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DEU NO PORTAL IG

Depois de uma campanha duríssima e cheia de altos e baixos, a economista mineira Dilma Rousseff (PT) conquistou pela segunda vez a Presidência da República. A reeleição da presidente se confirmou por volta das 20h30 da noite deste domingo (26), quando 98% dos válidos foram computados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste momento, o segundo colocado na disputa do segundo turno, o presidenciável Aécio Neves (PSDB), não podia mais alcançá-la matematicamente.

Neste momento, Dilma tinha por volta de 53 milhões de votos contra 50 milhões de Aécio.

Com a vitória de Dilma e os quatro anos a mais conquistados por ela, o PT vai somar quatro mandatos seguidos na Presidência, num total de 16 anos de anos, a serem completados em 2018. O número é inédito. Nenhum partido ficou tanto tempo no comando do Brasil.

Os primeiros oito anos foram de Luiz Inácio Lula da Silva, que em 2009 alçou a sua então ministra da Casa Civil candidata a Presidente, que conquistou assim o seu primeiro mandato.

Dilma, que tem 66 anos, começou a corrida eleitoral como favorita, mas ao longo da campanha, a petista enfrentou momentos difíceis, como a morte em agosto do oponente Eduardo Campos, então candidato presidencial do PSB, num acidente aéreo na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

Leia também: Dilma promete Brasil da mudança com continuidade e avanço social
Divulgação
Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo presidente da República

A morte do ex-governador de Pernambuco provocou uma comoção nacional e uma reviravolta nas pesquisas de intenção de voto. Dilma, que estava à frente, viu a substituta de Campos na chapa do PSB, a ex-senadora Marina Silva, disparar nas intenções de voto e encostar na petista.

No meio de setembro, as duas chegaram a ficar empatadas. Na ocasião, os principais institutos de pesquisas projetavam uma vitória de Marina num eventual segundo turno com Dilma. A campanha do PT começou então uma campanha de desconstrução da ex-senadora, baseada em contradições na trajetória dela, como o recuo plano de governo dela em relação a um agenda progressista para a população LGBT. Em menor intensidade, Aécio, então em terceiro lugar, também começou a atacar a candidata do PSB.

A desconstrução deu certo e a campanha de Marina chegou desidratada ao final do primeiro turno. Mas o PT não contava com um efeito contrário. Com a queda da candidata do PSB, os votos delas migraram em grande parte para Aécio. Com isso, o resultado do primeiro turno foi muito menos favorável do que a petista gostaria.

Em 5 de outubro, Dilma obteve 41,59%, num total de 43. 267.668 de votos. Aécio ficou com 33,55%, 34.897.211. Com o gás perdido, Marina acabou em terceiro, 21,32%, 22. 176.619. A votação do tucano surpreendeu, com uma distância menor para a petista do que projetavam as pesquisas.
Ainda bebendo chimarrão, Dilma Rousseff exibe comprovante de votação. Foto: Felipe Dana/ AP

O desempenho de Aécio assustou a campanha petista e animou os tucanos. Nas primeiras pesquisas depois de 5 de outubro, o candidato do PSDB apareceu numericamente à frente de Dilma, numa situação de empate técnico.

A campanha do segundo turno foi marcada pelo ressurgimento da polarização PT versus PSDB, que pela sexta vez marcam as eleições presidenciais no Brasil. Desta forma, foi inevitável a comparação entre os 8 anos do tucano Fernando Henrique Cardoso e os 12 anos de Lula e Dilma.

Ambas as campanhas assumiram posturas agressivas, o que refletiu numa intensa troca de ataques entre Dilma e Aécio nos debates na TV, que só ficou menos beligerantes nos últimos confrontos.

Mas o comparativo entre os governos de FHC e os petistas mais uma vez se mostrou favorável ao PT, que assim deu a Dilma o seu segundo mandato na Presidência, o quarto do PT no Palácio do Planalto.


Uruguai:Mujica chega de fusquinha para votar

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DEU NO JORNAL ZERO HORA (PORTO ALEGRE)
O Uruguai foi às urnas neste domingo para eleger o sucessor do presidente José Mujica e demais legisladores para o período 2015-2020, em eleições em que a esquerda no poder deve ser a força mais votada, embora talvez tenha de continuar disputando a presidência em um segundo turno.

Cercado por simpatizantes, Mujica foi um dos primeiros a depositar seu voto no popular bairro de Cerro, no oeste de Montevidéu. Como sempre, chegou em seu velho Fusquinha azul, acompanhado da esposa e senadora Lucía Topolansky.

– A eleição não é uma guerra, é um passo importante para o país seguir em frente – comentou aos jornalistas o presidente que deixará o poder em março de 2015.

Ele assinalou ainda que está vivendo este momento com alegria e tranquilidade.

Recebido como um rock star, Mujica saudou os simpatizantes e autografou bandeiras.

O candidato da governista Frente Ampla, Tabaré Vázquez, 74 anos, se tornou em 2005 o primeiro presidente de esquerda do país, também votou cedo, e não quis cantar vitória, mesmo liderando as preferência de votos, segundo todas as pesquisas.

– Esperamos pelo melhor, mas é o povo que vai falar – declarou, sorridente, o candidato que precisa de 50% mais um voto para evitar o segundo turno com Luis Lacalle Pou, candidato do Partido Nacional (centro-direita).

Um total de 2,6 milhões de uruguaios estão habilitados a eleger o presidente, 30 senadores e 99 deputados que integram o Parlamento, além de se pronunciar sobre um plebiscito para reduzir a 16 anos a maioridade penal.

Mas, segundo todas as pesquisas, nenhum dos candidatos teria mais de 50% dos votos e por isso, os dois mais votados terão que voltar a se enfrentar em um segundo turno, em 30 de novembro.

Vázquez é a aposta da coalizão Frente Ampla (FA) para se manter no poder, mas as pesquisas atribuem a ele entre 43% e 46% das intenções de voto, insuficientes para obter a maioria parlamentar com a qual a esquerda governou na última década e que lhe permitiu aprovar de reformas tributárias e na saúde à legalização do aborto e da maconha.

Os desejos de Vázquez estão ameaçados pelo candidato do Partido Nacional (centro-direita), Luis Lacalle Pou, um deputado de 41 anos, filho do ex-presidente Luis Alberto Lacalle (1990-1995), que com uma campanha que tem como lema “Ar fresco”, se posicionou como o principal desafiante da supremacia do FA.

Embora Lacalle Pou reúna pouco mais de 30% das intenções de voto, ele já anunciou que, se passar para o segundo turno, buscará o apoio de Pedro Bordaberry, candidato do também tradicional Partido Colorado (centro-direita), que deve obter entre 15% e 18% dos votos.

Bordaberry, que espera ser a grande surpresa dessa eleição, é o principal promotor do plebiscito para diminuir a idade da imputabilidade penal.

Para ser aprovada, esta iniciativa deve contar com 50% mais um do total de votos.

Nestas eleições será aplicada pela primeira vez uma lei de cota de gênero, que busca dar maior participação às mulheres no cenário político.


BOA TARDE!!!

out
26


Eleitor com camiseta amarela vota em uma escola em Brasília. / UESLEI/El Pais

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Afonso Benites / Marina Rossi Brasília

São Paulo

O domingo de eleição no Brasil começou cedo, com os brasileiros encarando o final da disputa mais renhida desde a eleição de 1989 desde as primeiras horas do dia. Os milhões de eleitores saberão ainda na noite de domingo quem será o presidente da República nos próximos quatro anos depois de uma campanha pesada e agressiva entre as duas partes. Em meio à divisão do país, crescem as especulações de toda sorte, amplificadas pelas redes sociais.

Nesta manhã, um boato sobre o doleiro Alberto Youssef começou a correr de boca em boca. “Você viu que mataram o doleiro?”, pergunta um eleitor para o outro na fila de uma seção eleitoral em Brasília. Nas redes sociais e nas mensagens do WhatsApp o assunto é o mesmo. “O doleiro Alberto Youssef foi envenenado, morreu de madrugada, mas estão ocultando a informação para não interferir na eleição presidencial”, diz um texto assinado por um suposto médico. Em outra mensagem, firmada supostamente por um jornalista, a causa da morte será anunciada como ataque cardíaco, mas ele morrerá envenenado.
mais informações

O doleiro Youssef está vivo, segundo informou a Polícia Federal, o que foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba em nota, dizendo que seu problema de saúde seria uma angina. No documento, o órgão informou que o doleiro deu entrada no hospital com dores torácicas, mas estava lúcido, orientado e com dados vitais estáveis. O ministro Luiz Fux, também do TSE, disse que, além da liberdade de expressão, o cidadão tem o direito de informação. “Agora, cada um tem o direito de acreditar no que quiser”.

Para a PF, tudo não passou de uma onda de boatos. Ele foi internado em um hospital da capital paranaense na madrugada passada com dores no peito. O doleiro estava preso na carceragem da PF no Paraná. Ainda segundo a polícia, esta é a terceira vez que ele precisa ser internado por conta dos problemas de coração.

Youssef foi detido sob a suspeita de integrar uma quadrilha que desviou cerca de 10 bilhões de reais da Petrobras, a maior companhia brasileira. Nos últimos dias, o personagem ganhou maior relevância após, segundo a revista Veja, acusar a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula da Silva (ambos do PT) de conhecerem o esquema criminoso. Os dois políticos negam.

O boato da morte dele motivou ao menos duas notas à imprensa por parte da PF e declarações de ministros do Tribunal Superior Eleitoral. “Nos preocupamos com tudo que possa interferir nas eleições, mas há algo que possamos fazer sobre esses boatos? Não.”, disse o corregedor do TSE, João Otávio de Noronha. O presidente do órgão, José Antônio Dias Toffoli, disse que, se qualquer partido ou candidato se sentir atingido pelas notícias, ainda que falsas, deve recorrer ao Judiciário.

Quem não embarcou na boataria, procurou expressar seu voto pela roupa. Em São Paulo, os paulistanos aproveitaram a manhã para correr, andar e bicicleta e votar, vestindo azul, pelo PSDB, ou vermelho, pelo PT. Poucas bandeiras dos partidos eram vistas nas principais avenidas. Na cidade que é mais pró-Aécio que pró-Dilma, o número de pessoas vestidas de azul se ressaltava. Os eleitores de Aécio também se vestiram com camisetas da seleção brasileira.

Em Sorocaba, no interior do Estado, a polarização dos eleitores ficava clara pelos carros com adesivos e bandeiras do PT que passavam por esquinas com militantes do PSDB segurando bandeiras do candidato tucano. Já em Campinas, a 90 quilômetros da capital paulista, o clima neste domingo era tranquilo. Na região central da cidade, algumas poucas pessoas circulavam próximas às escolas vestindo camiseta vermelha e com adesivos de Dilma no peito. As ruas estavam limpas dos ‘santinhos’ e sem manifestações de militantes.

Em Brasília, o movimento de eleitores era maior nos locais destinados à justificativa de ausência do que nos colégios eleitorais. Isso porque no pleito deste ano o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal concentrou as seções para justificativas em 40, dos 599 locais de votação. Ao contrário do que ocorreu no primeiro turno, as ruas nos arredores das seções eleitorais estavam limpas. Não havia santinhos, panfletos e adesivos jogados no chão ou colados nos postes e paredes. Ainda assim, era grande o número de eleitores que deixavam claro em que votariam. Vários deles, com camisetas com as fotos ou com os números dos dois presidenciáveis, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

O comerciante João Hilário, de 45 anos, era um desses eleitores. Ao lado da mulher e das duas filhas ele vestia uma camiseta da seleção brasileira adornada por adesivos de Aécio. “Vim cumprir meu dever cívico de mudar o país de verdade”, disse ao sair de uma das maiores seções eleitorais da capital federal.

A poucos metros dele, estava um eleitor de Dilma, o estudante Rafael Souza, de 21 anos. Vestindo uma camiseta vermelha, com a estrela do PT e um chapéu de couro ele explicou a razão de declarar seu voto desta maneira: “Quem é de Brasília, não precisa do PT. Voto pelos mais pobres, pelos meus parentes do Norte e do Nordeste”.

No Distrito Federal, além de presidente, os eleitores também escolherão o governador. A disputa está entre Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR).

Já no Rio de Janeiro, terceiro colégio eleitoral depois de São Paulo e Minas Gerais, os mais de 12 milhões de eleitores convocados para as urnas começaram a desfilar pelos colégios eleitorais na primeira hora da manhã num clima de normalidade. A afluência de eleitores nos centros de votação portando adesivos dos candidatos à presidência era notável.

O Estado também vai escolher seu governador neste segundo turno. Luiz Fernando Pezão, do PMDB, e Marcelo Crivella, do PRB, disputam a vaga. As pesquisas mostram Pezão na frente de Crivella. Os dois candidatos votaram nesta manhã.

Num colégio eleitoral do bairro de Botafogo, Maria Luiza Egrejas, eleitora de Aécio, disse que o “Brasil precisa de uma mudança radical na condução da economia e por isso hoje venho dar meu apoio ao Aécio”. Pouco depois, Ronaldo Vitarelli, enrolado na bandeira do Brasil, assegurava que “o Rio tem o dever de defender posições liberais e não permitir que haja retrocessos nas conquistas obtidas atá aqui. Meu voto é Dilma”, concluiu.


DEU NO UOL/FOLHA

A edição digital da revista “Veja” publicou direito de resposta redigido pela coligação Com a Força do Povo, da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), contra a editora Abril, responsável pela revista.

A publicação foi determinada ontem (25) pelo ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Admar Gonzaga. O pedido foi feito pelo PT após a publicação de reportagem em que o doleiro preso Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, teria dito em depoimento que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de desvio de dinheiro público da Petrobras.

Apesar de a decisão ter determinado a publicação imediata do direito de resposta, o texto só foi colocado no site da revista às 2h26 deste domingo. O direito de resposta também foi destacado na home do site, sem, contudo, ocupar o mesmo espaço destinado à reportagem com as denúncias do doleiro, conforme determinou a Justiça Eleitoral.

Um minuto depois da publicação do direito de resposta, o site da Veja colocou no ar uma crítica à decisão judicial em que “lamenta” a “fragilidade a que se submete, em período eleitoral, o preceito constitucional da liberdade de expressão (veja no final do texto a íntegra da resposta).

A publicação da reportagem causou uma intensa batalha judicial entre o PT e a editora Abril e aumentou a tensão junto a militantes petistas. Na madrugada deste sábado (25), a sede da Editora Abril, em São Paulo, foi alvo de vândalos que fizeram pichações e jogaram lixo em frente ao local. Os atos causaram reação de Dilma e do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves.

A assessoria de imprensa da “Veja informou que vai recorrer da decisão na Justiça. Ontem, a revista disse em nota que Dilma, ao atacar a revista, criticou o “mensageiro”, mas que o “cerne do problema” foi produzido pelos fatos “degradantes” na Petrobras.

A revista termina dizendo que reconhece em Dilma uma defensora da liberdade de imprensa e que espera que essa qualidade não se abale quando são revelados fatos que lhe “possam ser pessoal ou eleitoralmente prejudiciais”.

Abaixo, o direito de resposta:

“DIREITO DE RESPOSTA

Veja veicula a resposta conferida à Dilma Rousseff, para o fim de serem reparadas as informações publicadas na edição nº 2397 – ano 47 – nº 44 – de 29 de outubro de 2014.

A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação “Com a Força do Povo” vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Youssef foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor.”

Aqui, a íntegra da crítica feita pela revista:

Resposta do direito

A fragilidade da liberdade de expressão durante as eleições

O Direito de Resposta (…) é resultado de uma decisão individual de Admar Gonzaga, ex-advogado da campanha de Dilma Rousseff em 2010 e hoje ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nomeado por Dilma Rousseff. Decisão judicial se cumpre. Ela foi baseada em jurisprudência firmada no TSE, segundo a qual “sempre que órgão de imprensa se referir de forma direta a candidatos, partidos ou coligações que disputam o pleito, com ofensa ou informação inverídica, extrapolando o direito de informar, haverá campo para atuação da Justiça Eleitoral para processar e julgar direito de resposta”.

O ministro Admar Gonzaga decidiu-se pela concessão do Direito de Resposta depois de examinar o pedido da coligação da candidata Dilma Rousseff por duas horas, tempo em que também redigiu as nove laudas de seu despacho — ao ritmo de 13 minutos por lauda. VEJA recorreu ao pleno do TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que, entretanto, sem a decisão definitiva, não susta a publicação do texto.

A defesa da revista baseou-se em três fatos: 1) Ocorreu o depoimento do doleiro Alberto Youssef no âmbito do processo de delação premiada ainda em negociação; 2) As afirmações atribuídas a Youssef pela revista foram anexadas ao processo de delação premiada e; 3) o advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, não rechaçou a veracidade do relato.

Em seu aspecto doutrinário, lamenta-se a fragilidade a que se submete, em período eleitoral, o preceito constitucional da liberdade de expressão, ao se permitir que, ao cabo de poucas horas, de modo monocrático, um ministro decida merecerem respostas informações jornalísticas que, em outras circunstâncias, seriam simplesmente verdades inconvenientes —passíveis, é claro, de contestação, mesmo quando fruto apenas de dúvida hiperbólica, mas sempre mediante a análise detida de provas e tomadas de testemunhos.

out
26
Posted on 26-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-10-2014


Paixão, hoje, na Gazeta do Povo (PR)

BOM DOMINGO!!! BOM VOTO!!!

(Vitor Hugo Soares)


Militantes se enfrentam em São Paulo

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Marina Novaes

De São Paulo

Qualquer que seja o resultado das urnas neste domingo, metade do país sairá insatisfeita. Desde 1989 o Brasil não via uma disputa tão acirrada pela presidência da República e, dificilmente, o vencedor destas eleições ganhará de ‘lavada’. Na véspera da votação, o Instituto Datafolha apresentava um empate técnico entre a presidenta Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves, que segundo o instituto chegam ao segundo turno com, respectivamente, 52% e 48% dos votos válidos.
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Para o Partido dos Trabalhadores (PT), da candidata à reeleição, a oposição – amparada por parte da mídia tradicional – é a culpada por esse ‘racha’, devido à agressividade imputada na campanha. Já para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do presidenciável da oposição, foram os petistas quem dividiram o país, ao apostarem em uma campanha inspirada na luta de classes, no discurso do “nós contra eles”. Nas redes sociais, o clima de ‘fla-flu’ eleitoral virou até piada, com eleitores combinando de se unirem para passar o Natal e o Réveillon após brigar de família por conta da política. É provável que as relações familiares e as amizades sobrevivam a 2014, mas afinal, como governar pelos próximos quatro anos em um cenário tão belicoso?

Não se via uma eleição tão aberta desde 1989, quando o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputou o Governo com o hoje senador alagoano Fernando Collor (à época, do nanico PRN). Na semana que antecedeu o segundo turno, Collor tinha 46% das intenções dos votos válidos contra 45% atribuídos a Lula, segundo o Datafolha. Nas urnas, o resultado não foi muito diferente: Collor foi eleito com 53% dos votos, enquanto o metalúrgico deixou as urnas derrotado, embora tenha sido escolhido por 46%.

De lá pra cá, a conjuntura política mudou muito. Uma semelhança, porém, entre 1989 e 2014 é a insatisfação do eleitorado em relação à política como um todo. É comum ouvir eleitores relatando que estão optando por um ou outro candidato por “falta de opção” ou “para não deixar o outro ganhar”. Nesse clima de final de Brasileirão, para muitos, a expressão “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come” nunca se encaixou tão bem em uma eleição como na deste ano. Não à toa, em 2010 e 2014, a candidata de terceira via, Marina Silva (atualmente no Partido Socialista Brasileiro), obteve cerca de 20% dos votos nos primeiros turnos.

“O setor que hoje grita por mudanças é a classe média tradicional, que viu seu poder diminuir ao longo dos anos e são muito críticos às políticas sociais de distribuição de renda do país. Na visão deles, eles são os mais desprivilegiados por esse tipo de política, porque pagam muitos impostos, sustentam grande parte desses programas, mas não se utilizam desses serviços e ainda pagam por saúde e educação. Se soma à isso as denúncias de corrupção, os gastos com a Copa do Mundo, as manifestações de 2013 e a desaceleração da economia… Seja o vitorioso o PT ou o PSDB, eles vão ter que se debruçar para pensar em novas formas de fazer com que esse eleitor se sinta mais representado”, avalia a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

Para ela, as próprias campanhas estimularam essa polarização. “Foi uma campanha marcada pela agressividade, embora pesquisa do Datafolha tenha apontado que a maioria do eleitorado (71%) reprovou essa postura. A consequência? Quem quer que pilote o Brasil até 2018 encontrará um caminho duro pela frente, principalmente no Congresso. Amparado pela insatisfação de quase metade do eleitorado, a oposição – que será conhecida também com o resultado das urnas –, chega mais forte. “A oposição, com certeza, se fortaleceu nessa divisão”, conclui.

A classe média alta e os ricos vão ter que se conformar que é preciso governar para os mais pobres sim

Emídio de Souza, presidente do PT-SP

“Essa divisão do país é fruto da campanha de ódio, preconceito e mentiras que a oposição fez, apoiada por parte da mídia, que tentou levar à uma separação entre ricos e pobres, nordestinos e paulistas. Mas (se a presidenta Dilma for reeleita) a classe média alta e os ricos vão ter que se conformar que é preciso governar para os mais pobres sim”, afirmou o presidente do PT paulista, Emídio de Souza, um dos coordenadores da campanha à reeleição.

É provável que as relações familiares e as amizades sobrevivam a 2014, mas afinal, como governar pelos próximos quatro anos em um cenário tão belicoso?

“O ‘racha’ no Brasil ocorre porque você tem uma parcela da população, no qual o PT se apoia, que é extremamente dependente do Estado. Eu acredito que, se a Dilma se reeleger, ela terá um governo bem mais difícil, porque a parcela do país que não depende do Estado está muito insatisfeita”, disse o ex-governador paulista Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB, que também coordena a campanha de Aécio.

Diálogo conciliatório com o Congresso

Apesar de petistas e tucanos reconhecerem que o país sai dividido das urnas, ambos acreditam ter em mãos os ingredientes necessários para trazer a conciliação ao país. Para Goldman, o PSDB tem mais chances de compor maioria no Congresso Nacional – embora hoje a maioria esteja com Dilma –, devido à “fragilidade ideológica” das alianças firmadas pelo partido adversário – em uma referência velada ao PMDB, partido do vice-presidente e candidato à reeleição Michel Temer, que conta com um forte segmento pró-tucano no Sudeste.

“No Congresso, o PSDB teria mais facilidade. Porque as alianças do PT são frágeis do ponto de vista ideológicos. Não existe uma aliança por ideologia hoje É mais fácil o PSDB conseguir atrair essas alianças que o próprio PT manter esse apoio nos próximos quatro anos”, afirma Goldman.

Já para o líder do PT em São Paulo, a divisão nacional é um processo “absolutamente comum” das democracias fortalecidas. Entretanto, 2014 demonstra a urgência de levar ao Congresso – que saiu das urnas bem mais conservador –, a proposta de uma reforma política.”
De 1989 a 2014

Se por um lado a eleição de 1989 foi extremamente polarizada, nas eleições seguintes a situação foi bem diferente. Fernando Henrique Cardoso, correligionário de Aécio Neves, ganhou com folga no primeiro turno: em 1994 o tucano obteve 54% dos votos válidos e, em 1998, foi eleito por 53% da população, confirmando as sondagens dos institutos de pesquisa.

Em 2002 e 2006, foi a vez de Lula chegar ao poder. Em ambas as eleições, a disputa foi a segundo turno contra os tucanos José Serra (2002) e Geraldo Alckmin (2006), mas o ex-presidente ganhou com relativo conforto: 61% contra 38%, na primeira eleição que o levou à presidência, e 60% contra 39%, no pleito seguinte.

Mesmo Dilma enfrentou uma disputa mais “fácil”, do ponto de vista numérico, em sua primeira disputa: a ex-ministra-chefe da Casa Civil foi eleita com apoio de 56% da população, enquanto Serra obteve 43,9% dos votos válidos – números que também estavam em sintonia com as pesquisas das vésperas.


Peppino de Capri canta no Rio…

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…e Cida estava lá.

Bom dia contemporâneos e conterrâneos… Nossa Terra gira

Maria Aparecida Torneros

Ao se referir ao início de sua longa carreira artística o italiano Peppino di Capri ontem no palco carioca do Vivo Rio lembrou do ano de 1958. Na platéia um contingente de “tuti brasília” que sabia cantarolar Roberta e Champagne fazendo lhe coro e participando da sua contemporaneidade.

Vi pessoas emocionadas e vi muita gente de muletas, cadeiras de rodas e bengalas. Estavam ali assim como eu que tomei remédios para as dores da coluna com um objetivo válido e nostálgico
.
Todos somos contemporâneos do romantismo da Canção Italiana pós Segunda guerra mundial e preferimos ver Peppino do que assistir o debate dos presidenciaveis.
Todos somos conterrâneos de uma Terra que gira em torno de uma economia funesta e de uma sucessão de discursos enganadores.

Mas a Linguagem do coração e da música ultrapassa o limite da busca e Renova em nós a esperança.
Foi uma noite Gloriosa. Ele inovou interpretando I live Rio na velha canção I love Paris. Acariciou seus fãs com a saga de Uma geração que ainda precisa crer nas nas boas intenções e principalmente num mundo melhor.
Salve o Peppino que nos ajudou a sobreviver com arte e dignidade na noite de sexta-feira e nos fez cantar Roberta e
Champanhe.

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária, que publicou o texto originalmente.


out
26
Posted on 26-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-10-2014


Sorte grande na sergipana Tobias Barreto

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DEU NO UOL/FOLHA

Um apostador da cidade sergipana de Tobias Barreto (a 127 km de Aracaju) levou sozinho R$ 61 milhões no concurso 1.647 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (25). Os números sorteados foram: 12 – 17 – 23 – 38 – 53 – 54.
Com esse valor, o ganhador poderá se aposentar com uma renda de aproximadamente R$ 358,5 mil por mês, apenas investindo o prêmio em poupança. Ou se preferir poderá, com o valor integral do prêmio, comprar 50 imóveis de R$ 1,2 milhão cada, ou ainda uma frota de 400 carros de luxo.

Outros 259 apostadores acertaram a quina e ganharam R$ 24.371,32 cada um. Também foram premiadas 20.655 pessoas que acertaram a quadra e levaram R$ 436,57 cada uma.

O próximo sorteio da Mega-Sena será na quarta-feira (29), e o prêmio aproximado é de R$ 3 milhões. A aposta mínima custa R$ 2,50 e pode ser feita até as 19h do dia do sorteio em qualquer casa lotérica do país.

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