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Posted on 12-10-2014
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André Setaro:crítico de cinema, professor da Facom-UFBA, blogueiro e boêmio
da Bahia, que morreu em julho deste ano.Faria 64 anos neste domingo(12/10)
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EM MEMÓRIA

Querido André Setaro:

Quanto transtorno! Não pude ir a seu velório. A caminho do aeroporto do Rio de Janeiro, onde estava, retornei ao nosso último telefonema, quando estranhei seus silêncios esticados e reconheci somente a melancolia cheia de tosses. Você sobreviveu a outras mortes, mas a sétima é fatal: entre uma palavra e outra desaba a mudez, a cera derrete e não há mais um mundo a ser defendido. Fez bonito. Os bancos e os tesoureiros estatais se contrariaram com sua inadimplência. Ora, maldição, essas finanças andam erradas, somos nós os devedores maiores. Perdoai. Em Salvador não haverá quem encontre dívidas de André Olivieri Setaro nos bares, pois neles se manifestava a bela ética pessoal com que conduzia a vida e a crítica.

No papo final, esqueci de comentar “Que estranho chamar-se Federico”, uma tirada de chapéu de Ettore Scola para Fellini. Cê viu o filme? Claro, recebi o aviso sobre o fim dos seus artigos semanais na Terra Magazine: “Um crítico deve acompanhar as novidades. Eu não posso mais”. A viagem às salas de cinema tornou-se inviável, não pelo barulho dos pipoqueiros (salutar à neurastenia), mas por limitações físicas. Sabíamos da sua escolha pelo desregramento, onde não cabia a renúncia aos maços de cigarro e às latinhas de cerveja, as quais se acumularam em seu apartamento num Natal em que lhe surpreendi católico reincidente, saudoso de ceias e tias velhas.

Pressentíamos sua morte nos pensamentos demorados, ricos em nicotina; sobretudo, intuíamos como seria inválida toda aquela intimidade com o vazio que agora lhe empacota. O caos funcionou até seus 61 anos. A partir daí, uma neuropatia diabética conspirou contra os prazeres, uma bengala caiu no perfil de imperador exilado e originou um Carlitos improvável: barbudo, lento, pouco elástico.

Cobro-lhe a irrealizada sessão de “El Topo”, de Alejandro Jodorowsky, desde sempre acertada com Rodrigo Sombra. Batata que você gostaria da composição das cores, dos rios de sangue (ou de vermelho, como prefere Godard) e dos fuzilamentos inspirados em Goya. De hoje em diante, haverá sempre um filme a ser visto.

Afasto-me dos volteios de comadre. Preciso lhe narrar as cenas finais do último Scola. O velório de Fellini prosseguia num estúdio da Cinecittà, abarrotado de guardas e devotos… e haja esforço para contrariar o defunto! Scola decide então simular uma luz, dessas de deus ex machina, e promover o retorno do amigo a Roma. Com echarpe no pescoço.

Cogitei-lhe fugitivo do próprio velório, parelho a esse Fellini, em regresso a cidades utópicas. Logo atinei que se esta carta sequer possui destinatário, por que se cobrirá de sonhos? Aqui me faço faroleiro, com alguns pigarros cerimoniosos, na certeza de que você não me lê, eu não lhe escrevo, nenhuma palavra voltará à origem. Mais do que a si mesmo, Fellini só admirava a Deus. Se bem me lembro, você mandava Deus pastar. Seu ateísmo procurou um descanso machadiano, desfechado pela exclamação “a terra lhe seja leve!”, como está posto em “Dom Casmurro”. Aliás, sua última frase no hospital foi puro Machado de Assis: “Não posso ficar aqui. Amanhã eu tenho aula”. Estilo é isso aí.

Por quase dez anos nos correspondemos com as pompas do “Memorial de Ayres”, o último romance de Machado, como se emulássemos a pena do Conselheiro Ayres, diplomata aposentado e narrador da história. Abraços à gente Aguiar, D. Carmo, Tristão e Fidélia. No meio das firulas estava a vida, preenchida por nossos camaradas da Cidade da Bahia. E pelos chatos, Conselheiro – muitos, os chatos! Nas últimas cartas, você recolheu a pena da galhofa e carregou a tinta da melancolia. Passei estas noites relendo-as. Aí sim, reconheça, dei-lhe uma bela trapaça. O amigo conversava outra vez.

Agora deixarei vazar sua voz, sem lhe pedir licença. Em 5 de março de 2014, o “Conselheiro” rememorou Alain Resnais, morto quatro dias antes: “Passei o Carnaval lendo Ana Karenina, de Leon Tolstoi, e revendo Resnais. Um tanto depressivo, cheguei a chorar em ‘Hiroshima, mon amour’, ponto de partida de todo o cinema contemporâneo. Sem Resnais não existiria David Lynch, por exemplo. Tristão viu comigo, mas seu pensamento estava em Fidélia. Eu não tenho, infelizmente, mais fidélias para sonhar. Grande e resnaisiano abraço”.

Seis meses antes, livre do nom de plume Conselheiro Ayres, você exercia a alegria das antigas correspondências: “Tristão continua sem querer comer. Está muito magro. Dei-lhe vitamina de banana com grossos caroços dentro. E vomitou. Lembra-se com tristeza da boa gente do Carmo, e, quando febril, delira, imaginando-se um hipopótamo. É um homem de seu tempo, isto é, do século retrasado, que vive neste por uma questão ainda não explicada pelos cientistas. O Conselheiro Ayres, com sua sabedoria, com certeza ficaria atônito. Mas tudo na vida tem suas contradições. Virei babysitter de Trista, como o chamo. A vida é cruel”. No pé, mais um grande abraço de André Setaro.

Criaria ramos e ramos, essa tristeza. Em novembro, ao evocarmos um verso de Lamartine (“Ô temps! Suspends ton vol, et vous, heures propices!“), veio sua resignação: “Gosto de usar ‘Ó tempo, suspende o teu voo!’. Porque, no frigir dos ovos, preciso realmente que o tempo suspenda o voo que está me levando para o infinito”.

Abaixo o infinito. Esta noite penso em nossos bares. No Jardim Brasil, o extinto Chico 2 se abria a “jovens turcos” de deslocadas gerações cinéfilas, as quais contavam com sua paciência de André Bazin, outro mestre de saúde frágil, que lhe forneceu um método e um arcabouço.

Naqueles dias, Sandro Santana nos ensinava John Ford e tantos westerns, proclamando em torrente: “A crítica professoral está por fora. A crônica é o que me interessa”. Você me avisava: “Se quiser uma polêmica, convide Sandro Satã. Não tem papas na língua”. Julio Gomes amava o “Mr. Arkadin”, de Orson Welles. Mas, numa cinemateca imaginária, também cedia cadeira a “Meu Tio”, de Jacques Tati. Acanhado e culto, Julio era dos raros homens que lhe faziam silenciar – e não era para evitar discórdias; um silêncio confiante na justa medida crítica, estimando-o “primus inter pares”.

Devorador de filmotecas, Saymon Nascimento derramava os saberes dos diretores asiáticos e se obrigava a ver um filme por dia, refugando uma festa de Ano Novo para assistir à película número 365. Saymon como que berrava: nem sempre a vida é maior que a arte. Diego Damasceno, sob o manto de “Cipriano Lúcifer”, deitava nos textos um português oitocentista, afiado pacas, de estremecer molduras douradas.

Com sua camisa rubro-negra e uma tara por Jennifer Jones, Franciel Cruz regressava eternamente do Porto da Barra, pleno de cabelo bíblico, puxado para trás a cada petardo. Era o anarquista irrespondível, e continua sendo. Na cadeira ao lado, havia Lucas Fróes com a brancura de príncipe renascentista, inventor de mil pseudônimos. Notícia: Lucas lançará um documentário em sua homenagem, revelando o grande ator que você é, neste Dia das Crianças.

Retorno. Uma noite você cantou “Chove lá fora”, de Tito Madi, para Sora Maia. No bistrô do taverneiro Reinhard Lackinger, Fernando Conceição chegava com a nova edição da “Província da Bahia”, um jornal que soltava línguas de fogo nos burocratas da política e da cultura. O nome de sua coluna, hein, hein? “Claquete”. Agente provocador, Maurício Tavares anunciava a nudez do rei – e achava isso ótimo! Vitor Pamplona quedava-se pela Nouvelle Vague. Antonio Nykiel se repartia em todos os bares. Longe de dúvida, Romenil Silva foi uma chapa da virada. Até o fim.

Nada nos comovia mais do que o fechamento de um bar de espanhol. Com alguma urgência, você marcou três despedidas do Armazém Espanha, nos Barris. “Momento histórico”, anunciava em suas mensagens. O destino não cumpriu os discursos de Romenil: o bar deixou de ser espanhol, mas não fechou. Pura tapeação. Nós nos despedíamos de você, Setaro.

Discordávamos, muitos de nós, da sua tese de que o cinema de invenção morreu e, à margem desse velório, a cinefilia estava enterrada. Coisas incomprováveis. O sol ainda doira, o rio corre bem ou mal. Godard vaticinou que não seria mais amigo de Truffaut no dia em que deixassem de gostar dos mesmos filmes. Erro. Acima das divergências, a amizade. E continuamos a gostar dos mesmos filmes que Truffaut.

Uma história confere graça a seu descrédito na contemporaneidade. Certa tarde, no tribunal, você reencontrou um parricida cinéfilo, velho amigo, que fez uma pergunta amena:
“André, o que está passando de bom no cinema?”.

A resposta tranquilizadora:
“Olhe, para ser sincero, você não está perdendo nada. Há tempos não tenho visto nada de bom”.

Sua morte não parou de produzir belezas. O governo finalmente lançou em papel a segunda edição do “Panorama do cinema baiano”, um pacote que esses batutas não tiveram o decoro de lhe entregar em vida (recordo-me de suas queixas). Em sua memória, textos lindos foram escritos. Inácio Araujo, a quem você reputava como o maior crítico brasileiro, protestou aos deuses: “Ah, não! André Setaro, não!”. Inácio esperava sua leitura do livro de contos dele, “Urgentes preparativos para o fim do mundo”. Coisa fina, Setaro. Os Soares – Vitor Hugo, Regina e Olívia -, que são seres do coração, chatearam-se com seu passamento; em desagravo, andaram espalhando imagens de Brigitte Bardot por todos os cantos. Em Brasília, Ronaldo Leite sentiu saudades ao ver o hitchcockiano “Segredos de sangue”, do sul-coreano Chan-wook Park.

Quase não há boas notícias da primavera. Nossa cidade anda estranha, os babacas relincham em todos os poderes, sinto um acréscimo de burrice nos jornais. Nada disto lhe empolgaria. Como contraponto, Waltinho Pinto Lima promete alegrar Salvador com películas de Fellini, no próximo festival. “Quando me restabelecer da felicidade, entro em contato”, vibrou a felliniana Ceci Alves.

O cinema não morreu. Evito o pessimismo entregue ao parricida. Peço que não chores, pois há Alain Resnais, Woody Allen e Wes Anderson em cartaz.

Puxo outra carta. Sinto o cheiro de cigarro. Você tosse e tem a última palavra:
“Sou, na verdade, um inadequado à vida acadêmica e, mesmo, ao convívio social. Mas o que é que posso fazer? Uma certa notoriedade que adquiri na faculdade vem dessa esquisitez, de um modo de ser que difere dos outros. É a maneira de andar lento, pachorrento, dizer as coisas com vírgulas, olhar o mundo desinteressadamente. É, muito mais do que outra coisa, um processo de folclorização e nada mais do que isso. Às vezes, assusto convicções juvenis estabelecidas com meu modo politicamente incorreto de ser”.

Resisto: feliz aniversário!

Seu amigo,
Claudio Leal.

Grande e inesquecível Setaro: Forte abraço e umas horas de cerveja bem gelada onde você estiver: seguramente no Paradiso.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 12-10-2014
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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Após dias de suspense, a candidata derrotada pelo PSB, Marina Silva, decidiu declarar seu apoio ao candidato tucano Aécio Neves. Segundo ela, Aécio mostrou avanços com os compromissos assumidos em uma carta no último sábado, em que assinalava o fim da reeleição aos cargos do Executivo, a demarcação de terras indígenas e a ampliação da reforma agrária.

“É preciso apostar mais uma vez na alternância de poder pelo bem comum. É com esse sentimento e com os compromissos assumidos por Aécio Neves, que declaro meu voto e meio apoio em sua candidatura. Votarei em Aécio e o apoiarei”, disse ela em uma coletiva de imprensa nesta manhã. Ela disse que ainda não sabe se subirá nos palanques do candidato neste segundo turno.

“Entendo esse documento [divulgado no sábado por Neves] como uma carta de compromisso e rejeito qualquer manifestação de que eles se dirigem a mim em troca de apoio”, disse ela. “Ao final da presidência de Fernando Henrique Cardoso, a sociedade mostrou que queria alternância de poder sem perder a estabilidade econômica. Isso foi aceito pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Agora temos um momento em que a alternância de poder fará bem para o Brasil, com o compromisso da manutenção dos programas sociais”, disse a ambientalista.

Ela destacou os compromissos feitos por Neves em seu programa com a educação, com o projeto Saúde Mais Dez (que visa destinar 10% da receita corrente para a Saúde), o compromisso com a demarcação de terras indígenas e com a reforma agrária, além da manutenção do Bolsa Família. Ressaltou, especialmente, as questões ambientais previstas no programa de Governo dele. “Fernando Henrique trouxe estabilidade econômica. Lula trouxe o compromisso com os programas sociais. É preciso adicionar uma nova perna a esse tripé, o da sustentabilidade ambiental.”
mais informações

Os três itens anunciados por Neves no último sábado eram algumas das exigências da ambientalista para que ela o apoiasse. Na carta, ele não deixou claro, entretanto, se o fim da reeleição já valeria para o mandato dele, caso ele vença Dilma Rousseff no próximo dia 26, nem estabeleceu prazos para os compromissos ambientais que também faziam parte das exigências dela. Outra demanda de Silva também ficou de fora: a garantia de que não se reduzira a maioridade penal, o que é defendido por Neves e por muitos de seus eleitores conservadores. No evento de sábado, quando ele apareceu ao lado da família de Eduardo Campos, ele disse apenas que buscará alternativas para que a juventude seja afastada da violência.

Questionada neste domingo sobre a questão da maioridade penal, ela afirmou que a carta apresentada “abre um espaço para o diálogo sobre a questão”. “Nós não aprensentamos imposições. O compromisso assumido ontem nao é uma resposta a mim individualmente, mas contempla as minhas expectivas e as dos partidos. Acredito que está aberto o espaço para o diálogo com a sociedade”.

Silva angariou no último dia 5, quando ocorreu o primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, 22 milhões de votos, pouco a mais do que obteve em 2010. A votação parecida com 2010 foi vista como positiva por Marina . “Encaro como um crescimento”, avaliou em uma coletiva de imprensa após o anúncio dos resultados. “Nós estamos avançando e o avanço é a decisão da sociedade brasileira de se manter firme no processo político”, completou. Na ocasião, ela ressaltou ainda que o eleitorado que a apoia tem um desejo claro. “Mais de 20% da sociedade brasileira está determinada que a mudança precisa ser qualificada.”

A ambientalista entrou na disputa eleitoral após a morte de Eduardo Campos, que era o cabeça da chapa, em um acidente aéreo em Santos, em 13 de agosto. A comoção provocada pelo acidente, aliada ao bordão “não vamos desistir do Brasil”, impulsionaram a candidatura de Silva, que chegou a aparecer a frente da presidenta Dilma Rousseff, que tenta se reeleger, em diversas pesquisas eleitorais antes do segundo turno. Mas a nova candidata passou a perder apoio quando mudou de ideia sobre questões mais progressistas em seu programa de Governo, como a união homoafetiva e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. O recuo foi aproveitado pelos candidatos oponentes, que atacaram a sua insegurança.

O PSB, partido de Campos, já havia anunciado apoio a Neves, o que chegou a gerar conflito dentro do próprio partido. O então presidente dos socialistas, Roberto Amaral, criticou a escolha pelo tucano, afirmando que o PSB deveria ter ficado neutro. “Quando o Partido Socialista Brasileiro teve a oportunidade de avançar, de se preparar para construir uma proposta de socialismo para o século 21, ele optou pelo patriarcalismo, ou, se quisermos, pelo coronelismo”, disse ele ao jornal O Estado de S. Paulo. No entanto, Marina, que faz parte do grupo político Rede Sustentabilidade, afirmou que só apoiaria o tucano caso ele se comprometesse com algumas pautas. Segundo ela, a Rede decidiu orientar seus militantes para o voto nulo, branco ou em Aécio Neves.

Silva fez sua campanha com base na defesa do que chamava de “nova política” e se chamava de “terceira via”, em uma crítica à polarização entre o PT e o PSDB, que alternam o poder desde que o tucano Fernando Henrique Cardoso assumiu a presidência, em 1995. Neste domingo, ela foi questionada por uma jornalista se assumir uma postura favorável a um dos partidos não seria uma contradição. “É uma eleição em dois turnos. Você toma uma posição em relação a aquilo que acha que é melhor para o Brasil. O que estamos fazendo é inaugurar, sim, a nova política.”, respondeu.

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Posted on 12-10-2014
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Clayton, hoje, no jornal O Povo (CE)

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LÍGIA MESQUITA

DE SÃO PAULO

Coordenador-geral da campanha de Marina Silva (PSB) à Presidência, Walter Feldman disse que a ex-senadora considerou um avanço a carta de compromissos que Aécio Neves (PSDB) divulgou neste sábado (11), em relação conteúdo de programa do tucano no primeiro turno.

Feldman avaliou a carta de Aécio, que se compromete com reformas agrárias e política e com o fim da reeleição para o Executivo, como sendo “de forte conteúdo social”.

“Em relação ao conteúdo do debate programático do primeiro turno, avança de maneira consistente”, disse. “Mas não há que se imaginar que seja o programa da Rede”, disse o deputado licenciado, ao sair do prédio de Marina em São Paulo.

Feldman, Bazileu Margarido e Gabriela Barbosa, integrantes da Rede Sustentabilidade, e Alon Feuerwerker, coordenador de comunicação da campanha pessebista, se reuniram à tarde com a ex-ministra do Meio Ambiente.

Na manhã deste domingo (12), Marina anunciará se apoia ou não o candidato tucano ao Planalto.

“É um momento difícil. A Rede é uma proposta de nova política e o segundo turno leva à polarização. Alguns acham que devemos não participar e outros que, dada a dramaticidade do quadro, teria que se assumir uma posição “, afirmou Feldman.


BOM DOMINGO!!!

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Posted on 12-10-2014
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Os dois suspeitos presos em Igrapiuna

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Os dois suspeitos de matar o padre Francisco Carlos de Souza, praia de Stella Maris,dm Itapoã (nas proximidades do Centro de Formação de Líderes da Arquidiocese de Salvador) confessaram que chegaram a vender o carro do religioso, um Fox, por R$ 3 mil. Robson de Souza Oliveira, 26 anos, e André Ferreira do Amaral, 28 anos, estavam escondidos em uma pousada em Igrapiúna, a 320 km de Salvador, aguardando para receber o pagamento.

Segundo informações da Polícia Civil, o padre Francisco sustentava Robson financeiramente há três meses. Quando ele interrompeu os pagamentos, Robson passou a praticar extorsão contra o religioso, exigindo também mais dinheiro. No dia do crime, os dois haviam marcado um encontro próximo ao local onde o padre acabou sendo assassinado. A polícia não confirmou qual o teor do relacionamento entre o padre e o suspeito nem como eles se conheceram. No dia do crime, Robson chegou a ligar para o celular do padre 49 vezes – o telefone não foi levado pelos bandidos e ajudou a polícia a identificar os suspeitos. Robson não tem passagem pela polícia e é surfista. A polícia não informou qual a relação de Robson com o outro suspeito, André. Ambos são usuários de drogas.

“Os autores tentaram forçar novos valores, e valores mais altos, e houve uma negativa”, explica o delegado Marcelo Sansão sobre a extorsão. No dia do crime, o padre fez vários saques bancários. Antes de ser morto, ele foi visto correndo pela rua. O primeiro golpe foi dado por André. “Mas com uma permanência maior do Robson no local do crime”, acrescenta o delegado.

O carro do padre foi vendido a uma pessoa identificada como Eri de Ituberá. O veículo acabou sendo incendiado no povoado de Orojó, quando os suspeitos passaram a temer serem pegos. Os suspeitos foram presos nesta sexta-feira (10) pela 33ª Companhia Independente de Polícia Militar após denúncia. Eles já foram transferidos para Salvador.

Anteriormente, o delegado Marcelo Sansão já havia informado que a polícia acreditava que dois homens praticaram o crime. Um terceiro envolvido, no entanto, está sendo procurado, segundo a PM. A polícia também havia informado que acreditava que o crime se tratava de homicídio, não latrocínio.

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Posted on 12-10-2014
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DEU NO BLOG POR ESCRITO

OPINIÃO

LUIS AUGUSTO GOMES

A senadora Lídice da Mata (PSB), segundo se divulga, não ficará com Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial, o que é coerente, mas deverá apoiar Dilma Rousseff (PT), embora vá fazer oposição ao seu partido na Bahia.

Para isso, valer-se-á de uma interpretação ampliada das “especificidades regionais”, expressão sinônima, no caso, de “liberou geral”, que o partido tomou em caráter nacional, em razão de ter candidatos em dois Estados que disputam o segundo turno contra tucanos.

Não se sabe aonde poderá Lídice chegar com essa postura furta-cor, que rotula de “primeiro passo de uma terceira via”. O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que era aliado de Dilma e de Wagner, tomou rasteira, quanto mais ela, se ficar “com um pé lá e outro cá”.

A opção pela prevalência de interesses imediatos sobre convicções levou a senadora à situação atual. Compelida a deixar seu campo histórico de atuação para manter-se dona de uma legenda, meteu-se, afinal, numa aventura.

É claro que não poderia imaginar o acontecimento que transformaria o quadro – a morte de Eduardo Campos –, o que não elimina o espaço para arrependimento. A questão é que ela não abandona a linha que adotou.

Não era preciso a senadora Lídice dizer que não se recomporá com o PT e não ocupará cargos no governo, porque é o PT que não se recomporá com ela, pelo menos por enquanto. Talvez mais tarde, com a atuação “independente” dos dois deputados do PSB na Assembleia, haja algum caminho de reaproximação.

Ainda sobre o apoio a Dilma, cabe aguardar como será, em caso de vitória de Aécio, o posicionamento de Lídice no Senado. Seu partido, tendo decidido votar nele, deverá integrar sua base parlamentar, e não há garantia de que as “especificidades regionais” continuem valendo até lá.

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