DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL.

A elite da Marinha norte-americana está indignada com a intenção do “atirador” – assim é conhecido até hoje o militar que matou Bin Laden – de revelar a sua identidade num documentário que a Fox News vai transmitir nos próximos dias 11 e 12 de novembro.

O canal norte-americano anunciou na semana passada que irá emitir um especial, em dois episódios, que “mostrará a descrição dos últimos momentos” de Bin Laden, “bem como o que aconteceu quando ele deu o último suspiro”, referiu em comunicado. Para isso, contará com a preciosa colaboração do comando das forças especiais da Marinha dos EUA que disparou sobre o líder terrorista em maio de 2011 em Abbottabad, no Paquistão.

Em março do ano passado, o “atirador” já tinha dado uma entrevista à revista Esquire onde relatou, na primeira pessoa mas sem revelar a identidade, a missão que levou à captura de Bin Laden. Segundo a Fox News, irá agora partilhar sem sigilos a “história da sua formação para se tornar um membro da força de combate de elite dos Estados Unidos e explicará o seu envolvimento na Operação Lança de Neptuno” que terminou com a morte do líder da Al-Qaeda.

Perante este anúncio, o líder dos Navy Seals já veio a público lembrar o veterano de que tem um dever de confidencialidade. E o próprio Pentágono não se compromete com qualquer informação adiantada pelo documentário da Fox News, referindo que não confirma que o protagonista seja efetivamente o homem que disparou sobre Bin Laden.

Numa carta a que a AFP teve acesso, dirigida aos militares, o contra-almirante Brian Losey, chefe do comando das operações especiais da Marinha, denuncia aqueles que “procuram a fama” ao revelar informação sensível sobre as missões secretas dos Navy Seals. Losey faz uma severa advertência aos que violam a tradição de discrição da Marinha americana publicando memórias ou falando aos meios de comunicação social.

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