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Posted on 24-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-10-2014


DEU NO UOL/FOLHA

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta sexta-feira (24) que a única resposta do PT às denúncias de corrupção na Petrobras é a “censura”. O tucano mencionou a reportagem de capa da edição desta semana da revista “Veja”, sobre o mais recente depoimento do doleiro Alberto Yousseff em que ele afirma que tanto a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sabiam de todo o esquema de corrupção na Petrobras.

“Essa revelação, de que Dilma e Lula conheciam o esquema de corrupção, é extremamente grave. Sabemos que a delação premiada [instituto processual a que aderiu Alberto Youssef] só garante benefícios ao denunciante se for comprovada suas afirmações. O Supremo Tribunal Federal já homologou as denúncias anteriores de Youssef e caminha para homologar mais esta denúncia”, disse Aécio, que informou também que já tomou medidas jurídicas em relação ao tema: “Eu determinei que hoje mesmo o PSDB ingresse na Procuradoria Geral da República, solicitando que essas investigações sejam aprofundadas em virtude da gravidade do tema”.

O candidato criticou ainda a postura do PT e da candidatura adversária em relação às novas declarações do doleiro publicadas pela Veja. “O Brasil merece uma resposta. Infelizmente, a única resposta do PT até agora foi a censura, foi uma tentativa jurídica de impedir a distribuição da maior revista do país. Mas o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou o pedido.”

Por fim, Aécio comentou a denúncia, do mesmo doleiro, de que R$ 20 milhões, frutos de desvios e que estavam fora do país, teriam sido repatriados para serem utilizados na campanha de Dilma. “Isso é extremamente grave, seria a comprovação de que houve caixa dois na atual campanha eleitoral”, finalizou o candidato, que deixou o hotel sem responder a nenhuma pergunta dos jornalistas. O evento ocorreu no hotel Sheraton, no Rio de Janeiro, onde o tucano se prepara para o debate logo mais da TV Globo.

DEU NO UOL/FOLHA

A presidente da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), usou sua propaganda eleitoral na TV nesta sexta-feira (24) para refutar as denúncias feitas em reportagem da revista “Veja” divulgada na noite de ontem. Ela chamou a reportagem de “terrorismo eleitoral articulado pela revista por seus parceiros ocultos”. Hoje é o último dia da propaganda eleitoral.

A publicação cita um suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef, no qual ele teria dito que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de corrupção dentro da Petrobras. Os advogados do acusado disseram desconhecer tal depoimento, e pediram “cautela” com a divulgação destas informações.

Segundo a presidente, que lidera as últimas pesquisas, o ataque foi feito pela revista “sem apresentar nenhuma prova concreta e se baseando em supostas informações de pessoas do submundo do crime”. No texto, a “Veja” diz que não pretende com a reportagem “diminuir ou aumentar as chances de vitória de nenhum candidato”.

A reportagem diz que Youssef “não apresentou provas das afirmações” porque o atual momento do processo serve apenas para que a polícia e o Ministério Público possam avaliar o grau de conhecimento do acusado nos esquemas de desvio.

Dilma diz ainda que o que a revista fez é “crime”, e que “a Justiça livre deste país seguramente vai condená-la” pela reportagem. “O povo brasileiro sabe que não compactuo com a corrupção. Sou defensora da liberdade de imprensa, mas a consciência da nação não pode aceitar estas falsas denuncias. Os brasileiros darão a resposta à ‘Veja’ nas urnas, e eu, na Justiça”.

A propaganda petista também citou outros episódios em que a revista teria supostamente tentado prejudicar a candidatura de petistas às vésperas das eleições: “Em 98 a revista usou o MST [Movimento dos Trabalhadores Sem Terra] para aterrorizar os eleitores, em 2002 idem. Em 2006 e 2010 também foi assim. Nenhuma destas supostas denúncias conseguiu reverter o resultado nas urnas. Mas a revista não desiste. E assim escreve um dos mais tristes episódios do jornalismo brasileiro”.

http://youtu.be/9QhAksiDn1E

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Paquito
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DEU NO SITE TERRA MAGAZINE

A voz do poeta – Torquato Neto.

Paquito

Parece não haver outro assunto no ar do Brasil que não a eleição. As declarações dos candidatos e seus defensores, no entanto, padecem de uma falta de novidade estética que a tentação é ir atrás de outros assuntos. A voz do poeta chegou em meio a esse burburinho.

O poeta é Torquato Neto, e o que ele disse eu já conhecia basicamente, mas não através de sua voz e do que ela sugere, a voz naquele tempo de alegria prova dos nove, 1968. O Brasil cresceu, a Tropicália foi reconhecida e nos fez menos ingênuos, ensinou um jeito de corpo, e o corpo pode muito.

A voz do poeta chegou (pós?)modernamente via facebook, através de meu irmão, em uma notícia sobre um radialista, Wanderley, que o entrevistou em 1968, e guardou a fita. Esta, digitalizada, está na rede pra quem quiser, democraticamente, ouvir.

http://oglobo.globo.com/cultura/musica/encontrada-gravacao-inedita-com-unico-registro-de-voz-de-torquato-neto-14069434

Aprendi com os tropicalistas a ser brasileiro ponteando viola e guiando forde na mesa dos bares. Seus gestos, vozes e ideias, ao longo do tempo em que se lembra e se discute o movimento, se tornaram íntimos de quem curte o assunto.

No entanto, a voz de Torquato não ficou, pois ele se foi antes, em 1972 – por opção própria – e nos deixou orfãos do seu timbre. Torquato ficou nos versos e em imagens esparsas. Agora, eis a voz, dando alguma pista, pra quem não o conheceu, do que seria uma conversa consigo.

Curioso ouvi-lo dizer, no depoimento, que a música que não vende não presta. Sei do contexto da época, de assumir que uma música pode ser feita pra vender. O exemplo maior do período eram os Beatles, populares e inventivos, uma coisa alimentando a outra. Por isso mesmo, ouvi-lo dizer taxativamente aquilo, no contexto de agora, deslocado do tempo, faz pensar. As tensões entre música comercial e arte ainda existem; o que os tropicalistas fizeram foi enfrentar a questão com coragem e sem maniqueísmo, mas o impasse se mantém em sua complexidade.

A poesia de Torquato em pedaços, cortante – eu quero eu posso eu quis eu fiz – rápida e, como as letras tropicalistas, tem aquele quê de enfrentamento e violência poética, andrógina e viril, plena de vida.

O fato é que o Torquato tropicalista deixa o Torquato dos versos “participantes”, imediatamente anterior, comendo poeira. O cara que escreveu “louvando o que bem merece, deixo o que é ruim de lado” cresceu e incorporou o ruim também, que, amalgamado ao considerado bom, turva a vista pra fazer ver mais claro.

Mas o lirismo pré-tropicalista de Minha senhora e Nenhuma dor continua lindo, e a crueza de Pra dizer adeus se manteve forte, quase uma antecipação do que viria a seguir na Marginália II, dele e de Gil .

minha terra tem palmeiras onde sopra o vento forte

da fome do medo e muito principalmente da morte

dialoga com o refrão de Divino Maravilhoso, de Gil e Caetano:

é preciso estar atento e forte/ não temos tempo de temer a morte.

O “menino infeliz” de Cajuína, de Caetano, é Torquato. Quando a gente fica sabendo da história que motivou a canção – o encontro de Caetano com o pai de Torquato em Teresina, tempos após sua morte – a canção cresce.

Ainda tenho a edição original de Os últimos dias de Paupéria, de Torquato, organizado por Waly, que veio com o compacto com Gil e Gal, comprado na mão de Expedito na Livraria Civilização Brasileira. Ler a sua coluna Geleia Geral, versos esparsos – também os escritos de Augusto de Campos e , claro, as falas de Caetano -, me fez ver, em meus verdes anos, que havia poesia no Brasil além da geração de Drummond, Bandeira e Cabral, coligada na deles, urgente, forte: a cruza entre Concretismo e Tropicália, a atenção para a especificidade do gênero musica popular etc.

eu sou como sou

vidente

e vivo tranquilamente

todas as horas do fim.

Apesar do que diz o poema acima, a presença da morte e o desencanto nos últimos versos de Torquato pressupõem um alguém angustiado, intranquilo.

Mamãe coragem, dele e de Caetano, no esplendor da explosão tropicalista, com sua escolha consciente, vivendo assim felicidade na cidade que eu plantei pra mim e que não tem mais fim, acaba desaguando em Três da madrugada, dele e Carlos Pinto, da fase final, um quê de lúgubre:

A mão fria a mão gelada/ toca bem de leve em mim(…) nesta rua da cidade que não tem mais fim.

É quase o sonho tropicalista se estilhaçando pra Torquato, a mesma cidade sem fim, porém com horizontes distintos, mais desolados.

O tropicalismo continuou nas canções de seus autores, e na reinvenção constante de suas carreiras. Torquato também se reinventou, mas foi tão cedo que sua voz, lá do longe, me fez voltar ao meu cedo, de quando conheci sua obra viva, mesmo enamorada da morte.

e ficar sem compromisso

pra fazer festa ou comício

com você perto de mim

E, quem diria, eu comecei falando em eleição…

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Posted on 24-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-10-2014


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Duke, hoje, no jornal Super Notícias (MG)

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Por Susana Salvador

Lindinalva Silva tem 58 anos e é a sexta dos dez irmãos do ex-presidente Lula da Silva, que considera ter sido “ótimo para o Brasil”. O problema, defendeu numa entrevista ao jornal A Folha de S. Paulo, é que Dilma Rousseff “não acompanhou” os passos do mentor. “Em quatro anos não fez o que prometeu”, explicou Lindinalva, justificando porque é que fez um vídeo no qual declara que vai votar este domingo no candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves.

“Não me sinto incomodada pensando desta forma. Lula lutou pela democracia e liberdade de opinião. Ele sempre deixou claro que não queria forçar nenhum irmão a seguir o que ele acreditava”, disse ao jornal. No vídeo, Lindinalva afirma acreditar que Aécio é “o melhor para o Brasil neste momento”. A irmã de Lula vive em Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, desde 1989. Filiada no Partido Trabalhista Brasileiro, Lindinalva chegou a tentar concorrer a vereadora da câmara municipal, mas só teve 188 votos. Evangélica, diz que os fiéis da sua igreja, a Comunidade Pão da Vida, têm medo “do comunismo” e que a maioria vai votar PSDB.

http://youtu.be/zwgZ1WA8eHQ

Uma das canções preferidas do editor do BP , na voz de um de seus melhores intérpretes, para começar a sexta-feira musical.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

“Como explicar algo assim? Sentimos muito”. É tudo o que conseguiu dizer antes de começar a chorar Susan Bibeau, a mãe do jovem identificado como o agressor que, na quarta-feira, matou um soldado em Ottawa e invadiu atirando o Parlamento canadense até ser morto, em uma breve entrevista telefônica para a agência AP.

As perguntas se acumulam também em um Canadá que não consegue compreender o que levou um jovem criado nesse país, que gosta de se mostrar como multicultural e de consenso, a realizar um ato qualificado como “terrorista” pelo primeiro ministro, Stephen Harper, e que parece ter traços de terrorismo islâmico.

Algo que, pelo seu lado, também está causando questionamentos sobre a atuação das autoridades que estavam de sobreaviso sobre a progressiva radicalização do jovem.
mais informações

Tanto o jornal The Globe and Mail como a rede de tevê CTV News asseguram que as autoridades foram alertadas sobre sua possível radicalização – se converteu ao islamismo anos atrás – e que até o haviam marcado como “viajante de alto risco”, quando ou confiscaram seu passaporte ou negaram a emissão de um documento de viagem, segundo diversas versões da imprensa.

Além do mais, Zehaf-Bibeau, de 32 anos, não era um desconhecido da justiça.

Seus antecedentes criminais datam de 2001. A partir desse ano, cometeu pelo menos 11 delitos – de consumo de drogas a roubo e até posse de arma perigosa – pelos quais chegou a cumprir vários meses de prisão entre 2003 e 2004, segundo vários registros judiciais aos quais o jornal canadense The Star teve acesso. Seus atritos com a justiça continuaram pelo menos até 2012.

Zehaf-Bibeau nasceu em Quebec em 1982 e cresceu em Laval, ao norte de Montreal, onde estudou em escolas particulares.

Sua mãe, Susan Bibeau, é uma alta funcionária da Junta de Imigração e Refugiados do Canadá. Seu pai – ou padrasto, nisso a imprensa canadense também diferiu – é um empresário de origem libanesa, Bugasem Zehaf, que ao que parece combateu na Líbia em 2011, de acordo com o Globe. O casal se divorciou em 1999, ou seja, pouco antes de Zehaf-Bibeau começar a ter seus problemas com a justiça.

Segundo um perfil do Globe, que entrevistou um amigo do atirador, Dave Bathurst, Zehaf-Bibeau teria vivido um tempo na Líbia antes de se mudar para o oeste do Canadá, onde trabalhou como mineiro e outros serviços manuais.

Os dois homens se conheceram há três anos em uma mesquita em Burnaby, na periferia de Vancouver. Segundo Bathurst, naquela época Zehaf-Bibeau não parecia ter uma visão extremista ou tendência para a violência, ainda que admita que chegou a pensar que tivesse algum transtorno psicológico, pois frequentemente falava da “presença de Shaytan (termo árabe para demônio) no mundo”, disse para o jornal. Seu comportamento “errático”, relatou, levou os responsáveis pela mesquita a pedir que ele deixasse de frequentar o culto ali.

A última ver que Bathurst viu Zehaf-Bibeau foi em outra mesquita em Vancouver, há seis semanas. Segundo seu amigo, Zehaf-Bibeau lhe contou que queria viajar em breve para o Oriente Médio.

“Ele queria voltar para a Líbia e estudar”, disso Bathurst. Conforme assegurou para o Globe, pediu para Zehaf-Bibeau assegurar-se de que suas verdadeiras intenções eram estudar “e não outra coisa diferente”, e que este lhe respondeu que seu único objetivo era estudar o Islã e árabe. Planos frustrados pela negativa das autoridades em deixá-lo viajar.

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