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Postado em 14-10-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 14-10-2014 00:19


Brizola:transferência de votos

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DEU NO BLOG POR ESCRITO

OPINIÃO

Luis Augusto Gomes

“Não acredito em transferência automática de votos”, afirma a presidente Dilma Rousseff, sobre a possibilidade de os eleitores de Marina Silva optarem por Aécio Neves no segundo turno.

Realmente, esse é um fenômeno raro de se ver, embora ocorra vez por outra. Em 1989, os votos obtido por Leonel Brizola no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul foram, digamos, aritmeticamente dados a Lula no segundo turno presidencial contra Fernando Collor, o vencedor.

Um exemplo mais recente: na eleição municipal de 2008, o candidato ACM Neto conseguiu transferir ao então prefeito João Henrique a votação do primeiro turno.

João e Walter Pinheiro tinham atingido a casa dos 30%, enquanto Neto ficou em terceiro, com 27%. No segundo turno, depois de Neto dizer “sim a João”, este ganhou com 54% dos votos.

Há uma diferença fundamental entre os dois episódios: Collor vencera o primeiro turno com 12 pontos de frente e não foi possível tirar a diferença. Já em Salvador, o empate dos dois primeiros sugeria a indefinição do eleitorado.

No caso atual, em números exatos, Dilma teve 41,6% e Aécio ficou oito pontos abaixo. A questão é que Marina Silva alcançou votação de 21,3%, mais de duas vezes e meia maior que a vantagem de Dilma.

De fato, não haverá “transferência automática”, porque o perfil do eleitorado de Marina indica que uma parte não estimada, pela origem petista, preferirá Dilma.

Mas a campanha da presidente não poderá desprezar dados críticos que indicam vontade de mudança. Juntos, Aécio e Marina estão com 13,3 pontos de dianteira. Somados os candidatos “nanicos”, essa faixa se amplia para 16,8 pontos.

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