http://youtu.be/cQKOndOBWjg

===========================================================


DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Carla Jiménez / Marina Rossi São Paulo 16 OCT 2014 – 20:06 BRT

O segundo debate entre os presidenciáveis Aécio Neves e Dilma Rousseff, a 11 dias da eleição, foi um dos encontros mais agressivos desta campanha. Diante de um empate técnico nas pesquisas eleitorais, o candidato tucano e a presidenta tomaram grande parte do tempo do encontro apenas trocando farpas e denúncias. Sobrou pouco tempo para detalhar propostas sobre o futuro e os principais desafios brasileiros, como o controle da inflação e o crescimento econômico.

Com uma postura beligerante, Dilma e Aécio começaram a fazer perguntas que pouco acrescentam ao debate nacional. Ambos tentaram colocar dúvidas sobre a idoneidade do rival, citando as contratações de parentes em governo, a corrupção na Petrobras – que agora inclui o nome de um ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que faleceu neste ano – e sobre as falhas no comando da administração pública – Aécio enquanto governador, e Dilma, enquanto presidenta.

A mandatária questionou o que a irmã do tucano, Andrea, fazia no governo de Minas Gerais, quando ele era governador. Aécio rebateu dizendo que sua irmã exercia um trabalho “voluntário” no Estado, função que “normalmente é exercida pela primeira-dama”, e rebateu questionando sobre o irmão de Rousseff, Igor Rousseff, que teria sido nomeado funcionário da prefeitura de Belo Horizonte, em 2003, durante o governo de Fernando Pimentel (PT). “Foi nomeado e nunca trabalhou”, de acordo com Neves. Rousseff se defendeu dizendo que nenhum parente seu foi nomeado para seu próprio governo, o que configura crime.

Se no debate anterior, que aconteceu na terça-feira na TV Bandeirantes, Dilma se saiu melhor, ao surpreender o rival com a segurança para responder questões sobre a corrupção, desta vez foi o tucano quem manteve o controle, mesmo com as provocações da presidenta, que trouxe inclusive um fato de 2011, quando o candidato foi parado pela polícia e se negou a fazer um teste do bafômetro por estar alcoolizado. Aécio disse que lamentava que a presidenta estivesse baixando o nível da conversa.

O ex-governador mineiro manteve o arsenal de ataques em relação às denúncias de corrupção na Petrobras, e afirmou que Dilma ou era “conivente ou era incompetente”. Dilma aproveitou para lembrar que novos vazamentos da delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, atingiam agora um tucano [Sérgio Guerra], que teria recebido propina para que não fosse instaurada a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras.

Num dos poucos momentos em que se tratou de propostas, o foco foi segurança pública. “Se for eleito presidente da República, vou liderar pessoalmente uma política nacional de segurança”. O tucano destacou que apresentou um projeto que tramita desde 2011 para garantir que os recursos aprovados no orçamento para segurança pública sejam efetivamente gastos. Já Dilma Rousseff lembrou do sucesso da Copa do Mundo, quando houve integração entre as polícias federal, estadual e municipal para que o evento corresse dentro da normalidade.

Quando questionada sobre o fato de a inflação neste ano estar maior do que quando ela assumiu o cargo, em 2011, Rousseff aproveitou para questionar a diferença de métodos para lidar com o dragão. “Eu não vou combater a inflação com os métodos do senhor. Que é desempregar, arrochar o salário e não investir. Vocês falam que querem fazer inflação convergir para 3%. Ora, é importante que a dona de casa que está nos escutando saiba, vou falar para ela, o que acontecerá se ela for para três por cento? Nós vamos ter uma taxa de desemprego de 15 [%]”.

O clima pesado na troca de acusações pode ter sido responsável por uma cena inusitada ao final do debate. Abordada ao vivo, por uma jornalista do SBT, Dilma teve uma queda de pressão e precisou se sentar numa cadeira do estúdio, com ajuda da repórter, antes de responder. Minutos depois se recompôs e se despediu dos presentes.


Simon, em um evento no Rio em 2011. / Estadão Conteúdo/EL PAIS

============================================================

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS

ENTREVISTA: PEDRO SIMON

Afonso Benites São Paulo

Após quatro mandatos como senador, um como governador e quatro como deputado estadual, Pedro Simon (Caxias do Sul, 1930) está deixando a vida pública. O que era para ser uma aposentadoria por vontade própria, transformou-se em um “exílio” forçado.

Simon (PMDB) havia decidido, no ano passado, que não iria concorrer a mais nenhum cargo eletivo. Seria a primeira eleição em 41 anos que ele só pediria votos para os outros. Foi forçado a mudar de ideia com a morte de Eduardo Campos (PSB), no dia 13 de agosto. O nome que ele apoiava ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, virou o candidato a vice-presidente na chapa derrotada de Marina Silva. Coube a Simon assumir uma candidatura, que diz ele, não tinha chances de vitória. Teve 16% dos votos para o Senado e acabou em terceiro lugar na disputa.
mais informações

Na primeira entrevista após a derrota nas urnas, o expoente do PMDB gaúcho analisa as eleições deste ano dizendo que os ataques do PT e a falta de comando do PSB resultaram na derrota de Marina Silva no primeiro turno. Elogia a gestão Itamar Franco (1992-1994), afirma que até a ditadura militar tinha mais ética e moral do que o Governo petista e que o PMDB vive há mais de duas décadas, às custas de migalhas. Uma curiosidade, ele até hoje chama o seu partido de MDB, as siglas de Movimento Democrático Brasileiro, a legenda dos opositores do regime militar que deu origem ao PMDB em 1980. A seguir os principais trechos da entrevista.

Pergunta. O senhor esperava que Aécio e Dilma se enfrentariam no segundo turno?

O que aconteceu com a Marina foi inesperado

Resposta. Não. O que aconteceu com a Marina foi inesperado. Ela tinha uma vitória quase irreversível, mas enfrentou uma campanha de uma brutalidade principalmente por parte do PT. Foi algo radical, violento. O Governo usou as redes sociais, contrataram jovens, fizeram uma espécie de faculdade para que esses jovens atacassem a Marina. Diante disso tudo, a Marina sucumbiu. Por outro lado, houve uma reação à ação do PT que favoreceu o Aécio. Além disso, no último debate do primeiro turno, ele se saiu muito bem. Teve uma parte dos eleitores da Marina que acabou migrando para o Aécio.

P. O senhor está dizendo que o jogo foi sujo. É isso?

R. Mais que isso. Foi algo insuportável. Foram tantos absurdos que quase ninguém suportaria. Ficou fora do terreno da racionalidade. Na verdade, a candidatura da Marina era quase um estado de espírito. Ela queria fundar um partido, a Rede, a Justiça eleitoral não deixou, ela caiu em um partido que a recebeu rapidamente e por um acaso do destino virou candidata. Quando ela surgiu como concorrente, ela tinha uma firmeza tão grande que parecia que a vitória seria irreversível. Eu achava que ela estaria eleita. Em todos os meus anos de vida pública, não me recordo de ter visto algo parecido com o que a Marina sofreu. Na primeira eleição após as Diretas Já, houve o embate do Fernando Collor com o Lula [da Silva]. Eu era governador do Rio Grande do Sul e estava com o Lula. Ele estava empolgando a população. A vitória dele era dada como certa por alguns setores. No último debate o Lula agiu de uma maneira tão violenta que ele perdeu feio. Me lembro de estar assistindo o debate e reconhecemos que ele perdeu o debate, mas isso não alterava o resultado da eleição. No dia seguinte, a Globo, no Jornal Nacional, montou uma edição, cinematográfica, pinçando trechos do debate que mostravam que o Collor era um gênio e o Lula, um idiota. Esse Jornal Nacional derrotou o Lula mais do que o próprio debate.

P. Na sua opinião, esses ataques pelas redes sociais são hoje, pra Marina, o que o Jornal Nacional foi em 1989 para o Lula?

O Aécio esteve a ponto de jogar a toalha

R. Não sei se tiveram o mesmo peso. Mas além das redes sociais, houve todo o uso da máquina institucional. A mobilização contra a Marina foi impressionante. Com o início da propaganda vamos ver outros ataques, mas como isso já ocorreu no primeiro turno, acho que há grandes chances do Aécio ganhar a eleição. Custo a crer que o governo não intensifique os ataques. O Aécio esteve a ponto de jogar a toalha e dizem que foi o Fernando Henrique [Cardoso] quem o estimulou a continuar na disputa. [O candidato tucano já disse que não pensou em desistir da campanha].

P. E por que o senhor confia na vitória de Aécio?

R. O PT está há doze anos no Governo. Se ficar mais quatro anos vai a 16. Não há regime ou ditadura no Brasil, excluindo a militar, que durou tanto tempo. Nem Getúlio Vargas, que ficou 15 anos no poder ficou tanto tempo. Sem contar que de 1934 a 1937 viveu um momento de democracia. Acho que o Governo da Dilma está sentindo o que aconteceu com a Marina e estão preparados para atacar cada vez mais o Aécio.

P. Voltando ao assunto Marina, o senhor acha que ela não fez nada de errado para não ir ao segundo turno? Foi só culpa dos ataques?

O PSB não tem tradição de governo. É um partidinho pequeno, que não tem nada

R. Fazer, ela fez. Faltou um comando mais positivo. O PSB não tem tradição de governo. É um partidinho pequeno, que não tem nada. É gente ingênua, um governadorzinho aqui, outro lá. E a Rede, da Marina, tem menos experiência ainda. Quando estavam com o Eduardo Campos como candidato, era uma campanha normal, tranquila, não se esperava grande coisa. Quando ela entrou, que houve aquela evolução, explodiu o apoio, e veio a guerra do PT, eles não tiveram condições de reagir. Um dos exemplos de coisas erradas foi a questão dos homossexuais, que eles não revisaram o programa de governo e ficou parecendo que ela voltou atrás de um posicionamento que já havia dado. Faltou preparo na formulação do programa do partido. Outra coisa foram as declarações desnecessárias. Por que ela foi discutir a autonomia do Banco Central? Era uma questão que não estava em discussão. Não era ela, ou seu assessor, um economista que quis dar uma de bacana, quem deveriam trazer esse assunto para o debate.

P. Por que seu partido, que está com a Dilma nacionalmente, no Rio Grande do Sul apoia o Aécio? Não há um contrassenso?

R. Temos um problema existencial com o MDB nacional. Nós entendíamos que deveríamos ter uma candidatura própria. Se está lá o PSDB, o MDB entra no governo. Se está o PT, o MDB entra no governo. Tudo isso em troca de dois ou três cargos de quinta categoria. E há uma série de restrições do MDB do Rio Grande do Sul com relação ao MDB nacional. Então, todas as causas que nos levaram a apoiar primeiro o Eduardo, depois a Marina, nos levaram agora a apoiar o Aécio. Nós não nos identificamos com a linha do Governo Dilma.

P. Como o Aécio deve atuar para ganhar na região Sul do país?

Fui reforçar as fileiras do partido. Mas eu não tinha a mínima chance de vitória

R. O Aécio terminou lá em cima no Rio Grande do Sul. Há uma restrição do Rio Grande do Sul ao PT. E essa restrição se manifestou pelos votos da Marina e do Aécio.

P. E aí no Estado, o candidato de vocês, José Ivo Sartori, era o terceiro nas pesquisas e passou para o segundo turno em primeiro lugar. Como isso foi possível?

R. Foi sensacional. Ele começou com 3%, os primeiros programas de televisão eram bem lúcidos, mostrou a história dele como filho de colonos, gente humilde, e mostrou muita competência que veio vindo, crescendo e agradou o Rio Grande todo. No final, enquanto o Tarso Genro [o atual governador petista] se firmou com os ataques, com a radicalização, e a Ana Amélia [candidata derrotada do PP] respondeu, o Sartori não tomou conhecimento da briga e apresentou propostas. Não teve preocupações em questões pessoais. Os dois perderam.

P. O senhor chegou a anunciar sua aposentadoria e acabou mudando de ideia no último momento.

Estive lutando contra o fim da tortura, participei de vários momentos sempre do mesmo lado. Nunca mudei.

R. Eu determinei, resolvi que não iria concorrer. Escolhemos um candidato a senador, o Beto Albuquerque (PSB). Eu estava deixando a vida pública. Com a morte do Eduardo, a Marina virando candidata a presidente, o Brasil inteiro pediu que o Beto fosse o vice dela. Aí, faltava trinta e poucos dias e não tínhamos candidato a senador. A rigor, eu não me candidatei, me meteram, na marra. Eu praticamente não saí de Porto Alegre, da região metropolitana, não fiz propaganda. Tanto é que a colinha para a votação continuava aparecendo o nome do Beto. Não tinha material de campanha.

P. O senhor foi forçado?

R. Todos nós sabíamos que eu não queria. Fui reforçar as fileiras do partido. Mas eu não tinha a mínima chance de vitória. Sabia disso. Eu meditei muito quando decidi encerrar uma vida pública. Poderia encerrar perdendo uma eleição ou encerrar no alto da carreira. Mas eu não podia encerrar. Na hora que me botaram a faca no peito eu tinha de reagir. Eu aceitei, sabendo que não ganharia.

P. Foi um sacrifício que o senhor fez pelo partido?

R. Todo mundo acha isso. Eu prefiro não fazer essa avaliação direta.

P. E qual o balanço que o senhor faz dos seus anos de vida pública?

R. Como diria São Paulo, “combati o bom combate”. E eu sobrevivi. Não posso analisar todas as posições que eu tive. Quem me conhece desde guri sabe que até hoje eu fui uma pessoa que teve uma linha de ação sem se desviar dela. Sempre respeitei a democracia, a seriedade a credibilidade e a minha história mostra isso. Quando eu estava em São Borja, no enterro do Getúlio Vargas [em 1954], eu estava lutando pela manutenção do João Goulart que foi deposto pela ditadura, eu estava nas fileiras do MDB na sustentação contra a ditadura. Estive lutando contra o fim da tortura, participei de vários momentos sempre do mesmo lado. Nunca mudei.

P. O senhor gosta de fazer citações bíblicas. Na sua última campanha o senhor fez mais uma.

R. Sim. Eu sou franciscano. Eu citei que Moisés, com 80 anos, conduziu o povo judeu, então eu, aos 84, também poderia ajudar o meu povo na caminhada.

P. Qual foi o momento de sua vida pública que mais lhe marcou?

O MDB virou essa dolorosa realidade de se contentar por meia dúzia de carguinhos e deixa de lutar pelo o que é necessário.

R. [Simon respira fundo e se cala por 32 segundos]. Eu diria que foi a caminhada do MDB para derrubar a ditadura. Eu me senti um cruzado. O MDB era um grupo de homens puros buscando lutar contra a ditadura, estabelecer uma democracia. A história do Brasil, quando for escrita desse nosso atual período, deve dizer que os nossos partidos políticos não têm biografia. A única história positiva foi a do MDB nas Diretas Já. Foi um partido que esteve ao lado da sociedade, não se dobrou, não se virou para o lado da ditadura militar, era um partido que buscava a transformação. Por outro lado, acho que na hora que o MDB foi à Constituinte, elegeu o Tancredo Neves, dando um passo para o fim daquele período, foi um momento de enorme significado. Infelizmente, o negativo que eu vejo é que com a morte de Tancredo, e esse Sarney aí assume o Governo, surge aquela divisão, entre os que não o apoiam e os que querem pegar as migalhas do Governo. Aí o MDB saiu da linha. Virou essa dolorosa realidade de se contentar por meia dúzia de carguinhos e deixa de lutar pelo o que é necessário. O MDB se transformou em algo muito triste.

P. Desde então o senhor não identifica nenhuma outra iniciativa positiva dos partidos?

R. Houve um momento que acreditei que o PT teria uma garra, uma coragem de um grande partido. Eles pareciam as comunidades de base que existiam no MDB. A luta que eles tinham quando eram oposição era qualquer coisa de notável. Quando chegaram ao poder, foi o pior partido do poder. Na história brasileira não há um período tão doloroso como em dois momentos nos últimos anos: o mensalão e a corrupção na Petrobras. O PT chegou ao governo e se tornou o partido mais triste, mais vergonhoso de nossa história. Foi pior até do que a ditadura militar, no campo da ética, da seriedade.

P. Como assim, pior do que a ditadura?

O PT chegou ao governo e se tornou o partido mais triste, mais vergonhoso de nossa história

R. Sim. No campo da ética foi. Esses escândalos de corrupção foram vergonhosos. O PT tem um lado positivo. Houve avanços na área social. O Bolsa Família e outras coisas foram extremamente positivas. Mas no que tange à ética e à moral, não há no mundo escândalos maiores do que o mensalão e a Petrobras, com a cúpula do PT envolvida.

P. Na avaliação do senhor, qual foi o melhor governo que o país já teve?

A imprensa, infelizmente, levou o Itamar Franco para o lado folclórico

R. Itamar Franco (1992-1994). Porque o Itamar assumiu no pior momento. O impeachment afasta o presidente eleito [Collor]. Uma CPI dos Anões do Orçamento. Ele assume sem partido, sem apoio, sem nada. Nós montamos o governo ao lado dele. Fizemos uma reunião com todos os presidentes e líderes de partidos. E fizemos uma cópia do pacto de Moncloa, na Espanha [termo assinado em 1977 diante de uma grave crise financeira e social após o fim da ditadura Franco]. O Itamar não tinha o povo do seu lado. O povo não votou nele, o povo votou no Collor e o Congresso votou [pelo impeachment] do Collor. O Congresso botou o Itamar no Governo, então o Congresso era o responsável pelo Itamar. Fizemos um grande acordo envolvendo desde o menor até o maior partido. Ele disse que se houvesse uma crise nacional, “convoquem a mim e eu respondo a vocês”. E a recíproca foi verdadeira. Ele governou com uma grande coalizão. Ele lançou o Plano Real, o plano mais sério, mais importante, que na verdade vem salvando esse país. No Governo dele, não houve uma vírgula de corrupção. Não teve deputado, senador, que ganhou dois mil réis para comprar coisa nenhuma. Absolutamente nada. O Real foi negociado em debates acalorados, mas foi votado sem nenhum cheiro de corrupção. Quando o chefe da Casa Civil foi citado na CPI, na mesma hora o Itamar mandou ele se afastar do cargo e só voltou quando se comprovou que não havia nada contra ele. Governo da maior dignidade.

P. Por que poucas pessoas fazem essa avaliação?

R. A imprensa, infelizmente, o levou para o lado folclórico. Ele era caipira, era não sei o quê e botou nele uma marca que não devia. Na minha opinião ele fez o Governo mais sério e correto do Brasil.

out
16


SERÁ

Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço a você
Não é me dominando assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinha
Mas eu sei muito bem aonde vou
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor
Será só imaginação
Será que nada vai acontecer
Será que é tudo isso em vão
Será que vamos conseguir vencer
Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua nosso coração
Será só imaginação
Será que nada vai acontecer
Será que é tudo isso em vão
Será que vamos conseguir vencer
Brigar pra que se é sem querer
Quem é que vai nos proteger
Será que vamos ter que responder
Pelos erros a mais
Eu e você
Será só imaginação
Será que nada vai acontecer
Será que é tudo isso em vão
Será que vamos conseguir vencer
Brigar pra que se é sem querer
Quem é que vai nos proteger
Será que vamos ter que responder
Pelos erros a mais
Eu e você
====================================================

BOA TARDE!!!

out
16


—————————————————————————-

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

A modelo brasileira, Gisele Bündchen, 34 anos, é a protagonista do novo anúncio do icônico perfume Chanel Nº 5 ( consagrado por Marilyn Monroe), seguindo-se a Nicole Kidman e Audrey Tautou.

Num filme realizado pelo australiano Baz Luhrmann – que também assinou a campanha de Kidman para a Chanel, em 2004 – a top encarna uma mulher de sucesso, mãe e surfista.

Em mais de 3 minutos Gisele Bündchen surge surfando com a filha, posando para uma sessão de fotográfica e, no final, com o ator Michiel Huisman, que já entrou nas séries “Game of Thrones”, “Orphan Black” e “Nashville”.

A banda sonora do filme esteve a cargo de Lo-Fang, que canta a música “You’re The One That I Want”, escrita por John Farrar, do álbum “Blue Film (4AD), da Warner Unichappell Music/Sony).

CONFIRA O VÍDEO NO BP

=========================================================

DEU NO UOL/FOLHA

ROGÉRIO PAGNAN
REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO

O estudante Victor Hugo Santos, 20, que teve o corpo encontrado na raia olímpica da USP no mês passado, morreu afogado após ter consumido um tipo de droga novo no Brasil: o 25B-NBOMe.

Essa é a conclusão do laudo do Instituto Médico-Legal de São Paulo, ao qual a Folha teve acesso, e que será utilizado pela polícia para tentar responder o que aconteceu com o rapaz.

Santos participava de uma festa no velódromo da USP na madrugada de sábado, 20 de setembro. Segundo seus amigos, ele desapareceu após ir buscar cerveja sozinho.

Relataram ainda que o rapaz havia tomado uma bebida alcoólica conhecida como “Amnésia” (vodca, soda e suco em pó), oferecida pelos organizadores do evento.

O corpo só foi achado três dias depois, na terça. O laudo diz que a morte ocorreu entre o sábado e o domingo.

A substância encontrada é muito similar ao LSD, uma droga sintética que causa alucinações nos usuários.

Havia uma concentração de 1 nanograma por mililitro de sangue, o que provocou intoxicação aguda com reflexos no organismo do jovem.

“A este quadro de intoxicação, o qual já comprometia a vítima, somou-se […] o afogamento, que se constituiu na causa terminal da morte”, afirma o laudo.

Procurado, Ademar Gomes, advogado da família do estudante, disse que seria preciso esperar um pronunciamento oficial do resultado para poder comentá-lo, já que o inquérito corre em segredo.

Os pais do jovem disseram que o filho não tinha costume de usar drogas.

Segundo especialistas, drogas do tipo NBOMe são recentes no Brasil e se confundem com o LSD, mais conhecido.

Em novembro de 2013 a PM fez uma grande apreensão do que achava ser LSD (1.988 micropontos em selos) na zona sul de São Paulo. Mas a perícia apontou que se tratava de 25I-NBOMe (da mesma família do 25B-NBOMe, consumido por Santos).

“Sabemos que é uma droga potente”, disse o promotor Cássio Roberto Conserino, que move uma ação por tráfico envolvendo o NBOMe.

out
16
Posted on 16-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-10-2014


============================================================
Mauro, hoje, no jornal Tribuna da Serra (RJ)

================================================================

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O Brasil está dividido entre Aécio Neves e Dilma Rousseff. Com praticamente os mesmos números, pesquisas de intenção de voto Datafolha e Ibope divulgadas nesta quarta-feira mostram um empate técnico entre os candidatos tucano e petista no segundo turno da eleição à presidência da República. Segundos os dois levantamentos, que têm margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, Aécio Neves tem 51% dos votos válidos, enquanto Dilma aparece com 49%. Os números apontam para um equilíbrio ainda não visto em disputas presidenciais desde a redemocratização.

Na última eleição, em 2010, Dilma se elegeu presidente com 56,05% dos votos válidos, uma margem confortável à frente do então adversário de segundo turno José Serra, que ficou com 43,95%. Quatro anos antes, em 2006, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu se reeleger com uma folga ainda maior: o petista obteve 60,83% dos votos contra 39,17% do hoje governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Na primeira eleição vencida por Lula, em 2002, a vitória foi ainda mais tranquila: 61,3% contra 38,7% de José Serra. Antes disso, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso levou a disputa com Lula ainda no primeiro turno, em 1994, com 54,28% dos votos, e em 1998, com 53,06%, e o hoje senador Fernando Collor de Mello (PTB) bateu o mesmo Lula no segundo turno, em 1989, com 53,03%.

Se as pesquisas deste ano estiverem corretas, a contagem de votos do próximo dia 26 vai ser a mais emocionante em décadas. Nesta corrida presidencial, tanto o Ibope quanto o Datafolha mostram que, em votos totais, Aécio e Dilma perderam um ponto cada um desde as últimas pesquisas, divulgadas no último dia 9, e aparecem respectivamente com 45% e 43% das intenções de voto. Na pesquisa Datafolha, esses dois pontos percentuais que os candidatos perderam se transformaram em votos nulos ou brancos, que somam 6% agora. Já no levantamento do Ibope, metade dos eleitores que teriam mudado o voto decidiu votar nulo ou branco, elevando o percentual a 7%, e a outra metade passou a se considerar indecisa.

Rejeição

Na pequisa Datafolha, apesar de a taxa de convicção dos eleitores de Dilma e Aécio ser a mesma (42% afirmam que votarão com certeza na petista e o mesmo percentual diz votar certamente no tucano), o percentual de eleitores que ‘talvez’ vote em Aécio caiu de 22% para 18%, enquanto o possível voto em Dilma teve um pequeno aumento de 14% para 15%. A rejeição de Aécio também aumentou, de 34% para 38%, enquanto a de Dilma caiu de 43% para 42%.

A pesquisa Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios nestas terça e quarta-feira, e seu nível de confiança é de 95%. O registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-01098/2014. Já o levantamento do Ibope ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios entre o último domingo, 12, e a terça-feira 14. O nível de confiança da pesquisa também é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-01097/014.

out
16
Posted on 16-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-10-2014

http://youtu.be/byV9h8XQSm8

BOM DIA!!!

out
16

=====================================================


DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Cinco anos após a sua morte, o “rei da pop” Michael Jackson continua a gerar receitas elevadas, estando no primeiro lugar do ranking da Forbes das celebridades mortas mais valiosas.

O artista de ‘Thriller’ gerou, no último ano, uma receita de 140 milhões de dólares (109,5 milhões de euros), segundo a Forbes, mais do dobro de Elvis Presley, o segundo lugar neste ranking.

Elvis, que morreu em 1977, gerou 55 milhões de dólares (43 milhões de euros) de receitas. Em terceiro lugar surge Charles Shulz, o criador das tiras de BD Peanuts (com Snoopy e Charlie Brown), que “valeu” 40 milhões de dólares (31,3 milhões de euros).

Este é o segundo ano consecutivo que Jackson fica no topo deste ranking da revista norte-americana. E desde que morreu, em 2009, apenas foi destronado por Elizabeth Taylor, em 2012.

A ajudar a esta receita de Jackson está o álbum póstumo “Xscape”, que no ano passado entrou diretamente para o segundo lugar nos tops norte-americanos, eventos especiais como a sua “aparição” em holograma nos Billboard Music Awards, bem como dois espetáculos do Cirque du Soleil inspirados na sua vida e obra – “Immortal” e “One”.

Nos lugares seguintes do top surgem a atriz Elizabeth Taylor, o músico Bob Marley, a atriz Marilyn Monroe, o músico John Lennon e o cientista Albert Einstein.

  • Arquivos