DEU NO G1

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, deixou a carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no bairro Santa Cândida, às 13h15 desta quarta-feira (1º). Sob escolta policial, ele foi levado em um carro preto descaracterizado da PF até o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana da capital paranaense. De lá, Costa seguirá em um avião da PF para o Rio de Janeiro – onde cumprirá pena em regime domiciliar até ser julgado. A PF não informou em qual aeroporto do RJ a aeronave irá pousar e o horário de chegada.

A mudança de regime prisional foi obtida após um acordo de deleção premiada, que foi aprovado e homologado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o período da prisão domiciliar, Costa será monitorado por uma tornozeleira eletrônica e terá que cumprir regras para não perder os benefícios oferecidos pelo acordo feito com a Justiça. Segundo a PF, o equipamento foi colocado no ex-diretor por volta das 10h.

O ex-diretor é um dos acusados na operação Lava Jato, que foi deflagrada no dia 17 de março deste ano em vários estados brasileiros e no Distrito Federal. A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Conforme a PF, a organização criminosa era liderada pelo doleiro Alberto Youssef, que está detido na carceragem em Curitiba. Após ser preso, Costa chegou a ser libertado no dia 19 de maio por ordem do ministro Zavascki, mas foi preso novamente no dia 11 de junho a pedido Ministério Público Federal (MPF).

Depois de homologar o acordo de delação premiada na terça, Zavascki transferiu para a Justiça Federal do Paraná a decisão sobre a prisão domiciliar de Costa. O juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava Jato, concedeu o benefício.

Paulo Roberto terá que pagar fiança de R$ 5 milhões para deixar a carceragem e cumprir com o acordo de delação. Ele também terá que pagar mais R$ 5 milhões de indenização e devolver bens aos cofres públicos. Entre eles estão uma lancha e um terreno em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, ambos com valores acima de R$ 1 milhão.

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