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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

A Polícia Civil apresentou por volta de 11h desta segunda-feira (13), na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba, André Ferreira Amaral e Robson Sousa Oliveira. Os dois são suspeitos de terem matado o padre Francisco, no dia 5 de outubro, em Stella Maris. Segundo a polícia, os homens são usuários de drogas e fugiram para Igrapiúna, a 320 km de Salvador, depois do crime.

De acordo com a instituição, os 18 golpes que mataram o padre Francisco, da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, foram dados por André, com um chuço (arma artesanal feita com um vergalhão de ferro). A possibilidade de uma terceira pessoa foi descartada.

O delegado Marcelo Sansão, responsável pelo caso, não soube dizer qual a relação entre o religioso e os dois homens. Robson disse que conheceu o padre há dois meses, na região próxima à Alameda Praia do Flamengo, em Stella Maris, onde o crime aconteceu.

Segundo informações da Polícia Civil, o padre Francisco Carlos de Souza dava uma mesada para Robson havia três meses. Quando ele interrompeu os pagamentos, Robson passou a extorquir o religioso. No dia do crime, os dois haviam marcado um encontro próximo ao local onde o padre acabou sendo assassinado.

No celular do capelão, encontrado no bolso da bermuda do religioso, o jovem é identificado como Robson Surfista.

Segundo o delegado, em uma das ligações, o religioso marcou um encontro com Robson na rua onde o assassinato ocorreu. Antes, o padre fez um saque em um banco da capital. A quantia retirada não foi divulgada.

Robson frequentava a praia onde ocorreu o crime e foi visto no local dias antes do crime. Para Sansão, o crime foi premeditado.

O padre foi visto correndo e gritando por socorro na Alameda Praia do Flamengo, enquanto era perseguido a pé por André e Robson, no início da tarde do domingo.

Quando a dupla alcançou o religioso, André utilizou um chuço, arma artesanal feita com um vergalhão de ferro, para golpear o padre, que depois foi arrastado e recebeu outros 17 golpes.

Seu corpo foi encontrado ainda na tarde do domingo atrás do Hotel Catussaba, próximo ao Centro de Formação de Líderes da Igreja Católica.

A dupla fugiu no veículo do padre, um Fox prata. Segundo a polícia, o carro, repassado por R$ 3 mil, foi encontrado incendiado no povoado de Orojó, em Igrapiúna.

Procurada, a Arquidiocese de Salvador informou que só vai se manifestar após uma comunicação oficial da polícia.

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