DEU NA COLUNA PAINEL, DE FOLHA DE S. PAULO ( EDITADA INTERINAMENTE POR BERNARDO MELLO FRANCO)

O desabafo de Marina Em conversa informal após o debate da TV Globo, a presidenciável Marina Silva (PSB) desabafou sobre dificuldades que viveu na campanha. Lembrou que só virou candidata devido à morte trágica de Eduardo Campos e se disse surpresa com o volume dos ataques que recebeu, especialmente do PT de Dilma Rousseff. “Eu estar onde estou já é um milagre”, disse Marina, referindo-se ao empate técnico com Aécio Neves (PSDB) em segundo lugar. “Quem aguenta um bombardeio desse?”

Chuva de pedras Neca Setubal, coordenadora do programa de governo de Marina, diz que a campanha foi “muito difícil”. “Ela sofreu ataques duros, de baixo nível. A Dilma chegou a dizer que ela era contra o Bolsa Família. Foram muitas mentiras.”

A outra face A educadora conta que a candidata viveu um dilema frente aos ataques do PT. “Se você não reage, é porque é fraca, está se vitimizando. Se reage, está se igualando a quem ataca. É uma coisa complicada.”

Doeu aqui Marina fez chegar a dirigentes petistas o recado de que está “muito ressentida” com a campanha de Dilma. Ela culpa a presidente pelo tom dos ataques.

Apesar de você Mesmo com o desgaste e a queda nas pesquisas, Neca Setubal se diz confiante. “Estou animada. Em 2010, os institutos não pegaram o crescimento da Marina. Acho que vamos para o segundo turno.”

Altos e baixos Outro aliado se surpreendeu com a imagem de abatimento de Marina em alguns momentos do debate. “À tarde ela estava exuberante, alegre. Não sei por que depois ficou com aquela aparência cansada.”

Não é bem assim Ontem o Twitter de Marina listou dez razões para votar na candidata. “Nas simulações de pesquisa do 2º turno, Aécio está muitos pontos abaixo e Marina sempre tem mais”, afirmou o perfil. Pelo último Datafolha, ambos perderiam para Dilma por 48% a 41%.

Volta ao ninho Aliado de Marina e candidato a deputado, o presidente do PPS, Roberto Freire, divulgou carta com declarações de apoio de três líderes tucanos: José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso.

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