nov
03

http://youtu.be/KLrSihvGbbY

BOA TARDE !!!


E NÃO ESQUEÇA: NO SHERATON- SALVADOR (ANTIGO HOTEL DA BAHIA, NO LARGO DO CAMPO GRANDE, NA TARDE DESTA SEGUNDA-FEIRA(3) TEM DORI CONTANDO AS MELHORES HISTÓRIAS DE SEU DORIVAL.

VAI PERDER?

(Vitor Hugo Soares)

DEU G1


O Prêmio Caymmi de Música promove, nesta segunda-feira (3), um bate-papo com o compositor, violonista e arranjador Dori Caymmi. O encontro ocorre no Café-Teatro Rubi, no Hotel Sheraton Bahia, no Campo Grande, a partir das 16h. A entrada é de graça, mas as vagas são limitadas. Para participar, é preciso mandar um e-mail para premiocaymmi@premiocaymmi.com.br

Filho de Dorival Caymmi, Dori é carioca e começou a estudar música ao oito anos. Já ganhou o Grammy Latino duas vezes e, no encontro com o público baiano, vai falar sobre essa trajetória.

Serviço
O que: Bate-papo especial com Dori Caymmi
Quando: 3 de novembro, segunda, das 16h às 18h
Onde: Café-Teatro Rubi, da Sheraton da Bahia – Hotel Salvador – Avenida Sete de Setem

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)


Cinco anos depois da publicação no Brasil do romance Leite Derramado , que em Portugal foi editado pela Dom Quixote, Chico Buarque regressa à literatura com O irmão alemão. É o seu quinto romance.

O livro irá para as livrarias brasileiras no dia 14 de Novembro e segundo a editora brasileira Companhia das Letras, que esta segunda-feira divulgou a notícia, é “um romance em busca da verdade e dos afeitos”. O escritor fez 70 anos em Junho.

A editora disponibilizou também um booktrailer em que o escritor lê um dos capítulos do seu novo livro que começa assim: “Calma, Ciccio, disse minha mãe, quando já crescido lhe perguntei por que meu pai não escrevia um livro, uma vez que gostava tanto deles. Ele vai escrever o melhor libro del mondo, disse arregalando os olhos, ma prima tem que ler todos os outros.

“A biblioteca do meu pai contava então uns quinze mil livros. No fim superou os vinte mil, era a maior biblioteca particular de São Paulo, depois da de um bibliófilo rival que, dizia meu pai, não havia lido nem um terço do seu depósito. Calculando que ele tenha acumulado livros a partir dos dezoito anos, posso tirar que meu pai não leu menos que um por dia. Isso sem contar os jornais, as revistas e a farta correspondência habitual, com os últimos lançamentos que por cortesia as editoras lhe enviavam.

“A grande maioria destes ele descartava já ao olhar a capa, ou após uma rápida folheada. Livros que jogava no chão e mamãe recolhia de manhã para juntar no caixote de doações à igreja. E quando porventura ele se interessava por alguma novidade, sempre encontrava algum pormenor que o remetia a antigas leituras. Então chamava com seu vozeirão: Assunta! Assunta!, e lá ia minha mãe atrás de um Homero, um Virgílio, um Dante, que lhe trazia correndo antes que ele perdesse a pista. E a novidade ficava de lado, enquanto ele não relesse o livro antigo de cabo a rabo.

“Por isso não estranha que tantas vezes meu pai deixasse cair no peito um livro aberto e adormecesse com um cigarro entre os dedos ali mesmo na espreguiçadeira, onde sonharia com papiros, com os manuscritos iluminados, com a Biblioteca de Alexandria, para acordar angustiado com a quantidade de livros que jamais leria porque queimados, ou extraviados, ou escritos em línguas fora do seu alcance. Era tanta leitura para pôr em dia, que me parecia improvável ele vir a escrever o melhor libro del mondo.”

O livro ainda não tem data de publicação em Portugal. Cecília Andrade, a editora Dom Quixote, disse ao PÚBLICO que vai tentar publicá-lo durante o próximo ano.

Na biografia de Chico Buarque existe um irmão alemão. O seu pai, o historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) quando viveu na Alemanha teve um filho de Anne Margerithe Ernst: Sérgio Georg Ernst, que terá nascido em Berlim nos anos 1930. Apesar das tentativas da família Buarque para o encontrar, nunca foi possível.

Leite Derramado recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do ano.

nov
03
Posted on 03-11-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-11-2014

Sid, hoje, no portal de humor À Charge Online

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DEU NA FOLHA/UOL

O STF (Supremo Tribunal Federal) corre o risco de tornar-se uma “corte bolivariana” com a possibilidade de governos do PT terem nomeado 10 de seus 11 membros a partir de 2016.

A afirmação é do único personagem desta conta hipotética a não ter sido indicado pelos presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff: o ministro Gilmar Mendes, 58.

A expressão bolivarianismo serve para designar as políticas intervencionistas em todas as esferas públicas preconizadas por Hugo Chávez (1954-2013) na Venezuela e por aliados seus, como Cristina Kirchner, na Argentina.

“Não tenho bola de cristal, é importante que [o STF] não se converta numa corte bolivariana”, disse. “Isto tem de ser avisado e denunciado.”

Sobre a eleição, Mendes fez críticas a Lula ao comentar representação do PSDB contra o uso, na propaganda do PT, de um discurso do petista em Belo Horizonte com ataques ao tucano Aécio Neves.

Lula questionou o que o Aécio fazia quando Dilma lutava pela democracia e o associou ao consumo de álcool. Ao lembrar do caso, Mendes disse: “Diante de tal absurdo, será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro? Porque nós sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio”, afirmou.

Folha – Durante a campanha, o PT acusou o senhor de ser muito partidário.

Gilmar Mendes – Não, de jeito nenhum. Eu chamei atenção do tribunal para abusos que estavam sendo cometidos de maneira sistemática e que era necessário o tribunal balizar. Caso, por exemplo, do discurso da presidente no Dia do Trabalho e propagandas de estatais com mensagem eleitoral. O resto, como sabem, sou bastante assertivo, às vezes até contundente, mas é minha forma de atuar. Acredito que animei um pouco as sessões.

Animou como?

Chamei atenção para que a gente não tivesse ali uma paz de cemitério.

O que quer dizer com isto?

Saí do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2006. Não tenho tempo de acompanhar, mas achei uma composição muito diferente daquilo com que estava acostumado. Um ambiente de certa acomodação. Talvez um conformismo. Está tudo já determinado, devemos fazer isso mesmo que o establishment quer.

Diria que o TSE estava tendendo a apoiar coisas do governo?

Fundamentalmente chegava a isso. Cheguei a apontar problemas nesse sentido.

O PT criticou sua decisão de suspender direito de resposta contra a revista “Veja”.

A jurisprudência era não dar direito de resposta, especialmente contra a imprensa escrita. Quando nos assustamos, isso já estava se tornando quase normal. Uma coisa é televisão e rádio, concessões. Outra coisa é jornal ou revista. O TSE acabou ultrapassando essa jurisprudência e banalizou.

Quando diz que banalizou a interferência na imprensa, acredita que avançou sobre a liberdade de expressão?

Quanto ao direito de resposta em relação a órgãos da imprensa escrita, certamente. Mas temos de compreender o fato de se ter que decidir num ambiente de certa pressa. E todo esse jogo de pressão. A campanha se tornou muito tensa. Talvez devamos pensar numa estrutura de Justiça Eleitoral mais forte, uma composição menos juvenil.

Qual sua avaliação da eleição?

Tenho a impressão que se traça um projeto de campanha. Se alguns protagonistas não atuarem, inclusive como poder moderador, o projeto se completa. Eu estava na presidência do tribunal quando da campanha da presidente Dilma [de 2010]. O que ocorreu? Havia necessidade de torná-la conhecida. O presidente Lula, então, inaugurava tudo. Até buracos. Quando a Justiça começou a aplicar multas, ele até fez uma brincadeira: “Quem vai pagar minhas multas?” O crime compensava. Foi sendo feita propaganda antecipada, violando sistematicamente as regras. Agora havia também um projeto. Chamar redes para pronunciamentos oficiais, nos quais vamos fazer propaganda eleitoral. A mensagem do Dia do Trabalho tem na verdade uma menção ao 1º de maio. O resto é propaganda de geladeira, de projetos do governo.

O sr. não exagerou nas críticas ao ex-presidente Lula no julgamento de uma representação do PSDB, quando chegou a perguntar se ele teria feito o teste do bafômetro?

O presidente Lula, no episódio de Belo Horizonte, faz uma série de considerações. Houve uma representação [do PSDB]. Ele chegou a perguntar onde estava o Aécio enquanto a presidente Dilma estava lutando pela democracia nos movimentos da luta armada. A representação lembrava que Aécio tinha 8 ou 10 anos. Ela trouxe elementos adicionais da matéria, de que teve um texto de uma psicóloga que dizia que ele [Aécio] usava drogas, que era megalomaníaco. E Lula falou também do teste do bafômetro. Diante de tal absurdo, [eu disse] “será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro?” Porque sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio.

O PT criticou muito suas falas sobre o ex-presidente.
Estávamos analisando só o caso. Em que ele reclamou de alguém que saiu do jardim de infância não ter atuado na defesa da presidente Dilma. Quem faz este tipo de pergunta ou quer causar um impacto enorme e contrafactual ou está com algum problema nas faculdades mentais.

Em dois anos o sr. será o único ministro do STF não indicado por um presidente petista. Muda alguma coisa na corte?

Não tenho bola de cristal, é importante que não se converta numa corte bolivariana.

Como assim?

Que perca o papel contramajoritário, que venha para cumprir e chancelar o que o governo quer.

Há mesmo este risco?

Estou dizendo que isto tem de ser avisado e denunciado.

Há algum sinal disso?

Já tivemos situações constrangedoras. Acabamos de vivenciar esta realidade triste deste caso do [Henrique] Pizzolato [a Justiça italiana negou sua extradição para cumprir pena no Brasil pela condenação no mensalão]. Muito provavelmente tem a ver com aquele outro caso vexaminoso que decidimos aqui, do [Cesare] Battisti [que o Brasil negou extraditar para Itália], em que houve clara interferência do governo.

No mensalão, um tribunal formado em sua maioria por indicados por petistas condenou a antiga cúpula do PT.

Sim, mas depois tivemos uma mudança de julgamento, com aqueles embargos, e com a adaptação, aquele caso em que você diz que há uma organização criminosa que não pode ser chamada de quadrilha.

Ao falar de risco bolivariano, não teme ser acusado de adotar posições a favor do PSDB?

Não, não tenho nem vinculação partidária. A mim me preocupa a instituição, não estou preocupado com a opinião que este ou aquele partido tenha sobre mim.

A aprovação da proposta que passa a aposentadoria compulsória de ministros do STF de 70 para 75 anos não reduz esse risco, já que menos ministros se aposentariam logo?

Não tenho segurança sobre isto, é uma questão afeita ao Congresso. O importante é que haja critérios orientados por princípios republicanos.

O STF deve analisar outro caso de corrupção, na Petrobras. Como avalia esta questão?

A única coisa que me preocupa, se de fato os elementos que estão aí são consistentes, é que enquanto estávamos julgando o mensalão já estava em pleno desenvolvimento algo semelhante, talvez até mais intenso e denso, isso que vocês estão chamando de Petrolão. É interessante, se de fato isso ocorreu, o tamanho da coragem, da ousadia.

Foi curta mas muito gostosa e revigorante a passagem da turma do BP por Santiago.

Foi ótimo rever o Chile, seu povo, e as notáveis transformações ( para melhor)

de um país tão belo, tão culto, tão acolhedor e tão desenvolvido. Um modelo, sobre o qual iremos falando aos poucos nos próximos dias.

Mas também é muito bom estar de voltar,  rever a lua quase cheia bailando sobre  a Baia de Todos os  Santos na travessia de aeroporto para casa, e reencontrar o BP instigante, vibrante e diversificado como sempre.

Agradecimentos maiores e especiais ao jornalista Claudio Leal, que com talento, generosidade e entrega, segurou a barra da edição do site blog desde São Paulo, com apoio firme e capaz de Maria Olívia, em Salvador, e as colaborações musicais de primeira linha em termos de bom gosto do sempre presente Gilson Nogueira.

O tango de Troilo na voz de Goyeneche vai em agradecimento do fundo do peito a todos. Sigamos juntos.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)



nov
03

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Uma das bandeiras mais levantadas durante a campanha eleitoral nas eleições deste ano foi o combate à corrupção. Em discursos inflamados, candidatos ao Congresso, ao Senado e à presidência, criticaram veementemente os crimes de corrupção na Petrobras e no poder público, de modo geral, prometendo combatê-los. Mas dizem que santo de casa não faz milagres. Ou ao menos não tão facilmente. Prova disso foi a votação da Medida Provisória 651, primeiro pelo Congresso, a uma semana do segundo turno das eleições, e depois pelo Senado, três dias depois da vitória de Dilma Rousseff.

A MP 651 trata, essencialmente, da desoneração da folha de pagamento de diversos setores. Um dos seus mais de 100 artigos, porém, se tornou polêmico. O artigo 35, que abriria uma brecha para aliviar as dívidas de condenados por desvios de dinheiro público. O artigo define o parcelamento, desconto e a redução de juros e multas às dívidas de “qualquer natureza perante a Fazenda Nacional”, segundo o texto.

Ou seja, as cobranças a servidores públicos que tenham se apropriado indevidamente de recursos oriundos do contribuinte poderiam ter redução ou até a exclusão total dos juros e multas, além da possibilidade de ser parceladas em até 15 anos, de acordo com a lei. Passados os horários políticos e os debates eleitorais, parece que tudo voltaria ao normal em Brasília, onde o discurso de endurecer perante à corrupção, muitas vezes, não condiz com a realidade.

O deputado federal Newton Lima (PT), relator da MP, disse, por meio de uma nota, que “a emenda foi apresentada pelo senador Gim Argello (PTB) minutos antes da reunião que analisou a MP”. Porém, se o artigo fosse simplesmente retirado do texto, o documento teria que voltar à Câmara dos Deputados, ser aprovado novamente, para só então retornar à aprovação do Senado, e então seguiria para que a presidenta o sancionasse. Não haveria tempo hábil. “Acolhi a emenda no meu relatório final, em consenso com os líderes presentes, apenas com o objetivo de viabilizar a aprovação da MP no âmbito da comissão”, disse Lima. Como o prazo para a sanção estava chegando ao fim – se expira no dia 6 de novembro – foi feito um acordo entre o Legislativo e o Governo.

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