out
18
Posted on 18-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2014

DEU NO UOL/FOLHA

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, decidiu neste sábado (18) processar a presidente Dilma Rousseff por injúria e difamação, após a veiculação pelo PT de um anúncio de televisão em que os petistas sugerem que ele desrespeita as mulheres.

“Aécio tem mostrado dificuldades em respeitar as mulheres”, afirma a peça de 30 segundos, que exibe cenas de um debate do primeiro turno das eleições, em que Aécio chamou a adversária Luciana Genro (PSOL) de “leviana” com o dedo em riste, e de outro em que ele usou o mesmo termo ao se dirigir a Dilma.

Em nota, a assessoria de Aécio afirma que “o PT, maliciosamente e com mentiras, acusa o candidato de ser intolerante com o gênero feminino, o que atinge sua honra de forma covarde. Mais uma vez, a candidata Dilma Rousseff age de forma leviana, transformando o que deveria ser a discussão de propostas em ato de terrorismo eleitoral”.

Dos 24 anúncios produzidos pelos petistas para o segundo turno, 20 contêm ataques contra Aécio. Os anúncios são veiculados nos intervalos comerciais da programação, fora do horário reservado aos programas eleitorais no início da tarde e à noite.

Dos 18 anúncios produzidos pela campanha tucana para o segundo turno, oito contém ataques à presidente.

BOA TARDE!!!


O cardeal Raymond Leo Burke durante o conclave que elegeu Francisco AFP/FILIPPO MONTEFORTE

===============================================================

DEU NO PÚBLICO, DE PORTUGAL

Natália Faria

O cardeal norte-americano Raymond Burke, declarado opositor da abertura preconizada pelo Papa Francisco relativamente aos divorciados e aos homossexuais, foi afastado da presidência do Supremo Tribunal Canônico.

A notícia marca o final da assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, que termina este domingo,19, e que ficou marcada pelas tensões entre os que preconizam uma maior abertura da Igreja às novas formas de estar em família e o sector mais conservador da Igreja Católica que se opõe a mudanças da disciplina da Igreja em matérias como o acesso dos divorciados e recasados à comunhão e à confissão.

De acordo com a imprensa internacional, Raymond Burke, que foi um dos co-autores do livro Permanecendo na Verdade de Cristo: Casamento e Comunhão na Igreja Católica, juntamente com o cardeal conservador alemão Gerhard Müller, outro crítico ferrenho do atual Papa, deverá presidir à Ordem de Malta, um cargo honorário que não passa de uma espécie de exílio, fora da Cúria.

Os rumores arrastavam-se já há meses. Mas agora o próprio Raymond Burke confirmou a saída do cargo e, apesar de não ter ainda recebido a carta oficial de transferência, declarou-se “decepcionado” por ter de deixar o cargo.

Durante os trabalhos sinodais, e na polêmica que se seguiu à divulgação do relatório preliminar que apontava para um maior acolhimento dos casais homossexuais no seio da Igreja, Burke destacara-se como uma das vozes que mais fortemente se opuseram ao teor do documento. “Os padres sinodais consideraram inaceitáveis as afirmações sobre as relações sexuais fora do casamento e entre pessoas do mesmo sexo. A mensagem é forte: o texto deve ser radicalmente mudado”, declarara, numa entrevista publicada sexta-feira pelo semanário francês Famille Chrétienne. Noutras entrevistas, Burke insistiu que as premissas contidas naquele documento careciam de fundamentação nas Sagradas Escrituras. E, na hora de abandonar o cargo, voltou a insistir que o Papa “não é livre de alterar os ensinamentos da Igreja em relação à imoralidade dos actos homossexuais ou à indissolubilidade do casamento”.

O afastamento de Raymonde Burke pode ser entendido como mais um passo nas tentativas do Papa Francisco modernizar a Igreja, mudando alguns dos detentores dos principais cargos eclesiásticos. Nos seus primeiros meses como Papa, Francisco já tinha despromovido para cargos de menor importância nomes como o cardeal Mauro Piacenza, o arcebispo Guido Pozzo e o bispo Giuseppe Sciacca, todos tidos como tendo uma sensibilidade próxima do seu antecessor, Ratzinger.

out
18
Posted on 18-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2014


Peter, hoje, no jornal A Tribua (ES)

out
18
Posted on 18-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2014

OPINIÃO

Palavras ao vento, Almas ao relento

Maria Aparecida Torneros

Seriam os debates dos candidatos políticos a cargos eletivos um apanhado geral de palavras ao vento? Dilma e Aécio tem protagonizado uma sucessão de promessas e ofensas de baixo nível que em nada contribuem para a maturidade política acional. É o que eu sinto.

Repentinamente cada um deles tira do bolso ou da cartola uma fórmula mágica que resolverá todos os dramas sociais dos brasileiros. Vi um deles falar em pagar uma bolsa em espécie ao estudante de ensino médio e pensei. Mas não seria o óbvio oferecer bons colégios com professores e estruturas dignas dentro de um modelo em que estudar voltasse a representar sonho de boa formação e promessa de vida produtiva numa sociedade organizada?

A candidata à reeleição se coloca como repetidora de nomes marketeiros e tome de falar em programas que dão certo e precisam ser ampliados e melhorados. Mas eles falam pra quem? Para segmentos vários. Os Brasis que os escutam estão vivendo em aparentes guetos. Comunidades periféricas ou condomínios de luxo? Almejam estes eleitores desiguais as mesmas coisas? Quanto aos podres de cada um em que proporção esmiuçar passados comprometedores os ajuda a cabalar votos ou estampar caráter de mau exemplo para nossos jovens de um modo geral? Será que prometer é tudo nessa hora? Será que o indeciso decide vendo o beija mão teatral do candidato Aécio agradecendo a ex candidata Marina que antes ele estranhou ou até humilhou em busca do seu segundo lugar no primeiro turno?

O fato é que as pesquisas ouvem milhares e os resultados do empate técnico sugerem a divisão da torcida de um ringue pugilista. Nem parece que está em jogo o futuro de um país imenso e desigual. Querem e tentam discursar para massas que seus assessores dimensionarm como influenciáveis e de pouca memória.

O voto passa a ser o soco que lhes dará a faixa presidencial almejada um cinturão troglodita de campeão peso pesado, e a luta sangrenta deixará sequelas pois os problemas para a governabilidade começarão exatamente quando o perdedor ou perdedora pleitear a revanche.

A revanche costuma ser preparada durante quatro anos enquanto o público de todas as plateias sobrevive com seus dramas cotidianos. Uns com falta de tudo básico e outros com falta de vergonha pois se conseguem tirar alguma vantagem da contenda devem pensar que se danem os infelizes das periferias se nós mantemos status? Talvez não seja assim. Quem sabe a Pátria seja livre e a escolha Perfeita?
Mais duas lutas ou debates e golpes certeiros definirão a contenda.

Lamentável que o Brasil se preste a isto que estamos vendo. A loucura da sede de poder ou o idealismo da solução dos problemas nacionais?

Um misto de briga de rua ou um necessidade de atuação urgente da Turma do deixa disso.

Que se acalmem os ânimos. Que prevaleça o bom senso. Que se restabeleça o respeito. Que se traga para o debate questões realmente pertinentes às angústias da população em geral. O resto é com a lei e a justiça que deveria estar atenta para rastrear julgar e punir.
Será que is justos de toga também dão canetadas aos ventos?

Bem se estamos perdidos façam licitações de GPS em todas as esferas. Municípios Estados e Governo Federal, poderes Legislativo e Judiciário e ainda a Mídia em geral, por piedade de nossa gente humilde, corrijam os caminhos e mudem o rumo dessa prosa.

As cidadãs e cidadãos brasileiros merecem e esperam.

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro. Editora do Blog da Mulher Necessária, onde o texto foi publicado originalmente.

=====================================================

ARTIGO

Aécio sufoca Dilma para atravessar o Rubicon

Vitor Hugo Soares

Na sua principal reportagem política de quarta-feira, 15, o jornal espanhol El Pais (Edição do Brasil) definiu com precisão o quadro eleitoral brasileiro, às vésperas da votação, no segundo turno: um País polarizado como nunca, desde a redemocratização, irá às urnas no dia 26 para decidir o dilema de reeleger a petista Dilma Rousseff, ou escolher Aécio Neves, do PSDB, seu novo presidente.

Na quinta-feira, 16, a nação “viu com espanto” o mais feroz e contundente debate entre os dois candidatos finalistas, transmitido pelo SBT. A frase citada, esclareço, é copiada do falecido Walmir Palma, notável repórter policial da Bahia. Palma cunhou a expressão para designar aquele tipo renitente e chato de leitor que chegava à antiga redação de A TARDE, na Praça Castro Alves, com um exemplar do jornal baiano debaixo do braço, nas horas mais impróprias e tensas do fechamento da edição. Começava a desfiar sua queixa ao infeliz repórter designado para ouví-lo, com a frase invariável: “Li com surpresa”…

Ontem, 17, o País amanheceu lotado de “vi e li com surpresa”. Isso depois de assistir ao vivo o debate na TV, ou ler sobre ele e suas incríveis cenas de bastidores, na intensa repercussão nos jornais e redes sociais. Textos, vídeos, fotografias da candidata petista, ainda zonza depois da refrega com o tucano. Sem conseguir articular a resposta a um pedido de avaliação do debate, Dilma disse à repórter estar passando mal, sendo levada para sentar-se e receber um copo com água para se recompor.

Por fim, a imagem acabrunhante para um participante de debate político, seus apoiadores, assessores e eleitores: Dilma, ainda grogue pela dureza dos golpes da refrega, que causou “queda brusca de pressão”, precisa de amparo para deixar o estúdio.

Mal comparando (ou bem?), parecia o pugilista que sai do ringue não totalmente refeito do “nocaute técnico” imposto pelo adversário. Situação vexatória que, provavelmente, fará a candidata rever nos debates que faltam antes da votação (Record e Globo), a estratégia de aplicar golpes abaixo da linha da cintura dos adversários, para vencer a qualquer custo.

O que mais importa aqui, no entanto, é registrar um fato inexorável: a disputa Aécio x Dilma chegou aos seus momentos mais efervescentes, cruciais e imprevisíveis. Aquele instante que o mestre da política e do parlamento, Ulysses Guimarães, afirmava ser o mais importante para todo homem público. A hora que separa o estadista do reles chefete de província, do provocador barato de palanque ou da propaganda “gratuita” na TV. Hora em que, na imagem histórica fantástica e poderosa de Ulysses, o político está a exemplo do conquistador romano Julio Cesar, na margem do Rio Rubicão.

Precisa decidir se atravessa o rio. Se vai adiante, nas suas conquistas, ou se detém e recua, acovardado frente ao desafio desconhecido e ao medo dos golpes no escuro. É o instante do primeiro e mais importante mandamento do Decálogo do Estadista, gestado pelo saudoso, bravo e indomável comandante das refregas contra a ditadura e pela redemocratização no Brasil: A CORAGEM.

“Há momentos em que o homem público tem que decidir. Sem coragem não o fará. Cesar não foi ao Rubicon para pescar, disse André Malraux. Se Pedro Primeiro fosse ao Ipiranga para beber água, suas estátuas não estariam nas praças públicas do Brasil. O medo tem cheiro. Os cavalos e cachorros sentem-no, por isso derrubam ou mordem os medrosos. Mesmo longe, chega ao povo o cheiro corajoso de seus líderes. A liderança é um risco, quem não assume não merece esse nome”, proclamou Ulysses ao justificar o mandamento primeiro e básico de seu famoso Decálogo político.

Ainda na madrugada da sexta, depois de virulento comício em Manaus, o ex-presidente Lula, dirigente maior do petismo, saiu em defesa da afilhada Dilma. Ele que, na véspera, em palanque no Pará, havia chamado Aécio Neves de “o cara embriagado que se recusou a fazer exame do bafômetro ao ser flagrado pela Lei Seca no Rio de Janeiro”, considerava “grosseiro” o comportamento do tucano diante da petista no debate do SBT.

Prefiro ficar com o sábio conselho da minha saudosa mãe, dona Jandira, política ferrenha e seguidora fiel até a morte de Ulysses e Tancredo: “Quem procura, acha”.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

out
18

O grande Ivan Lins, com as notas do coração, em homenagem aTom Maior, no brasileiro BP!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

out
18


David Fleischer:candidatos jogam para a torcida

===============================================================

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Os acirrados debates que tomaram conta dessa segunda fase da campanha eleitoral brasileira ofuscaram as principais promessas dos candidatos à presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Quando se olha mais detidamente para as proposições, porém, nota-se que muitas dependem mais da boa vontade dos legisladores (deputados federais e senadores) do que do próximo presidente. Outras propostas também interferem diretamente nos Estados e municípios e, sem o apoio de governadores e prefeitos por meio de parcerias, várias delas podem se tornar inexequíveis.

“Muitas vezes os candidatos jogam para a torcida. Prometem o que não podem cumprir apenas para agradar o eleitor”, analisou o cientista político David Fleischer, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB). Para ele, o momento de se fazer as mudanças legislativas é no início do mandato, quando os congressistas ainda estão em “lua-de-mel” com o novo Governo.

Já o cientista político Marcus André de Melo, docente na Universidade Federal de Pernambuco, acredita que muitas das proposições acabam se tornando “impossíveis de serem cumpridas”. “Isso é comum nos recentes governos de esquerda pelo mundo inteiro que ao assumirem o poder pela primeira vez mantiveram as políticas de seus antecessores. Depois, explicaram que a situação não tinha como ser alterada. Nessa hora, o eleitor se sente traído”, reforçou Melo.

A seguir, algumas das propostas dos presidenciáveis que dependem de outros fatores além de sua própria vontade:
Reforma tributária

Dilma – Diz que vai desburocratizar processos, simplificar tributos e reduzir custos financeiros de insumos.

Aécio – Quer simplificar e desburocratizar o sistema tributário nacional, unificar alguns impostos e instituir o cadastro único para pessoas físicas e jurídicas.

Por que não depende só deles? As mudanças de alguns tributos, como o Impostos Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dependem do consenso das 27 Unidades da Federação. Além disso, alguns dos impostos só podem ser mudados por intermédio de leis federais, que dependem da aprovação do Congresso Nacional.
Reforma política

Dilma – Sugeriu que fará mais consultas populares como referendos e plebiscitos para discutir o tema, que considera ser urgente. Quer tornar as regras do financiamento de campanha mais transparentes.

Aécio – Propõe mandato de cinco anos para o Executivo e o Legislativo, voto distrital misto, mudança de regras para o tempo de TV na propaganda eleitoral e o fim das coligações nas eleições para deputado estadual e federal e vereador.

Por que não depende só deles? Os últimos três presidentes (Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva e Dilma) tentaram, ainda que a conta-gotas, alterar as legislações eleitorais. Em 2006, um projeto amplo que previa, entre outras coisas, uma cláusula de barreira para os partidos [se um partido não tiver um percentual mínimo de votos, ele perde alguns direitos como indicar titulares para CPIs] esteve a ponto de ser aprovado no Congresso. Porém, partidos pequenos como o Partido Progressista (PP) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) conseguiram apoio de outras legendas para barrar a proposta. Nem bases de sustentação amplas, como as que FHC e de Lula tiveram em alguns momentos, foram capazes de garantir o sucesso da empreitada. A dificuldade é chegar a um consenso com 32 partidos políticos, que pode resultar na extinção de algumas das legendas.
Reeleição

Dilma – Como concorre pelo segundo mandato, não tratou do tema.

Aécio – defende o fim da reeleição. Mas a proposta passaria a valer apenas em 2022.

Por que não depende só deles? A reeleição para cargos no Executivo foi instituída em 1997, durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. Para ser alterada, precisa haver uma mudança na Constituição, que depende da aprovação de 308 dos 513 deputados federais e de 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação. Ou seja, necessita do apoio de dois terços do Legislativo nacional. O tema pode entrar no bojo da reforma política.
Maioridade penal

Dilma – Defende manter a atual legislação e ampliar a rede de atenção para os adolescentes infratores.

Aécio – Quer punição mais rígida para jovens reincidentes entre 16 e 17 anos que cometam crimes hediondos.

Por que não depende só deles? Depende de apoio do Congresso Nacional para mudar a lei. Já há 18 projetos que tratam do tema, cada um com características diferentes por falta de consenso nas propostas. O mais antigo é de 1989. As alterações na política de reclusão dos adolescentes, porém, acabam sendo de responsabilidade dos Estados, o que interfere na decisão de como punir os infratores.
Saúde

Dilma– Quer expandir o programa Mais Médicos, ampliar a rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), fortalecer o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e o Sistema Único de Saúde (SUS).

Aécio – Propõe a criação de uma carreira nacional do Sistema Único de Saúde para profissionais de saúde com a participação de Estados e municípios, o aprimoramento do Mais Médicos e a destinação de 10% do PIB para a Saúde.

Por que não depende só deles? Como a maioria dos hospitais públicos não pertence à União, depende da boa vontade e do interesse dos Estados e municípios fazer parcerias na gestão hospitalar e para construir novas UPAs.
Educação

Dilma – Entre outras propostas, defende expandir o ensino em tempo integral para 20% da rede pública até 2018

Aécio – Entre outros projetos, também propõe escola em tempo integral em todo o país e o investimento de 10% do PIB na educação [essa proposta já foi aprovada pelo Congresso, no ano passado, e sancionada com o Plano Nacional de Educação neste ano].

Por que não depende só deles? A escola em tempo integral em todo o país depende da aceitação dos prefeitos e governadores, que são quem gerenciam as instituições de ensino, e do apoio do Congresso Nacional, para alterar as leis para o setor.
Segurança Pública

Dilma – Defende uma maior participação da União na área. Quer criar centros de comando e controle em todas as 27 capitais, algo semelhante ao que fez na Copa do Mundo, integrando as polícias (federal, civil, militar e rodoviária federal).

Aécio – Defende que a União seja a grande responsável por ações nesta pasta. Disse em um debate no primeiro turno que “tráfico de drogas e tráfico de armas, não são responsabilidade dos Estados, são responsabilidade da União”.

Por que não depende só deles? Conforme a Constituição Federal, a responsabilidade pela Segurança Pública é dos Estados. Se quiser se tornar responsável, é preciso uma mudança constitucional, que precisa ser aprovada por dois terços do Congresso. Porém, nada impede o aporte de mais recursos e convênios com as Unidades da Federação.

out
18
Posted on 18-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2014

DEU NO JORNAL DO COMÉRCIO, DE PORTO ALEGRE

O site da revista Istoé divulgou, nesta sexta-feira (17), nova pesquisa eleitoral para a Presidência da República realizada pela Sensus. O novo levantamento mostra o candidato Aécio Neves 12,8 pontos percentuais à frente da presidente Dilma Rousseff.

Considerando apenas os votos válidos, o candidato tucano tem 56,4% das intenções de votos. A candidata petista aparece com 43,6%.

O levantamento mostra um recuo das intenções de voto em Aécio em relação ao levantamento anterior. Na pesquisa realizada na última segunda-feira, ele aparecia 17,6 pontos à frente (com 58,8% da intenção de votos, contra 41,2% de Dilma). Mesmo com a queda, os número da Sensus ainda mostram informações bem diferentes das apuradas por outros institutos de pesquisa, como o Datafolha e o Ibope, que registraram esta semana empate técnico entre os dois candidato.

Considerando os votos totais, Aécio tem 49,7%, Dilma tem 38,4%; e 12% dos eleitores estão indecisos ou declararam votar em branco ou nulo.

A pesquisa Istoé/Sensu tem margem de erro de 2,2% e índice de confiança de 95%. Registrada no TSE com o número BR-01094/2014, a pesquisa ouviu 2.000 eleitores distribuídos em 24 estados e 136 municípios brasileiros entre os dias 14 e 17 de outubro.

  • Arquivos