A equipe de reportagem que a estação de televisão norte-americana NBC enviou à Libéria vai ser repatriada para os Estados Unidos depois de o operador de câmara ter sido infectado com o vírus.

Ashoka Mukpo, um operador de câmara freelancer de 33 anos recrutado na terça-feira para viajar para a Libéria a serviço da NBC foi infectado com ébola, anunciou na última madrugada a própria estação de televisão, que decidiu repatriar toda a equipa para os Estados Unidos.

O operador de câmara está de quarentena num centro dos Médicos Sem Fronteiras junto do aeroporto de Monróvia, a capital da Libéria, país onde se registraram mais de metade das 3.338 vítimas mortais dos 7.178 casos registados.

De acordo com o pai deste operador de câmara, os médicos estão otimistas em relação ao seu estado de saúde. Mal chegue aos Estados Unidos será internado num centro especializado, enquanto o restante da equipe , que não apresenta qualquer sintoma, ficará de quarentena durante 21 dias.



BOM FIM DE TARDE!!!

out
03
Posted on 03-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-10-2014


Amorim, hoje, no site Amorim Cartoon

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DEU NO G1

RIO — Na disputa por uma vaga no segundo turno, os candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) travaram, segundo cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO, um “embate” no primeiro bloco do debate exibido ontem na TV Globo. Ao longo do programa, no entanto, miraram na presidente Dilma Rousseff (PT), que busca a reeleição e aparece em primeiro nas pesquisas de intenção de voto.

O último debate com os presidenciáveis também foi marcado por Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) terem interpelado Levy Fidelix (PRTB) a pedir desculpas pelo discurso homofóbico feito no debate exibido na TV Record.

— Os três candidatos mais competitivos fogem do tema homofobia e aborto, e Eduardo e Luciana trouxeram isso à tona. Em relação a Aécio e Marina, ele atacou para mostrar que a candidata não seria oposição, que teria alma petista. Estão tecnicamente empatados, é natural que haja embate — diz Marly da Silva Motta, historiadora da FGV-Rio.

— Ao ser questionada por Aécio sobre sua permanência no PT na época do mensalão, Marina conseguiu neutralizar o ataque. Ela também marcou um gol de placa ao abordar a questão do Bolsa Família. O Aécio marcou ponto na resposta ao Everaldo (Pastor Everaldo, PSC), sobre os Correios. E Dilma (Roussef, PT) se saiu bem na questão do Pronatec — analisa o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio, lembrando que Dilma virou alvo quando foram lembradas as denúncias envolvendo a Petrobras.

— O maior alvo de ataque para Dilma é a Petrobras. Mas não sei se isso tem impacto, se tem muito peso no voto — diz Marly.

No segundo bloco, com temas pré-determinados, os candidatos tiveram que discutir assuntos como Previdência e Custo Brasil.

— A partir daí, questões centrais foram colocadas, apareceram a Segurança Pública e a guerra às drogas, além da Previdência — diz Oscar Vilhena, professor da FGV-SP: — Fora isso, o Pastor Everaldo fez uma linha a favor do PSDB e do PSB. A Luciana Genro, não. Ela bateu tanto no Aécio quanto na Dilma.

De acordo com Ismael, ao longo do debate, Aécio passou a focar em Dilma e deixou Marina de lado:

— Aécio procurou aparecer bastante crítico em relação a Dilma, polarizando com a petista, mas evitando o ataque a Marina, talvez por uma orientação para que não haja risco de decisão da eleição em primeiro turno. Ele teve, inclusive, a oportunidade de fazer a pergunta para a candidata Marina, mas escolheu questionar o Eduardo Jorge — diz ele, lembrando o embate entre Dilma e Marina, sobre a questão da autonomia do Banco Central.

Para Vilhena, no entanto, todos os candidatos pecaram ao deixar os jovens fora da pauta:

— Vimos um total desprezo pelas questões dos que foram às ruas em junho do ano passado.

out
03
Posted on 03-10-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-10-2014

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS ( EDIÇÃO DO BRASIL)

Os candidatos à presidência do Brasil travam uma batalha paralela distante dos comícios, das campanha e dos debates veiculados na televisão. O dito brasileiro de que futebol, política e religião não se discutem se esvai nas redes sociais em clima eleitoral. Por trás de até perfis falsos e bem-humorados, militantes profissionais e robôs que disparam publicações à velocidade da luz, os 76 milhões de usuários das redes sociais —quase 40% da população— estão dizendo o que é importante e o que não é nessa campanha. Hoje, quase 40% das publicações fala da campanha eleitoral, segundo um informe do Instituto Brasileiro de Opinião Pública (IBOPE).

O poder das redes prejudicou a imagem de Marina Silva, a principal rival de Dilma Rousseff, por retirar de seu programa seu apoio aos homossexuais depois, precisamente, de ser criticada no Twitter pelo pastor Silas Malafaia. Os internautas da oposição colocaram Rousseff na berlinda em função do mais recente escândalo de corrupção na Petrobras, enquanto permitem que Aécio Neves, acusado de usar robôs para divulgar ataques contra suas adversárias, permaneça imune aos escândalos do mundo virtual.

“Existe um diálogo muito forte entre a mídia tradicional e a mídia social. As redes funcionam como caixa de ressonância, repercutem uma notícia e a amplificam enormemente. Muitas vezes, são as redes sociais que geram os temas que acabam sendo abordados na mídia tradicionais”, explica Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da escola de Direito da Fundação Getulio Vargas

Na guerra pela conquista do internauta, Dilma Rousseff ganha de goleada, segundo os especialistas, enquanto Marina Silva perde qualquer enfrentamento que se dispute nas redes.

A potente máquina do Partido dos Trabalhadores, já construída para se defender dos escândalos de corrupção, tem à sua disposição portais próprios, milhões de militantes ativos e até contratou o jovem autor do Dilma Bolada, o perfil falso da presidenta que, com um milhão e meio de seguidores no Facebook, satiriza o dia a dia da dirigente.

Marina, no entanto, candidata de surpresa depois da morte de Eduardo Campos em um acidente de avião em agosto, tem poder e influência minúsculos no mundo virtual. “Qualquer controvérsia relacionada a Marina Silva explode na Internet. Ela foi bombardeada a cada uma das mudanças e contradições de seu programa. E sempre vai perder. Marina surgiu com uma carga emocional enorme, mas não construiu uma estrutura de redes que lhe permita responder com a mesma emoção. E as defesas pouco apaixonadas em um contexto eleitoral como o do Brasil não têm repercussão”, firma Fábio Malini, coordenador do laboratório de estudos sobre imagem e cibercultura Labic. “Marina tem consistência política, mas as redes lhe são desfavoráveis”, acredita Malini.

O humor está sendo outra das chaves dessa campanha. Com a mesma criatividade com que foi ilustrada a derrota espetacular da seleção brasileira contra a Alemanha, os memes, vídeos e comentários satíricos elevaram a figura do candidato do Partido Verde, Eduardo Jorge, sem nenhuma possibilidade de chegar à presidência, a um status de ídolo das massas. Ao mesmo tempo em que, em menos de uma noite, destruíram a imagem de Levy Fidelix, candidato pelo diminuto Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, por declarações homofóbicas. A maioria dos eleitores não acompanha os debates nem as pesquisas, nem lê os editoriais dos jornais, mas sabe de tudo através do filtro do Facebook, onde colecionam amigos às centenas e passam mais tempo do que usuários de outros países.

A três dias das eleições, muitos brasileiros não têm claro a quem vão confiar seu voto, mas sabem em quem seu vizinho vai votar para deputado, governador e presidente. Em uma reinvenção do conceito de voto secreto, a moda agora é publicá-lo no Facebook.

BOM DIA!!!

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