out
29
Posted on 29-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-10-2014

"Meninos Soltando Papagaios" (1947), de Portinari


A FELICIDADE MORA AQUI


Uma placa, onde está escrito não retire as plantas, fincada em um canteiro de flores de um hospital de nível da capital do berimbau, e uma arraia, desmaiando em fundo azul na direção das árvores da área de lazer que divide a Avenida Centenário em duas pistas, chamaram-me a atenção na tarde de hoje, dia da viagem da Turma do BP, ícone do espaço das redes sociais da Cidade da Bahia, ao Chile.

Mais que os dizeres civilizados, dirigidos aos incivilizados, na placa do hospital, fiquei com o desmaio da arraia na cabeça e crianças gritando e correndo para ver quem iria conseguir salvar o brinquedo. A cena levou-me a imaginar que a Bahia sorri, ainda, muito, apesar de tanta violência a castigar-lhe a face e o coração.

O ventão brincalhão, resultado do encontro do vento que sopra do mar com o vento que vem das bandas das Sete Portas e do Dique do Tororó, assoviava e brincava de redemoinho. De olho na meninada, que corria, livre, leve e solta, para disputar a arraia desmaiada, após um golpe aéreo de alguma inimiga temperada com vidro picado, senti o Brasil sorrir ali. Ou melhor, a Bahia que vai dar certo, como todo o Nordeste, gargalhar.

E de olho no sinal, que estava para fechar, após participar, como observador, daquele  exercício de alegria, daquele  instante mágico, de felicidade presente, em final de tarde calmo, lembrei-me de sugerir ao prefeito ACM Neto.  Caro prefeito, por favor, mande confeccionar, urgentemente, placas e mais placas, para serem colocadas em toda a nossa cidade, incluindo o subúrbio, com os seguintes dizeres: “Motoristas, cuidado, crianças brincando para o bem do Brasil!”

Gilson Nogueira

out
29
Posted on 29-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-10-2014

Mãe Stella fotografada por Iraildes Mascarenhas

(Do site da FLICA)

A Flica apresenta pela primeira vez em quatro anos o autor homenageado do evento, cerimônia que permanecerá nas próximas edições. A escolhida foi a escritora, enfermeira e Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Maria Stella de Azevedo Santos, conhecida como Mãe Stella. A celebração acontece em forma de entrevista feita pelo historiador Jaime Sodré, no sábado, dia 1º de novembro, às 14 horas. A mesa foi batizada como Os rastros de antigos laços.

Primeira Mulher Negra e Iyalorixá a receber o título “Doutor Honoris Causa”, Mãe Stella também ganha uma significativa homenagem da fotógrafa Iraildes Mascarenhas, que irá expor em um dos corredores da Flica retratos da líder religiosa. Na profissão há mais de 24 anos, ela diz que “fotografar o Ilê Axé Opô Afonjá tem sido um aprendizado de arte, cultura e de muitos ensinamentos”.

Aos 89 anos, a baiana nascida em Salvador declara-se lisonjeada por fazer parte desse marco de estreia da Festa. “É uma coisa muito boa quando a gente se junta com os bons… a Flica vai engrandecer a cidade [de Cachoeira] e o estado [da Bahia] e aumentar ainda mais a fé e a simpatia que vocês emanam”, disse. Mãe Stella já publicou os livros: E daí aconteceu o encantoMeu tempo é agoraÒsòsio caçador de alegrias,Òwe-Provérbios, Epé Laiyé, terra viva, e Opinião – que reúne seus artigos escritos quinzenalmente para a coluna Opinião do Jornal A Tarde.

Confira aqui a programação completa da Flica.

out
29
Posted on 29-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-10-2014

Há trinta anos, num mês de outubro, morria um dos mestres da Nouvelle Vague, François Truffaut (1932-1984).

“Enfant terrible” da revista Cahiers du Cinéma, onde desceu o sarrafo em nomes sagrados do cinema francês e ajudou a modernizar a crítica, Truffaut levou os jovens diretores de sua geração à primeira vitória em Cannes, com “Os incompreendidos” (1959), que é também seu primeiro trabalho com Jean-Pierre Léaud, intérprete do alter-ego Antoine Doinel. Antes do rompimento da amizade, ele e Godard se tornaram rapidamente dois dos mais influentes cineastas internacionais, com impactos em nosso Cinema Novo.

Celebrando a memória do diretor francês, o Bahia em Pauta publica um trecho do filme “Jules et Jim” (1962) em que Jeanne Moreau canta”Le tourbillon”, de Bassiak.

Saudades, Truffaut!

out
29
Posted on 29-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-10-2014

“My name is now, Elza Soares”, de Elizabete Martins Campos, estreou no Festival do Rio e terá sua segunda exibição nacional hoje na abertura do Panorama Internacional Coisa de Cinema, às 20h, no Espaço de Cinema Itaú Glauber Rocha, em Salvador. A Bahia está no longa-metragem, numa cena filmada em Trancoso, em 2010. No ano anterior, antes das gravações começarem, Elza, que é filha de baiana, recebeu o título de Cidadã Soteropolitana e desde então se considera da terra. O acesso à sessão é gratuito, limitado pela lotação da sala. Os ingressos podem ser retirados a partir das 18 horas no local.

O Panorama realiza retrospectivas de Stanley Kubrick e Sergei Eisenstein. Neste ano, pela primeira vez, haverá uma competição de longas internacionais.

Confira aqui a programação completa.

O canto às belezas do Chile e a hospitalidade dos chilenos com quem chega de fora (a passeio ou em exílios) vai com o até breve. A turma do BP está voando nesta quarta-feira, 29, com destino a Santiago.Vai em busca da brisa do Pacífico , da arte da terra da saudosa Violeta Parra e seu irmão Nicanor Parra (que está festejando 100 anos com grandes e merecidas honrarias), da poesia e cultura do país de Pablo Neruda e Gabriela Mistral; da informação política na nação governada pela socialista Michelle Bachelet.

Além disso, sob o cenário esplêndido da Cordilheira dos Andes, vamos também em busca de boa mesa, com fartura dos mariscos deliciosos servidos na terra de Victor Jara e do delicioso vinho de lá.

E muito lazer e descanso, que ninguém é de ferro. Atualizaremos este site blog quando, onde e como for possível.

Até a volta.

(Vitor Hugo Soares, pelo BP)

l

DEU NO UOL/FOLHA

Em entrevista exibida na noite desta terça-feira (28) no “SBT Brasil”, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que irá defender, no seu segundo mandato, a regulação econômica da mídia e se empenhará na aprovação do projeto de lei 122/2013, que torna a homofobia crime.

A presidente também tratou da proposta de reforma política por meio de um plebiscito, do escândalo da Petrobras e do diálogo que pretende estabelecer com a oposição.

Sobre a regulação da mídia, Dilma afirmou que a questão não pode ser confundida com interferência na liberdade de expressão. “Não vou regulamentar a mídia no sentido de interferir na liberdade de expressão. Vivi sob a ditadura. Sei o imenso valor da liberdade de imprensa. Agora, como qualquer setor econômico, ela [a mídia] tem que ter regulações econômicas”, disse ao jornalista Kennedy Alencar.

Questionada sobre o projeto de criminalização da homofobia, Dilma reafirmou o que havia dito durante a campanha eleitoral. “Darei integral apoio. É uma medida civilizatória. O Brasil tem de ser contra a violência que vitima a mulher. A violência que de forma aberta ou escondida fere os negros. E também tem que ser contra a homofobia. É uma barbárie.”

Perguntada sobre sua posição com relação ao casamento igualitário, Dilma defendeu o entendimento atual do STF (Supremo Tribunal Federal), que reconheceu a união civil de pessoas do mesmo sexo. Organizações LGTB argumentam que a decisão do Supremo, apesar de ser um avanço, não assegura a gays e lésbicas os mesmos direitos presentes no casamento civil.
Reforma política

Dilma voltou a defender a realização de uma consulta popular para tratar da reforma política. A presidente citou a cobrança que recebeu, durante a campanha, de movimentos sociais e da sociedade civil para que haja participação popular na reforma.

“Eu quero a participação popular. Nesse processo eleitoral, eu estive com muitos movimentos, muitas representações, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), movimentos sociais, órgãos da sociedade civil, e eles fizeram aquela coleta de assinaturas muito expressiva. Chegaram a sete ou oito milhões de assinaturas, e eles propõe duas coisas: consulta popular –referendo, plebiscito, seja o que for– e propõe uma constituinte. Eles têm esse projeto e devem encaminhar ao Congresso”, afirmou Dilma.
Diálogo e falta de água em SP

A presidente também concedeu entrevista à TV Bandeirantes nesta terça. Dilma afirmou que buscará o dialogo com opositores. “Acredito que toda eleição implica em uma divisão. Mas tem de pressupor que por trás dessa divisão tem um conjunto de posições, que as pessoas querem definir um futuro melhor para o país”, disse Dilma.

A petista afirmou que não acredita que opositores “queiram um futuro pior para o Brasil”. “Abertura para o diálogo é essencial. Inclui aqueles que foram oposição, adversários, durante o processo eleitoral”, afirmou.

Sobre a falta de água em São Paulo, a presidente disse ainda que pode agir em parceria com o governo de São Paulo para a realização de obras de combate à falta de água no Estado, desde que a gestão tucana do governador Geraldo Alckmin (PSDB) tome a iniciativa. “Sabemos que há um diagnóstico sobre a situação da segurança hídrica de São Paulo. Investimentos que deveriam ter sido feitos e não foram”, afirmou a petista.


Mantega:Quem irá para o lugar dele?

===========================================================

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Quem vai ocupar a cadeira do ministro da Fazenda em 2015? A pergunta vale mais que um milhão de dólares, pois o próximo titular da área econômica tem a missão mais urgente deste Governo Dilma, que é renovar as esperanças do crescimento do PIB. Um dos cotados seria Luiz Carlos Trabuco, presidente do banco Bradesco, o maior banco privado do Brasil, desde 2003. Se a notícia se confirmar, seria um verdadeiro presente para o mercado financeiro, que iniciou a semana com bruscas oscilações na Bolsa de Valores. Trabuco é considerado uma das personalidades mais poderosas do Brasil e teria grande facilidade para dialogar com os agentes financeiros, falando a sua língua.

Outro nome cogitado pela imprensa é o do empresário Abílio Diniz, ex-dono da rede Pão de Açúcar, que sempre demonstrou apreço pelo governo do ex-presidente Lula, e é um executivo respeitado no mercado pela ousadia que sempre demonstrou na condução dos seus negócios. Se de fato a presidenta escolher entre Trabuco ou Diniz, ela teria grandes chances de fazer as pazes com o mercado financeiro rapidamente. E assim, repetiria a fórmula do ex-presidente Lula em seu primeiro mandato, que chamou Henrique Meirelles, ex-executivo de banco, e um nome familiar a investidores, para presidir o Banco Central. Meirelles foi um grande fiador da estabilidade de Lula por dois mandatos e há quem aposte que ele também é outro cotado para o cargo, a pedido do ex-presidente.

Nesta terça, Diniz escreveu, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, que a presidenta precisava mostrar que governará para todos. “Para os pobres e mais necessitados, mas também para os trabalhadores, a classe média, os empresários e a livre iniciativa.” Segundo ele, é inadiável restituir a confiança do empresariado para ele voltar a investir.

Outros nomes aventados foram para cumprir essa tarefa, como o do atual ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Ele, porém, nega que irá para a Fazenda, e confirmou que o próximo ministro será alguém do setor privado, segundo o portal Infomoney.

O novo titular da pasta viria substituir Guido Mantega, que está há oito anos no cargo, e que já perdeu a confiança dos agentes financeiros por seu excesso de otimismo. Mantega já fez projeções de crescimento que não se confirmaram, e negou que houvesse erros na condução da política econômica, o que incomoda os investidores, uma vez que a realidade dos números da economia não tem sido nada otimista. Em meio ao caos no mercado financeiro desta segunda-feira, o ministro disse, em coletiva de imprensa, que os fundamentos da economia estavam assegurados neste segundo mandato, assim como o ajuste fiscal.

  • Arquivos