Dilma em Brasilia:emoção no discurso da vitória

======================================================

DEU NO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Em uma eleição que foi a mais concorrida do país desde 1989, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi reeleita neste domingo para governar o Brasil por mais quatro anos, após receber mais de 54 milhões de votos – o que corresponde a 51% do total. O senador Aécio Neves, do PSDB, obteve mais de 51 milhões de votos (48%), ficando com a segunda colocação. A disputa foi a mais acirrada desde a redemocratização do Brasil.

Em seu discurso de vitória, Dilma se comprometeu a convocar um plebiscito pela reforma política do país, pregou a união e se disse aberta ao diálogo. “Brasil, mais uma vez, esta filha não fugirá da luta! Viva o Brasil! Viva o povo brasileiro!”.

Também foram escolhidos no segundo turno os governadores de 13 Estados e do Distrito Federal: Tião Viana (PT), no Acre; Waldez Góes (PDT), no Amapá; José Melo (Pros), no Amazonas; Camilo Santana (PT), Ceará; Rodrigo Rollemberg (PSB), no Distrito Federal; Marconi Perillo (PSDB), em Goiás; Reinaldo Azambuja (PSDB), no Mato Grosso do Sul; Simão Jatene (PSDB), no Pará; Ricardo Coutinho (PSB), na Paraíba; Luiz Fernando Pezão (PMDB), no Rio de Janeiro; Robinson Faria (PSD), do Rio Grande do Norte; José Ivo Sartori (PMDB), Rio Grande do Sul; Confuncio Moura (PMDB), em Rondônia; Suely Campos (PP), em Roraima.

Be Sociable, Share!

Comentários

Lilyane on 27 outubro, 2014 at 0:41 #

Agora se apresentam com camisas brancas, como se fossem conciliadores. É muito teatro para minha cabeça.


rosane Santana on 27 outubro, 2014 at 7:49 #

O marketing de João Santana, mestre dos mestres, continua impecável. Teve papel preponderante na vitória de Dilma, e não começou nem terminou com a eleição. Já o marketing de Aécio teve papel preponderante na derrota dele. Os tucanos só péssimos de marketing e pagam um preço alto por isso.


rosane Santana on 27 outubro, 2014 at 7:51 #

Correção: são em lugar de só, que o teclado ” inteligente” do IPad colocou.


Lilyane on 27 outubro, 2014 at 13:38 #

Pobre povo que se deixa levar por ‘marketing’. Prova de que não tem capacidade de discernimento. Escolas, por favor!


jader on 27 outubro, 2014 at 15:59 #

O indivíduo Mainardi acha que não é marketagem:
http://vimeo.com/110148882


rosane Santana on 27 outubro, 2014 at 16:18 #

O sucesso do marketing nada tem a ver com a baixa escolaridade. Fosse assim. Na sociedade norte-americana as campanhas políticas não gastariam milhões de dólares para “empacotar” as de seus candidatos. O marketing e o framing ( enquadramento) correto da mensagem, numa sociedade mediada pelos meios de comunicação e’ mais foi que 50% na vitória de um candidato a cargo público em eleições majoritárias. Disse aqui, desde o início da campanha, que o marketing de Aécio era muito, muito ruim. Aliás, em minha opinião, nem marketing ele teve. Se tivesse, teria superado Dilma Roussef. Melhor para João Santana, que já entrou para a história do marketing político mundial.


rosane Santana on 27 outubro, 2014 at 16:23 #

O sucesso do marketing nada tem a ver com a baixa escolaridade. Se Fosse assim, na sociedade norte-americana as campanhas políticas não gastariam milhões de dólares para “empacotar” as mensagens de seus candidatos. O marketing e o framing ( enquadramento) correto da mensagem, numa sociedade mediada pelos meios de comunicação e’ mais do que 50% na vitória de um candidato a cargo público em eleições majoritárias. Disse aqui, desde o início da campanha, que o marketing de Aécio era muito, muito ruim. Aliás, em minha opinião, nem marketing ele teve. Se tivesse, teria superado Dilma Roussef. Melhor para João Santana, que já entrou para a história do marketing político mundial


rosane Santana on 27 outubro, 2014 at 16:24 #

OBS: vale a segunda versão acima.


rosane Santana on 27 outubro, 2014 at 16:46 #

A propósito, ler “Don’t Think of an Elephant: Know Your Values, Frame the Debate” (2004), do neurolinguista e professor da Universidade de Beckerly, Califórnia, além de militante democrata. Estudioso do comportamento político do eleitor, também escreveu o best-seller, ” The Political Mind” (2006).


rosane Santana on 27 outubro, 2014 at 16:49 #

Correção: Berkeley


rosane Santana on 27 outubro, 2014 at 19:53 #

Neurolinguista e professor de Berkeley, George LAKOFF


regina on 28 outubro, 2014 at 14:36 #

Jader, o sujeitinho Mainardi é um verme… Fala sempre sem conhecimento de causa, ganha às custas dos outros…


jader on 28 outubro, 2014 at 16:56 #

Regina, voce esta elogiando o indivíduo . Verme é pouco .É um grande canalha desta mídia fedorenta!!!!


jader on 28 outubro, 2014 at 17:07 #

Lobão, Marina, Sensus, Aécio, Veja e Globo: os grandes micos da eleição

Por Rodrigo Vianna
outubro 27, 2014 15:19

Aecio cumprimentopor Rodrigo Vianna

Passada a eleição, é hora de selecionar os grandes “micos” dessa campanha eleitoral que mobilizou ódio e preconceito – por fim, derrotados na urna.

Faço aqui uma breve lista, mas gostaria que os internautas ajudassem a completá-la.

1) Marina Silva

Ganhou, disparado, o grande troféu de mico eleitoral. Sorriu sobre o caixão de Eduardo Campos em agosto. Depois, terceirizou sua campanha ao Itaú, enquanto se apresentava como “terceira via”… No fim, desmontada pelos fatos, soltou os cabelos numa cerimônia constrangedora de adesão a Aécio Neves.

Marina destruiu dois partidos (PSB e Rede), e avacalhou sua própria história.

Derreteu quando fugiu do debate com Dilma no primeiro turno. Raivosa, apoiou Aécio no segundo turno.

Ao lado do tucano, perdeu a eleição e a pose.

2) Sensus e Istoé

Quando todas as pesquisas, na reta final, já davam Dilma em primeiro lugar, o instituto Sensus produziu estranhíssimos levantamentos que indicavam Aécio até 15 pontos na frente. É, nitidamente, caso para investigação policial. A revista “Istoé” arrastou-se na lama publicando as pesquisas aecistas.

Mas pior foi ver o Estatístico que dirige o instituto afirmar: “rasgo o meu diploma se a pesquisa estiver errada”. Aguarda-se agora que ele cumpra a promessa de campanha.

3) Lobão e Mainardi

O roqueiro prometeu ir embora do Brasil se Dilma ganhasse.

Mais um que faz promessas só para iludir o povo. Diante da derrota, o ex-roqueiro declarou que voltava atrás – frustrando milhões de brasileiros que já se cotizavam para pagar o bilhete aéreo do rapaz.

Lobão recebeu, na última hora, a companhia do moço que trabalhava na “Veja” e fugiu para Veneza. Diogo Mainardi prometeu que se jogaria pela janela se Dilma vencesse. Até agora, não cumpriu a promessa.

4) “Veja” e a classe média paulista

A revista da marginal lançou-se com fúria infantil na campanha. Às portas da falência, apostou tudo na eleição de Aécio Neves – produzindo uma capa que atendia aos interesses tucanos.

A capa virou panfleto nas mãos da furiosa classe média paulista – que na tare de sábado (25/outubro) distribuía o material em uma desesperada passeata na avenida Paulista.

A mesma classe média espalhou boatos de que o doleiro Youssef (principal “fonte” da revista) teria sido “envenenado pelo PT”. Era mentira.

“Veja” e a classe média conservadora acabaram por se afogar no próprio ódio.

A revista da marginal pagou o mico de publicar um direito de resposta do PT em seu sítio eletrônico – por ordem do TSE.

Já a classe média conservadora pagou o mico de terminar a eleição espalhando mensagens preconceituosas pelas redes sociais – contra o Nordeste.

Detalhe: a derrota de Aécio não se deu no Nordeste. Mas no Rio e em Minas.

5) A viúva de Pernambuco

A família de Eduardo Campos mergulhou na campanha de Marina (e, depois, de Aécio) de forma abrupta. Filhos e viúva foram os primeiros a desrespeitar o luto.

Pagaram o mico duplo: usaram o cadáver na campanha, o que não impediu uma derrota humilhante no segundo turno.

Entre a exploração mórbida da memória de Eduardo e o reconhecimento ao ex-presidente Lula, o povo pernambucano ficou com o segundo.

6) “O povo não é bobo…”

A Globo de Ali Kamel iniciou o segundo turno descarregando o escândalo da Petrobras sobre Dilma. A família Marinho imaginava que ali decidiria a eleição. Mas Dilma resistiu – bravamente.

A capa da “Veja”, na véspera do segundo turno, mostrou uma Globo já mais vacilante.

Na sexta-feira (24/outubro), Ali Kamel fugiu do assunto – temendo que Dilma desmascarasse a Globo no debate ao vivo que aconteceria naquela noite. E Dilma mandou mesmo recado no debate, quando abriu sua resposta sobre a revista com a frase: “o povo não é bobo…”.

No sábado antes da eleição, a Globo entrou no assunto – de forma covarde. Dilma já não teria como responder. Mas o JN não teve o mesmo ímpeto de outras eleições. Mostrou-se fraco.

Quando Dilma fazia o discurso da vitória no domingo, com transmissão ao vivo, a platéia interrompeu: “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

Dilma manteve um meio sorriso no rosto. O áudio vazou no ar, inclusive na Globo.

Mais um mico para a coleção de Ali Kamel (diretor de Jornalismo da emissora) – que se dedica a processar blogueiros, enquanto vê a audiência da TV despencar.

7) “Vamos conversar? Não, obrigado…”

Aécio foi um candidato competitivo. Agressivo demais em alguns momentos.

Mas mostrou coragem, ao defender o legado de FHC, e ao reconhecer a vitória de Dilma de maneira republicana e tranquila.

Mas, do ponto de vista visual, o grande mico da eleição foi a foto que abre esse texto.

Aécio iniciou a campanha com o mote “vamos conversar”. Os ricos e remediados toparam falar com ele. E votaram nele.

Mas Aécio jamais conseguiu chegar aos pobres. Na visita a uma comunidade em BH, um morador recolheu a mão quando o candidato estendeu a dele para o cumprimento.

Mico registrado para a posteridade.

Mico tão grande quanto perder a eleição em Minas – onde ele esperava uma vitória “consagradora”.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos