado e do outro do rio, mas também de uma região inteira, chega o recado mais poderoso e desconcertante das urnas de outubro passado. É precico, dos dois lados, saber e querer escutar o que essa gente pensa e diz a seu modo.

E o Nordeste segue falando depois da mensagem das urnas. Leio no jornal espanhol El Pais, que a região foi a responsável por cerca de dois terços dos empregos criados no Brasil no último ano, segundo dados do IBGE divulgados na quinta-feira. Os dados mostram ainda que a região, que tem 26% de habitantes em idade de trabalhar no país, foi responsável por um terço das vagas com carteira assinada ampliadas. O Nordeste continua, ainda assim, na dianteira na taxa de desocupados (8,8%), contra 6,9% e 4,1 do Sudeste e do Sul, respectivamente. Contraste, que cobram atenção e desvendamentos. De petistas e tucanos. De crentes e comunistas.

Lembro de 1967, no II Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro. Então, a voz possante de Claudionor Germano surpreendeu o País e o mundo ao interpretar “São os do Norte que vem”. Música da dupla de mestres Capiba e Ascenso Ferreira, com letra do imenso e saudoso Ariano Suassuna.

“Vim galopando no ar/Caminhos de estrelas de sol para o mar,
Mostro que lá no sertão,/Galopo a vontade, se assim desejar.
Ai, eu vim ensinar”, diz um dos versos primorosos da canção gravada também por Nelson Gonçalves e Maria Bethânia.

Jamais esqueçam da lição.

Vitor Hugo Soares é jornalista. Editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!


Mujica, de saída no Uruguai, se despede de Dilma, que
permanece mais quatro anos no Planalto.

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Prestes a deixar a presidência do Uruguai, José Mujica fez nesta sexta-feira sua última visita como chefe de Estado à presidenta Dilma Rousseff. Na pauta do encontro, segundo a presidenta recém-reeleita, esteve a integração energética entre Brasil e Uruguai. “Essa integração está baseada não só na interconexão de transmissão, mas também em projetos conjuntos feitos com a Eletrobras e a empresa uruguaia. Isso significa que, quando sobrar energia lá, eles vendem para nós, e, quando sobrar energia aqui, nós vendemos para eles. Aquele que tiver o menor preço, tem prioridade”, explicou Rousseff.

Segundo a petista, “esta região do mundo, onde nós nos localizamos, é hoje um mercado muito significativo que nós temos de ajudar a expandir. A presidenta disse que a integração dos países vizinhos “passa pelo equacionamento do problema secular da desigualdade que levou muitos latino-americanos, nos últimos anos, a condição de consumidores e que significou também a criação de um grande mercado para nós”. Destacando a necessidade de países tão diferentes se entenderem, Rousseff citou o colega uruguaio: “Ele dizia, sempre ao começar a reunião: ‘Nem o Brasil tem culpa de ser tão grande, nem o Uruguai de ser tão pequeno’.”

Em entrevista após o encontro, Mujica destacou as tratativas pela construção de um porto no Rio da Prata que proporcione o desenvolvimento dos países da região, beneficiando Brasil, Paraguai, Bolívia, Uruguai e Argentina. “Passamos alguns séculos sem olharmos entre nós mesmos e precisamos avançar para mudar esse cenário. O processo de desenvolvimento chegou tarde para a América Latina e é por isso que temos que juntar nossas forças. Só assim nos tornaremos fortes”, disse.

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O México se deu nesta sexta-feira um longo abraço com a morte. A confissão, tão temida como prevista, de que os 43 alunos de magistério desaparecidos em 26 de setembro tinham sido assassinados fez saltar em mil pedaços as últimas e frágeis esperanças e empurrou o país para um abismo de dor de magnitudes históricas.

Em uma entrevista à imprensa dada pelo procurador-geral, Jesús Murrllo Karam, informou-se que naquela noite os estudantes detidos pela Polícia Municipal foram entregues a criminosos do Guerreros Unidos, o cartel que controlava Iguala. Eles os conduziram, amontoados em um caminhão e uma caminhonete, até um lixão de Cocula, uma localidade vizinha. Amontoados, feridos, espancados, muitos dos estudantes, talvez até uma quinzena, tenham morrido asfixiados durante o trajeto.

Assim que chegaram ao local, os criminosos, sempre segundo as confissões, foram retirando os estudantes e os interrogando. Queriam saber por que tinham ido a Iguala, por que tinham enfrentado o prefeito e sua mulher. Depois, com frieza avassaladora, matavam-nos. Com os corpos, armaram uma imensa fogueira que alimentaram com madeiras, detritos e pneus. A fogueira, o fogo da barbárie, ardeu durante horas, da madrugada até as 3 da tarde, sem que ninguém visse ou dissesse nada. Depois, por ordem de seus superiores, os criminosos recolheram os restos carbonizados, os quebraram e jogaram em sacos de lixo no rio Cocula. A corrente os levou até destino desconhecido.
mais informações

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Dois desses sacos foram encontrados pela polícia federal. Seus restos estão sendo analisados. Devido a seu estado, segundo a procuradoria, não foi possível efetuar a prova de DNA e, portanto, o último elo da investigação ainda não foi fechado. Para que isso aconteça, o Governo mexicano anunciou que pedirá ajuda aos melhores centros internacionais.

De qualquer modo, o relato feito pelo procurador-geral deixa pouco espaço para dúvidas. Sua reconstrução foi acompanhada por imagens e gravações de declarações dos três criminosos que participaram da matança. Com vozes juvenis, como se falassem de transporte de gado, os assassinos confessos descreviam ante as câmeras como eliminaram esses jovens. Sua indiferença produzia calafrios. O assassinato em massa, metódico, horripilante dos 43 estudantes era para eles pouco menos do que uma rotina. Dificilmente o México poderá esquecer suas palavras.

Os restos carbonizados foram quebrados, colocados em sacos de luxo e jogados no rio Cocula

Mas essa reconstrução não dá o caso por encerrado. A 200 quilômetros, ao sul, em Guerrero, os pais, aferrados à esperança das provas de DNA, rejeitaram a morte dos filhos e reduziram o relato oficial a um achado de “seis sacos com cinzas e ossos”. “Já os deram por mortos uma vez, e não estava certo”, afirmou um porta-voz dos parentes.

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