==============================================================

COM INFORMAÇÕES DO CORREIO BRAZILIENSE E DA TRIBUNA DA BAHIA

O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Gilberto Farias, morreu nesta quarta-feira em São Paulo. Irmão de Paulo César Farias, tesoureiro da campanha de Fernando Collor à Presidência em 1989, o dirigente lutava contra um câncer e estava internado no Hospital Sírio-Libanês.

Gilberto Farias era diretor da Agrovale e atuava no ramo de produção de açúcar, etanol e bioenergia no Vale do São Francisco, em Juazeiro. A previsão é de que ele seja cremado em Salvador nesta quinta-feira. O governador em exercício da Bahia, Otto Alencar, publicou nota elogiando a capacidade empresarial do dirigente da Fieb. “A Bahia perde um grande empresário que por sua capacidade e compromisso foi eleito para assumir, neste ano, a Fieb, entidade que representa a indústria baiana.

Ele havia se submetido a uma cirurgia reparadora no quadril e adquiriu um quadro de infecção, detectado durante o processo de alta médica.

Farias vinha respondendo bem ao tratamento, apresentando situação estável e em evolução, segundo a equipe médica que o acompanhava.

O empresário Carlos Gilberto Farias, de 67 anos, assumiu a presidência da Federação das Indústrias do Estado da Bahia em abril deste ano, para o período 2014-2017, em substituição a José de Freitas Mascarenhas.

Gilberto Farias era diretor da Agrovale, empresa produtora de açúcar, etanol e bioenergia situada na região do Vale do São Francisco, em Juazeiro.

A FIEB é uma das 27 Federações que fazem parte do Sistema Indústria, coordenado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, instituição máxima de organização do setor industrial brasileiro.

O 1º vice-presidente, Antonio Ricardo Alban, está respondendo pelo Sistema FIEB.

O governador Jaques Wagner disse que “Gilberto Farias procurou trazer dinamismo à instituição, buscando maior valorização para os pequenos e médios empresários da capital e do interior do estado”.

O governador destacou ainda o seu empenho na articulação com o Governo do Estado e entidades empresariais visando a atração de novos investimentos e a interiorização das indústrias, para a o fortalecimento do setor na Bahia.

“Ele vinha cumprindo todos os compromissos assumidos durante a sua posse na Fieb e dando contribuições significativas para alavancar o desenvolvimento industrial”, disse o governador.

O governador em exercício, Otto Alencar, lamentou a morte de Carlos Gilberto Farias. “A Bahia perde um grande empresário que por sua capacidade e compromisso foi eleito para assumir, neste ano, a FIEB, entidade que representa a indústria baiana. Manifesto o mais profundo pesar e solidariedade aos membros da família, amigos e aos integrantes da Fieb”, disse o governador.

O governador eleito, Rui Costa, também falou sobre a morte de Gilberto Farias: “É com pesar que recebemos a notícia do falecimento do empresário e presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Carlos Gilberto Farias. Aos familiares, nossos sinceros sentimentos e a certeza de que Deus dará forças para superar esse momento”, disse Rui Costa.

Em nota, o prefeito de Salvador, ACM Neto, também lamentou a morte do presidente da FIEB. “Líder empresarial, Carlos Gilberto Farias contribuiu muito para o desenvolvimento da Bahia, não apenas pela geração de empregos, mas, principalmente, por se dedicar anos e anos à integração entre as micro, pequenas, médias e grandes empresas”, afirmou o prefeito.

ACM Neto disse, ainda, que Carlos Gilberto Farias, apesar de ter permanecido pouco mais de seis meses à frente da Federação das Indústrias, deu início à consolidação do programa de interiorização do Sistema Fieb, além do trabalho dedicado à atração de novas indústrias.

“Aos familiares do presidente e todos os funcionários do Sistema Fieb, os meus sentimentos pela morte de Gilberto Farias. Um líder empresarial cuja perda, sem dúvida, será muito sentida e deixará uma grande lacuna”, concluiu o prefeito.


Putin: mais poderoso que Obama, segundo Forbes

===============================================================

DEU NO PORTAL TERRA

O presidente russo Vladimir Putin foi escolhido como o homem mais poderoso do mundo em 2014, ficando à frente de seu colega americano Barack Obama, segundo ranking de 72 personalidades elaborado pela revista Forbes.

A presidente Dilma Rousseff se encontra em 31º lugar, à frente do bilionário Ruper Murdoch e da chefe do FMI, Christine Lagarde.

“Em 2014, o presidente russo exibiu sua força em nível mundial anexando a Crimeia, colocando em cena uma guerra subsidiária na Ucrânia e assinando um acordo com a China para construir um gasoduto de mais de 70 bilhões de dólares”, explicou a Forbes.

Em 2013, Putin tirou Obama do primeiro lugar da lista que a respeitada revista americana divulga pelo sexto ano.

Atrás dos líderes russo e americano, estão o presidente chinês Xi Jinping (3º), o papa Francisco (4º) e a chanceler alemã Angela Merkel (5ª).

Boffa ataca no piano e Nogueira solta a voz, em samba de Chico. Ouça e não corra!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)


De volta:Uma voluntária republicana tira uma foto de Bush em Phoenix.
/ R.D.Franklin (AP)

==================================================================

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O Partido Republicano obteve na terça-feira sua maior vitória eleitoral desde que o democrata Barack Obama chegou à Casa Branca, em 2009. Impulsionados pelo descontentamento com o presidente norte-americano e pela apatia do eleitorado democrata, a oposição conservadora conquistou o controle do Senado, onde o Partido Democrata era maioria até agora, e ampliou sua maioria na Câmara de Representantes (deputados).

As eleições do meio mandato, as últimas antes de Obama deixar o cargo, em 2017, conferem à oposição o controle absoluto do Congresso e isolam um presidente debilitado e em fase de retirada. Nas eleições para os Governos estaduais, o Grand Old Party – partido ao qual pertenceram Lincoln, Reagan, Nixon e os Bush – venceu em redutos progressistas como Maryland, Massachusetts, Maryland e Illinois.

Nos últimos seis anos, em sucessivas eleições, os republicanos foram ampliando sua parcela de poder em Washington. Em 2009, quando Obama tomou posse, o Senado e a Câmara de Representantes eram democratas. Na eleição intermediária de 2010, os republicanos conquistaram a maioria na Câmara, a qual mantiveram em 2012. Agora, o último passo seria a conquista da Casa Branca, em 2016.

Nos últimos seis anos, em sucessivas eleições, os republicanos foram ampliando sua parcela de poder em Washington

Mas as eleições legislativas raramente antecipam os resultados das presidenciais. A batalha para suceder Obama já começou e inclui pesos-pesados do Senado – os republicanos Rand Paul, de Kentucky, e Marco Rubio, da Flórida, são figuras emergentes – junto com a favorita pelos democratas, Hillary Clinton.

O resultado das eleições, após uma campanha em que foram gastos quase 4 bilhões de dólares, não é uma surpresa pelo partido vencedor, mas sim pelas dimensões do triunfo. A maioria das pesquisas apontava que o Partido Republicano conquistaria as seis vagas necessárias para formar maioria no Senado.

Por volta de 23h30 (2h30 de quarta em Brasília), os republicanos proclamaram a vitória, após receberem a confirmação de que haviam vencido os candidatos democratas nos seis Estados necessários para obterem a maioria de 51 senadores: Colorado, Arkansas, Montana, Virgínia Ocidental, Dakota do Sul e Carolina do Sul (o Estado que deu a vitória final ao partido). Minutos mais tarde, os republicanos declararam a vitória também em Iowa.

Antes mesmo de conhecer o resultado final, Obama já convidou os líderes de ambos os partidos para irem à Casa Branca

O senador Mitch McConnell, atual líder da minoria, deve se tornar o novo líder da maioria do Senado. Junto com o presidente da Câmara, o também republicano John Boehner, será o principal interlocutor de Obama para questões de governo da maior potência mundial.

Obama já convidou os líderes de ambos os partidos para irem na sexta-feira à Casa Branca, conforme anunciaram fontes do Executivo antes mesmo da divulgação dos resultados. Em discurso após se proclamar vencedor na eleição para o Senado pelo Kentucky, McConnell estendeu a mão a Obama e disse que ambos deverão procurar pontos de concordância para trabalharem juntos.

“Não é por termos um sistema bipartidário que devemos viver em um conflito perpétuo”, disse.

Basicamente, o domínio republicano em ambas as Casas do Congresso não altera o equilíbrio de poderes. Desde que o Partido Republicano assumiu o controle da Câmara, há quase quatro anos, a oposição já dispunha de um direito de veto sobre as iniciativas da Casa Branca. Com o Senado e a Casa Branca em mãos democratas e um ambiente de polarização ideológica, a política federal ficou bloqueada. Nos últimos anos, o Congresso, um dos mais improdutivos da história, não adotou nenhuma lei importante.
mais informações

A paralisia pode se acentuar depois da vitória republicana. Esse partido está hoje mais poderoso e dispõe de mais recursos para impedir nomeações em altos escalões, iniciar CPIs por casos de má gestão ou corrupção e desmontar leis como a da reforma da saúde. O presidente preserva o poder de vetar projetos aprovados no Congresso.

Outra hipótese, a partir de agora, é que o Partido Republicano – que sofreu uma guinada à direita nos últimos anos, sob a influência do movimento populista Tea Party – abandone a política do não e se transforme em um partido de governo. Já não poderá mais se defender alegando que o Senado é democrata. Todo o poder Legislativo está nas mãos da oposição a Obama.

As eleições renovaram todas as 435 vagas da Câmara e 36 das 100 do Senado. A vitória republicana reflete a rejeição do eleitorado conservador a Obama e o desencanto das bases tradicionais do presidente.

As eleições legislativas foram em parte um referendo sobre Obama e suas políticas. Não é incomum que essas eleições midterm (no meio do mandato presidencial) sirvam de castigo: desde Franklin D. Roosevelt, todos os presidentes, com raras exceções, viram suas bancadas encolherem nos pleitos intermediários. Os resultados econômicos de Obama – a taxa de desemprego, que era de 9,5% em 2010, caiu atualmente para 5,9% – significam pouco para uma classe média que na última década perdeu poder aquisitivo e não se sente beneficiada por um ritmo de crescimento que a maioria de países europeus invejaria.

nov
05
Posted on 05-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-11-2014


Jarbas, hoje, no Diário de Pernambuco

Ao retornar a Salvador, depois de rápida viagem ao Chile, dei um clique no endereço do Blog Terra Magazine, na minha relação de Favoritos, para atualizar a leitura de um de meus sites preferidos. Dele fui colaborador durante anos, a convite de seu criador, Bob Fernandes, jornalista, editor e querido amigo desde as batalhas na redação da sucursal do Jornal do Brasil, na Bahia.

Espanto: no endereço clicado mais de uma vez (para tirar dúvidas) nem sombra ou vestígios do Terra Magazine que deixara vivo dias antes. Nada das notícias, opiniões, comentários do bravo TM ou de seus integrantes.

No lugar, um arremedo de site informativo, com as marcas evidentes da pressa e da improvisação.

No site, nem ao menos uma nota de pé de página do Terra, mesmo que improvisada ou meramente formal, informando e explicando aos leitores os motivos para o fim tão drástico e melancólico do Terra Magazine.

Além da perda o coice, portanto.

Uma nota de Bob Fernandes, em sua página no Facebook, e uma matéria com o jornalista, na revista Imprensa, lançam alguma luz sobre o fim de TM. Bahia em Pauta reproduz nota e matéria, e seu editor abraça Bob com o afeto e a lealdade de sempre, e aguarda as boas notícias que ele promete para breve.

Por fim, um registro de pesar e indignação por mais esta perda do jornalismo brasileiro.

(Vitor Hugo Soares)

============================================================

Bob Fernandes, no Facebook

Queridos amigos e amigas, muitíssimo obrigado, em meu nome e de todos que fizeram Terra Magazine. Daqui a pouco, espero que o mais breve possível – e depois de respirar- vamos precisar de todos os amigos e todas as amigas para uma nova largada. Vamos conversando. Às segundas e quartas à noite seguiremos com os comentários na Tv Gazeta, postados aqui logo em seguida. Abraços.

======================================================
DEU NA REVISTA IMPRENSA

“Foram 9 anos excelentes”, diz Bob Fernandes ao comentar o fim do Terra Magazine

Christh Lopes

O jornalista Bob Fernandes não faz mais parte da equipe de blogueiros do portal de notícias Terra. Após nove anos escrevendo para um blog hospedado no site, o comentarista de política deixará de publicar os relatos e análises que fazia a respeito da agenda pública brasileira.

Crédito:Divulgação
Bob Fernandes deixa o portal Terra após nove anos de parceria

Com o fim do acordo, revisto no início do ano, ambas as partes destacaram os mais variados aspectos positivos da parceria. “Foram nove anos excelentes, excepcionais, com um tratamento que foi extremamente respeitoso, amigável e profissional de parte a parte”, afirma Bob Fernandes à IMPRENSA.

De acordo com Terra, como editor-chefe do Terra Magazine, Fernandes participou das principais coberturas do veículo digital, como as eleições presidenciais, os Mundiais e duas edições dos Jogos Olímpicos. Foi pela plataforma digital que deu início a um projeto com foco no jornalismo investigativo aprofundado, complementado com os comentários e a antecipação de tendências dos mais diversificados assuntos.

“É inegável a contribuição do Bob para a construção do que somos hoje como plataforma de conteúdo. Seu know-how fez com que evoluíssemos para tornar o Terra mais opinativo e livre para explorar novos formatos jornalísticos para nossa audiência”, comenta Hélio Gomes, diretor de conteúdo do portal.

Fruto deste trabalho, dois blogs da ferramenta devem continuar funcionando: o Blog da Amazônia, de autoria de Altino Machado, e o Blog do Boleiro, assinado pelo jornalista esportivo Luciano Borges. Em comunicado em seu perfil oficial no Facebook, o jornalista afirma estar agradecido pela oportunidade e pelo apoio cedido pelo Terra no sucesso da empreitada.

Novos rumos

Segundo Fernandes, o acordo entre ele e o portal Terra é que a página ficaria no ar até o fim das Olimpíadas de Londres em 2012. Porém, “decidimos de comum acordo ampliar por mais dois anos”. No início deste ano, ambas as partes resolveram que a ferramenta se encerraria após as eleições deste ano.

“A renovação é fundamental, vital na vida de todos nós”, disse ele no Facebook. À IMPRENSA, ele destacou o período de aprendizado durante o trabalho desenvolvido para a plataforma digital. Em um dado momento, o Terra Magazine chegou a ter uma edição internacional para a América Latina.

“Foram 9 anos excepcionais do ponto de vista profissional. Fizemos grandes coberturas, tanto é que a equipe do Terra Magazine chegou a ter quarenta colaboradores só no Brasil e a fazer o Terra Magazine latino-americano por mais de dois anos em 17 países. Acho que é a única experiência do gênero na internet na América Latina”, afirma o jornalista.

Sobre o futuro, o jornalista faz mistério e diz apenas que “as fundações já estão prontas”, mas que no momento certo ele e seus companheiros devem anunciar a nova iniciativa.

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves

BOM DIA!!!


Aécio:de volta ao Congresso com toda força
de mais de 51 milhões de votos

=========================================================

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

“Estamos em pé de guerra para defender nossa vitória. Não vamos permitir fraudes ao estilo chavista, como na Venezuela.” “Não vamos reconhecer o resultado até que não se conte cada voto”. As duas frases poderiam ter saído dos partidários de Aécio Neves (PSDB), que estão assinando petições pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, por não reconhecerem a legitimidade da sua eleição. Mas foram proferidas em datas distintas por candidatos derrotados em eleições apertadas, entre o primeiro e segundo lugar, da mesma forma que o pleito brasileiro, de 26 de outubro. A primeira foi dita por López Obrador, que perdeu as eleições em 2006 para Felipe Calderón por uma margem de 0,56% de diferença. A segunda é de Henrique Capriles Radonski, opositor de Hugo Chávez, que perdeu por uma margem de 1,77% em abril de 2013.

No Brasil, Aécio Neves perdeu para Dilma Rousseff por 3,28%, o que também gerou desconfiança sobre a lisura do processo eleitoral brasileiro, a ponto de o PSDB entrar no Tribunal Superior Eleitoral com pedido de auditoria especial para dar certeza ao cidadão sobre o resultado. O pesquisador mexicano Alfonso Myers Gallardo decidiu estudar o comportamento dos perdedores em eleições na América Latina, cujo vitorioso saiu com vantagem estreita. Em seus estudos para o doutorado na Universidade de Salamanca, na Espanha, descobriu que um perdedor pode ter um comportamento de derrotado ressentido, ao questionar demais um resultado, ou de vencedor, ao aceitar o pleito, e focar suas energias para a próxima eleição. “Aécio Neves fez um discurso elegante quando a vitória de Dilma foi confirmada. Mas o PSDB questionar as instituições eleitorais não é algo muito positivo”, diz Gallardo.

Nesta terça-feira, pouco mais de uma semana após as eleições, Aécio proferiu palavras mais duras no discurso de seu retorno ao Senado. “Quando o Governo olhar para a oposição, sugiro que não contabilize mais o número de cadeiras ou de assentos no Senado ou na Câmara”, disse o senador tucano. “Olhe bem que vai encontrar mais de 50 milhões de brasileiros que vão estar vigilantes, cobrando atitudes deste Governo. Somos hoje um grande exército a favor do Brasil”.

Contrário à tese de muitos que foram para as ruas manifestar no último sábado, Alfonso Myers Gallardo não acredita em fraude eleitoral no Brasil, lembrando da credibilidade conferida por institutos internacionais ao sistema eleitoral brasileiro. Para ele, a insinuação de que houve fraude não seria positiva para Aécio Neves, uma vez que o futuro político do tucano depende do seu comportamento durante este segundo mandato de Dilma. E ele tem muito a favor desse projeto. Além do respaldo de 51 milhões de votos, ele estará num palanque permanente voltando ao Senado, para firmar seu nome como um presidenciável para 2018. “Ele precisa ter muito cuidado, pois se houver de fato recontagem de votos ele sai ferido. Precisa atuar dentro dos limites institucionais”, afirma.

Aécio parece saber disso. “Chego hoje ao Congresso Nacional para exercer o papel que me foi delegado por grande maioria da população brasileira. Por 51 milhões de brasileiros. Vou ser oposição sem adjetivos”, disse, em seu discurso. Para Gallardo, porém, será preciso que o senador tucano vá além dos seus eleitores. “Se a direita quiser um futuro realmente competitivo, a oposição deve ser inteligente e cumprir com uma agenda que represente os mais de 200 milhões de brasileiros e não apenas os 51 milhões que votaram em Aécio, e dizer: ‘Ser oposição não é se opor a tudo o que o PT diga’”, diz o pesquisador.


Dirceu na Vara de Execuções Penais:hostilizado

==========================================================

DEU NO PORTAL IG

Aproximadamente um ano preso em presídios de Brasília, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi autorizado a cumprir pena domiciliar por sua condenação no julgamento do mensalão. A autorização, dada na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi confirmada nesta terça-feira (4) pela Vara de Execuções Penais de Brasília.

Apesar de ter conseguido o direito a prisão domiciliar, José Dirceu ainda tem de cumprir uma série de restrições

Dirceu foi condenado a sete anos e 11 meses de prisão pelo crime de corrupção ativa e já cumpriu quase um ano de prisão. A princípio ele poderia progredir do regime semiaberto para aberto apenas em março do ano que vem. No entanto, o ex-chefe da Casa Civil conseguiu descontar 142 dias do tempo de prisão até o momento após cursos e leituras na prisão. Por isso conseguiu deixar a prisão nesta terça-feira.

O ex-ministro chefe da Casa Civil deixou o Centro de Progressão Penitenciária de Brasília aproximadamente às 7h30 e seguiu para o escritório de advocacia, onde trabalha no centro da capital federal. Dirceu chegou para a audiência de instrução de progressão de regime na Vara de Execuções Penais de Brasília por volta das 13h30, sob a escolta de um advogado e um segurança. Dirceu até tentou, mas não conseguiu despistar a imprensa.

Ao chegar ao Fórum do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), Dirceu foi hostilizado por populares e funcionários do próprio fórum, chamado de “ladrão”, “corrupto”, entre outros xingamentos. Alguns populares disseram até que este é “um momento vergonhoso da Justiça brasileira”. Dirceu ficou visivelmente consternado com o tom hostil dos populares.

Ele deixou o fórum por volta das 16h30 e tentou evitar os jornalistas. Dirceu quase brigou com humoristas que tentavam fazer uma reportagem sobre o ex-ministro-chefe da Casa Civil e, mesmo por meio de interlocutores, evitou comentar se ainda voltaria ao trabalho ou se iria direto para casa.

Pela Lei de Execuções Penais, Dirceu terá de permanecer em Brasília como residência fixa e terá algumas limitações. Mesmo dormindo em casa, ele não poderá receber visitas, nem manter contato com outros condenados pela Justiça. O ex-ministro também não pode ser flagrado ingerindo bebida alcoólica ou portando armas de fogo, está proibido de ficar fora de casa entre 21h e 5h e terá de se apresentar frequentemente ao juiz de execuções penais.

  • Arquivos