Wagner: a cara do contentamento com vitória de Rui no primeiro turno

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DEU NO JORNAL A TARDE

Ao ver eleito o candidato escolhido por ele para ser o seu sucessor, o governador Jaques Wagner (PT) provocou a oposição, dizendo que “o trabalho venceu a palavra fácil e a leviandade”.

“Eu ouvi dizer que eles achavam que iam ganhar com 800 mil votos de frente em Salvador. Agora, vão dormir tendo perdido no primeiro turno”, disse Wagner em coletiva de imprensa no Palácio de Ondina, logo após confirmada a vitória de Rui Costa (PT) na eleição para o governo da Bahia.

Menos comedida, a primeira-dama do Estado Fátima Mendonça, interrompeu a coletiva em determinado momento, olhou para as câmeras de TV e afirmou: “ACMzinho, sua casa caiu mais uma vez”, em referência ao prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), principal cabo eleitoral da candidatura de Paulo Souto.

Em seguida, Fátima se afastou do local onde era dada a coletiva, mas ainda foi possível ouvir sua comemoração, ao acompanhar a apuração no Maranhão. Ela celebrava a eleição de Flávio Dino (PCdoB), que derrotou o peemedebista Lobão Filho, correligionário de José Sarney, aliado de Dilma Rousseff e chamado pela primeira-dama de “bigodão”.

Wagner analisou como “natural” a chegada do tucano Aécio Neves (PSDB) ao segundo turno, em uma ascensão na reta de chegada. “Marina voltou ao seu patamar inicial. Houve um momento de comoção com a morte de Eduardo Campos, mas, com a passagem do tempo, retornou a racionalidade”, declarou, ao prever uma disputa semelhante à que ocorreu em 2010, quando Dilma Rousseff e o tucano José Serra foram ao segundo turno.

Campanha de Dilma

O governador informou que viaja amanhã a Brasília. Segundo Wagner, seus esforços nas próximas três semanas estarão concentrados em ajudar Dilma na campanha do segundo turno. Wagner não escondeu que seu futuro passa pelo resultado da disputa presidencial.

“Se ela for vitoriosa e me convidar, terei o prazer de participar do seu governo. Seguramente, não vou ficar desempregado”, afirmou.

O governador disse ainda que “a novela de 2006 se repetiu”, em relação à diferença entre o resultado eleitoral e as pesquisas realizadas pelo Ibope. “Há 15 dias, não aparecia esse resultado. Neste domingo, 5, já apareceu o empate”, afirmou Wagner.

Na véspera da eleição, pela primeira vez, o instituto apontou um empate de 46% entre Rui e Souto. Neste domingo, com 99% das urnas apuradas, Rui tinha 54,54% das intenções de voto, contra 37,37% do democrata.

“Sempre acreditei nessa vitória. Rui provou ter capacidade de temperar política com gestão”, disse. Wagner também reafirmou a crença de que o sucessor fará um governo melhor do que o seu.

BOA TARDE!!!

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PARE O MUNDO…

Maria Aparecida Torneros da Silva

Eu também vou reclamar, cantou Raul
Seixas, àquela época, referindo-se ao Silvio Brito, de quem era amigo, como um chato que repetia “pare o mundo que eu quero descer”.
O problema é que o mundo continua o mesmo e protestar é a única saida sensata ou se escolhe a loucura de deixar a vida, deliberadamente.

Aquele abraço ao Rio de Janeiro, onde estou, que continua lindo apesar da guerra do tráfico e da corrupção da polícia. A beleza do lugar tenta ofuscar a tristeza das mortes por violência. Às vésperas das eleições, o desepero pela corrida ao poder segue sendo o vale tudo cantado por Tim Maia, só que vale mais agora, vale dançar homem com homem e mulhef com mulher porque toda a maneira de amar vale a pena. Sempre. Melhor o amor do que a guerra. Sempre. Melhor a pobreza honesta do que a riqueza advinda da corrupção.

Salve a delação premiada do Paulo Roberto Costa e sua tornozeleira garantindo o conforto da prisão domiciliar. Afinal, ele devolverá milhões de dólares roubados aos cofres públicos.

Ainda reflito se devo descer desse mundo ou subir aos céus e descobrir outro mundo verdadeiramente justo que talvez nem exista ou caso exista, seja de alguma paz e muitos sofrimentos ainda. Será? Caramba, e pensar que a doutrina espírita prega que há seres pedindo orações para ajudá-los na caminhada além-túmulo.

Os cristãos, católicos e protestantes também protestam e falam do sono dos corpos e da ressureição da carne. Esta se alimenta do pão nosso de cada dia e das contaminações de bactérias e vírus. Por falar em vírus, o ebola descobriu a América e o serviço secreto deixou de cobrir a segurança da Casa Branca. Obama correu risco com o invasor armado de faca? Dizem que não pois estava fora da residência presidencial na hora do ataque. Logo ele que comanda ataques com armas sofisticadas no Oriente distante, ser ameaçado por uma peixeira nas mãos de um ex soldado?

Ironia das ironias é pensar que os tornados já atingem o Brasil que faz parte do mundo e não escapa das mudanças climáticas. Um tornadinho classificado como zero atingiu Brasília e destruiu parte do seu movimentado aeroporto. A seca antes nordestina agora é paulista. O vírus da falta d’água contaminou a Paulicéia como se não bastasse a falta de políticas publicas decentes que já é doença crônica, here, there and everywhere, lembrando os Beatles que também protestaram em suas canções, inumeras vezes.

Parando o mundo, desçamos todos!
Seria a metáfora da arca de Noé? Vamos pegar o barco imaginário da salvação da lavoura e da humanidade. Fugir dos grãos transgênicos ou dos frangos que nos alimentam com os antibióticos e hormonios de cada dia é uma excelente opção de coragem ou covardia?

Mas o vulcão cospe fogo no Japão e as chuvas inundam localidades em rincões dos continentes. O bicho homem tenta lutar contra sua própria consciência. Os médicos sem fronteiras enfrentam, galhardamente, um sem numero de desafios enquanto os radicais de várias sepas, decapitam com suas guilhotinas atualizando revoluções, na base da barbárie, ou das adagas, ou das peixeiras matadoras.

Que mundo é esse? Por Allah, que se creia na justiça? Que se confie em candidatos que pedem nossos votos? Ou que se desça do caminho, ou se desvie da rota, correndo o risco de sermos abatidos por missel em pleno vôo, ou por bala perdida em plena rua, ou até por uma corrupção premiada com tornezeleira em peno condomínio de luxo?

Nada disso é improvável, mas tudo é questão de estar pronto para protestar, como fazem os estudantes em Hong Kong, que esperam a definição da forma de governo na China que se diz comunista mas é capitalista e poluidora.

O Brasil? Ora, é lugar de felicidade, em tese. Como cantou Sinatra, em my way, fazemos à nossa maneira, com nosso jeitinho, e votamos, sim, a cada eleição, democraticamente, buscando construir um país de mudanças, cujos protestos ultrapassam as canções, seus ídolos, as novelas, o futebol, e até os seus politicos profissionais.

E sigamos, vamos nos equilibrando no transporte publicamente deficitário e coletivo. Cuidado, tomemos, para não cair do estribo do bonde da vida, e não quebramos nossas caras já tão recomendadas por tantos tombos anteriores.

Ainda bem que o Pitangui é nosso, tem 90 anos, primor de amante pela reparação das cicatrizes, um brasileiro que não desceu do mundo e acaba de lançar seu livro “viver vale a pena”.

Então, recado para os desanimados e protestadores, para os revoltados e descrentes, os cansados e desanimados: nem tudo está perdido! Votemos e sigamos, escapando, é claro, dos tornados, vírus e mentirosos, se possível.

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro.É editora do Blog da Mulher Necessária, onde o texto foi publicado originalmente.

out
06
Posted on 06-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-10-2014


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Sid, hoje, no portal de humor A Charge Online


A família Sarney foi derrotada no Maranhão, mas Renan Calheiros
elegeu seu filho em Alagoas

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DEU NO PORTAL BBC BRASIL

O povo maranhense que foi às urnas neste domingo acabou com uma oligarquia tradicional do estado. A família Sarney, que apoiava o candidato Lobão Filho (PMDB), foi derrotada no pleito logo no primeiro turno pelo candidato do PCdoB, Flávio Dino.

Dino teve 63% dos votos válidos, enquanto o filho de Edison Lobão, atual ministro das Minas e Energia, somou 34%. O novo governador maranhense substituirá justamente a última herdeira dos Sarney no cargo, Roseana (PMDB), que estava em seu terceiro mandato no Executivo estadual – antes de assumir em 2010, a peemedebista havia governado o Maranhão de 1995 a 2002.

A própria Roseana Sarney admitiu ironicamente o fim da oligarquia da família no estado. “Apesar de tudo, de as pessoas me acusarem, agora vão ter uma coisa boa, vai sair de pauta a oligarquia, né? Vamos ver o que vai entrar em pauta agora”, afirmou. “Sair do governo foi uma opção minha. Deixarei um Estado melhor do que peguei.”

No Senado, nova derrota para os Sarney. Roberto Rocha (PSB), com 51% dos votos, ficou com o cargo e derrotou Gastão Vieira (PMDB) – que teve 44% -, candidato apoiado por Roseana e sua família.
Flávio Dino desbancou os Sarney no governo do Maranhão
Manutenção de poder

Se no Maranhão o ‘clã’ dos Sarney acabou derrotado, outros estados apostaram na continuidade de suas tradicionais oligarquias, como Alagoas e Pará.

Em Alagoas, por exemplo, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB) – que sofreu impeachment em 1992 – foi reeleito senador pelo estado com 55% dos votos, derrotando Heloísa Helena (PSOL), que teve 33%. Collor já havia sido governador do estado em 1987, antes de se candidatar à presidência, e assumiu o cargo de representante de Alagoas no Senado pela primeira vez em 2007 – agora conseguindo a reeleição.

“Emoção enorme carregada de agradecimento para quem confiou seu voto ao meu nome para representar Alagoas no Senado. Podem esperar muito trabalho, muita dedicação, esforço e vontade de tentar resolver os problemas do estado, tirando Alagoas da posição difícil que se encontra, alcançando patamares de desenvolvimento econômico que desejamos”, afirmou o senador reeleito à imprensa.

No governo do mesmo estado, a eleição também apontou a continuidade de outra família tradicional da região, a dos Calheiros. Renan Filho (PMDB), que é herdeiro de Renan Calheiros, atual presidente do Senado, recebeu 52% dos votos e foi eleito governador no primeiro turno.

Outro grupo que pode se manter no poder é o da família de Jader Barbalho (PMDB) no Pará. O filho dele, Helder Barbalho (PMDB), teve 49,88% dos votos e por muito pouco não foi eleito governador no primeiro turno. Ele agora vai disputar o segundo turno com Simão Jatene (PSDB), atual governador, que teve 48,48% dos votos. Jader Barbalho já cumpriu dois mandatos de governador no Pará – em 1983 e 1991 – e agora pode eleger seu filho para o cargo.

“O povo do Pará nas ruas mostrando que deseja a mudança, e a mudança se Deus quiser hoje estará acontecendo no estado do Pará. Nós vamos fazer um governo diferente, um governo presente, e eu convoco a todos nesta grande vitória”, disse Helder Barbalho.


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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

A petista Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves repetirão pela quarta eleição consecutiva o duelo entre seus partidos nas disputa brasileira. Até o momento, com 90,3% dos votos apurados, a atual presidenta teve 40,9% dos votos no primeiro turno, enquanto o senador que tenta sucedê-la avança para a segunda etapa com surpreendentes 34,3%.

Os dados constam da apuração parcial do Tribunal Superior Eleitoral, divulgado às 19h56 deste domingo. Ainda falta apurar 8,3% dos votos, mas os escolhidos para o segundo turno não deverão ser tão alterados. A reação de Aécio surpreende porque em nenhum momento da campanha ele havia superado a casa dos 30% das intenções de votos. Pior, chegou a ser dado como “morto”, como uma carta fora do baralho, quando Marina Silva (PSB) entrou na disputa substituindo Eduardo Campos. Em seus piores dias, na primeira quinzena de setembro, Aécio amargou os 15% das intenções de voto. Na ocasião, Marina e Dilma estavam empatadas tecnicamente no primeiro turno.

A ambientalista Marina repete o pleito de 2010 e fica em terceiro lugar. Agora, ela teve 21,1% dos votos. A diferença, desta vez, era que as pesquisas a colocavam até o início da semana passada como a favorita para disputar o segundo turno. A onda Marina começou a diminuir nos últimos dias, depois que ela recebeu uma série de ataques de seus adversários e não conseguiu rebatê-los à altura. Nem o discurso da “nova política” ajudou a ex-ministra do Meio Ambiente a avançar.

No confronto da última eleição presidencial, Dilma venceu o primeiro turno com 46,9% dos votos contra 32,6% do tucano José Serra. Na segunda etapa, a vitória foi de 56% a 43%.

Estratégia futura

Até o segundo turno ainda restam duas semanas de campanha. Nesse período, Dilma tentará manter a vantagem que tem contra o tucano, conforme as sondagens, para garantir o quarto mandato consecutivo para o PT.

O partido governa o Brasil desde 2003, quando Lula da Silva se elegeu pela primeira vez. Já Aécio deverá se apoiar na igualdade do tempo de propaganda na TV e no rádio para tentar vencer.

Nesta etapa, cada um terá dez minutos de propaganda. Hoje, Dilma tem 11 minutos e 24 segundos, enquanto Aécio tem 4 minutos e 35 segundos. A partir de agora, a eleição, conforme alguns analistas, toma um caráter plebiscitário, já que um dos concorrentes é o atual mandatário.

Os que apoiam o governo possivelmente votarão em Dilma, enquanto os que são contra, em Aécio. O grande contrassenso deste ano foi o do desejo de mudança da sociedade brasileira. Apesar de 74% da população ser a favor de mudanças, a maioria optou por mandar para o segundo turno dois dos políticos que representam os partidos que há duas décadas comandam o país. O confronto PT x PSDB nunca esteve tão vivo.

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Música: Minas Gerais
CD: Geraes – 1976
Composição: Novelli e Ronaldo Bastos
Voz: Milton Nascimento

BOM DIA!!!


Marina Silva este domingo em São Paulo. /
Victor Moriyama (Getty Images/ El Pais

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Marina Silva não parecia uma candidata derrotada quando chegou à coletiva de imprensa passado das nove da noite de ontem (5), em São Paulo. Sorrindo muito, e bem humorada, a presidenciável do PSB agradeceu seus pouco mais de 22 milhões de votos, um pouco mais do que obteve em 2010. Recém chegada do Acre, onde votou num colégio eleitoral da capital Rio Branco, Marina disse que ainda fará reuniões com os representantes dos partidos coligados antes de tomar posição. “Vai ser uma conversa importante e estratégica”, afirmou.

Sobre os eventuais erros que aconteceram no percurso da campanha, a candidata socialista disse que era necessário “metabolizar o que aconteceu”. A votação parecida com 2010 é vista como positiva por Marina . “Encaro como um crescimento”, avaliou. “Nós estamos avançando e o avanço é a decisão da sociedade brasileira de se manter firme no processo político”, completou. Para ela, o eleitorado que a apoia tem um desejo claro. “Mais de 20% da sociedade brasileira está determinada que a mudança precisa ser qualificada.” A presidenciável, entretanto, admitiu que algo precisa ser ajustado. “Tem aquela frase: Mude antes de ser mudado e a sociedade brasileira está nos mudando”.

Independentemente dos rumos que serão tomados pelo PSB, a candidata disse que se manterá no projeto de criar o grupo Rede. “Estamos focados em dar continuidade ao processo que suscitamos no primeiro turno de ter uma parcela significativa da sociedade que se identifica com os nossos processos. O projeto da Rede caminha junto”, explicou. Marina disse que não imaginava que o PSB precisaria de ajuda após a morte de Eduardo Campos. “Nestes 40 dias fizemos de tudo para honrar o legado que nos foi entregue para esse momento das eleições”, disse. E celebrou a resistência a “uma inédita e despropositada agressividade política” dos adversário, o que por si só já era uma vitória. Ao ser questionada sobre o que o ex-governador de Pernambuco diria se estivesse vivo, Marina repetiu o que ele disse em sua última entrevista antes do acidente aéreo: não vamos desistir do Brasil”.

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