Luciana Genro e Executiva do PSOL:”Aécio não”
Dilma talvez
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POR RODRIGO RODRIGUES

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) divulgou nesta quarta-feira (08) nota pública anunciando que liberará os partidários para escolherem candidato no segundo turno da eleição presidencial, mas sem assumir compromisso com a candidatura de Dilma Rousseff (PT) e pregando “nenhum voto em Aécio Neves”.

Na nota, o PSOL afirma que Aécio representa as privatizações e a corrupção que se deu no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando o mesmo iniciou o processo de venda de empresas estatais no País.

“Entendemos que Aécio Neves, o seu PSDB e aliados são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina. O jeito tucano de governar, baseado na defesa das elites econômicas e nas privatizações, com a corrupção daí decorrente, significa um verdadeiro retrocesso. A criminalização das mobilizações populares e dos pobres empreendida pelos governos tucanos, em especial o de Alckmin, nos coloca em oposição frontal ao projeto do PSDB e aliados de direita. Assim, recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais. Não é cabível qualquer apoio de nossos filiados à sua candidatura”, afirma a executiva nacional do PSOL.

Além da crítica a Aécio e o PSDB, o PSOL não livrou a candidata Marina Silva (PSB), que está prestes a anunciar apoio ao tucano no segundo turno.

Para os membros do partido, a aproximação da candidata do PSB com o tucano deslegitima a ambientalista a representar o que chama de “nova política” e “as vozes da rua”:

“A provável capitulação de Marina Silva à candidatura tucana demonstra a sua incapacidade de representar legitimamente o desejo de mudanças expresso nas ruas e comprova que a “nova política” não pode ser um atributo daqueles que aderem tão rapidamente ao retrocesso”, diz o documento.

Apesar de membros do PSOL como o deputado Marcelo Freixo (RJ) e o senador Randolfe Rodrigues (AP) terem anunciado voto em Dilma, a carta do partido também assume postura crítica em relação a Dilma e o PT.

No documento Dilma é nomeada como alguém que “não nos representa”.

“Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas no ano passado. Seu governo atuou contra as bandeiras mais destacadas de nossa campanha(…) Por tudo isso, se Dilma vencer o segundo turno, o PSOL seguirá como oposição de esquerda e lutando pelas bandeiras que sempre defendemos. A partir destas considerações, o PSOL orienta seus militantes a tomarem livremente sua decisão dentro dos marcos desta Resolução, conscientes do significado sobre o voto no segundo turno”, afirma a nota do PSOL.

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