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Posted on 11-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-10-2014


Filhos de Eduardo Campos com Aécio em Recife

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DEU NO UOL/FOLHA

Vinícius Segalla

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves (PSDB), recebeu neste sábado (11) o apoio formal da família do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morte em um acidente aéreo em agosto deste ano.

Em um ato político no Clube Internacional em Recife com a presença do tucano, o filho mais velho de Campos, João Campos, 20, leu uma carta da mãe, Renata Campos.

“O Brasil pede mudanças. O governo atual não é mais capaz de promover essas mudanças. Só será possível mudar se tivermos capacidade de união e diálogo. Aécio, acredito na sua capacidade de diálogo e gestão. Em vários momentos, você e Eduardo souberam sentar e dialogar. Daqui do Nordeste de Pernambuco, você vai levar a garra e a energia do nosso povo para construir um novo brasil. Que Deus te ajude”, dizia o texto.

Aécio, que teve apenas 6% dos votos do Estado no primeiro turno, afirmou que está, “de alguma forma, aliado e ao lado de Eduardo Campos”. “Eu sempre soube que esta aliança iria acontecer. Professamos o mesmo tipo de política”, disse o tucano.


BOA TARDE!!!


Dilma na casa de Nalvinha em Paulo Afonso…

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…onde Nalvinha toca a vida e espera o segundo turno
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CRÔNICA

O Segundo Turno de Nalvinha

Janio Ferreira Soares

Leio no jornal A TARDE, que entre os 17 maiores municípios da Bahia com mais de 100 mil habitantes, Paulo Afonso foi o local onde Rui Costa e Dilma Rousseff obtiveram suas maiores votações, com 72% e 76% dos votos, respectivamente.

No caso de Rui, nenhuma novidade no front, já que o prefeito Anilton Bastos, um dos mais bem avaliados da Bahia, é seu aliado. Quanto a Dilma Rousseff, seu desempenho por essas bandas também já era esperado, pois aqui ela é mãe, Lula é pai e o Bolsa Família é tipo um tio bonachão, daqueles que todo fim de mês chega de viagem com um agradinho pra galera.

Pois bem, de posse dessa notícia e depois de ver na Folha de São Paulo uma notinha citando que foi em terras de dona Nalvinha que a presidente conseguiu seu maior êxito no estado, resolvi voltar ao povoado Batatinha para revê-la e assuntar como andam as coisas por lá depois daquele alvoroço provocado pela visita de Dilma.

Como das outras vezes, encontrei-a na lida, cuidando dos porcos e aguando alguns canteiros de coentro e couve. Nos cumprimentamos e de imediato notei algo diferente na sua fisionomia, mas não disse nada, nem nada lhe perguntei – apesar da enorme curiosidade e de uma quase certeza.

Falamos dos passarinhos que continuam comendo seus tomates, da chuva que rareou, da floração das mangueiras nanicas e de algumas pimentas de cheiro que mais parecem pimentões. Puxei o assunto sobre a votação de Dilma na região, e ela me olhou como quem diz: “e você esperava outra coisa, seu bobinho?”.

Quanto aos demais candidatos, confessou-me que nunca foi muito com a cara de Marina, por um motivo tão peculiar, que eu aposto nunca ter sido mencionado em nenhuma dessas pesquisas qualitativas que os candidatos mandam fazer. A sua cisma com a ex-senadora, acredite, é com o seu pescoço “de uma seriema assustada”.

A respeito de Aécio, ela não tem muito o que dizer, embora não goste dele por tabela. É que os moradores dali não se esquecem de quando FHC falou que trabalhador que se aposenta aos 50 anos é um vagabundo. E concluiu: “vagabundo pode ser quem vive no bem-bom de um escritório. Mas quem labuta com uma enxada de sol a sol, chega nessa idade todo estropiado”.

Perguntei o que mudou em sua vida depois da visita da presidente e ela me respondeu que talvez fosse melhor que “a mulher” nem tivesse vindo. “Inventaram tanta mentira comigo. Disseram que ela me deu um carro, que trouxe móveis novos pra minha casa, até da minha dentadura falaram”. Foi a deixa que eu queria. “E cadê ela, dona Nalvinha, quebrou, foi?”. “Ôxe, meu filho, e eu ia morrer de fome, era? Não conseguia comer nada com aquela peste apertando minhas gengivas, uma agonia danada. Me acostumei não”.

Feliz em vê-la novamente soltando aquele velho sorriso de cancela aberta, me despedi e antes de entrar no carro ela me presenteou com algumas pimentas “pra você comer com feijão verde”. Saí devagar e parei no campo de futebol, bem no local onde o helicóptero presidencial pousou. No lugar dos gritos de “Dilma, guerreira, do povo brasileiro”, ouvi apenas sons de latidos, de chocalhos e de um carro-pipa passando ao longe. O Segundo Turno na Batatinha vai ser o mais sem graça do mundo.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

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Sid,hoje, no portal de humor A Charge Online


Dilma: “quase pardinha” em Salvador

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Renata Campos: à espera de Aécio

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ARTIGO DA SEMANA

Dilma x Aécio: O Bonfim no paraíso do Bolsa Família

Vitor Hugo Soares

Quinta-Feira, 09 de outubro da arrancada da campanha presidencial, no segundo turno, agora concentrada no confronto direto Aécio Neves (PSDB) x Dilma Rousseff (PT). O calendário oficial dos festejos populares baianos ainda não começou, mas Salvador ferve no perímetro da Cidade Baixa entre o santuário da Irmã Dulce e o alto da colina da Igreja do Bonfim, ambiente sagrado para os baianos de fé,transformado em palco cenográfico do alvoroço político-eleitoral causado pela visita da presidente da República, candidata à reeleição.

Eufóricos com o arrasador triunfo, já no primeiro turno, do quase imberbe candidato do PT, Rui Costa, se comparado ao veterano carlista Paulo Souto, na disputa pelo Palácio de Ondina, os petistas recebem Dilma com uma mini-reconstituição da famosa Quinta-Feira da Lavagem .

Candidata a permanecer no Palácio do Planalto por mais quatro anos, a presidente está em “visita de agradecimento ao santo da maior devoção dos baianos” pelos mais de 60% dos votos recebidos no primeiro turno da eleição, na capital e no interior do estado apontado como “paraíso do programa Bolsa Família”. Na Bahia, o programa posto na vitrine principal da disputa presidencial, alcança seus maiores e melhores índices (incluindo os eleitorais) no Nordeste e no País.

Os petistas em festa promovem o cortejo improvisado subindo a pé, como manda a tradição, a íngreme ladeira que conduz ao adro do templo famoso. A festa apresenta quase todas as vestimentas, cores e sons de uma “Lavagem” de verdade na Cidade da Bahia. Com imagens do jeito que todo bom marqueteiro gosta. Nem o falecido cacique político Antonio Carlos Magalhães, talvez, conseguisse fazer melhor em seus melhores tempos.

No comando do cortejo, o governador Jaques Wagner, a ponto de explodir de contentamento e orgulho, ao lado da presidente-candidata que o convenceu a desistir de concorrer a qualquer cargo eletivo em 2014 e o escolheu para ser o coordenador geral da sua campanha na região.

Sem ser candidato a nada, Wagner desponta agora como o grande vencedor entre os políticos do PT, governantes e personalidades de destaque de todos os partidos envolvidos no primeiro embate da refrega presidencial e nas disputas estaduais no Brasil.

Pouco antes de receber a notícia, nada animadora, de que as pesquisas dos dois principais institutos especializados do País – Ibope e Datafolha – a colocam pela primeira vez, na campanha, em desvantagem numérica frente ao adversário Aécio Neves (embora com empate técnico pela margem de erro), Dilma também não cabia em si de júbilo.

A ponto de, em conversa com o radialista Mario Kertész, ex-prefeito de Salvador, pedir no ar pela Rádio Metrópole, para quando deixar a presidência, “uma vaguinha de tocadora de tambor no Olodum”, a banda de percussão do Pelô de fama mundial. Deu até um espantoso motivo para merecer a escolha:

-Eu sou meio pardinha!

Porém (tudo tem um porém), antes de deixar Salvador rumo a Aracaju, a presidente tomou conhecimento dos números das mais recentes pesquisas de tendências de voto no País. E o humor da candidata petista deu uma reviravolta. Visivelmente.

E tem mais: em termos de festejar bons resultados no primeiro turno, o governador Jaques Wagner, principal aliado de Dilma no Nordeste, empata (ou perde, talvez) para a ex-primeira dama de Pernambuco, Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto no pavoroso desastre aéreo que retirou o firme dirigente do PSB da campanha presidencial.

Renata comandou a maior e mais expressiva vitória eleitoral do PSB no País (64% dos votos) e o notável triunfo de Marina Silva sobre Dilma. Além disso, elegeu governador de Pernambuco, no primeiro turno, o jovem socialista Paulo Câmara – que mal se segurava das pernas com os ínfimos 3% de preferência dos eleitores, em seu estado, quando o avião e os projetos de Eduardo Campos se espatifaram no ar.

A brava e decidida viúva de Campos desponta, agora, como figura de crucial importância nos planos de Aécio Neves, e das oposições no País, de barrar a caminhada de Dilma, do PT, e de seus aliados, para carimbar nas urnas de 26 de outubro mais quatro anos de mandato. Ainda na quinta-feira (que dia!), saiu o anúncio da combinação do PSDB-PSB para que Paulo Câmara seja o coordenador da campanha tucana em Pernambuco, onde Aécio não alcançou os dois dígitos no percentual da sua votação. E se anuncia para este sábado uma visita de Aécio a Renata Campos, no Recife.

Eletrizante combate se prenuncia. Digno de um cordel de feira nordestina, do Largo de São Cristovão, no Rio de Janeiro, ou do Braz, em São Paulo: “A guerra do galego Jaques Wagner, da Bahia, contra Dona Renata, de Pernambuco”. “Galego” é como o ex-presidente Lula chama Wagner nos palanques e nas entrevistas.

A roleta começa a girar no segundo turno presidencial. Façam suas apostas.

Vitor Hugo Soares, jornalista, é editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

http://youtu.be/KmKRmMq0-S

BOM DIA!!!


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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Dois suspeitos de participar da morte do padre Francisco, da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, foram presos nesta sexta-feira (10) na cidade de Igrapiúna, a 320 km de Salvador, segundo informações da 33ª Companhia Independente da Polícia Militar (Valença), que fez as prisões. André Ferreira Amaral e Robson Sousa Oliveira estavam em uma pousada da cidade e a PM chegou até eles através de denúncia.

“Na realidade, lá na cidade de Igrapiúna apareceram duas pessoas estranhas. O pessoal do comércio informou logo à PM e foi iniciado processo de investigação que culminou com a prisão”, explica coronel Santiago. “Eles foram presos e confessaram que estavam envolvidos diretamente com a morte do padre”.

A partir da prisão, os suspeitos indicaram onde estava o carro do padre, um Fox, que foi encontrado queimado. “Eles indicaram o local, confessaram o crime… A gente só não sabe ainda a motivação”, diz o coronel.

Os dois suspeitos estão sendo levados para a delegacia de Valença e de lá seguirão para o Departamento de Homicídios e Proteção, em Salvador.

CRime

A polícia recebeu um primeiro chamado sobre o corpo do padre encontrado perto do Centro de Formação de Líderes da Arquidiocese de Salvador às 13h15 de domingo e, por isso, acredita que o crime tenha ocorrido por volta das 13h. O corpo foi localizado pouco depois, com o instrumento usado na morte, uma espécie de vergalhão usado como faca, abandonado ao lado. O padre tinha 18 perfurações pelo corpo. “Acredito que o local tenha sido premeditado pelos criminosos”, disse o delegado Marcelo Sansão.

Testemunhas viram o padre discutindo com dois homens. Segundo Sansão, ele teria sido perseguido pela dupla, até que um deles o alcançou e o outro o atacou. O carro do padre, um Fox, foi levado pelos bandidos, mas o celular do religioso foi encontrado no bolso da roupa.

A Arquidiocese de Salvador informou inicialmente que o padre saiu de casa, em um condomínio no Costa Azul, às 15h30 para seguir para uma missa às 16h. O horário não batia com o divulgado pela polícia. Depois, Irmã Miriam, da Paróquia, afirmou que ao procurar o padre na casa dele, depois que ele não apareceu para missa, foram informados de que ele saíra de casa por volta das 13h30. Sansão acredita que haja uma confusão nesses horários porque as pessoas nem sempre são precisas. “Ninguém está vivendo e olhando pro relógio”.

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Posted on 11-10-2014
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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

OPINIÃO

Juan Arias
:

As simplificações são sempre errôneas, assim como as dicotomias. Também nestas eleições. Por exemplo, é uma simplificação dizer que Dilma é Lula ou que Aécio é Fernando Henrique.

Se a PresidentE candidata Dilma fosse Lula, provavelmente teria sido eleita no primeiro turno. O PT sabia muito bem disso ao proclamar o “Volta Lula”.

Aécio também não é Fernando Henrique. Se fosse, não teria chegado ao segundo turno já que, no inconsciente coletivo, o sociólogo do PSDB sofre, ainda que injustamente, muito mais rejeição que o ex-senador mineiro.
mais informações

Não só as simplificações costumam estar erradas, como também as dicotomias. Exemplo disso é a divisão do país entre ricos e pobres. O PT seria o partido dos pobres e o PSDB o dos ricos. Acontece que nunca os ricos foram tão ricos, nem os banqueiros e empresários ganharam tanto neste país como nos 12 anos de governo do PT. Por outro lado, as primeiras reformas sociais desde o Bolsa Escola até a revolução no ensino que colocou 90% das crianças nas salas de aula, metade das quais trabalhavam sem poder estudar, foram obra do PSDB.

Não sabemos que rumo tomarão os debates do segundo turno. Dilma e Aécio estariam equivocados se, em vez de convencer os eleitores sobre qual candidato oferece aos brasileiros um futuro mais luminoso e mais moderno, sobretudo para a hoje sacrificada classe média e para os filhos da nova classe C, apresentando propostas concretas e pontuais que até os menos ilustrados pudessem entender, se envolvessem em uma briga sobre o passado ou sobre “quem é mais”, disputando quem é mais dos pobres ou qual passado foi mais glorioso ou tenebroso.

Possivelmente não percebemos que o Brasil, ainda que lentamente, está mudando. Se a abstenção foi a maior dos últimos 20 anos é porque os eleitores se tornaram mais críticos e, para eles, não é mais indiferente votar nesse ou naquele candidato, como no passado. Nem é mais tão fácil, para os políticos, “comprar” o voto dos menos politizados.

Seria bom se, nos debates que começarão agora, ambos os candidatos entendessem uma coisa: que o discurso de pobres contra ricos está desgastado. O Brasil, segundo a ONU, saiu do mapa mundial da pobreza. Já é um país de classe média e os que saíram da miséria não querem mais ser vistos nem tratados como “pobres”. Têm orgulho de poder desfrutar de benefícios das classes que sempre invejaram: como acesso a Internet, uma televisão de plasma; uma assinatura da TV paga ou um seguro de saúde privado. E até um carro, mesmo que seja de segunda mão. E o desejo antes proibido de poder viajar de avião.

Se o Brasil caminha para a modernidade; se é, de algum modo, um país de classe média, os candidatos deverão saber tocar essa fibra de orgulho que pulsa no coração dos que saíram da pobreza e que desejam continuar subindo na escada social. Querem agora esses ex-pobres, sobretudo para seus filhos – e eles são o futuro deste país – além da ascensão econômica, a ascensão social, a da educação e da profissionalização no trabalho para poder pescar por si mesmos, sem precisar esmolar um prato de peixe.

Se for assim, a luta não será entre ricos e pobres, nem entre Lula e Fernando Henrique, mas entre as diferentes classes sociais. Hoje – se não hoje, amanhã – o êxito político estará sobretudo nas mãos dos que melhor souberem se comunicar com as diferentes classes médias, porque pobre, ninguém mais quer ser no Brasil.

O enigma estaria, pois, em qual dos dois candidatos está mais preparado para entender os desejos mais profundos das classes médias e dos que lutam para colocar ao Brasil no mapa da modernidade.

Nesse caso, a briga não pode consistir em colocar espelhos retrovisores para refletir o passado de uns e outros, mas sim em iluminar o que se deseja fazer hoje, amanhã e depois de amanhã para este país com vocação de império e que já se esqueceu de seu atávico complexo de vira-lata.

Uma vez mais a vitória estará nas mãos de quem souber oferecer mais esperança que medo; mais novidade e modernidade que conservadorismo e velhas receitas ideológicas.

O Brasil também tem o direito de querer entrar na pós-modernidade, que é sempre mais pragmática que ideológica.

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