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DEU NO POR ESCRITO

Luis Augusto Gomes

Apesar de muitos – no PT e em partidos adjacentes de bancadas numerosas – desejarem que o governador eleito, Rui Costa, interfira no processo da eleição de presidente da Assembleia Legislativa, marcada para 2 de fevereiro, é improvável que isso venha a acontecer.

Mesmo que seja falsa a versão de que o cargo foi garantido nas mãos do presidente Marcelo Nilo como parte do acordo em que ele foi excluído da chapa majoritária, a questão é de governabilidade e paz interna num grupo que parte para a terceira etapa de poder na Bahia.

Não é que o governo não reúna condições para um conflito dessa dimensão, mas o que lhe falta, sobretudo, é interesse. Como presidente durante os oito anos do governo Wagner, Nilo atendeu a todas as expectativas, tornando possível a aprovação de matérias até quando o líder Zé Neto não exercia 100% de sua competência.

É certo que o presidente, nos seus quatro mandatos, construiu uma liderança, sendo muitos os deputados – governistas e da oposição – que lhe dão apoio para a empreitada e o seguiriam em outros temas que possam advir.

Rui Costa, homem forjado nas negociações da luta sindical, acostumado a conceder nas horas próprias, sabe pesar as circunstâncias e não quererá trincamentos no início da gestão. Nilo já se movimenta claramente para reeleger-se. Companheiros que sejam mais uma vez preteridos terão abrigo e consolo na generosa máquina estadual.

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