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DEU NO IG

Pesquisa Ibope/TV Bahia divulgada neste sábado (4/10), véspera do primeiro turno das eleições, mostra que os candidatos Paulo Souto (DEM) e Rui Costa (PT) estão empatados na corrida pelo governo da Bahia.

Souto tem 36% das intenções de voto, uma queda de 7 pontos porcentuais em relação à pesquisa passada, quando tinha 43%.

Rui Costa também está com 36%, crescimento de 9 pontos sobre os 27% da pesquisa anterior.

Lídice da Mata (PSB) aparece com 5%, caindo 3 pontos porcentuais. Renata Mallet (PSTU) e Marcos Mendes (PSOL) obtiveram 1% cada um. Da Luz (PRTB) que tinha 1%, não pontuou desta vez. Brancos e nulos são de 10% e os indecisos 12%.

Paulo Souto caiu de 42 para 36%, desde a primeira pesquisa, e Rui Costa saltou de 8 para 36%.

Para o Senado, Otto Alencar (PSD) aparece pela primeira vez à frente de Geddel Vieira Lima (PMDB).

O candidato do PSD registra 33% de intenções de voto, contra 31% do peemedebista. Otto passou de 17 para 33% desde a primeira pesquisa, e Geddel caiu de 34 para 31%.

Eliana Calmon (PSB) tem 5% e Hamilton Assis (PSOL) 1%.

No segundo turno, ainda segundo a pesquisa Ibope/TV Bahia, Rui Costa também está empatado com Paulo Souto, com 39% das intenções de voto.

DEU NO UOL/FOLHA

RICARDO MENDONÇA
DE SÃO PAULO

Pesquisa Datafolha finalizada neste sábado (4) mostra o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, dois pontos à frente de Marina Silva (PSB) na disputa pela vaga no segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

A menos de 24 horas do início da votação, Dilma alcança 44% das intenções de voto válido (conta que desconsidera brancos e nulos), Aécio chega com 26%, Marina tem 24%.

Aécio e Marina estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro do estudo é de dois pontos para mais ou para menos. Mas ele chega ao dia da eleição numericamente à frente da rival pela primeira vez e, mais importante, em trajetória de ascensão -o oposto do que ocorre com sua rival.

Luciana Genro (PSOL), Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV) têm 1% cada um. Os outros cinco candidatos inscritos somam 1%. Há 4% do eleitorado que planeja votar nulo ou em branco. E outros 5% que não sabem em quem votar.

Estes resultados não podem ser confundidos com uma tentativa de previsão dos resultados da eleição deste domingo. Trata-se de um indicativo de tendências. Encerrada antes do início da votação, e com parte importante das entrevistas feitas nesta sexta, a pesquisa é um retrato da corrida eleitoral no período em que as entrevistas foram feitas.

No teste de segundo turno, Dilma vence tanto Aécio quanto Marina. Contra o tucano, a vantagem da petista é por seis pontos (53% a 47% dos votos válidos). Contra a pessebista, por dez pontos (55% a 47%).

Por encomenda da Folha e da TV Globo, o Datafolha ouviu 18.116 pessoas em 468 municípios neste sábado e na sexta. O nível de confiança é 95% (em 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro do levantamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-01037/2014.

Abertura do filme “Vai Trabalhar Vagabundo” (1974) de Hugo Carvana.
Composição e voz de Chico Buarque.

Adeus, “malandro” Carvana

(Vitor Hugo Soares)


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DEU NO G1

O cineasta e ator Hugo Carvana morreu neste sábado (4) aos 77 anos no Rio. De acordo com o hospital em que Carvana estava internado desde o último domingo (28), em Botafogo, na Zona Sul, ele teve complicações causadas por um câncer no pulmão. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro.

Ao longo da carreira, iniciada em 1955, Hugo Carvana ficou marcado por retratar o típico “malandro carioca” em suas comédias de costumes. Foi ator de mais de 50 filmes. Dentre as produções que dirigiu, estão “Vai trabalhar, vagabundo” (1973), “Se segura, malandro” (1977), “Bar Esperança, o último que fecha” (1982), “O homem nu” (1996), “Casa da mãe Joana” (2007) e “Não se preocupe, nada vai dar certo” (2009).

“Ele não era somente um ator extraordinário, mas diretor, um intelectual que pensava o Brasil. É uma coincidência triste: Carvana era como José Wilker, um autor, pensava as coisas do Brasil, do cinema, tinha interesse grande pelo estado do mundo”, disse o cineasta e grande amigo Cacá Diegues, lembrando a morte do também ator e diretor José Wilker, em 5 de abril passado (veja a repercussão da morte de Hugo Carvana).

Homenagem no Festival do Rio
No último sábado (27), o Festival do Rio realizou uma sessão especial de “Vai trabalhar, vagabundo”, com cópia restaurada. Os quatro filhos de Hugo Carvana estavam presentes: Júlio, Cacala, Rita e Pedro Carvana. Devido à saúde debilitada, o cineasta não pôde comparecer à sessão de gala.

Na TV Globo, atuou também em novelas como “Corpo a corpo” (1984), “Roda de fogo” (1986), “O dono do mundo” (1991), “De corpo e alma” (1992), “Fera ferida” (1993), “Celebridade” (2003) e “Paraíso tropical” (2007). Um de seus papéis mais conhecidos foi o do repórter policial Valdomiro Pena, do seriado “Plantão de polícia” (1979-1981).

Seu último trabalho como diretor foi “Casa da mãe Joana 2” (2013). Como ator, fez parte do elenco de “Giovanni Improtta” (2013), de José Wilker.

Hugo Carvana nasceu no dia 4 de julho de 1937, filho da costureira Alice Carvana de Castro e do comandante da Marinha Clóvis Heloy de Hollanda. Era “um ilustre suburbano de Lins de Vasconcelos, que nunca renegou sua origem simples”, conforme destaca o perfil no site oficial. O texto reforça que o ator e diretor ficou marcado em sua trajetória por ter “um quê de malandragem”.

Na juventude, para conseguir entrar no estádio e torcer pelo Fluminense, costumava se disfarçar de vendedor de balas e ambulante. “Figura obrigatória nas mesas dos bares da noite carioca, cultivou amizade com grandes nomes da boemia e das artes – Roniquito, Ary Barroso, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, foram alguns”, diz o perfil.

“Através dessa vivência criou personagens que povoam o universo carioca, como o malandro Dino em ‘Vai trabalhar vagabundo’.” A primeira vez em que viveu esse tipo de personagem foi em “O capitão Bandeira contra o dr. Moura Brasil” (1970), de Antônio Calmon.

DEU NA COLUNA PAINEL, DE FOLHA DE S. PAULO ( EDITADA INTERINAMENTE POR BERNARDO MELLO FRANCO)

O desabafo de Marina Em conversa informal após o debate da TV Globo, a presidenciável Marina Silva (PSB) desabafou sobre dificuldades que viveu na campanha. Lembrou que só virou candidata devido à morte trágica de Eduardo Campos e se disse surpresa com o volume dos ataques que recebeu, especialmente do PT de Dilma Rousseff. “Eu estar onde estou já é um milagre”, disse Marina, referindo-se ao empate técnico com Aécio Neves (PSDB) em segundo lugar. “Quem aguenta um bombardeio desse?”

Chuva de pedras Neca Setubal, coordenadora do programa de governo de Marina, diz que a campanha foi “muito difícil”. “Ela sofreu ataques duros, de baixo nível. A Dilma chegou a dizer que ela era contra o Bolsa Família. Foram muitas mentiras.”

A outra face A educadora conta que a candidata viveu um dilema frente aos ataques do PT. “Se você não reage, é porque é fraca, está se vitimizando. Se reage, está se igualando a quem ataca. É uma coisa complicada.”

Doeu aqui Marina fez chegar a dirigentes petistas o recado de que está “muito ressentida” com a campanha de Dilma. Ela culpa a presidente pelo tom dos ataques.

Apesar de você Mesmo com o desgaste e a queda nas pesquisas, Neca Setubal se diz confiante. “Estou animada. Em 2010, os institutos não pegaram o crescimento da Marina. Acho que vamos para o segundo turno.”

Altos e baixos Outro aliado se surpreendeu com a imagem de abatimento de Marina em alguns momentos do debate. “À tarde ela estava exuberante, alegre. Não sei por que depois ficou com aquela aparência cansada.”

Não é bem assim Ontem o Twitter de Marina listou dez razões para votar na candidata. “Nas simulações de pesquisa do 2º turno, Aécio está muitos pontos abaixo e Marina sempre tem mais”, afirmou o perfil. Pelo último Datafolha, ambos perderiam para Dilma por 48% a 41%.

Volta ao ninho Aliado de Marina e candidato a deputado, o presidente do PPS, Roberto Freire, divulgou carta com declarações de apoio de três líderes tucanos: José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso.

out
04

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Dica de Teatro da jornalista Rosane Santana, da Facom-UFBA, para os leitores do BP

“Só os loucos dizem a verdade”
estreia no Anexo do Theatro XVIII

O Anexo do Theatro XVIII (Casa 14) apresenta o espetáculoteatral “Só os loucos dizem averdade”, com estreia a partir de hoje (04/10) às 19:30hs, ficando em cartaz até o dia 25/10, sempre aos sábados no mesmo horário. A peça conta a história de dois médicos que, por causa do stress do dia a dia ficam loucos e são internados em um sanatório, onde satirizam a enfermeira e buscam um plano de fuga. Excluídos socialmente e longe da família, falam a verdade e fazem coisas que jamais fariam em seu estado “normal”. Dunga apronta todas no sanatório. Olga e Magnólia são duas personagens que devido ao seu comportamento criam situações dramáticas e bastantes cômicas. O espetáculo tem texto e direção de Elisio Souza Melo. No elenco estão os atores Lenira Santos, Laís Pereira e Rafael Charrete.

SERVIÇO:

Casa 14 – Anexo do Theatro XVIII
Rua Frei Vicente, 14 – Pelourinho – Tel. 3322-0018.
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Dias 04, 11, 18 e 25 de outubro (sábados) – 19:30 h

out
04
Posted on 04-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-10-2014


Aroeira, hoje, no jornal O Dia (RJ)


Foto do El Pais (edição do Brasil)

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ARTIGO DA SEMANA

Marina x Aécio: batalha no Projac pelo segundo turno

Vitor Hugo Soares

O calor do encarniçado debate dos candidatos ao Palácio do Planalto – último antes da votação deste domingo, 05 de outubro – chegou perto dos 40 graus centígrado de sensação térmica, no refrigerado estúdio da TV Globo, no complexo do Projac. O confronto pode não ter sido um primor de conteúdo (se comparado ao que já se viu antes em duelos verbais históricos e brilhantes, de políticos e polemistas notáveis do País, cujos nomes e tendências deixo a critério de cada leitor e ouvinte lembrar, para evitar mais bafafá desnecessário.

Injusto, porém, seria não reconhecer: o variado e dinâmico formato visual e jornalístico adotado no debate que começou com atraso (por motivo não explicado por Dilma, que chegou tarde, nem pela emissora) na noite de quinta-feira, e enveredou pela madrugada de ontem (3) espantou o tédio, afastou os muxoxos de sono e cansaço, e espalhou tensão e alternativas de interesse público e eleitoral do começo ao fim.

A tensão flutuante destes últimos dias no Rio de Janeiro e em Santa Catarina; os silêncios tradicionais e os rumores e fatos estranhos atuais em Minas; os contrastes de São Paulo; os complicados e sempre presentes impensáveis absurdos na Bahia, a virada em Pernambuco (considerada por alguns crentes o primeiro milagre operado pelo socialista Eduardo Campos depois da morte trágica, em Santos) rondaram o tempo todo.

Nos quatro blocos, em diferentes momentos, e envolvendo diferentes candidatos (os três primeiros colocados nas pesquisas e os coadjuvantes nanicos, que não negaram fogo nem fizeram feio), um foco definido e permanente: conquistar na Hora H eleitores de um País de mais de 140 milhões de votantes, em boa parte ainda refratário e desconfiado quanto à escolha.

Dúvida atroz, principalmente, quanto ao voto definidor sobre quem irá disputar com a presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, o segundo turno praticamente assegurado (salvo um improvável terremoto de última hora). No páreo, a ambientalista acreana do PSB, Marina Silva, em segundo lugar nas pesquisas de preferências eleitorais e comprovadamente boa de briga e de voto. O mineiro Aécio Neves, em terceiro lugar, corre por foranos calcanhares da socialista, com garra espantosa (para quem esteve a ponto de arriar a bandeira tucana) e discurso afiado que causa estragos nos dois adversários à sua frente.

Um combate franco e aberto (desleal, desigual e rasteiro em alguns momentos) onde tudo pode acontecer neste domingo. O Projac pega fogo. Antevisão, provável do grande “incêndio” nacional que se seguirá amanhã ( 5 ) , quando se saberá finalmente, no primeiro turno, “quem tem farinha no saco para vender na feira”, como dizia o gaúcho Leonel Brizola, um dos mestres nacionais dos debates e das polêmicas eleitorais referidos (sem dar o nome ) no começo destas linhas.

Em Salvador, vejo e escuto na tela da TV, entre divertido e preocupado, o experiente âncora do Jornal Nacional, e mediador do debate, William Bonner, perder o prumo por instantes. A ponto de pedir desculpas aos candidatos e ao público, por esquecer de sortear um dos temas no bloco de perguntas obrigatórias aos debatedores. Até, finalmente, esgotar a paciência e cortar o som dos microfones de duas exaltadas candidatas..

Medida extrema, quando Marina Silva, do PSB, e Dilma Rousseff, do PT, frente a frente, chegaram bem próximo de deixar de lado o confronto salutar das palavras, idéias, programas (ou falta de, como lembrado inúmeras vezes pela ambientalista) e partir para se engalfinharem em pleno estúdio, em rede nacional.

Ânimos mais que exaltados, também, quando a esquentada gaúcha, Luciana Genro, candidata do PSOL, comparou as críticas do tucano Aécio à petista Dilma, ao “sujo falando do mal lavado”. Houve dedo em riste do educado mineiro, que Luciana mandou o candidato baixar. Mas Bonner conseguiu mais uma vez serenar os ânimos no salão, e levar o último debate a bom termo até o “boa noite”, depois da mensagem final de todos os candidatos.

Findo o debate, desligo a televisão para dormir. Lá pelas duas da madrugada da sexta-feira, antes de pegar no sono, penso em Ulysses Guimarães, grande timoneiro da democracia brasileira em tempos de tempestades. Dizia ele seguir e exigir nos debates a cautela de Voltaire: “Se queres discutir comigo, defina primeiro tuas palavras”. Ulysses gostava também do sábio ensinamento chinês. “Há três pontos de vista: o meu, o teu e o verdadeiro”.

Para terminar, o conselho preferido do grande democrata encantado no fundo do mar, depois de um desastre aéreo: “Deixem o povo votar. Ainda que erre, acabará acertando. Melhor que dar o peixe é ensinar a pescar. Pela receita não se sabe o gosto do pudim. É preciso prová-lo”.

Provemos, portanto, outra vez, neste domingo de outubro, o sabor sempre renovado do pudim da democracia. Bom voto.

Vitor Hugo Soares, jornalista, é editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

out
04

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

A presidenta Dilma Rousseff pouco atacou seus críticos no debate da quinta-feira da TV Globo, mas durante toda a campanha ela adotou uma estratégia jurídica ofensiva, na tentativa de se defender de quem tecia qualquer tipo de crítica à sua gestão. Uma análise feita pelo EL PAÍS no Tribunal Superior Eleitoral mostra que a equipe de advogados da petista foi a que mais entrou com recursos contra peças publicitárias de seus adversários.

Nos 39 dias em que foram veiculadas as propagandas de rádio e televisão, os advogados de Rousseff apresentaram 23 pedidos de direitos de respostas, suspensão de propagandas ou de websites que supostamente eram favoráveis a um ou outro candidato. Desses, nove foram acatados porque os ministros do TSE entenderam que havia irregularidades. Pela lei, há quatro ocasiões em que os candidatos podem recorrer ao Judiciário para se defender: nos casos de injúria, calúnia, difamação ou quando houver a divulgação de falsas informações.

“Desde o início dos anos 2000 iniciou-se o fenômeno da judicialização da política e isso se estendeu para as eleições. O objetivo dessas ações é o de garantir a qualidade das armas entre as partes e uns candidatos aproveitam mais desse instrumento do que outros”, analisou o advogado Walber Agra, coautor do livro Elementos do Direito Eleitoral.

As maiores vitórias da campanha dilmista foram contra o candidato Pastor Everaldo (PSC) que em mais de uma ocasião acusou o governo petista de corrupto. Outra, foi uma que impedia a candidatura de Aécio Neves (PSDB) de usar um dos slogans oficiais do TSE, e uma terceira que suspendeu uma propaganda de Marina que foi considerada ofensiva por vincular a petista à corrupção na Petrobras.

Em princípio a candidata havia conseguido também um direito de resposta contra a revista Veja, que publicou uma reportagem sugerindo que o PT estava cedendo à chantagem de um criminoso. Porém, na última quinta-feira à noite, o ministro Gilmar Mendes modificou uma decisão do colegiado e suspendeu esse direito. Agora, o caso será analisado pelo plenário do TSE.

Entre as principais derrotas da petista estão: uma tentativa de suspender o site de uma consultoria de negócios que noticiou que o mercado reagia melhor a Aécio do que a Dilma; e dois direitos de resposta contra a rádio CBN e o jornal O Estado de S. Paulo que veicularam comentários ou matérias negativas à candidata.

O direito de resposta foi um dos artifícios mais utilizados por Rousseff também nos debates. No da Record no domingo passado, após pedir três vezes para responder às críticas, a presidenta foi atendida. No da Globo, porém, a produção do programa entendeu que ela não foi ofendida pessoalmente, que as acusações eram algo normal em uma campanha, já que naturalmente os oposicionistas devem ressaltar os pontos negativos de quem está no governo.

Aécio Neves e Marina Silva (PSB) também recorreram várias vezes ao tribunal para tentar minimizar a propaganda de seus adversários. Os advogados do tucano apresentaram doze pedidos de mudanças nos programas eleitorais e obtiveram sucesso em oito casos. A maioria era por questões técnicas, como o uso de computação gráfica nos programas televisivos de Dilma.

Entre as derrotas de Aécio estava a tentativa de multar Rousseff por participar de um bate-papo com internautas falando sobre o programa Mais Médicos, a proibição do uso de fotos feitas pelo fotógrafo oficial da Presidência da República no programa da petista e um direito de resposta sobre a crise energética enfrentada pelo Brasil em 2001, quando ocorreu o apagão no país. O PSDB também disse que entraria na Justiça nesta segunda pelo uso indevido da estrutura dos Correios que, segundo o partido, estaria favorecendo a distribuição de panfletos de campanha da candidata em São Paulo.

Já Marina, apresentou seis ações, a maioria contra Rousseff, que a criticou por seus posicionamentos relacionados ao pré-sal ou à autonomia do Banco Central. Nenhum dos pedidos da socialista foi acatado pelos ministros do TSE.

“Uma derrota no tribunal não deve ser sempre lamentada. Muitas vezes ela serve para mostrar aos advogados e aos candidatos qual caminho devem seguir. É uma baliza para nós”, afirmou Agra.

Para esse especialista, a enxurrada de pedidos de interferência judicial ocorre por causa da falta de critérios de marqueteiros dos candidatos. “Os candidatos são totalmente reféns do marketing, que acaba alienando a sociedade. Em muitos casos eles até sobrepõem a forma ao conteúdo. Os marqueteiros deveriam ser mais cuidadosos.”

out
04


Dilma:campanha com Lula, Suplicy e Haddad em SP

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DEU NO PORTAL IG

Os lideres da corrida presidencial concentraram suas agendas de campanha nesta sexta-feira (03) nos três maiores colégios eleitorais do Brasil, todos no Sudeste. A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), escolheu o maior de todos, São Paulo, para fazer uma caminhada que acabou se tornando uma carreata. O Estado concentra quase 32 milhões votos, 22,4% do total.

Infográfico: Conheça o mapa eleitoral brasileiro

Dilma estava acompanha do seu maior cabo eleitoral, o ex-presidente Lula, na carreata que percorreu ruas do centro paulistano. Além dele, estavam os petistas Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, Alexandre Padilha, candidato ao governo paulista, Eduardo Suplicy, senador em busca da reeleição, e Rui Falcão, presidente nacional do PT.
A presidente e candidata à releição Dilma Rousseff (PT) fez campanha no centro de São Paulo, com o ex-presidente Lula . Foto: Divulgação

A candidata do PSB á Presidência, Marina Silva, escolheu o terceiro maior colégio eleitoral, o Rio de Janeiro, com 12 milhões de votos, 8,5% do total. A neossocialista passeou de carro aberto nesta sexta na Praça Sáenz Peña, na Barra da Tijuca.

Marina também tirou fotos e cumprimento eleitores que acompanhavam o passeio. Durante o evento, Marina se mostrou confiante de que estaria no segundo turno com a presidente Dilma.

As últimas pesquisas Ibope e Datafolha mostraram uma disputa acirrada entre Marina e Aécio Neves, presidenciável do PSDB, para chegar ao segundo turno. Os dois estão na casa dos 20%. Dilma lidera com 40%, no levantamento dos dois institutos.

Datafolha: Dilma tem 40%, Marina, 24% e Aécio chega a 21%
Ibope: Dilma tem 40%, Marina, 24% e Aécio mantém 19%

O tucano escolheu o seu berço eleitoral, Minas Gerais, para uma caminhada no penúltimo dia de campanha do primeiro turno. Ele cumprimentou eleitores na região da Pedreira Prado Lopes, em Belo Horizonte. Assim como Marina, Aécio disse que estará no segundo turno.

Minas é o segundo colégio eleitoral do Brasil. O Estado concentra 15 milhões de eleitores, 10,67% do total.

O escolha do Sudeste pelo trio de presidenciáveis não foi aleatória, além dos 43% dos votos e 61 milhões de eleitores envolvidos, a disputa presidencial na região deve ser disputada, segundo pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (02).

De acordo com o Datafolha, Dilma lidera as intenções de voto no Sudeste, com 32%. Ela é seguida por Marina, que registra 28%. Em terceiro, vem Aécio, com 26%.


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